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  • CEE rejeita proposta da Caixa para Promoção por Mérito

    Modelo apresentado pelo banco exige dez ações para o primeiro delta e outras dez para o segundo, além de vincular a progressão ao Alcance.Caixa; Super Caixa, PLR Social e Saúde Caixa também foram debatidos A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa rejeitou, nesta sexta-feira (31), em São Paulo, a proposta apresentada pelo banco para a sistemática de Promoção por Mérito dos anos-base 2026 e 2027. Para a representação das empregadas e dos empregados, o elevado número de requisitos e a inclusão do Alcance. Caixa dificultariam excessivamente a conquista dos deltas, sobretudo para quem trabalha na rede de agências e impediria que o pagamento seja realizado em janeiro. A discussão ocorreu durante a quarta reunião de negociações específicas com a Caixa, que integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026. Além da Promoção por Mérito, a mesa tratou da remuneração variável, do Super Caixa, da PLR Social e do Saúde Caixa. “A proposta apresentada pela Caixa não considera as condições reais de trabalho. Para conquistar o primeiro delta, seriam necessárias dez ações. Para o segundo, o empregado precisaria completar outras dez e ainda depender do resultado do Alcance.Caixa. Na prática, o banco criaria uma série de obstáculos para impedir que grande parte do quadro avance na carreira”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. A Promoção por Mérito é uma conquista da organização dos trabalhadores e da negociação coletiva. Cada delta representa um acréscimo médio de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis. Ao propor que o Alcance. Caixa seja um dos critérios, o próprio banco admite que o pagamento seria realizado apenas após a divulgação do balanço anual da empresa. No caso da progressão referente ao ano-base 2026, a CEE cobra que o pagamento seja efetuado em janeiro de 2027. Os deltas relativos a 2025 somente foram creditados em abril de 2026, reduzindo o efeito financeiro da progressão para os empregados. Proposta dificulta acesso aos deltas A Caixa propôs uma sistemática válida por dois anos. A definição antecipada foi considerada positiva pela representação dos empregados, mas não compensou os problemas existentes nos critérios. Para 2027, apesar de manter a estrutura do programa, o banco pretende divulgar as ações que integrarão cada bloco somente até o fim do primeiro trimestre daquele ano. A proposta divide os requisitos dos empregados ativos em dois blocos: Saúde em Dia, formado por ações de capacitação, saúde e qualidade de vida; e Estratégia Caixa, composto por cursos vinculados ao planejamento estratégico do banco. A CEE ressaltou que os empregados da rede de agências não possuem as mesmas condições dos trabalhadores das áreas-meio e da matriz para realizar uma grande quantidade de cursos durante o expediente. Mesmo o tempo de capacitação previsto no Acordo Coletivo de Trabalho não é assegurado em muitas unidades. “Não existe igualdade de condições entre quem trabalha na matriz e quem está diariamente no atendimento. Nas agências, as empregadas e os empregados enfrentam filas, metas, falta de pessoal e sobrecarga. Criar uma extensa lista de cursos como requisito para o delta significa excluir justamente quem tem menos condições de realizá-los”, afirmou o representante da Fetrafi-MG, Clotário Cardoso. A representação reivindicou a redução expressiva do número de ações, a exclusão do Alcance.Caixa e a garantia de tempo efetivo, dentro da jornada, para capacitação. A proposta prevê como impedimentos, entre outros pontos, menos de 180 dias de efetivo exercício no ano-base, estar na última referência salarial do PCS, penalidade de suspensão, registro de censura ética, reincidência de advertência nos últimos cinco anos, falta não justificada e contrato suspenso ou extinto. A Caixa informou que analisará as ponderações apresentadas e deverá elaborar uma segunda versão da proposta. Um avanço confirmado pelo banco foi a aceitação dos comprovantes de vacinação contra a gripe emitidos pelo Sistema Único de Saúde, por clínicas particulares ou pela própria campanha interna da Caixa. Super Caixa precisa ser negociado Na discussão sobre renda variável, a CEE voltou a reivindicar que o Super Caixa e quaisquer outros programas que gerem renda para os empregados sejam negociados com a representação dos trabalhadores. A CEE defende o “vendeu, recebeu” e o pagamento de bônus para todos, e que a distinção feita pelo banco entre “remuneração” e “premiação” não elimina o impacto desses valores na renda e na organização financeira das famílias. A representação cobrou transparência, acesso permanente às informações de desempenho e definição de todas as regras antes do início do período de apuração. Também exigiu que os critérios não sejam alterados durante o ciclo e que tenham o mesmo grau de complexidade para empregados da rede, das centralizadoras, das áreas-meio e da matriz. A CEE reivindicou ainda a retirada dos índices de Negócios Sustentáveis (NS) e de satisfação dos clientes (CSAT) como redutores dos valores a serem pagos. “Quem vendeu precisa receber. Não é aceitável que o empregado entregue o resultado e depois perca o pagamento por causa de NS, CSAT ou de regras alteradas no decorrer do programa. Esses indicadores transformam uma suposta premiação em punição e aumentam a pressão e o adoecimento”, afirmou o representante da Fetraf-RJ/ES, Ronan Teixeira. A representação manteve a defesa do princípio “vendeu, recebeu” e de bônus para todos. Segundo a CEE, os resultados são construídos coletivamente, inclusive pelos empregados responsáveis pelo atendimento social e pelos serviços que permitem que outros trabalhadores se dediquem diretamente aos negócios. Dados divulgados pela própria Caixa reforçam a contribuição do quadro de pessoal para os resultados. Em maio de 2026, os prêmios de seguros emitidos pela Caixa cresceram 8,5% em relação ao mesmo mês de 2025, diante de alta de 5,9% no restante do mercado. No acumulado dos cinco primeiros meses, o crescimento da Caixa foi de 8,3%, contra 6,9% do mercado sem a instituição. PLR Social A CEE também cobrou o pagamento integral da PLR Social. A minuta específica reivindica uma parcela equivalente a 6% do lucro líquido, distribuída linearmente, sem limite individual e sem compensação com a regra geral da PLR. A pauta inclui ainda a eliminação dos atuais limitadores, transparência na metodologia de cálculo, acompanhamento pelas entidades sindicais e mecanismos de governança paritária na definição e validação dos indicadores. A Caixa respondeu que a reivindicação está na mesa e será debatida posteriormente. Para a CEE, a PLR está entre as parcelas mais aguardadas pelos trabalhadores e precisa reconhecer efetivamente os resultados construídos pelo quadro de pessoal. A CEE também cobrou em mesa o pagamento do 1% da PLR Social de 2020, que deixou de ser paga em 2021. O percentual a ser pago é de 4%, distribuído linearmente entre os empregados. Na ocasião a Caixa pagou apenas 3%. Relatório do Saúde Caixa Na segunda parte da reunião, a Caixa antecipou para a CEE o Relatório de Administração do Saúde Caixa referente a 2025. A divulgação pública será realizada na próxima segunda-feira (3). De acordo com os dados, o plano terminou o ano com 273.462 beneficiários, sendo 127.475 titulares e 145.987 dependentes. Ativos e seus dependentes representam 71% da carteira; aposentados e dependentes, 26%; e pensionistas e dependentes, 2%. O custo assistencial total chegou a R$ 4,29 bilhões, crescimento de 22,38% em relação a 2024. As receitas efetivas somaram R$ 3,76 bilhões e as despesas totais, R$ 4,39 bilhões, resultando em déficit operacional de R$ 627,8 milhões, recomposto, segundo o banco, por mecanismos previstos no ACT e pela utilização da reserva técnica. A CEE observou que a concentração de despesas na faixa etária acima de 59 anos, acompanha a própria composição da carteira e solicitou informações mais detalhadas sobre os custos por idade. A representação voltou a defender a contratação de empregados. Além de reduzir a sobrecarga e melhorar o atendimento, a renovação do quadro contribui para ampliar e rejuvenescer a base de participantes do Saúde Caixa. “A sustentabilidade do Saúde Caixa não pode ser buscada com mais cobrança sobre os usuários. A Caixa precisa colocar mais dinheiro no plano, restabelecer efetivamente o modelo de custeio 70/30. Também precisamos preservar a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional e garantir aos contratados após agosto de 2018 que a Caixa continue contribuindo com o custeio do plano na aposentadoria”, declarou Luiza. A CEE cobrou ainda informações detalhadas sobre os custos administrativos e investimentos em tecnologia que permitam aos usuários conferir procedimentos, autorizar atendimentos digitalmente e colaborar com o controle dos gastos. O responsável pelo Saúde Caixa comprometeu-se a apresentar as informações solicitadas. A Caixa informou que deverá trazer novas respostas na semana seguinte. Pendências das mesas anteriores Na abertura da reunião, a CEE também cobrou respostas sobre reivindicações já apresentadas, entre elas o teletrabalho, o teletrabalho para pessoas com deficiência, a construção de novos PFG e PCS, os problemas provocados pelo sistema Gênesys e pela fila do Move Brasil, os processos seletivos internos, a contratação de empregados e as metas. O banco informou que os temas continuam em análise e que apresentará propostas quando os estudos internos estiverem concluídos. As negociações específicas com a Caixa fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Empregadas e empregados devem acompanhar o site e as redes sociais da Contraf-CUT e dos sindicatos para receber informações atualizadas sobre as próximas reuniões e os encaminhamentos da campanha. Outra possibilidade é se inscrever nos grupos de WhatsApp da Contraf-CUT. Receba notícias das negociações com a Caixa: https://chat.whatsapp.com/Fosc4juP7wbGchVPmqgsLz Receba notícias gerais da campanha: https://chat.whatsapp.com/FjXsBIuHe9x68Xrvnnd5X9 Fonte: Contraf-CUT

  • CEBB cobra valorização da carreira, melhorias nas funções e melhores condições de trabalho em negociação com o Banco do Brasil

    Representação dos trabalhadores defende aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, revisão do Plano de Funções e medidas para reduzir a sobrecarga na rede de atendimento A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco nesta sexta-feira (31), em São Paulo, para mais uma rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O encontro teve como foco as reivindicações relacionadas à remuneração, ao Plano de Carreira e Remuneração (PCR), ao Plano de Funções e às condições de trabalho dos funcionários da instituição. A reunião começou com o debate sobre a valorização da carreira dos trabalhadores. A representação dos funcionários defendeu o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, a revisão dos critérios de progressão funcional, a valorização da carreira por mérito e a atualização dos vencimentos, de forma a ampliar o reconhecimento profissional e oferecer perspectivas concretas de crescimento. Durante a negociação, o Banco do Brasil apresentou um panorama da estrutura de cargos, funções e salários em todo o país. Em seguida, a CEBB cobrou mudanças no Plano de Funções, entre elas o reajuste dos adicionais de função, maior transparência sobre as atribuições e metas de cada cargo, o pagamento integral das substituições desde o primeiro dia de exercício e o fim da chamada lateralidade, mecanismo que, segundo a representação sindical, contribui para o acúmulo de atividades sem a devida remuneração. Outro ponto defendido foi a incorporação integral no Valor de Referência (VR) das comissões/gratificações após dez anos de exercício, conforme previsto na minuta de reivindicações da categoria. A comissão também reforçou que qualquer alteração no Plano de Funções deve ser negociada previamente com a representação dos trabalhadores. A ampliação do teletrabalho também esteve na pauta. A CEBB reivindicou a ampliação da modalidade, tanto para que mais funcionários possam aderir ao modelo quanto para aumentar o número de dias de trabalho remoto daqueles que já participam do programa. A situação da rede de atendimento foi outro tema de destaque. Os representantes dos trabalhadores alertaram que as agências enfrentam um cenário de sobrecarga, resultado da redução do quadro de pessoal e do aumento das demandas, tornando urgente a adoção de medidas que reforcem as equipes e melhorem as condições de trabalho. Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a negociação trata de temas fundamentais para a valorização dos trabalhadores e para o fortalecimento do banco público. "A valorização das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil passa necessariamente por um plano de carreira que reconheça a experiência, ofereça perspectivas de crescimento e assegure remuneração compatível com a responsabilidade exercida. Também é fundamental avançar em medidas que melhorem as condições de trabalho, combatam o acúmulo de funções e garantam mais transparência e justiça nos processos internos. Esperamos que o banco esteja disposto a construir soluções que atendam às expectativas dos trabalhadores", afirmou. O secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do Banco do Brasil, Gustavo Machado Tabatinga Jr., também destacou a necessidade de equiparar a remuneração do BB à praticada por outros bancos públicos federais. Segundo ele, os trabalhadores defendem que uma instituição com a importância do Banco do Brasil ofereça salários compatíveis com seu papel estratégico para o país. "É importante que um banco tão estratégico para o país quanto o Banco do Brasil esteja à frente ou, no mínimo, em condições equivalentes às das demais instituições financeiras públicas. Essa é uma reivindicação recorrente apresentada pelos trabalhadores da base", afirmou. A comissão também cobrou a valorização de cargos específicos, como os atendentes da Central de Relacionamento Banco do Brasil (CRBB) e os assistentes da Diretoria de Operações (Diope) e dos Centros de Suporte (Cesup). Outro pleito apresentado foi a efetivação como assistentes de todos os trabalhadores que exercem, de forma permanente, as atividades de caixa, garantindo o devido reconhecimento das atribuições desempenhadas e a correspondente valorização profissional. As negociações específicas do Banco do Brasil integram a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorrem paralelamente às mesas entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que discutem a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Fonte: Contraf-CUT

  • Comando e Fenaban debatem remuneração da categoria

    Em mais uma rodada de negociações realizada nesta quinta-feira (30), representantes dos bancários e da Fenaban discutiram reajuste salarial, benefícios e critérios mais justos para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os bancos também apresentaram devolutivas sobre as reivindicações relacionadas à saúde, debatidas na reunião anterior. Em relação à reivindicação de implantação da NR1, que prevê a participação dos trabalhadores no mapeamento dos fatores de risco do adoecimento psicossocial e no estabelecimento de medidas de prevenção e proteção, os bancos sinalizaram a disposição de construção conjunta com os representantes dos bancários de uma metodologia em consonância às orientações do Ministério do Trabalho e Emprego. Mais uma vez, os bancos trouxeram ao debate questionamentos em relação à validade dos atestados concedidos por médicos assistentes aos bancários, colocando em risco a complementação salarial prevista na CCT, conquistada pela luta da categoria. O Comando Nacional reafirmou que as conquistas dos bancários não estão em discussão, pois são o resultado de mais de 20 anos de mesa única e luta da categoria. Com base em dados do Dieese, o Comando Nacional destacou que os resultados financeiros dos bancos demonstram plena capacidade de atender às reivindicações da categoria, garantindo a valorização do piso e reajuste salarial e das demais verbas acima da inflação. Entre 2003 e 2025, o lucro líquido dos maiores bancos cresceu 178% acima da inflação. Em 2025, as receitas com tarifas e prestação de serviços dos cinco maiores bancos cobriram 123% das despesas de pessoal, índice que sobe para 142% quando a PLR é desconsiderada. A pauta apresentada reflete a vontade da categoria: segundo a Consulta Nacional dos Bancários, 93% dos trabalhadores apontam como prioridade a conquista de aumento real nos salários, além de melhorias na PLR e nos valores dos vales-refeição e alimentação. Durante o debate, foram apresentados diversos dados que comprovam que os índices de inflação oficiais não refletem o real custo de vida dos bancários e bancárias, considerando despesas como transporte, alimentação, educação e formação profissional. A próxima rodada irá acontecer no próximo dia 04 de agosto e a categoria espera que os bancos apresentem propostas que atendam às expectativas dos trabalhadores.

  • BB negocia remuneração, plano de carreira e valorização dos funcionários nesta sexta-feira (31)

    Reunião, em São Paulo, dará continuidade às negociações da pauta específica da Campanha Nacional 2026 e terá como foco remuneração, Plano de Cargos e Salários e condições de trabalho A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB/Contraf-CUT) volta à mesa de negociação com a direção do banco nesta sexta-feira (31), em São Paulo, para mais uma rodada da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O encontro terá como foco as reivindicações relacionadas à remuneração, ao Plano de Carreira e Remuneração (PCR), ao Plano de Funções e às condições de trabalho. Entre os principais pontos da pauta está a valorização da carreira dos funcionários do Banco do Brasil, com propostas de aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, revisão dos critérios de progressão funcional, valorização da carreira de mérito e atualização dos vencimentos, de forma a garantir maior reconhecimento profissional e perspectivas de crescimento para os trabalhadores. A representação dos trabalhadores também defenderá melhorias nas funções comissionadas, com reajuste dos adicionais de função, maior transparência nas atribuições e metas de cada cargo, pagamento integral das substituições desde o primeiro dia de exercício e o fim da lateralidade, medida que hoje contribui para o acúmulo de atividades sem a devida remuneração. Outro tema importante será a jornada de trabalho. A pauta prevê reivindicações como o pagamento de horas extras com adicional de 125%, integração dessas horas ao repouso semanal remunerado, garantia de registro de jornada em todos os aplicativos utilizados pelos funcionários e aperfeiçoamentos nas regras de compensação e controle da jornada. Os representantes dos trabalhadores também apresentarão propostas voltadas à melhoria dos processos de seleção interna, movimentação de pessoal e critérios de descomissionamento, além de reivindicações específicas para trabalhadores das centrais de atendimento, do PSO e de outras áreas operacionais, buscando combater desvios de função, melhorar as condições de trabalho e assegurar remuneração compatível com as atividades desempenhadas. Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Fernanda Lopes, esta rodada de negociação trata de temas fundamentais para a valorização dos trabalhadores e para o fortalecimento do banco público. "A valorização das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil passa necessariamente por um plano de carreira que reconheça a experiência, ofereça perspectivas de crescimento e assegure remuneração compatível com a responsabilidade exercida. Também é fundamental avançar em medidas que melhorem as condições de trabalho, combatam o acúmulo de funções e garantam mais transparência e justiça nos processos internos. Esperamos que o banco esteja disposto a construir soluções que atendam às expectativas dos trabalhadores." As negociações específicas do Banco do Brasil fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorrem paralelamente às mesas entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que discutem a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Fonte: Contraf-CUT

  • Banrisul desrespeita seus empregados e cancela mesa de negociação

    Banco enviou ofício pouco tempo antes da reunião, em atitude unilateral O Banrisul deu uma forte demonstração de desrespeito aos seus empregados e ao processo de negociação coletiva ao comunicar, por meio de ofício encaminhado à Fetrafi-RS nesta terça-feira (29), que não participaria da mesa de negociação previamente agendada com as entidades representativas dos trabalhadores. A justificativa apresentada pelo banco foi o ajuizamento de ações por parte de alguns sindicatos durante o período de negociações, o que, segundo a instituição, motivaria a suspensão da reunião. Esse fato é alheio à negociação e não tem relação com as reivindicações feitas pelos empregados. Para a Comissão de Organização dos Empregados (COE), a decisão causa profunda preocupação. A negociação coletiva é o espaço legítimo para o diálogo entre as partes e deve ser conduzida com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos compromissos assumidos. Cancelar uma reunião no próprio dia em que ela ocorreria representa um grave sinal de fragilidade nas relações de negociação e penaliza justamente os trabalhadores, que aguardam respostas concretas para suas reivindicações. Mais grave ainda foi a forma como o banco conduziu a situação. Em vez de comparecer à mesa para apresentar suas justificativas, dialogar com os representantes dos trabalhadores e buscar uma solução para o impasse, o Banrisul limitou-se a encaminhar um ofício comunicando sua ausência. Essa postura demonstra falta de respeito com a mesa de negociação, com as entidades representativas e, sobretudo, com os milhares de empregados que esperam avanços nas discussões do Acordo Coletivo de Trabalho. Para o presidente do Sintrafi Florianópolis, Cleberson Pacheco Eichholz, membro da COE, a postura adotada pelo Banrisul compromete a credibilidade do processo negocial. "O movimento sindical sempre priorizou o diálogo como caminho para a construção de soluções. No entanto, se o banco entende que existem divergências, o espaço adequado para debatê-las é justamente a mesa de negociação. A categoria espera responsabilidade, respeito e compromisso com um processo negocial sério." A diretora da Fetrafi-RS e coordenadora da COE, Raquel Gil, reforçou que o banco deveria ter comparecido à mesa para dialogar ao invés de simplesmente enviar um documento por e-mail. "Esperamos que o Banrisul reveja essa decisão, restabeleça o calendário de negociações e demonstre, na prática, compromisso com a boa-fé negocial. Os banrisulenses merecem respostas concretas e respeito. Seguiremos atuando de forma unificada para garantir que o banco honre seus compromissos, respeite a mesa de negociação e avance na construção de um acordo coletivo que atenda às expectativas da categoria.” Durante a tarde, a COE formalizou ofício ao banco exigindo a imediata retomada das negociações e o movimento sindical reafirma que permanece unido na defesa dos trabalhadores. Fotos: Thayssa Kruger Fonte: COE Banrisul

  • Trabalhadores voltam à mesa de negociação com os bancos nesta quinta-feira (30) para discutir cláusulas econômicas

    Nesta rodada da Campanha Nacional Unificada a categoria reivindica salários, PLR e vales alimentação e refeição maiores O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quarta-feira (29), na capital paulista, para a reunião de preparação para a mesa de negociação que irão realizar, amanhã (30), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Nesta rodada da Campanha Nacional Unificada por aumento real e melhores condições de trabalho, a categoria reivindicará ajustes acima da inflação para os salários, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nos tíquetes alimentação e refeição, além de outras verbas remuneratórias. Apesar da alto índice de fechamento de agências e enxugamento de vagas de trabalho, o setor bancário segue como o mais lucrativos e com o maior acumulo de patrimônio líquido no país. "Em 2025, os cinco maiores bancos tiveram lucro de R$ 124 bilhões. Só no 1° trimestre desde ano, os lucros atingiram R$ 29,8 bilhões", destacou o economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan. "Em relação ao patrimônio líquido, em 2025, o setor banário registrou o montante de R$ 1,2 trilhão, valor 25 vezes maior do que do que a soma dos dois setores mais rentáveis do país, após os bancos, que são eletroeletrônica e mecânica que, juntos, apresentaram patrimônio líquido de R$ 48 bilhões", completou. Entre as reivindicações, relacionadas à remuneração, o Comando Nacional dos Bancários irá defender o aumento para os vales refeição e alimentação. "Nos últimos anos, a inflação dos alimentos, especialmente do período do governo Bolsonaro, a inflação dos alimentos, dentro e fora do domicílio, foi muito alta. Isso exige a responsabilidade dos bancos de recompor o poder de compra dos vales da categoria", destaca Juvandia Moreira, coordenadora do Comando.Atualmente, o valor diário do tíquete refeição dos bancários está em R$ 53,33, significativamente abaixo do preço médio da refeição cobrado nas principais capitais do país: São Paulo (R$ 62,30), Brasília (R$ 55,39), Rio de Janeiro (R$ 63,36). PLR No início das negociações da PLR, em 1995, Bradesco e Itaú distribuíram 14% dos seus lucros aos funcionários. Em 1997, esse percentual caiu para 10%. Mesmo com lucros exorbitantes, nos últimos anos, os bancos seguiram reduzindo o percentual de PLR distribuído. Em 2025, por exemplo, os três maiores bancos privados do país distribuíram, entre 5,4% e 7,1% do lucro líquido. "Apesar de a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria determinar que os bancos distribuam até 15% de seus lucros, em 2025, somente a Caixa alcançou esse percentual, e o Banco do Brasil se aproximou, com 11%", observou a também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro. Receita de tarifas x despesas de pessoal Desde 2016 as despesas de pessoal (salário, PLR, VA/VR e outros itens de remuneração) caíram 7%. Separando a PLR dessa conta, a queda foi ainda maior: 11%."Essa análise piora, de 2019 a 2025, com queda de 15% nas despesas de pessoal. Tirando a PLR dessa conta, a redução foi de 17%", registra Juvandia Moreira. Paralelamente ao processo de redução das despesas com pessoal, o setor registrou aumento da cobertura dessas despesas pelas receitas de tarifas e prestação de serviços cobradas dos clientes. Em 2025, a cobertura nos cinco maiores bancos foi de 123%, o que significa que, com o que cobraram dos clientes, os bancos cobriram toda a despesa de pessoal, inclusive PLR, com sobra equivalente a 23% desse montante."É preciso lembrar que essas não são as principais receitas dos bancos, tão pouco as maiores. As principais receitas, na realidade, advêm da intermediação financeira, a exemplo das operações de crédito, receitas com títulos e valores mobiliários. Portanto, o banco cobre o custo dos seus funcionários apenas com uma das menores receitas que eles têm", explica a economista e técnica do Dieese, Vivian Machado. Supersalários dos diretores Enquanto argumentam dificuldades na mesa de negociação para arcar com o custo dos funcionários, para os altos executivos o discurso é diferente. Em 2025, o Santander pagou, em média, R$ 8,3 milhões a cada membro da diretoria estatutária. Bradesco e Itaú pagaram R$ 7,8 milhões e R$ 17,9 milhões, respectivamente, aos seus altos executivos. Juntos, esses valores representam mais de 120 vezes a remuneração média de um bancário na função de escriturária (incluindo salário, 13º, férias, tíquetes e PLR). Fonte: Contraf-CUT

  • Caixa: Promoção por Mérito é conquista e precisa ser paga em janeiro

    Progressão acrescenta, em média, 2,31% à remuneração dos empregados elegíveis; CEE/Caixa cobra regras transparentes, ampliação das formas de pontuação e valorização da carreira A Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal é resultado da organização das empregadas e empregados e da negociação permanente conduzida pelo movimento sindical. Por meio dos chamados deltas (referências que representam avanços na estrutura salarial), o programa complementa a remuneração e contribui para a valorização profissional do quadro de pessoal. A concessão de um delta representa um acréscimo médio de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis. Em 2025, a distribuição linear de um delta, conquistada pela representação dos trabalhadores, levou aproximadamente R$ 360 milhões para a remuneração do pessoal da Caixa e para a economia do país. “A Promoção por Mérito não é uma concessão da direção do banco. É uma conquista construída pela mobilização e pela negociação coletiva. Estamos falando de uma progressão que passa a compor a remuneração mensal e faz diferença concreta na vida das empregadas e empregados”, ressaltou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen. Pagamento precisa ser feito em janeiro Apesar da importância da promoção para a composição da remuneração, os deltas referentes ao ano-base 2025 foram pagos somente em abril de 2026. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa cobra que o banco conclua todo o processo de apuração em tempo hábil para que o pagamento seja realizado na folha de janeiro do ano seguinte. Para a coordenadora da CEE/Caixa, o atraso reduz o efeito econômico da progressão e prejudica empregados que já cumpriram os critérios estabelecidos. “Quem cumpriu as exigências e conquistou o direito à progressão não pode esperar até abril para receber. Quando o pagamento é feito em janeiro, o empregado tem os 12 salários do ano calculados com a nova referência. A Caixa possui estrutura e condições para organizar o processo com antecedência e assegurar o crédito no prazo correto”, afirmou. A efetivação do pagamento em janeiro já havia sido conquistada para o delta referente ao ano-base 2024. Naquele ciclo, a negociação entre a CEE e o banco garantiu a distribuição linear de um delta aos elegíveis e o crédito ainda no primeiro mês do ano. O atraso ocorrido em 2026 reforça, para a representação sindical, a necessidade de incluir um prazo obrigatório no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Critérios claros e acessíveis A Minuta de Reivindicações dos Empregados da Caixa da Campanha Nacional dos Bancários 2026 propõe transformar a Promoção por Mérito em uma sistemática anual e permanente, referente sempre ao ano-base imediatamente anterior. “É preciso consolidar no ACT aquilo que foi construído pela luta sindical. A promoção não pode depender, a cada ano, de decisões administrativas ou de justificativas operacionais. Queremos uma regra permanente, negociada e com pagamento obrigatório em janeiro”, destacou o representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com a Caixa, Lívio Santos e Assis. A CEE/Caixa defende que todos os critérios para a obtenção dos deltas sejam objetivos, públicos, divulgados com antecedência e construídos na mesa de negociação. O objetivo é impedir que falhas operacionais, limitações dos sistemas ou regras pouco claras excluam empregados que tenham cumprido as atividades previstas. A vacinação contra a gripe integrou em 2024 e 2025 as ações de qualidade de vida que podem ser consideradas na Promoção por Mérito, mas a Caixa restringia o reconhecimento aos registros vinculados à campanha promovida pelo próprio banco. Uma das reivindicações é a aceitação dos comprovantes de vacinação emitidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por clínicas particulares. Novas perspectivas de carreira Para a CEE, o debate não pode se limitar aos critérios anuais. A Promoção por Mérito precisa estar integrada à construção de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). Na última reunião de negociações específicas com a Caixa da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a CEE reivindicou a construção com a participação dos empregados de um novo PFG e um novo PCS. Também é reivindicada a abertura de novo prazo para a migração dos empregados vinculados ao PCS de 1998 para a Estrutura Salarial Unificada (ESU), com enquadramento compatível e acesso aos deltas e demais mecanismos de progressão. “Há colegas que chegaram ao teto e não têm mais perspectiva de avançar por delta. Isso mostra que a Promoção por Mérito precisa fazer parte de uma política mais ampla de valorização e desenvolvimento profissional. A Caixa precisa construir um novo PCS e um novo PFG com participação efetiva dos trabalhadores”, concluiu Lívio. Fonte: Contraf-CUT

  • Participantes da SantanderPrevi elegem representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal entre 3 e 7 de agosto

    Pleito definirá os representantes dos participantes até 2029; pela primeira vez, também serão eleitos suplentes para os colegiados Os participantes da SantanderPrevi vão eleger, na próxima semana, entre segunda (3/8) e sexta-feira (7), seus representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal. A votação será realizada exclusivamente pela internet, das 9h do dia 3 às 17h do dia 7, por meio do site santanderprevi.com.br. Neste pleito, uma conquista histórica da representação dos trabalhadores passa a valer: pela primeira vez também serão escolhidos suplentes para os dois colegiados. Os eleitos exercerão mandato até 2029. Com o apoio das entidades representativas dos trabalhadores, os candidatos da chapa única se comprometem a representar os interesses dos participantes na gestão da entidade de previdência complementar. Participação fortalece a representação dos trabalhadores Os recursos administrados pela SantanderPrevi pertencem aos participantes e assistidos da entidade. Por isso, é fundamental que seus representantes se empenhem na defesa de uma gestão responsável, que preserve a transparência e a independência dos conselhos em relação aos interesses da patrocinadora, o Santander, garantindo a proteção do patrimônio dos participantes, construído ao longo de toda uma vida de trabalho. Os Conselhos Deliberativo e Fiscal acompanham investimentos, fiscalizam a administração e contribuem para uma gestão responsável e transparente da entidade. No último pleito, o movimento sindical elegeu Patrícia Bassanin e Wanessa Queiroz. Agora, o objetivo é fortalecer e ampliar essa representação. Para Luiz Cassemiro, diretor do SindBancários e representante dos trabalhadores na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, esse é um momento decisivo. "Participar da eleição é exercer o direito de acompanhar e fortalecer a gestão da SantanderPrevi. Os conselheiros representam os interesses dos participantes do fundo de pensão, fiscalizam a administração e contribuem para que as decisões sejam tomadas com responsabilidade, transparência e foco na proteção do patrimônio de todos", destacou. Segundo o dirigente, quanto mais expressiva a votação, maior será a legitimidade e força dos conselheiros eleitos para fiscalizar as decisões que impactam diretamente o plano de previdência. "A SantanderPrevi é nossa. O futuro da nossa aposentadoria também depende do nosso voto. Por isso, chamo cada colega a participar e incentivar os demais a fazerem o mesmo. Cada voto faz a diferença", salientou. Candidatos apoiados pelo movimento sindical Para garantir uma representação de verdade, vote em quem vota com você: Conselho Deliberativo Patrícia Bassanin (titular) Bancária desde 1991, atua há mais de três décadas na defesa dos trabalhadores. ; É diretora financeira do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região e representante da Feeb SP/MS na COE do Santander; Foi eleita para dois mandatos no Conselho Fiscal do SantanderPrevi e atualmente integra o Conselho Deliberativo; Ex-conselheira fiscal da SantanderPrevi e atual integrante do Conselho Deliberativo; Possui certificação Anbima e certificações em previdência complementar, aliando experiência, qualificação técnica e compromisso com uma gestão transparente. Cassio Murakami (suplente) Bancário desde 1986, acompanhou a transição do Banco América do Sul para Sudameris, ABN AMRO Real e Santander; Atua como Especialista em Operações I, com experiência nas áreas contábil, financeira, administrativa e de gestão de riscos, realizando análises contábeis, conciliações e validação de posições gerenciais e contábeis; É bacharel em Administração pela Faculdade 28 de Agosto e pós-graduado em Estratégia e Liderança Política pela FESPSP. Conselho Fiscal Paula Moreira (titular) Ingressou no Santander em 2006 e construiu trajetória de 19 anos nas áreas operacional, comercial e de relacionamento com clientes PF e PJ, exercendo cargos de atendimento e gerência; Desde 2021, é diretora regional do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região e representa a Comissão dos Empregados da Fetrafi-MG nas negociações com o banco; É jornalista, pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, MBA em Ciência Política e possui formação em previdência complementar e liderança. Thiago Moreira (suplente) Iniciou a carreira em 2005 no Sudameris, posteriormente Real e Santander, onde exerceu funções de caixa, coordenador e gerente de atendimento; Desde 2014 atua no movimento sindical pelo Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região, onde foi diretor de Imprensa e atualmente responde pela Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho; É licenciado em Matemática, pós-graduado em Empreendedorismo e Gestão de Negócios em Serviços e possui formação complementar em administração, RH e sistema financeiro. Propostas da chapa Os candidatos da chapa defendem: Reabertura do plano para novos participantes; Concessão de linhas de crédito aos participantes; Combate à interferência da patrocinadora na entidade; Implementação de um Comitê de Investimentos; Ampliação da transparência na gestão da SantanderPrevi. Como votar A votação será realizada das 9h do dia 3 de agosto às 17h do dia 7 de agosto. Os participantes poderão votar pelo site da SantanderPrevi ou, no caso dos funcionários da ativa, também pela intranet (Portal RH). O voto é seguro, sigiloso e não poderá ser identificado. Na hora de votar, não aceite qualquer tipo de intimidação por parte de superiores. Uma representação forte começa com seu voto. Participe! Fonte: Imprensa SindBancários

  • Mesa única de negociação: o escudo que salvou bancários do arrocho e agora volta a ser alvo dos bancos

    Conquista de 2003, primeiro mandato do governo Lula, pôs fim a quase uma década de arrocho salarial e garantiu isonomia nacional de direitos para trabalhadores de bancos públicos e privados; hoje, modelo enfrenta tentativas de divisão por parte dos banqueiros Quase uma década sem reajustes ou reajustes substituídos por abonos que não eram incorporavam aos salários, vale-refeição que, de tão baixo, era apelidado de “vale-coxinha” e uma PLR irrisória, definida de forma unilateral pela diretoria da empresa ou do governo federal de plantão. Essa era a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras dos bancos públicos antes da conquista, em 2003, do modelo de negociação que unifica bancários de instituições públicas e privadas. "No caso da Caixa, nem PLR existia até a chegada da mesa única de negociações", relembra o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, que entrou na Caixa em 1982 e participou da grande greve de outubro de 1985, quando os empregados da instituição conquistaram a jornada de 6h e o direito de sindicalização à categoria bancária. "No período seguinte, década de 1990, foram muitas as dificuldades para negociar reajustes e direitos, principalmente no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Teve um ano que, por mais incrível que possa parecer, a nossa pauta de reivindicações foi entregue dentro da garagem do prédio da matriz, porque a direção da Caixa se recusava a receber a nossa pauta", destaca. Para os trabalhadores da Caixa, os oito anos da era FHC resultaram em perdas reais nos salários de -23,36% no primeiro mandato e -20,38% no segundo mandato. “Além do forte arrocho salarial, foi um tempo marcado por uma política de ‘terra arrasada’, com sucateamento tecnológico e ameaças constantes de privatização. Somente a partir do início do primeiro mandato do governo Lula, quando conquistamos a mesa única de negociação, é que voltamos a ter aumento real”, completa Takemoto. Sem a força da unidade nacional, os trabalhadores do Banco do Brasil também amargaram perdas severas. Marcel Barros, ex-secretário-geral da Contraf-CUT, recorda que até 1987, os funcionários do BB participavam da mesa de negociações ao lado dos trabalhadores de bancos privados. "Naquele ano, os bancários do BB saíram da mesa única, porque acabaram caindo no canto de sereia, da época, de que a gente poderia ter uma equiparação com o Banco Central, se a negociação fosse fragmentada. O que nunca aconteceu", destaca. O resultado desse isolamento, para os trabalhadores do BB, foram perdas reais nos salários de -21,42% e -17,41%, nos primeiro e segundo mandatos de FHC, respectivamente. “Diante desse cenário, o movimento sindical bancário começou a fazer uma campanha muito grande para o estabelecimento de uma negociação com trabalhadores de bancos públicos e privados. A conquista veio em 2003, no primeiro ano do governo Lula, quando realizamos a primeira campanha nacional unificada e, finalmente, em 2025, assinamos a primeira Convenção Nacional dos Trabalhadores (CCT) unificada da categoria”, completa Barros. Ele ressalta que a entrada de dezenas de milhares de trabalhares representados na mesa única - cerca de 160 mil, considerando somente os maiores bancos públicos, Caixa e Banco do Brasil - fortaleceu ainda mais toda a categoria. "Foi a partir daí que passamos a ter aumento real em, praticamente, todos os anos", arremata Marcel. Apelidados de “0800” Além do arrocho salarial, a governo FHC retirou direitos dos trabalhadores do BB contratados a partir de 1999, e que só foram mantidos para os funcionários concursados até 1998 devido ao princípio jurídico do direito adquirido. "É daquele período que vêm expressões como funcionários '0800' e 'genéricos'. O 0800 remetia às ligações gratuitas; 'genérico', aos medicamentos de mesmo efeito, porém mais baratos. Eram apelidos dados para nós, concursados pós-98, porque fazíamos o mesmo trabalho, no mesmo banco, mas havíamos sido contratados com menos direitos e, portanto, éramos uma força de trabalho mais barata", explica Carlos Eduardo Bezerra Marques (Cadu), hoje presidente da Fetrafi/NE. "Por isso que a isonomia se tornou uma bandeira tão importante para nossa geração. E foi a partir de 2003, com a mesa única e com o fortalecimento da negociação nacional que começamos o processo de recuperação de direitos, reduzindo as diferenças", completa. Sem a mesa única PLR seria menor A PLR paga aos trabalhadores dos bancos públicos foi fortalecida significativamente a partir da mesa única. “Por meio da Convenção Coletiva de Trabalho, toda a categoria tem direito à uma PLR que parte da soma da regra básica com a parcela adicional, que chamamos de ‘módulo Fenaban’. A CCT, portanto, garante um modelo complementado pelos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos de cada instituição”, explica Gustavo Tabatinga, secretário-geral da Contraf-CUT. Além do "módulo Fenaban", o ACT próprio da Caixa prevê o pagamento da PLR Social, enquanto o ACT próprio do BB prevê o pagamento do "módulo BB". “Cada banco estabelece, mediante acordo específico, suas regras de PLR, mas essas regras sempre serão complementares à geral, estabelecida pela CCT”, observa o dirigente. Com unidade nacional, além das regras Fenaban determinadas pela CCT, os ACTs do BB e da Caixa garantiram, em 2025, uma distribuição de 11% e 15% do lucro respectivamente. Por outro lado, caso não fossem ligados à mesa única e às regras do ACT, trabalhadores BB e Caixa estariam submetidos às mesmas regras das empresas estatais do país, que impedem que a PLR ultrapasse o teto de 25% dos dividendos distribuídos (que são apenas uma parcela dos lucros). ”Em 2025 a Caixa distribuiu justamente esse percentual de 15%, o que equivale a um montante de R$ 2,4 bilhões, ou em média R$ 28,5 mil por empregado. Se não houvesse a exceção, que desobriga a Caixa pagar uma PLR que não ultrapasse o teto de 25% dos dividendos, o montante distribuído de PLR, em 2025, teria sido o equivalente a 6,5% e não a 15% dos lucros, resultando em um valor médio por empregado de R$ 12,4 mil, ou 57% inferior ao valor pago em 2025”, calcula Gustavo Cavarzan, economista e técnico do Dieese. No BB, os 11% do lucro líquido (R$ 2,3 bilhões) distribuídos à PLR, em 2025, resultaram em um valor médio por funcionário de R$ 26,7 mil. “Se o Banco do Brasil estivesse limitado à resolução das estatais, o valor da PLR distribuída em 2025 teria sido, no máximo, R$ 1,6 bilhão (cerca de 7,5% do lucro), resultando em um valor médio de R$ 18,2 mil por funcionário, ou 32% menor do que o que foi pago efetivamente ano passado", completa Cavarzan. VA e VR antes da mesa única A mesa única também universalizou as regras de reajustes dos vales refeição e alimentação, que passaram a ter valores expressivos e que protegem os trabalhadores do setor contra desigualdades regionais e institucionais. O secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, lembra ainda que, com a inclusão definitiva das cláusulas de reajustes na CCT e nos ACTs, os VA/VR passaram a ser corrigidos, obrigatoriamente, acima da inflação (INPC), todos os anos. "Antes os aumentos eram, frequentemente, defasados, abaixo da inflação, obrigando os trabalhadores a arcar com as despesas alimentares do próprio bolso. Por isso que, em algumas épocas, os valores ficavam tão defasados que os VA/VR de algumas instituições, como o BB, recebiam o apelido de 'vale coxinha'", conta o dirigente. Comando Nacional rebate ameaças à mesa única Apesar dos avanços que a mesa única proporcionou à toda a categoria desde 2003, a manutenção desse modelo exige vigilância constante. Na última mesa com a Fenaban, no dia 21 de julho, os representantes dos bancos voltaram com a ameaça de fragmentar as negociações entre públicos e privados. “O fim da mesa única seria um forte retrocesso para todo o processo negocial, construído nesses mais de 20 anos. É esse espaço que garante que, independentemente do governo de plantão, os trabalhadores não sofrerão perdas. Estabelecida no primeiro governo Lula, a mesa única foi crucial para equiparar direitos e para tirar os trabalhadores dos bancos públicos do arrocho salarial que sofreram no período FHC. A mesa única também protegeu a toda categoria de retrocessos trabalhistas implementados nos governos Temer e Bolsonaro", respondeu a da coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira após a ameaça. “Todos os trabalhadores ganham com a unidade. A fragmentação nos levaria de volta ao arrocho salarial, que sofremos em décadas passadas, colocaria em risco direitos construídos em duas décadas de processo negocial com bancos públicos e privados", arrematou. Fonte: Lilian Milena, jornalista da Contraf-CUT

  • COE cobra avanços em saúde e condições de trabalho na terceira negociação específica com o Santander

    Representação dos trabalhadores reforça reivindicações sobre assistência médica, prevenção ao adoecimento e condições de trabalho; banco mantém impasses em temas prioritários A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander realizou, na manhã desta terça-feira (28), na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a terceira rodada de negociação da pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a direção do banco. O encontro teve como foco principal o tema saúde, considerado um dos eixos prioritários da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores. Antes do início das discussões, a representação dos empregados cobrou as devolutivas dos temas tratados nas reuniões anteriores. Em resposta, o Santander apresentou informações sobre o programa de bolsas de estudo, informando que 90% das 2.500 bolsas oferecidas já estão sendo utilizadas e que a distribuição entre homens e mulheres é equilibrada. Segundo o banco, a maior parte dos beneficiários está matriculada em cursos de pós-graduação e 5% das bolsas já são ocupadas por pessoas com deficiência (PCDs). Cláusulas sociais Na sequência, as partes retomaram o debate sobre cláusulas sociais que não puderam ser concluídas na rodada de negociação realizada na última quarta-feira (22). Entre elas, foi discutida a proposta de criação de um programa permanente de capacitação em tecnologia voltado prioritariamente para mulheres (cis e trans) e pessoas transgênero. A reivindicação prevê que o Santander ofereça bolsas integrais ou parciais para cursos nas áreas de programação, desenvolvimento de sistemas, ciência de dados, inteligência artificial e outras áreas correlatas, além de adotar políticas que incentivem a contratação e a movimentação interna dessas profissionais para vagas na área de tecnologia, contribuindo para reduzir a desigualdade de gênero e ampliar a diversidade no setor. Em resposta, o banco informou que estuda a possibilidade de incluir os cursos de tecnologia na cláusula que já prevê a concessão de bolsas de estudo aos empregados. Outra reivindicação apresentada pela COE trata do fornecimento de telefone celular corporativo a todos os empregados que atuam em atividades externas, a exemplo do BB1, com linha telefônica e pacote de dados suficientes para garantir a conexão compartilhada (Wi-Fi) com equipamentos de trabalho, como notebooks e tablets. A COE lembrou que o artigo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que os riscos da atividade econômica são de responsabilidade da empresa. Com base nesse entendimento jurídico consolidado, as instituições financeiras devem fornecer os meios necessários para a execução das atividades externas, incluindo aparelhos celulares corporativos, chips e planos de dados. Caso o empregado seja obrigado a utilizar seu telefone particular para o trabalho, o banco deve ressarcir as despesas com ligações, internet e o desgaste do equipamento pessoal. Saúde Entre as principais reivindicações apresentadas pela COE estão a manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, evitando que o custo do plano passe a ser integralmente arcado pelo ex-empregado após a aposentadoria, e a definição de limites para os custos das mensalidades e da coparticipação, de forma que os valores sejam compatíveis com a remuneração dos trabalhadores. Os representantes dos trabalhadores também relataram as dificuldades enfrentadas por bancárias e bancários em diversas regiões do país para conseguir atendimento pelo plano de saúde, especialmente em relação à oferta de médicos especialistas e à realização de exames. Diante desse cenário, a COE reivindicou que os empregados possam escolher entre as duas operadoras de saúde já contratadas pelo Santander, de acordo com a disponibilidade de atendimento em sua região. Em resposta, o banco informou que, neste momento, a migração entre os planos não é possível por questões técnicas e contratuais. Os representantes dos trabalhadores também defenderam a criação de licença menstrual para empregadas que enfrentam dores severas, mediante a apresentação de relatório médico. Sobre a proposta, o Santander reconheceu a importância do tema, mas afirmou que não é possível incluí-la como cláusula do acordo específico, comprometendo-se apenas a orientar os gestores para que avaliem cada caso. A pauta também contempla medidas voltadas à prevenção do adoecimento, como a realização de análises ergonômicas dos postos de trabalho, a criação de um grupo paritário para discutir saúde e segurança, o fortalecimento das ações de combate ao assédio moral e às metas abusivas, a ampliação das políticas de proteção à saúde mental e o atendimento às vítimas de violência no ambiente de trabalho, nos moldes do acordo já existente para os trabalhadores do Santander na Espanha. Outro destaque é a regulamentação do direito à desconexão digital, garantindo que os bancários não sejam acionados fora da jornada de trabalho, salvo em situações excepcionais previstas em acordo, também inspirado no modelo adotado pelo banco na Espanha. Sobre esses dois últimos temas, o Santander informou que eles estão sendo debatidos na mesa de negociação da Fenaban e, por isso, não serão tratados na negociação específica. Para a coordenadora da COE do Santander, Ana Marta Lima, a saúde dos trabalhadores precisa ser tratada como prioridade nas negociações. "As reivindicações que apresentamos refletem situações vividas diariamente pelas bancárias e pelos bancários em todo o país. Esperamos que o banco avance em soluções concretas para garantir atendimento de qualidade, prevenir o adoecimento e melhorar as condições de trabalho. Saúde é um direito e precisa estar no centro desse debate." A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e integrante da COE do Santander, Rita Berlofa, destacou que o diálogo precisa resultar em avanços efetivos. "Apresentamos propostas construídas a partir das demandas dos trabalhadores. O banco ouviu nossas reivindicações e esperamos que as próximas rodadas tragam respostas concretas para questões que impactam diretamente a qualidade de vida, a valorização profissional e o ambiente de trabalho dos empregados do Santander." As negociações da pauta específica do Santander terão continuidade no próximo dia 12 de agosto. Fonte: Contraf-CUT

  • COE entrega pauta específica ao Bradesco e reforça defesa do emprego e dos direitos dos bancários

    Representação dos trabalhadores destaca que a Campanha Nacional 2026 é prioridade e defende que as transformações em curso no banco ocorram sem prejuízos aos funcionários A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco entregou, nesta terça-feira (28), a pauta específica de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 à direção do banco. O documento reúne demandas construídas coletivamente pelas federações e entidades sindicais de todo o país e servirá de base para as negociações específicas após a conclusão da campanha nacional unificada. Durante a entrega da pauta, a coordenadora da COE do Bradesco, Erica de Oliveira, ressaltou que a principal prioridade dos representantes dos trabalhadores neste momento é garantir uma Campanha Nacional vitoriosa e a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). "Estamos afunilando a Campanha Nacional 2026 e, para nós do Bradesco, fazer uma boa campanha e renovar uma ótima CCT é a primeira prioridade." Erica destacou que a pauta foi construída a muitas mãos, com a participação e o debate de todas as federações. "Ela contempla as necessidades e também as reivindicações e expectativas das bancárias e dos bancários do Bradesco de todo o país. Reúne reivindicações históricas e vamos trabalhar para conquistar cada uma delas." A coordenadora ressaltou ainda que o Bradesco vive uma fase de profundas transformações. "Essas mudanças não podem prejudicar os bancários. As demissões e o fechamento de unidades são hoje nossas maiores preocupações. Também sabemos que há uma mudança cultural em curso e queremos aproveitar essa oportunidade para que ela seja positiva para os trabalhadores. Já avançamos bastante nessa mesa, ainda que não na velocidade desejada pelos bancários, e estamos dispostos e animados para ampliar essas conquistas logo após a Campanha Nacional, que esperamos que seja vitoriosa para toda a categoria", afirmou Erica. Representantes do Bradesco destacaram a importância da mesa permanente de negociação com a COE e reconheceram os avanços obtidos nos últimos anos. O banco reafirmou o compromisso de manter o processo de diálogo e escuta com a representação dos trabalhadores e informou que, nas próximas reuniões, pretende apresentar a evolução das iniciativas implementadas, especialmente nas áreas de diversidade e de mudança da cultura organizacional. Conforme acordado entre as partes, o aprofundamento das discussões sobre a pauta específica do Bradesco ocorrerá após o encerramento da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, quando serão retomadas as negociações voltadas às demandas exclusivas dos empregados do banco. Fonte: Contraf-CUT

  • Terceira rodada de negociação com o Santander terá saúde como tema central nesta terça-feira (28)

    A COE cobrará avanços em assistência médica, prevenção ao adoecimento, saúde mental, ergonomia e direito à desconexão A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander realiza, na manhã desta terça-feira (28), na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a terceira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026, com a direção do banco. Desta vez, o debate será dedicado ao tema saúde, considerado um dos eixos prioritários da pauta de reivindicações apresentada pelos trabalhadores. Entre as principais reivindicações da categoria estão a manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, a preservação da qualidade dos planos de saúde, limites para os custos de mensalidades e coparticipação, além da garantia de negociação prévia com as entidades sindicais antes de qualquer alteração nos benefícios. A pauta também inclui medidas voltadas à prevenção do adoecimento, como a realização de análises ergonômicas dos postos de trabalho, a criação de um grupo paritário para discutir saúde e segurança, ações de combate ao assédio moral e às metas abusivas, proteção à saúde mental e atendimento às vítimas de violência no ambiente de trabalho. Outro destaque é a regulamentação do direito à desconexão digital, garantindo que os bancários não sejam acionados fora da jornada, salvo em situações excepcionais previstas em acordo. Os representantes dos trabalhadores também defenderão propostas como licença menstrual para empregadas que enfrentam dores severas, redução temporária das metas para empregados que retornam de afastamento previdenciário, fortalecimento do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho e aperfeiçoamento das regras relacionadas ao retorno ao trabalho após licença médica. Para a coordenadora da COE do Santander, Ana Marta Lima, a expectativa é que o banco demonstre disposição para avançar nas negociações. "Esperamos que o Santander venha para esta terceira rodada disposto a negociar de forma efetiva e a compreender a importância das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. Saúde e condições dignas de trabalho não são apenas benefícios, mas direitos fundamentais. Queremos construir soluções que contribuam para prevenir o adoecimento, melhorar a qualidade de vida dos bancários e garantir um ambiente de trabalho mais saudável e respeitoso." Fonte: Contraf-CUT

Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

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