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- COE do Santander cobra mais transparência em mesa sobre diversidade e segurança bancária
Reunião deu continuidade aos debates iniciados em 2025, abordou iniciativas do banco e dados de segurança A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco na manhã desta quarta-feira (28), em mesa de negociação sobre Diversidade e Segurança Bancária. O encontro foi definido na última reunião, realizada em 17 de dezembro de 2025 . Diversidade e igualdade de oportunidades Logo no início da reunião, o banco apresentou suas iniciativas voltadas à diversidade, com foco em ações de letramento, formação e comunicação. Os dirigentes sindicais, no entanto, cobraram maior acesso dos trabalhadores às ferramentas e materiais disponibilizados pela empresa, para que seja possível ampliar o conhecimento, promover o debate e propor melhorias nos programas existentes. Os representantes dos trabalhadores reivindicaram ainda a apresentação dos números detalhados do banco relacionados à questão racial. A COE cobrou mais transparência, especialmente em relação à quantidade de empregados negros e à distribuição desses trabalhadores nos diferentes cargos e áreas da empresa. Para a coordenadora da COE do Santander, Wanessa Queiroz, a mesa reforça reivindicações históricas do movimento sindical e a necessidade de mais transparência por parte do banco. “Essa mesa dá continuidade às duas reuniões que tivemos no ano passado. Uma das reivindicações apontadas anteriormente era justamente a divulgação dos dados do Censo Diversidade 2024, além do compartilhamento, com os dirigentes sindicais, de todas as cartilhas mencionadas sobre letramento racial, pessoas com deficiência e a população LGBTQIA+. Também exigimos que o banco divulgue de forma clara a quantidade de empregados negros no país, assim como os dados referentes a todo o conglomerado”, destacou Wanessa. A dirigente lembrou ainda que a mesa de Igualdade de Oportunidades existe há mais de duas décadas e segue sendo um espaço fundamental de negociação com o banco. “Ao longo desses mais de 20 anos de mesa, sempre buscamos debater a ampliação das contratações e a melhoria das condições de trabalho para homens e mulheres. Apesar de todos os programas de diversidade, ainda há uma disparidade muito grande na igualdade salarial: mulheres negras ganham menos que mulheres brancas, mulheres brancas ganham menos que homens e homens negros também recebem menos que homens brancos. Essa é uma realidade que seguimos denunciando nas campanhas”, afirmou. Ficou como encaminhamento o compromisso de o banco retomar a mesa de diversidade após o fechamento e a ampla divulgação do Censo Diversidade 2025. Segurança bancária Na segunda pauta da reunião, foi tratado o tema da segurança bancária. O Santander apresentou dados referentes a 2025, destacando que não houve registros de sequestros no período. Segundo o banco, os casos de roubo ocorreram, em sua maioria, na modalidade qualificada, geralmente durante a madrugada. Ainda de acordo com as informações apresentadas, 100% dos funcionários passaram por capacitação na área de segurança e houve uma redução de 99% nas perdas relacionadas a ocorrências. Fonte: Contraf-CUT
- Caixa responde ofício da Contraf-CUT e marca negociação com a CEE
Super Caixa, reestruturações, plataforma PJ e crédito consignado estarão na pauta da reunião prevista para a próxima semana A Caixa Econômica Federal respondeu ao ofício encaminhado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e confirmou a realização de uma reunião de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) do banco. O encontro está previsto para ocorrer na segunda-feira, dia 2 de fevereiro. Na pauta estarão temas que vêm gerando forte insegurança e impactos diretos no cotidiano de trabalho nas unidades da Caixa, como o programa Super Caixa, o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, os problemas na concessão de crédito consignado e na plataforma de atendimento a pessoas jurídicas (PJ). Desrespeito ao ACT motivou cobrança O pedido de negociação foi formalizado pela Contraf-CUT no dia 19 de janeiro, por meio do ofício nº 00826, encaminhado à Vice-Presidência de Pessoas da Caixa. No documento, a entidade denuncia que o banco vem implementando mudanças organizacionais de forma unilateral, sem negociação prévia com a representação dos trabalhadores, em descumprimento ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O texto reforça que a cláusula 49 do ACT – “Negociação Permanente” obriga a Caixa a discutir previamente qualquer mudança organizacional, reestruturação, alteração de função ou projeto que impacte as condições de trabalho dos empregados. “Não estamos falando de ajustes pontuais, mas de processos que mudam a organização do trabalho, aumentam a pressão sobre os empregados e afetam diretamente a saúde e a segurança das equipes. Nada disso pode ser imposto sem diálogo”, afirmou Chay Cândida, representante da Fetrafi-NE. Reestruturações e insegurança nas unidades Entre os principais pontos cobrados está o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, implantado sem negociação e que altera atribuições, rotinas e responsabilidades nas unidades. Outro tema sensível é a plataforma PJ, cuja implementação vem gerando insegurança entre os trabalhadores. Há relatos de falta de treinamento, ausência de definição de fluxos e dúvidas sobre quem permanecerá nas agências para atender clientes que não forem absorvidos pela plataforma. “A forma como essas mudanças estão sendo feitas empurra os problemas para quem realiza os atendimentos, sem estrutura, sem orientação e sem garantia de proteção. Isso é inaceitável”, destacou Luiza Hansen, representante da Fetec-CUT/SP. Super Caixa e consignado também na mesa O programa Super Caixa também será debatido. A Contraf-CUT cobra mais transparência, esclarecimentos sobre critérios e regras, além dos impactos sobre a remuneração e a organização do trabalho, diante das inúmeras manifestações de insatisfação relatadas pelos empregados. Além disso, os problemas no crédito consignado, que vêm impedindo milhares de empregados de contratar ou renovar operações, também serão discutidos na reunião, conforme solicitado pela Contraf-CUT. Promoção por mérito Os empregados também cobram que a Caixa apresente uma justificativa para o não pagamento dos deltas (promoção por mérito) em janeiro e informe e a partir de quando o valor será acrescentado ao pagamento dos funcionários que tiverem direito à promoção. “Em 2025, o acréscimo passou a ser creditado já em janeiro. E não vemos motivo para que este não tenha sido da mesma forma”, disse o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. “Em mesa de negociações a Caixa se comprometeu a realizar a promoção por mérito e a pagar os respectivos deltas, todos os anos, já a partir de janeiro, uma vez que o orçamento é baseado na folha salarial, não havendo necessidade de esperar a divulgação do balanço do ano”, completou. A norma interna da Caixa (RH176) que define as regras e critérios da Promoção por Mérito diz que: “A distribuição de Deltas observa o limite orçamentário de 1% da folha de pagamento para gastos com Promoção por Mérito e por Antiguidade [MN, RH175].” Em outro trecho, diz que o “valor referente ao Delta recebido na Promoção por Mérito é creditado na Folha de Pagamento do mês de divulgação dos resultados e não há retroatividade de lançamentos.” Para a representação dos trabalhadores, “os resultados” referem-se à apuração do cumprimento dos critérios para o recebimento do delta, não tendo nenhuma relação com os resultados do balanço anual. “Não há motivo para esperar a divulgação do balanço, uma vez que o cálculo para o pagamento dos deltas é feito com base na folha salarial e não nos resultados do balanço do banco”, explicou Felipe. Negociação é obrigação, não concessão No encerramento do documento, a Contraf-CUT reforça que a negociação prévia não é apenas uma prerrogativa sindical, mas uma obrigação prevista no ACT, e que sua inobservância fragiliza as relações de trabalho, amplia conflitos e prejudica a organização e a saúde dos trabalhadores. “Precisamos de respostas concretas e mudanças reais, porque quem sustenta os resultados da Caixa merece respeito”, concluiu Chay Cândida. A Contraf-CUT seguirá acompanhando o processo e informará a categoria sobre os desdobramentos da negociação.
- Sindicatos e Superintendência do BB estreitam diálogo sobre reestruturação e saúde do trabalhador em SC
Em um movimento para as relações de trabalho no setor financeiro catarinense, a sede do Sintrafi Florianópolis recebeu a visita do novo Superintendente Estadual do Banco do Brasil em Santa Catarina, Gustavo Arruda. O encontro contou com a presença de dirigentes de diversos sindicatos filiados à Fetrafi-SC, marcando o início de uma agenda de interlocução direta entre os representantes dos trabalhadores e a nova gestão estadual. Pauta Central: Reestruturação e Realocação O tema de maior urgência na mesa foi a reestruturação em curso no Banco do Brasil. O Superintendente Gustavo Arruda buscou tranquilizar a categoria ao reafirmar compromissos institucionais, como a garantia de realocação dos funcionários em cargos laterais ou em oportunidades de ascensão. Segundo Arruda, a Superintendência Estadual (SUPER-SC) atuará para assegurar a lisura do processo e a eficácia na transição interna dos quadros. Um ponto sensível discutido foi a remoção compulsória. Os sindicatos manifestaram preocupação com o deslocamento de trabalhadores para localidades distantes. Em resposta, a SUPER-SC garantiu que a prioridade de alocação será dentro do mesmo município e, apenas na ausência de vagas, em cidades limítrofes. Além disso, houve o compromisso de valorizar os quadros locais para oportunidades de ascensão profissional. Outro alerta feito pelos sindicatos envolveu a circulação de informações distorcidas que chegam aos trabalhadores na ponta, por vezes via gestores. O Superintendente firmou o compromisso de alertar formalmente a rede para evitar ruídos de comunicação que geram insegurança desnecessária. Saúde, Assédio e Comunicação Para além das mudanças estruturais, as entidades sindicais levaram ao Superintendente dados preocupantes sobre o adoecimento dos funcionários e relatos de casos de assédio em diversas agências no estado. Os dirigentes enfatizaram a necessidade de fortalecer os canais de comunicação entre as bases, as gestões locais e a Superintendência para mitigar esses problemas. Canal Aberto O encontro terminou com a consolidação de um canal direto de diálogo. A orientação das entidades é clara: qualquer irregularidade ou dúvida nas agências deve ser reportada imediatamente aos dirigentes sindicais para que as situações sejam encaminhadas à Superintendência e GEPES. Trabalhadores que desejarem reportar casos específicos ou buscar orientações podem utilizar os canais de atendimento do Sintrafi Florianópolis para garantir que seus direitos sejam preservados durante não apenas neste período de transição, mas como no dia a dia do trabalho.
- BB anuncia mais de 1.100 novas funções comissionadas e mudanças no atendimento especializado
Reorganização da rede foi apresentada em reunião com a Contraf-CUT e envolve movimentações, ascensão profissional e reforço em áreas estratégicas do banco O Banco do Brasil apresentou, em reunião realizada nesta terça-feira (27), um conjunto de mudanças na sua rede de atendimento que prevê a criação de mais de 1.100 novas funções comissionadas, com foco no fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes. A iniciativa foi detalhada à Contraf-CUT, que acompanha o processo e reforçou a necessidade de garantir transparência, respeito aos trabalhadores e oportunidades reais de ascensão profissional. Segundo o BB, o movimento faz parte de uma estratégia para adequar o modelo de atendimento às transformações do mercado financeiro e ao novo comportamento dos clientes, que demandam, ao mesmo tempo, mais especialização presencial em segmentos estratégicos e agilidade nos canais digitais — hoje responsáveis por cerca de 94% das transações realizadas no banco. Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., é fundamental que qualquer processo de reorganização venha acompanhado de garantias aos funcionários. “O banco apresentou um movimento amplo, que envolve criação de funções, realocação de equipes e mudanças no modelo de atendimento. Nosso papel é acompanhar de perto para assegurar que essas transformações não gerem prejuízos aos trabalhadores, que haja oportunidades suficientes no próprio município e que os critérios sejam claros e justos”, destacou. Novas oportunidades e reforço na rede De acordo com o BB, após estudo de dimensionamento das equipes em todo o país, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento. Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, garantindo que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados. Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras. As principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem: Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv); Private Investidor e Megaprodutor; Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido; Carteira Digital Setor Público; Agência Digital PJ; Gerag e Gcash Atacado. Movimentações e cuidados com os funcionários O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro. Para Gustavo Tabatinga Jr., esse compromisso precisa ser efetivamente cumprido. “É essencial que o discurso de valorização das pessoas se concretize na prática. Estamos atentos para que ninguém seja penalizado, para que as movimentações ocorram com diálogo e para que os trabalhadores tenham condições reais de escolher os caminhos que façam sentido para sua carreira”, afirmou. Fonte: Contraf-CUT
- Caixa: Contraf-CUT cobra pagamento dos deltas ainda em janeiro
Banco deve apresentar justificativa caso crédito não seja efetuado a partir deste mês A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou, nesta segunda-feira (19), ofício à Caixa Econômica Federal cobrando a confirmação do pagamento do primeiro delta no mês de janeiro. Caso o crédito não seja efetuado em janeiro, a entidade cobra a divulgação imediata de uma data oficial, com a justificativa para o crédito não ser efetuado já no primeiro mês do ano. No documento, a Contraf-CUT ressalta que a cobrança se baseia em precedente estabelecido em janeiro de 2025, quando a Caixa efetuou o pagamento do primeiro delta referente a 2024 no reprocessamento da folha salarial do mês, após negociação com a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa). Esse histórico criou expectativa legítima entre as empregadas e os empregados. Para a representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Nordeste (Fetrafi/NE) na CEE, Chay Cândida, a ausência de informações oficiais agrava a insegurança no ambiente de trabalho. “As equipes já entregaram resultados, cumpriram metas e seguem sob forte cobrança. Manter indefinições sobre o delta, diante do precedente do ano passado, só aumenta a insatisfação e o sentimento de desvalorização”, afirmou. Na mesma linha, a representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na CEE, Luiza Hansen, destacou a necessidade de respeito aos compromissos assumidos. “Após negociação com a CEE, o pagamento do primeiro delta em janeiro já ocorreu no ano passado. O que indica que é possível o pagamento já no primeiro mês. Quando a empresa não se posiciona, quebra a previsibilidade e a confiança. O mínimo esperado é uma resposta clara e formal à representação dos trabalhadores”, disse. A representante eleita pelas empregadas e empregados para o Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara, também reforçou a cobrança. “O delta é parte do reconhecimento pelo trabalho entregue ao longo do ano. Quando a Caixa posterga ou deixa de informar o pagamento, transfere para os empregados a insegurança de uma decisão que já tem precedente e negociação. Valorizar de fato quem sustenta os resultados do banco passa pelo cumprimento dos compromissos assumidos”, afirmou. No ofício, a Contraf-CUT solicita a confirmação imediata do pagamento em janeiro ou, caso isso não seja possível, a informação formal da data prevista, acompanhada de justificativa para o não pagamento já em janeiro. A entidade reforça que o respeito aos acordos e precedentes é fundamental para a valorização das empregadas e dos empregados e para a manutenção de relações institucionais equilibradas e aguarda manifestação oficial da Caixa sobre o tema. Mais sobre o delta Trata-se do sistema de progressão de carreira em que o valor “delta” é a remuneração adicional paga às empregadas e aos empregados da Caixa como parte da promoção por mérito. O benefício representa um reajuste salarial mediante o cumprimento de metas e critérios de desempenho, como participação em programas de qualidade de vida, cursos e avaliação de competências e resultados, com o objetivo de valorizar o trabalho e incentivar a constante qualificação. Critérios para o delta de 2025 (a ser pago em 2026)Os critérios que precisaram ser cumpridos em 2025 para o recebimento do primeiro e do segundo delta foram: 1° Delta Certificação Agir Certo Caixa; Certificação Cultura Digital; Participação em uma ação do Programa Qualidade de Vida; Um curso de iniciativa pessoal na Universidade Caixa ou Plataforma Coursera. 2° Delta Para até 20% dos promovidos com 1 delta, com: Lotação em unidade com nota final anual no Resultado.Caixa maior que 100%, considerando o local onde o empregado esteve lotado por maior tempo ou a unidade em que estiver lotado em 31 de dezembro, o que for mais benéfico; Participação em pelo menos duas ações do Programa Qualidade de Vida. Desempate Maior idade; Maior tempo de Caixa; Maior nota final anual no Resultado.Caixa. Itens a serem considerados para pontuação na sistemática de Promoção por Mérito: Imunização na Campanha de Vacinação Antigripal; Convênio Gympass ativo, incluindo Plano Digital gratuito; Participação em circuitos esportivos regionais; Cadastro do app Caixa em Movimento; Participação no Programa de Nutrição e Hábitos Saudáveis; Adesão ao Programa Saúde da Mulher e do Homem. Quem fica de fora? Impedimentos previstos no RH 176: Ter menos de 180 dias de efetivo exercício; Ter sofrido penalidade de suspensão; Ter sofrido censura ética; Ter sofrido advertência, tendo recebido outra nos últimos cinco anos; Estar com o contrato de trabalho suspenso; Estar com o contrato de trabalho extinto; Ter faltas não justificadas. Obs.: As empregadas e empregados que estão na referência de carreira 248 não recebem novos valores de delta, pois já atingiram o teto da carreira. Fonte: Contraf-CUT
- Artigo: Você sabe como começou o Janeiro Branco?
Leia artigo escrito pela psicóloga Daniela Vizentainer Krambeck sobre a importância da campanha Janeiro Branco Todo mês de janeiro, um psicólogo de Uberlândia, em Minas Gerais, percebia que o consultório vivia vazio, mas bastava fevereiro chegar e a agenda lotava, as pessoas estavam em crise, esgotadas e quebradas por dentro. Todo santo ano era assim, o psicólogo era Leonardo Abraão, ele descobriu algo óbvio, porém ignorado, a gente só cuida da mente quando ela quebra. Em 2014, foi criada a campanha Janeiro Branco. Janeiro porque é quando a gente planeja tudo, carreira, corpo, dinheiro/metas, mas temos dificuldade em planejar a mente. A cor branca simboliza uma folha em branco, um recomeço, a chance de repensar nossa relação com a saúde mental, antes da crise. O movimento cresceu, ganhou o nosso país e foi oficializado no Brasil pela Lei nº 14.556/2023, instituindo janeiro como o mês de conscientização da saúde mental. Anos se passaram, mas os números seguem alarmantes. O Brasil segue como o país mais ansioso do mundo, estudos da OMS apontam o Brasil no topo da lista de prevalência de transtornos de ansiedade. Dados atualizados do Ministério da Previdência Social mostram que o Brasil registrou, em 2024, 470 mil afastamentos por transtornos mentais. Infelizmente os dados mostram que um em cada três brasileiros vai ter algum transtorno mental na vida. E pra piorar, apenas um, cada cinco, busca ajuda. E sabe por quê? Porque a gente ainda ouve: “ah, mas tá todo mundo cansado. Trabalha que passa. Isso é só uma fase”. Enquanto isso, as pessoas estão perdendo o brilho nos olhos, estão cada vez mais medicadas e se apagando cada vez mais. Ansiedade, depressão e Burnout não são frescura. É saúde. A ciência já comprovou, terapia é uma estratégia, exercício físico reduz 60% de ansiedade, além da saúde social. Lazer não é opcional, ter rede de apoio, é fundamental, e principalmente, cortar a relações tóxicas. Cultiva quem te nutre! Janeiro Branco é um chamado pra você planejar a sua saúde mental com a mesma seriedade que você planeja a sua carreira, porque nenhuma promoção vale a sua paz e nenhum cargo vale a sua sanidade. Além disso, ninguém tóxico preenche a tua vida. Se alguém perto de você disser, eu não estou bem, escuta, acolhe e ajude de verdade. A diferença entre desistir e recomeçar pode ser uma conversa e pode ser você. Cuidar da mente não é luxo, é o mínimo que você merece! Daniela Vizentainer Krambeck, psicóloga clínica CRP SC 12/28620, em artigo escrito a convite da FETRAFI/SC, na pessoa do diretor Orlando Flávio Linhares, para abordar o tema da saúde mental e pra te lembrar, você não está sozinho! Clique AQUI para saber mais detalhes sobre a campanha Janeiro Branco.
- COE e Banrisul discutem pendências da reestruturação em reunião realizada nesta quarta, 10, em Porto Alegre
Durante a conversa, o representante da Fetrafi-SC na COE Banrisul e presidente do Sintrafi Floripa, Cleberson Pacheco Eichholz, reforçou a preocupação com os impactos da reestruturação nas agências da Sureg Outros Estados. O dirigente reiterou a necessidade de garantir que nenhum colega sofra prejuízos financeiros ou seja submetido a remoções compulsórias. Cleberson destacou que, ao longo das negociações do Acordo de Reestruturação, diversas inquietações sobre a implementação foram apresentadas pela representação sindical. Como algumas lacunas ainda persistem, enfatizou o compromisso de acompanhamento contínuo por parte do movimento sindical. Segundo ele, “é fundamental que o banco assegure condições claras e transparentes durante todo o processo, evitando impactos indevidos e garantindo a tranquilidade dos trabalhadores.” O dirigente também reforçou a importância do diálogo permanente entre sindicatos e gestão, permitindo que dúvidas sejam esclarecidas e que medidas preventivas sejam adotadas com antecedência, assegurando um processo de transição mais seguro e equilibrado para todos.
- Vereadores de Chapecó aprovam moção para impedir fechamento de agências
A Câmara de Vereadores de Chapecó aprovou por unanimidade, na tarde desta segunda-feira (24), uma moção de autoria do vereador Cesar Valduga, vice-presidente do Sindicato dos Bancários e do vereador Paulinho da Silva, que apoia o Projeto de Lei 5.456/2025, em tramitação no Senado Federal. A proposta, de autoria da senadora Eliziane Gama (PSD/MA), cria critérios e procedimentos para o fechamento de agências bancárias em todo o país, com foco na transparência, no impacto social e no fortalecimento da inclusão financeira. Regras mais rígidas O PL 5.456/25 estabelece que os bancos só poderão fechar agências após cumprir uma série de exigências. Entre elas estão a comunicação prévia ao Banco Central com 120 dias de antecedência, acompanhada de estudo de impacto socioeconômico e plano de mitigação, além de aviso público à população com 90 dias de antecedência e realização de audiência pública organizada pelo poder local. O projeto também determina a manutenção, por até 24 meses, de um ponto de atendimento (físico ou móvel), para amenizar os impactos do encerramento das atividades bancárias no local, garantindo o acesso da população a serviços como saques, pagamentos e recebimento de benefícios sociais. "A moção aprovada pela Câmara de Chapecó reforça a preocupação com o fortalecimento dos serviços bancários, dos empregos da categoria e do acesso da população ao atendimento presencial. Mesmo com lucros altos, os bancos têm demitido e fechado agências em massa. É obrigação dos bancos cumprir seu dever social e garantir o acesso da população aos serviços bancários", ressaltou Valduga. A moção também manifesta apoio ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, à presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Juvandia Moreira, e ao presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Luiz Carlos Trabuco Cappi. Fonte: Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região
- Sintrafi Floripa participa do Dia Nacional de Luta contra abusos do Santander
Nesta terça-feira, 4, funcionários e funcionárias do Santander realizaram o Dia Nacional de Luta em todo o país. As mobilizações aconteceram em protesto contra o fechamento de agências, as demissões e a contratação fraudulenta de mão de obra — prática em que o banco demite trabalhadores com todos os direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e os recontrata por meio de empresas terceirizadas do próprio grupo espanhol, com perda de direitos e redução salarial. Em Florianópolis, o Sintrafi Floripa também foi as ruas denunciar as práticas abusivas do Santander e exigir respeito, valorização e dignidade para os trabalhadores que constroem os lucros do banco no Brasil. A dirigente da Fetrafi-SC e do Sintrafi Floripa, Jozi Fabiani Mello, destacou que “ as terceirizações fraudulentas no Santander vem descaracterizando trabalhadores bancários com o abuso do banco porque esses trabalhadores estão fazendo o mesmo serviço bancário, recebendo muito menos e em condições precárias de trabalho. Para ela, “o que queremos é mais trabalhadores atendendo nos postos de atendimento físicos do Santander para que seja feito um atendimento humanizado.
- Funcionários do Banco do Brasil paralisam atividades na agência da Tenente Silveira em dia nacional de luta
Na manhã desta quarta-feira, 5, a agência do Banco do Brasil, localizada na Rua Tenente Silveira, no centro de Florianópolis, amanheceu com as atividades paralisadas. A mobilização integra o Dia Nacional de Luta dos Funcionários e Funcionárias do Banco do Brasil, contra as metas abusivas e em defesa da saúde, que ocorre simultaneamente em diversas unidades da instituição em todo o país. O movimento denuncia o cenário de intensificação das cobranças por resultados, redução de quadros de pessoal e exigências desumanas de desempenho, fatores que têm comprometido a saúde mental e física dos trabalhadores e deteriorado o atendimento à população. Segundo o sindicato, o objetivo da paralisação é chamar atenção da sociedade para o modelo de gestão do banco, que tem transformado metas em instrumentos de assédio e adoecimento. “O Banco do Brasil é uma instituição pública e deve servir ao desenvolvimento do país, não se pautar apenas por metas financeiras, negligenciando o bem-estar de seus trabalhadores e o atendimento à sociedade”, destaca o dirigente do Sintrafi e membro da Comissão de Empregados do banco, Marcelo Peres. Além disso, "estamos entrando em ano de negociações do nosso ACT/CCT. Precisamos estar mobilizados para enfrentarmos os bancos e lutar contra a conjuntura adversa das novas tecnologias", destaca o dirigente do BB, Luiz Toniolo. As ações do Dia Nacional de Luta se concentram principalmente nas áreas de varejo, escritórios e agências, com atos simbólicos e paralisações parciais em várias cidades brasileiras. Fonte: Sintrafi Floripa
- Catarinenses participam do 1º módulo do Curso para Novos Dirigentes da Contraf-CUT
Dirigentes dos sindicatos dos bancários de Florianópolis e Região, Araranguá e Região, Chapecó e Região, Criciúma e Região, Joaçaba e Região, São Miguel do Oeste e Região e de Videira participaram, nos dias 18 e 19 de outubro, do primeiro módulo do Curso para Novos Dirigentes Sindicais promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em parceria com a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) de Santa Catarina. A formação, que contou com a participação de 36 novos dirigentes, foi realizada na sede do Sindicato dos Bancários de Florianópolis. Algumas pessoas viajaram mais de 12 horas para participar do curso. “É gostoso ver o interesse dessas pessoas em participar do curso, mas isso aumenta nossa responsabilidade”, disse a secretária de Formação da Contraf-CUT, Eliana Brasil. Para a dirigente da Contraf-CUT, outro motivo de gratificação é poder levar formação para dirigentes de cidades do interior e de capitais de todo país. “É uma oportunidade para que mais pessoas conheçam a história de lutas e conquistas do movimento sindical. Também é uma oportunidade para a renovação de representantes do movimento. Afinal, esta missão tão importante precisa ter continuidade, com gente nova para tocar a luta”, disse. Programa de formação O curso faz parte do Programa Nacional de Formação para novos dirigentes sindicais da Contraf-CUT. O conteúdo aborda a história da organização da classe trabalhadora e trata da luta pela democratização do Brasil após o fim da ditadura civil militar iniciada em 1964, com temas como a redemocratização do Brasil, o neoliberalismo e as privatizações, a atuação dos bancos públicos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além da reconquista e ampliação de direitos. Os novos dirigentes também recebem orientação sobre as formas de atuação do dirigente sindical na defesa dos direitos da sua categoria. Outros pontos abordados são as transformações no mundo do trabalho, desafios relacionados ao emprego e demissões, o papel do Comando Nacional dos Bancários, eleições sindicais e a construção da representação dos trabalhadores do ramo financeiro. “O principal conceito desta parte da formação é trabalhar a história dos trabalhadores e do movimento sindical e trazer para eles uma definição do universo do movimento sindical que eles participam, o que é ser dirigente sindical”, explicou o professor de formação da Contraf-CUT, José Luís Vasquinho Paredes, que ministrou as aulas. Resumo do programa 1° módulo O que é sindicato? Como surgiram? A história da luta dos trabalhadores(as) no Brasil: Da escravidão até o governo Vargas A estrutura sindical montada por Vargas O golpe de 1964 Sindicalismo sob intervenção Os efeitos do processo de anistia Fim da ditadura – Depoimento de um militante que lutou contra a ditadura Novo sindicalismo – Surge a CUT Do DNB à Contraf-CUT História da Fetrafi-SC e seus sindicatos Papel do dirigente sindical - Nas redes e nas ruas Veja abaixo o conteúdo do próximo módulo do curso: 2° módulo Os princípios da CUT Resgate do movimento sindical: da década de 80 até os nossos dias A estrutura do movimento sindical bancário A evolução da CCT dos bancários Como funciona nossa mesa de negociação O papel do Comando Nacional dos Bancários Quais os principais desafios para o próximo período?
- Fetrafi-SC participa do Dia Nacional de Luta no Banco do Brasil contra retirada de direitos
Bancárias e bancários de SC denunciaram o desrespeito da direção do BB aos acordos firmados, as metas abusivas e as medidas que aumentam a sobrecarga e o adoecimento dos funcionários O Dia Nacional de Luta no Banco do Brasil tomou agências e unidades de todo o país, nesta quarta-feira, 22. A mobilização, organizada pelo movimento sindical, teve como objetivo denunciar os ataques da direção do banco aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, que vêm sofrendo com decisões unilaterais que precarizam as condições de trabalho e intensificam a pressão por metas. Em Florianópolis, o Sintrafi Floripa realizou uma paralisação na agência do BB da UFSC para exigir da direção do BB que a meta do banco deve ser o respeito a seus bancários e bancárias. Cartazes foram colados na agência, conforme imagem abaixo. Entre os principais pontos de insatisfação estão o corte de vagas de seis horas e a substituição por cargos de oito horas, uma manobra que agrava a sobrecarga. Além disso, o banco anunciou a suspensão dos pagamentos de substituições nos meses de novembro e dezembro, retirando direitos e desvalorizando quem assume responsabilidades adicionais sem o devido reconhecimento financeiro. Outro ataque severo foi a retirada da ajuda de custo para deslocamento dos trabalhadores das Plataformas de Suporte Operacional (PSO), penalizando bancários que se deslocam diariamente para atender demandas em diversas unidades — o que impacta diretamente sua renda e dificulta o exercício das funções. Pacote de ataques De uma só vez, o Banco do Brasil anunciou um pacote de medidas que afronta os direitos dos trabalhadores e a representação sindical. Entre elas estão: aumento da jornada de trabalho, não pagamento das substituições e suspensão de ajuda de custo para deslocamento nos PSOs, além do constante aumento de metas. "Além disso recebemos hoje denúncias de que superintendentes e gerentes regionais foram proibidos de tirar férias em janeiro, muitos estavam programados e tiveram que cancelar. O BB precisa explicar esse movimento e dizer o que pretende com isso" , destacou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Essas decisões foram tomadas sem qualquer diálogo com as entidades representativas da categoria, o que demonstra o desrespeito da direção do Banco do Brasil com seus trabalhadores e com o papel social de uma instituição pública que deveria estar a serviço da população e do desenvolvimento do país. O movimento sindical considera essas medidas inaceitáveis e cobra respeito aos acordos firmados, valorização dos funcionários e diálogo transparente com as representações sindicais. “A dimensão das mobilizações realizadas em todo o Brasil mostra claramente a insatisfação dos funcionários e funcionárias com as atitudes da direção do banco. O BB está ultrapassando todos os limites, impondo metas abusivas, aumentando a jornada e retirando direitos. O que pedimos é simples: respeito e diálogo” , afirmou Fernanda Lopes. Clique aqui para acessar a galeria de fotos dos protestos realizados hoje por trabalhadores do BB em todo o país.













