top of page

Search this site

239 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Plenária Estadual da Fetrafi-SC debate impasses na Campanha Nacional dos Bancários 2026

    A nona rodada de negociações entre os bancários e a Fenaban, realizada nesta segunda-feira, 24, em São Paulo, terminou sem avanços. Os bancos, que deveriam apresentar uma proposta de índice de reajuste salarial, optaram por desviar o debate para a CCT de Relações Sindicais, gerando um impasse que levou à suspensão da reunião. A reunião, marcada para as 10h, teve início somente às 11h devido ao atraso dos representantes patronais. Durante a mesa, o negociador da Fenaban tentou minimizar o impacto da paralisação realizada no dia 20, quando mais de 114 unidades foram fechadas somente nas bases da Fetrafi-SC. “Os bancos acusaram o golpe”, afirmou Cleberson Eichholz, presidente do Sintrafi Floripa, durante a plenária virtual. Segundo ele, ficou evidente a tentativa de minimizar e invisibilizar a força da mobilização da categoria. A paralisação demonstrou a insatisfação dos bancários e mostrou que existe disposição para avançar na luta por uma proposta que valorize os trabalhadores. As negociações foram retomadas nesta terça-feira, 25, às 10h, com mesas específicas previstas para a Caixa Econômica Federal às 14h, e, possivelmente, para o Banco do Brasil no período da tarde. Na Caixa, a adesão à paralisação do dia 20 foi considerada histórica, surpreendendo até mesmo a administração do banco. Os representantes dos bancários também reforçaram a necessidade de cautela diante de informações não oficiais que circulam nas redes sociais. A orientação é acompanhar as negociações exclusivamente pelos canais oficiais da Contraf, Fetrafi e dos sindicatos. Diante do impasse, a orientação é manter a categoria mobilizada e ampliar a participação nas próximas plenárias e atividades organizadas pelos sindicatos. A paralisação do dia 20 mostrou a força dos bancários, mas a pressão precisa continuar. É hora de manter a mobilização, fortalecer a unidade e pressionar os bancos por uma proposta de reajuste que reconheça o trabalho e a dedicação da categoria. Cada bancário e cada bancária tem um papel fundamental nesta luta. Vamos manter a categoria informada, mobilizada e preparada para os próximos passos. A nossa força está na nossa união!

  • Comando rejeita proposta absurda dos bancos

    Na retomada das negociações nesta terça-feira, 25, os bancos apresentaram à mesa uma proposta de reajuste de apenas 2,06%, o equivalente a cerca de metade da inflação anualizada. Uma proposta que, na prática, representa perda para a remuneração dos bancários e bancárias. Além do índice insuficiente, os bancos propuseram retirar da CCT algumas verbas e direitos, entre elas o ATS, a gratificação de compensador de cheques e o auxílio-funeral, entre outras. O reajuste de 2,06% seria aplicado apenas ao salário, auxílio-teletrabalho, auxílio-PCD e auxílio-creche/babá, deixando de fora outras verbas importantes da categoria. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou imediatamente a proposta, afirmando ser inadmissível que um dos setores mais lucrativos da economia demonstre tamanho desrespeito com os trabalhadores e trabalhadoras que garantem o funcionamento do sistema financeiro. Diante da rejeição, os representantes dos bancos afirmaram que precisavam avaliar a posição da categoria representada pelo Comando e solicitaram um novo intervalo. As negociações devem prosseguir ainda nesta terça-feira. Neste momento, é fundamental manter a categoria mobilizada e organizada. A proposta apresentada pelos bancos mostra que a pressão e a mobilização são indispensáveis para avançarmos. Não podemos aceitar perdas nem retrocessos. Seguiremos firmes, unidos e mobilizados para garantir uma proposta que valorize os bancários e bancárias.

  • Fenaban enrola, ataca organização da categoria e tenta desmobilizar bancários

    Após mais de oito rodadas, os bancos retornaram a mesa nesta segunda-feira, 24, minimizando a paralisação do dia 20 e ainda atacaram a organização sindical, propondo discutir a representação dos trabalhadores e a estabilidade dos dirigentes. O Comando Nacional destacou que, em campanhas anteriores, já havia propostas de reajuste nesta etapa das negociações, evidenciando a estratégia de protelar avanços e enfraquecer a mobilização. A paralisação, porém, demonstrou a insatisfação e a disposição da categoria para lutar. Em Santa Catarina, por exemplo, a mobilização liderada pelos 10 sindicatos filiados à Fetrafi-SC paralisou mais de 67 unidades bancárias durante o Dia Nacional de Luta. Diante do impasse de hoje, as negociações foram suspensas. O Comando reafirmou a disposição para negociar, mas exigiu que os bancos retornem nesta terça-feira com propostas objetivas, que garantam reajuste digno, valorização salarial e avanços nas demais reivindicações.

  • Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas

    Reivindicação antiga da CEE/Caixa, reciprocidade pode ampliar atendimento, reduzir vazios assistenciais e diminuir necessidade de reembolsos integrais O Saúde Caixa e a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) assinaram, nesta sexta-feira (21), contrato de reciprocidade para o compartilhamento de suas redes credenciadas. Com o acordo, usuários dos dois planos poderão utilizar mutuamente prestadores das respectivas redes, ampliando as opções de atendimento em diversas regiões do país. A medida atende a uma reivindicação antiga da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do Conselho de Usuários do Saúde Caixa, que há anos cobram a ampliação e a melhoria da rede credenciada, principalmente em cidades e regiões onde há dificuldade para encontrar determinadas especialidades. O compartilhamento de redes com outros planos já fazia parte das reivindicações apresentadas pela representação dos empregados nas negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa em 2025. “É uma reivindicação antiga da CEE e uma medida importante para melhorar a qualidade do Saúde Caixa. Temos muitos relatos de colegas que enfrentam dificuldades para encontrar especialistas e prestadores em suas cidades. O compartilhamento das redes amplia as possibilidades de atendimento e ajuda a enfrentar esses vazios assistenciais”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. A Contraf-CUT já havia informado que o convênio estava próximo de ser concluído em matéria publicada em 8 de julho, após a primeira mesa de negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a Caixa. Na ocasião, o banco informou que o acordo havia avançado e apresentou dados preliminares indicando potencial de ampliação da cobertura para 1.803 municípios e atendimento a cerca de 95 mil beneficiários. A expectativa também era de redução da necessidade de reembolsos integrais. Segundo informado pela Caixa nas negociações, a implantação do compartilhamento deverá ocorrer gradativamente, em ondas, começando pelas localidades onde há maior utilização do reembolso integral. A medida, além de facilitar o acesso dos usuários aos serviços de saúde, pode contribuir para reduzir esses reembolsos e, consequentemente, para o controle das despesas assistenciais do plano. “Na mesa de negociação, cobramos avanços nessa parceria e a Caixa informou que o acordo seria assinado nos próximos dias. Agora, precisamos acompanhar a implantação para que ela comece justamente onde os usuários enfrentam as maiores dificuldades. Além de ampliar o acesso e melhorar o atendimento, uma rede mais abrangente pode reduzir a necessidade de reembolso integral e contribuir para uma gestão mais eficiente dos recursos do Saúde Caixa”, destacou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste, Cândida Fernandes (Chay). A CEE ressalta que o compartilhamento com a Cassi não encerra a necessidade de ampliar e qualificar a rede própria do Saúde Caixa. A representação dos empregados continuará acompanhando a implantação do acordo e cobrando soluções para as regiões que ainda apresentam carência de prestadores e especialidades. A Caixa também informou que outros convênios destinados à ampliação da rede estão em vias de conclusão, o que poderá trazer novos ganhos de cobertura para os usuários do plano. A ampliação da rede credenciada é uma das reivindicações permanentes da representação dos empregados. Em abril deste ano, antes mesmo do início das mesas específicas da Campanha Nacional 2026, a CEE já havia voltado a cobrar da Caixa melhorias nos processos de credenciamento e descredenciamento e a possibilidade de compartilhamento da rede com a Cassi. Fonte: Contraf-CUT

  • Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025

    Relatório de Administração mostra que receitas somaram R$ 3,76 bilhões e que plano registrou déficit operacional de R$ 627,8 milhões; carteira encerrou o ano com 273,5 mil beneficiários O Saúde Caixa encerrou 2025 com R$ 4,39 bilhões em despesas totais, valor mais de 22% superior aos cerca de R$ 3,59 bilhões registrados em 2024. Do total desembolsado no ano passado, R$ 4,29 bilhões foram destinados às despesas assistenciais, aproximadamente R$ 47 milhões às despesas administrativas e R$ 46 milhões ao Programa de Assistência Médica Supletiva (PAMS). Os dados constam do Relatório de Administração do Saúde Caixa 2025. As receitas cresceram em ritmo bem menor. O plano arrecadou R$ 3,76 bilhões em 2025, cerca de 5% acima do registrado no ano anterior. Desse montante, aproximadamente R$ 2,06 bilhões vieram da Caixa, R$ 1,39 bilhão das mensalidades pagas pelos beneficiários e R$ 304 milhões das coparticipações. A diferença entre as receitas efetivas e as despesas totais resultou em déficit operacional de R$ 627,8 milhões. Segundo o relatório, R$ 581,1 milhões em contribuições patronais incidentes sobre valores pagos em ações judiciais e acordos trabalhistas referentes a exercícios anteriores foram incorporados ao custeio do plano. Para completar a cobertura do déficit, foram utilizados cerca de R$ 46,7 milhões da reserva técnica. O saldo da reserva ao fim do exercício ficou em aproximadamente R$ 67,1 milhões. Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, os números precisam ser observados com atenção. “O relatório mostra um crescimento muito forte das despesas em relação às receitas. São números preocupantes e que reforçam a necessidade de uma solução estruturante para o Saúde Caixa, capaz de garantir a sustentabilidade do plano no longo prazo”, afirmou. Entre os fatores que pressionaram os gastos estão as internações, principal linha de custo do plano. Elas consumiram cerca de R$ 1,78 bilhão em 2025, alta próxima de 17% sobre o ano anterior. Os gastos conjuntos com medicamentos quimioterápicos, radioterapia e órteses, próteses e materiais especiais (OPME) chegaram a R$ 810,3 milhões, crescimento de 11,5%. Os medicamentos quimioterápicos tiveram alta de 36,4%. As despesas com terapias, por sua vez, aumentaram 18,2%, de R$ 226,3 milhões para R$ 267,6 milhões. O envelhecimento da população coberta também aparece entre os fatores de pressão. Ao fim de 2025, 29,68% dos beneficiários tinham 60 anos ou mais. O custo assistencial anual per capita chegou a R$ 15.824,24, ante R$ 12.816,54 em 2024. A carteira terminou dezembro com 273.462 beneficiários, sendo 127.475 titulares e 145.987 dependentes. Em dezembro de 2024, eram 275.897 usuários. A redução ocorreu principalmente entre os dependentes, cujo número caiu 2% no período, enquanto o total de titulares cresceu 0,5%. “É preciso olhar para esses dados e enfrentar as causas do crescimento dos custos. A resposta não pode se limitar a transferir esse aumento para os usuários do plano, nem depender de soluções pontuais e paliativas, como utilizar a reserva técnica para cobrir déficits recorrentes. A reserva é importante para a segurança financeira do Saúde Caixa, mas não substitui uma solução permanente para o equilíbrio do plano”, disse Luiza Hansen. “O Saúde Caixa é uma conquista da luta conjunta das empregadas e dos empregados, organizada pelo movimento sindical, que tem diversos diferenciais que nos fazem continuar lutando para mantê-lo”, completou, ao se referir às coberturas, além das mínimas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), às quais os planos de mercado se limitam cobrir, como a cobertura odontológica, reembolso integral, custeio de deslocamento em caso da inexistência de atendimento no local de residência do usuário, custeio de medicamentos, psicologia, entre outros. “Mas, mesmo com toda essa qualidade, jogar todos os aumentos de custos para os usuários inviabiliza a permanência de muitos deles no plano, pois, mesmo querendo permanecer, o custo fica proibitivo. E isso traz problemas à carteira, que pode fazer com que o plano fique insustentável para todos os demais”, continuou. O Relatório de Administração 2025 reúne ainda informações detalhadas sobre utilização dos serviços, custos por linha assistencial, perfil dos beneficiários, rede credenciada, programas de saúde, gestão e indicadores econômico-financeiros. Veja abaixo as tabelas com o resumo das informações do Relatório de Administração 2025 do Saúde Caixa. O documento pode ser lido na íntegra na Central do Saúde Caixa. Fonte: Contraf-CUT

  • Paralisação de 24h em todo o país consolida unidade nacional da categoria bancária

    Trabalhadores realizaram a ação como advertência à Fenaban pela falta de respostas às reivindicações por aumento real e melhores condições de trabalho Bancárias e bancários realizaram, nesta quinta-feira (20), uma paralisação nacional de 24h, como advertência à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) pela falta de respostas às reivindicações por reajustes acima da inflação nas remunerações e melhores condições de trabalho. “A paralisação foi um sucesso, com adesão em todo o país, reafirmando a tradição de unidade nacional das bancárias e dos bancários. O recado está dado de que a categoria quer respeito e valorização”, avalia a presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Clique aqui para ver imagens dos atos em todo o país. Neste ano, os trabalhadores do setor realizam a Campanha Nacional Unificada, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “Em oito rodadas de negociação com a Fenaban, iniciadas no começo de julho, não obtivemos nem uma proposta concreta às nossas reivindicações. Essa atitude dos banqueiros é que levou às assembleias onde aprovamos, com 90%, o dia nacional de paralisação”, explica Juvandia Moreira, que também é coordenadora do Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários. A dirigente destaca que, nos últimos anos, o setor bancário vem passando por um processo rápido de reestruturação com resultados agressivos sobre os trabalhadores. “Fizemos uma consulta nacional com cerca de 55 mil bancários de todo o país e 40% afirmaram que tomaram, no último ano, remédios controlados, como antidepressivos, ansiolíticos e estimulantes. O nosso levantamento corroborou um outro dado que nós sempre apresentamos para a Fenaban, nas mesas de negociação, de que os bancários compõem boa parte do índice de afastamentos pelo INSS por doenças mentais ligadas ao trabalho - em 2024, que é o dado mais recente que conseguimos obter, a nossa categoria representou 25% do total. Esse é o resultado do modelo de gestão adoecedora empregado hoje no sistema financeiro”, completa Juvandia. O movimento sindical aponta ainda que os banqueiros estão bastante reticentes em atender às reivindicações por reajuste salarial e nas demais remunerações (como PLR, vales refeição e alimentação), acima da inflação, além de melhorias no piso e criação de um piso para os trabalhadores de Tecnologia da Informação (TI), área que mais tem crescido dentro dos bancos. “Em 2025, o setor, como um todo, registrou lucro líquido de R$ 171 bilhões, sendo R$ 124 bilhões só dos cinco maiores bancos, que concentram a maior parte desse mercado. Mesmo nos anos recentes, durante a pandemia e pós pandemia, em que outros setores sofreram com impactos internos e externos, os bancos continuaram com um bom desempenho e em segurança. Ainda assim, estamos chegando próximo ao fim da data base (31 de agosto), quando a CCT precisará ser renovada, sem nenhuma sinalização da Fenaban de qual será o reajuste para a categoria”, observa Juvandia Moreira. Se de um lado, na mesa de negociação com os trabalhadores, os banqueiros enrolam para apresentar um índice, do outro, a remuneração média para os altos executivos dos três maiores bancos privados do país para 2026 já está prevista e será de R$ 12,5 milhões - um valor 120 vezes superior à remuneração média anual de um escriturário (somando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR). “Como trabalhadores, estamos exigindo nossos direitos, que são a valorização da remuneração de quem constrói os resultados dos bancos e um ambiente de trabalho livre de assédio moral, porque os altos índices de adoecimento na categoria estão ligados ao abuso da gestão por metas sobre equipes cada vez menores para atender os clientes, que também estão sendo prejudicados com essa reestruturação de fechamento de agências e eliminação dos postos de trabalho”, arremata Juvandia Moreira. Digitalização e concorrência não justificam ritmo da reestruturação Os trabalhadores contestam a tese defendida pelo setor patronal de que o encerramento de unidades físicas e postos de trabalho é consequência inevitável da digitalização e do aumento de concorrência dos bancos com empresas que passaram a prestar os mesmos serviços. “O ramo financeiro, como um todo, não está encolhendo. Pelo contrário, o saldo dos últimos anos é positivo, é de crescimento. O único setor do ramo no sentido contrário é o bancário”, salienta Juvandia. Entre 2015 e 2025, enquanto o setor bancário fechava 88 mil postos e 9,5 mil agências, os cinco maiores bancos aumentavam em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços. No período mais recente, entre janeiro de 2025 e maio de 2026, tirando o setor bancário (com movimentação negativa de 15.289 vagas), o ramo financeiro apresentou movimentação positiva de 23.939 postos de trabalho. “Os bancos tradicionais reclamam da concorrência, mas foram eles mesmos que abriram espaço para outras empresas, com a decisão de reduzir a qualidade de atendimento aos clientes por meio do fechamento de agências e da sobrecarga dos funcionários”, argumenta a presidenta da Contraf- CUT. Segundo levantamento do Dieese, o lucro por empregado nos bancos foi de R$ 438 mil, em 2025, ano em que foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas, número que corresponde a uma média de aproximadamente 28,6 milhões de transações por dia útil. “O quadro real que temos hoje é que os bancos continuam batendo recordes de lucros, mas com base em salários achatados e no adoecimento de trabalhadores. É por isso que, dentro das nossas várias lutas, está a de que a sociedade saiba que os bancos não estão assumindo as obrigações para com os trabalhadores e para com os clientes. Pelo contrário, estão visando cada vez mais o lucro”, conclui Juvandia Moreira. Fonte: Contraf-CUT

  • Bancários da base da Fetrafi-SC se mobilizam em Dia Nacional de Paralisação

    Categoria paralisa as atividades por 24 horas para cobrar propostas da Fenaban que respeitem os trabalhadores Esta quinta-feira, 20, foi marcada por uma grande paralisação da categoria bancária em Santa Catarina. Todos os sindicatos da base da Fetrafi-SC realizaram atividades neste Dia Nacional de Paralisação, convocado pelo Comando Nacional dos Bancários, e realizado em todo o país. A manifestação foi aprovada em assembleias realizadas por todo o país, após os bancos frustrarem os trabalhadores sem apresentar nenhuma proposta de reajuste salarial na negociação do dia 13 de agosto. A categoria está mobilizada por valorização da carreira e remuneração com ganho real, melhoria nos valores da PLR, do VA e VR, fim do fechamento de agências e das demissões, enfrentamento ao adoecimento da categoria e melhores condições de trabalho. As assembleias, que aconteceram no dia 17, rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de congelar o piso de ingresso e separar o reajuste salarial em três faixas diferenciadas e também aprovaram a paralisação de hoje em todo o país. Na avaliação do coordenador da Secretaria Geral da Fetrafi-SC, Marco Silvano, os colegas estão mostrando a sua indignação com o que vem acontecendo nas mesas de negociação com a Fenaban e os demais bancos. “Dos 10 sindicatos que representam a Fetradi-SC, a adesão foi muito grande não apenas nos bancos públicos, mas também nos bancos privados.” “Isso demonstra a indignação do que vem acontecendo nas unidades, como o crescimento do adoecimento e as péssimas condições de trabalho. E isso tem muito a ver com a estratégia dos bancos neste momento, que é de fechar agências, demitir colegas e fechar inúmeras unidades de atendimento bancário”, desabafou. Silvano alerta para a expectativa da categoria no estado, que é de que os bancos, na segunda-feira, apresentem propostas que atendam as reivindicações por melhores condições de trabalho, como o fim do adoecimento dos colegas, o fim da cobrança abusiva de metas, a valorização das carreiras e dos salários e, principalmente, respeito a todos os trabalhadores. E agora, o que acontece? A próxima rodada de negociação está agendada para esta segunda-feira, 24, e a expectativa a partir da demonstração de força, unidade e organização da categoria é de que os bancos apresentem propostas que correspondam às reivindicações debatidas e aprovadas nas Conferências Estaduais e na 28ª Conferência Nacional. Ainda na próxima semana, novas rodadas também ocorrerão nas mesas específicas com os representantes do BB, CEF e Banrisul. Fique atento! Acompanhe os sites e as redes sociais dos sindicatos e da Fetrafi-SC. Na próxima segunda-feira, 24, às 18h, a Fetrafi-SC irá realizar uma Plenária Estadual para atualizar a categoria a respeito das negociações. Mais informações de como participar serão divulgadas nesta sexta-feira pela Fetrafi-SC e sindicatos.

  • COE cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta

    Negociação avança em temas como bolsas de estudo, PCDs e direitos das mulheres A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander voltou a se reunir com a direção do banco na tarde desta quarta-feira (19), na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo. A reunião debateu o Programa de Participação nos Resultados (PPRS) para os exercícios de 2026 e 2027, além da proposta de implantação de um acordo coletivo banco de horas. No debate sobre o PPRS, a representação dos trabalhadores apresentou os estudos que fundamentam os valores reivindicados e reforçou a necessidade de regras claras e transparentes, conforme estabelece a Lei 10.101/2000. A COE também reivindicou que, tanto no PPRS quanto nos demais programas próprios de remuneração variável do Santander, os indicadores institucionais de avaliação, como BACEN, Procon e NPS, não sejam utilizados como critérios para avaliação individual ou para redução da remuneração variável dos trabalhadores. Acordo coletivo de banco de horas Outro ponto central da reunião foi a proposta de substituição do atual modelo de compensação de jornada, pactuado individualmente, por um banco de horas coletivo, com período de compensação de seis meses dentro do ano civil e acompanhamento do movimento sindical. “Queremos construir um banco de horas coletivo que tenha regras claras, transparência e mecanismos efetivos de acompanhamento. Não basta mudar o modelo: precisamos garantir que a compensação seja justa e que o trabalhador tenha segurança sobre suas horas e sobre quando elas serão compensadas ou pagas”, afirma Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander. Para Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, a construção de um banco de horas coletivo precisa ser acompanhada de transparência e fiscalização sindical. “O trabalhador precisa saber exatamente quantas horas tem, quando poderá compensá-las e como será feito o pagamento das horas que não forem compensadas”, destaca Rita. Demais reivindicações Os representantes dos trabalhadores também cobraram do Santander o retorno às demais reivindicações apresentadas ao longo da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O banco apresentou uma estimativa do impacto financeiro para o atendimento de todas as demandas e destacou a importância de fortalecer e aprimorar o acordo. A instituição sinalizou que pode avançar em algumas reivindicações apresentadas pela representação dos trabalhadores. Entre as demandas que tiveram sinalização de avanço estão: Pessoas com deficiência (PCDs) Aumento do número de dias de ausência para reparo de equipamentos e aparelhos; Manutenção da isenção da coparticipação durante a licença médica. Destinação de bolsas de estudos exclusivas. Mulheres gestantes Suspensão das metas após o retorno da licença-maternidade, por um período a ser definido. Bolsas de estudo Destinação de bolsas para segunda graduação. A COE seguirá cobrando do Santander avanços concretos nas reivindicações e a formalização dos compromissos assumidos durante a negociação. O banco se comprometeu a manter as clausulas do atual ACT enquanto durar as negociações. A negociação específica com o Santander terá continuidade em nova rodada, ainda sem data definida, após o encerramento das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Fonte: Contraf-CUT

  • BB propõe clausular ações por igualdade e combate à violência doméstica, mas segue sem apresentar soluções às principais reivindicações dos funcionários

    Trabalhadores cobram aumento do piso salarial, aperfeiçoamento do Plano de Cargos e Salários e reforçam que irão parar nesta quinta (20) por aumento real e melhores condições de trabalho Em mais uma rodada de negociações por aumento real e melhores condições de trabalho, realizada nesta quarta-feira (19), em São Paulo, a gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das funcionárias e funcionários. “Reforçamos a cobrança da nossa minuta de reivindicações, que as negociações precisam avançar e que vamos unir forças à paralisação nacional desta quinta-feira (20) pela valorizaçao de toda a categoria bancária”, destacou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes. O que a gestão do BB apresentou na mesa de negociação de hoje foi a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa. O BB também disse que irá incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica. A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada. Por fim, a direção do banco propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados. Direito que seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB. "Todas essas propostas são muito importantes. Mas registramos que precisamos avançar em muitos outros pontos da minuta de reivindicações, pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários", destacou Fernanda Lopes. Próxima rodada e dia nacional de paralisação A data da próxima rodada da negociação específica entre BB e funcionários não tem data confirmada, mas a comissão dos funcionários seguirá em plantão permanente. “A CEBB somará forças às bases sindicais na paralisação nacional desta quinta-feira (20). A categoria bancária tem histórico de lutas que deram certo e, amanhã, vamos mostrar aos banqueiros a força da nossa unidade por condições dignas de trabalho, fim do enxugamento de postos de trabalho e do fechamento de agências”, reforçou a coordenadora da CEBB. Entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos do país - incluindo o Banco do Brasil - aumentaram em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços. "Esse é mais um entre tantos dados que comprovam que os bancos não deveriam estar reduzindo o quadro de funcionários, e sim o contrário. A contratação de correspondente bancário, a queda de postos e o fechamento de agências estão sendo utilizados pelo setor bancário como manobra para ampliar lucros em cima da precarização do trabalho, sobrecarga dos funcionários e, consequentemente, queda do atendimento qualificado e presencial aos clientes", pontou a dirigente. Fotógrafo: Willy Roberto/Seeb-SP Fonte: Contraf-CUT

  • Caixa frustra empregados sem nova proposta para o Saúde Caixa

    Banco apresentou propostas para PCDs e sobre monitoramento de metas; CEE reconheceu avanços, mas cobrou melhorias e respostas às demais reivindicações A Caixa Econômica Federal frustrou a expectativa das empregadas e empregados ao encerrar, nesta quarta-feira (19), em São Paulo, a sétima rodada de negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026 sem apresentar uma nova proposta para o Saúde Caixa. O plano de saúde era o tema mais aguardado pela categoria, depois de a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) rejeitar as propostas apresentadas pelo banco nas duas rodadas anteriores. A expectativa aumentou ainda mais porque, antes da reunião, a própria Caixa havia enviado comunicado aos empregados indicando que a mesa trataria de possíveis soluções para o Saúde Caixa. Ao final, porém, nenhuma nova proposta foi apresentada. A previsão é de que o tema volte à mesa no dia 25. “Existe uma expectativa enorme da base por uma proposta melhor, que mantenha o Saúde Caixa viável e sustentável e, ao mesmo tempo, permita que as pessoas permaneçam no plano. As duas últimas propostas transferem o aumento dos custos para os empregados. A Caixa alimentou a expectativa de que haveria avanço nesta reunião e encerrar a mesa sem proposta gera frustração e uma preocupação muito grande”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. A representação dos empregados continua cobrando uma solução que aumente a participação da Caixa no financiamento do plano e não transfira para trabalhadores, aposentados e pensionistas os sucessivos aumentos das despesas assistenciais. O atual acordo limita a participação do banco a 70% das despesas ou a 6,5% da folha de pagamentos e proventos, prevalecendo o menor valor. Desde a primeira rodada da campanha, a CEE cobra que a Caixa aumente sua participação no custeio do Saúde Caixa. PCDs e direito à desconexão Na reunião, a Caixa apresentou propostas relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs), entre elas a ampliação das possibilidades de ausências justificadas para cuidados com a própria saúde. O banco também propôs reforçar em acordo coletivo que o monitoramento de metas e resultados e as cobranças de trabalho não sejam realizados fora da jornada. A CEE considerou positivas as iniciativas, mas cobrou aperfeiçoamentos. Para o representante da Fetrafi-RS, Lucas Cunha, a proposta para PCDs ainda não contempla pontos importantes da pauta. “É um avanço, mas ainda é tímido diante das nossas reivindicações. O teletrabalho precisa ser disponibilizado aos empregados PCDs em todas as áreas e unidades da Caixa, como medida de adaptação às necessidades desses trabalhadores. Também precisamos avançar na redução de jornada para os próprios empregados PCDs”, afirmou. A representante da Fetec-CUT/CN, Joana Lustosa, cobrou que o direito à desconexão alcance todo o quadro de pessoal e não fique restrito ao bloqueio dos sistemas depois do registro do ponto. “Precisamos impedir que notificações do Outlook e do Teams continuem chegando nos fins de semana, feriados e períodos de descanso e acabar com cobranças por canais não institucionais, como o WhatsApp. Isso precisa virar uma cultura institucional de proteção à saúde mental, e não apenas uma cláusula no acordo”, disse. Joana também cobrou o fim de controles paralelos de metas e a revisão de critérios do Alcance.Caixa que possam punir equipes em razão de denúncias de assédio. Para a representação sindical, vincular ocorrências dessa natureza à pontuação das unidades pode inibir denúncias e acabar penalizando a própria vítima e seus colegas. A CEE voltou a cobrar em mesa que o Super Caixa seja negociado com a representação dos trabalhadores. Hoje o programa é feito pela Caixa, sem participação dos empregados. A proposta da representação dos empregados é o “Vendeu, Recebeu” e Bônus Caixa para todos. Sobrecarga precisa ser enfrentada O representante da Feeb-SP/MS, Tesifon Quevedo Neto, chamou atenção para a sobrecarga nas plataformas digitais da Caixa. Ele apresentou dados de unidades com milhares de atendimentos mensais e fortes diferenças na quantidade de clientes atendidos por empregado. “Os números mostram equipes pequenas atendendo milhares de clientes por mês e uma diferença muito grande de carga entre as plataformas. Há situações com mais de 600 atendimentos por empregado. Isso é sobrecarga e precisa ser enfrentado pela Caixa”, afirmou Tesifon. A CEE ressaltou que condições inadequadas de trabalho, sobrecarga e pressão por resultados é uma realidade não apenas nas plataformas digitais, mas em toda a rede de agências (físicas e digitais), e que isso têm reflexos no adoecimento do quadro e, consequentemente, nos custos assistenciais do próprio Saúde Caixa. Respostas não podem continuar sendo adiadas Ao final da reunião, a CEE voltou a cobrar respostas para todas as demais reivindicações da minuta específica dos empregados da Caixa, entre elas as relacionadas a PFG, PCS e PSI, fim do atendimento simultâneo presencial e digital, remuneração variável, Super Caixa, PLR Social, contratações, condições de trabalho e valorização da negociação permanente. A pauta específica foi entregue à Caixa em 24 de junho, no mesmo dia em que o Comando Nacional dos Bancários entregou à Fenaban a pauta nacional da categoria. Também foi entregue à Fenaban uma proposta de pré-acordo que prevê a manutenção da data-base em 1º de setembro, a retroatividade do que vier a ser negociado e a continuidade das cláusulas atuais até a assinatura de um novo instrumento coletivo. A preocupação é agravada pelo fim da ultratividade imposto pela Reforma Trabalhista de 2017. A alteração do artigo 614 da CLT passou a vedar expressamente que as normas coletivas continuem valendo automaticamente depois de encerrada sua vigência. Na avaliação da representação sindical, o adiamento sucessivo de respostas pela Caixa e pela Fenaban, sem uma garantia de ultratividade, aumenta a pressão do calendário e pode ser usado para tentar empurrar a categoria para a aceitação de qualquer proposta diante da proximidade do fim dos acordos. A Contraf-CUT alerta que, sem essa proteção, o término da vigência dos instrumentos coletivos pode ser utilizado como mecanismo de pressão na negociação. Por isso, a CEE reforça a convocação para que as empregadas e empregados da Caixa participem da paralisação de 24 horas desta quinta-feira (20), aprovada nas assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o país. No conjunto da categoria, 90% aprovaram a paralisação. A mobilização é fundamental para defender os direitos já conquistados e pressionar por propostas que atendam às reivindicações das empregadas e empregados da Caixa e da categoria bancária como um todo. Acompanhe os sites e as redes sociais da Contraf-CUT e dos sindicatos de sua base para ficar bem informado sobre as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e as orientações sobre a mobilização. Fonte: Contraf-CUT

  • Banco do Brasil tem nova rodada de negociação nesta quarta-feira e funcionários cobram propostas

    CEBB cobra respostas às reivindicações e espera que banco apresente avanços nas questões econômicas e nas demais demandas da categoria A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) volta a se reunir com a direção do banco nesta quarta-feira (19), em mais uma rodada de negociação da Campanha Nacional 2026. Após a reunião da última sexta-feira (14), quando o BB não apresentou proposta econômica nem devolutivas para as principais reivindicações dos trabalhadores, a expectativa da representação dos funcionários é que o banco finalmente apresente respostas concretas. Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a nova reunião precisa marcar uma mudança de postura do banco. “Os funcionários do Banco do Brasil estão esperando respostas e propostas concretas. Já apresentamos nossas reivindicações e precisamos que o banco avance na negociação, principalmente nas questões econômicas, na valorização da carreira e na melhoria das condições de trabalho. Não podemos seguir com reuniões sem devolutivas e sem propostas. Esperamos que nesta quarta-feira o banco apresente avanços e demonstre disposição para negociar de fato”, afirma Fernanda. A representação dos trabalhadores também cobra respostas para reivindicações específicas, como o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), aumento do piso, aporte de recusos na Cassi, fim da sobrecarga de trabalho e acúmulo de funções. A nova rodada ocorre em um momento decisivo da Campanha Nacional 2026, com os trabalhadores cobrando dos bancos propostas para aumento real nos salários, valorização dos pisos, melhoria da PLR e dos vales refeição e alimentação, além de avanços nas pautas específicas de cada instituição. A Contraf-CUT destaca que a expectativa da categoria é transformar as negociações em propostas concretas. Fonte: Contraf-CUT

  • Mobilização dos trabalhadores faz bancos recuarem de proposta de reajustes por faixas salariais

    Apesar do recuo, bancos não apresentam índice e categoria mantém paralisação dia 20 por aumento real e valorização de PLR, tickets e piso Com a rejeição de 97% da categoria, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) retirou propostas de reajustes por faixas salariais, fragmentação do aumento dos vales refeição e alimentação entre cidades maiores e menores, e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários. O anúncio foi feito nessa terça-feira (18) na capital paulista, após o Comando Nacional dos Bancários apresentar os resultados de assembleias realizadas por sindicatos de todo o país. Apesar do recuo, a representação dos bancos não apresentou nenhuma proposta de índice de reajuste nesta rodada. Sob a alegação da boa-fé negocial, a Fenaban questionou a razão da paralisação do dia 20 de agosto, aprovada por 90% dos bancários nas assembleias. Os bancos também pediram uma pausa ainda no início da rodada, que durou até às 16h. No retorno, disseram que só prosseguiriam com as negociações se a categoria desistisse das paralisações na quinta-feira (20). O Comando Nacional recusou. “Esse ciclo que começou com as assembleias, na segunda-feira (17), e que levou a aprovação do dia nacional de paralisação, na próxima quinta, é o resultado da má vontade da Fenaban nesta mesa. É uma reação da categoria à falta de propostas por reajuste e melhores condições de trabalho”, destacou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT. O Comando Nacional também voltou a cobrar a garantia da ultratividade, que assegura que os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) continuem valendo mesmo após o fim do prazo de vigência, até que um novo acordo seja assinado. Porém, a Fenaban negou e ameaçou, mais uma vez, levar a negociação para o Tribunal Superior do Trabalho (TST). “O fim da ultratividade foi um dos malefícios da reforma trabalhista de 2017, aprovada pelo Congresso Nacional, e teve como relator Rogério Marinho, hoje coordenador do programa de governo do candidato Flávio Bolsonaro. Importante que a categoria não reeleja os deputados que votam pela perda de direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores”, reforçou Juvandia Moreira. Além de acabar com a ultratividade, a reforma trabalhista de 2017 atacou a organização sindical, permitiu a pejotização (que precariza empregos e retira os trabalhadores da proteção da convenção coletiva) e a terceirização para todas as atividades, que antes era restrita para atividades-meio (como vigilância e limpeza). Após nova pausa a pedido dela mesma, a Fenaban retornou à mesa anunciando que as negociações serão retomadas na segunda-feira (24), porque terão uma reunião com todo o setor, na sexta (21), para alinhar a proposta global. Dia nacional de paralisação: 20 de agosto Nas rodadas anteriores o Comando cobrou também a suspensão das demissões no setor bancário, indenização adicional para encarecer as demissões, qualificação e requalificação dos trabalhadores. Embora tenha sinalizado positivamente a essas reivindicações, a Fenaban ainda não trouxe proposta concreta. “Por tudo isso, é importante que, nesta quinta-feira, 20 de agosto, tenhamos uma boa paralisação da categoria em todas as regiões”, reforçou Juvandia Moreira. “Exigimos uma proposta decente, com aumento real, valorização da PLR, do VA e VR e do piso. Não sairemos desta campanha sem a justa valorização dos bancários, que construíram o lucro de R$ 171 bilhões dos bancos em 2025. Uma grande paralisação na quinta-feira 20 é fundamental para pressionar os banqueiros a apresentarem uma boa proposta na próxima negociação”, concluiu Neiva Ribeiro, também coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Próximos passos 20/08: dia nacional de paralisação por aumento real e melhores condições de trabalho. 24/08: retomada das negociações entre Comando Nacional e Fenaban. De olho nos números O patrimônio líquido do setor bancário atingiu, em 2025, o montante de R$ 1,2 trilhão. Enquanto o setor bancário fechava 88 mil postos e 9,5 mil agências, entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos aumentavam em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços. A remuneração média anual dos altos executivos dos três maiores bancos privados chegará a R$ 12,5 milhões em 2026 — valor 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário (somando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR). Em 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas, número que corresponde a uma média de aproximadamente 28,6 milhões de transações por dia útil. O lucro por empregado nos bancos é de R$ 438 mil, comprovando a alta rentabilidade gerada pelos bancários. Entre maio de 2025 e maio de 2026, 40% das bancárias e bancários usaram medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes). Corte nas despesas com pessoal: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda é de 11%). PLR: Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%. Entre os bancos públicos, os percentuais mudam. A Caixa, por exemplo, atingiu o teto de 15% de CCT, e Banco do Brasil se aproximou do índice, com distribuição de 11%. Fonte: Contraf-CUT

Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

bottom of page