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- Após denúncias , Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região realiza ato no Banco Santander
O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região realizou, nesta segunda-feira (08/06), um ato de protesto em frente à agência do Santander após receber denúncias sobre longas filas e a demora no atendimento aos clientes. A mobilização contou com a presença do PROCON e teve como objetivo denunciar as condições enfrentadas diariamente pela população e pelos trabalhadores da instituição financeira. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, Laércio Silva, a situação encontrada durante a ação é inadmissível para uma instituição que registra lucros bilionários. “O que presenciamos hoje no banco é motivo de vergonha e indignação. Como pode uma instituição que nada num mar de lucros bilionários impor aos seus clientes populares e funcionários tamanho desrespeito”, afirmou. O Sindicato destaca que a redução do número de trabalhadores, o fechamento de postos de atendimento e a busca incessante por lucro têm impactado diretamente a qualidade dos serviços prestados à população, além de aumentar a sobrecarga dos bancários. A entidade seguirá acompanhando a situação e cobrando providências para garantir atendimento digno aos clientes e condições adequadas de trabalho aos funcionários.
- Caixa mantém critérios contestados no Super Caixa
Mudanças anunciadas após pressão das entidades flexibilizam parte das regras, mas preservam exigências criticadas pelos empregados, como CSAT, integridade e modelo de premiação que continua sendo alvo de questionamentos; empregados somente têm acesso às informações de desempenho se aceitarem termo de adesão Principais pontos tratados neste texto Mudanças foram anunciadas faltando poucas semanas para o fechamento do semestre; CSAT e Integridade seguem como critérios obrigatórios para habilitação; Caixa obriga empregado a aceitar todos os termos para ter acesso ao sistema do programa; Caixa mantém caráter não salarial e sem reflexos trabalhistas do Super Caixa; Nova regra cria percentuais intermediários de pagamento, mas mantém critérios considerados excludentes; Entidades afirmam que o programa continua complexo, pouco transparente e injusto para parte dos empregados. Leia a íntegra do texto A Caixa Econômica Federal apresentou, em live realizada na segunda-feira (2), alterações no regulamento do programa de remuneração variável Super Caixa. As mudanças foram divulgadas faltando apenas 19 dias úteis para o fechamento do ciclo e, embora tragam alguns ajustes na forma de cálculo do valores a pagar, mantêm critérios que vêm sendo duramente criticados pelas entidades representativas dos empregados desde a implantação do programa. Entre os pontos que permanecem inalterados estão os indicadores de CSAT (Customer Satisfaction Score – Pontuação de Satisfação do Cliente) e NS, apontados pelos trabalhadores como fatores excludentes e desproporcionais para o acesso ao programa. Durante a apresentação, representantes do banco afirmaram que a Caixa não abrirá mão desses critérios. Outro aspecto que chamou a atenção das entidades é a exigência de assinatura de diversos termos de ciência para que os empregados possam acessar o sistema de acompanhamento do desempenho. O trabalhador só tem acesso ao sistema Super Caixa, para consultar seus resultados, se concordar com todos os itens dos termos. Os termos também estabelecem que os valores pagos pelo programa possuem natureza de premiação, sem incorporação à remuneração, sem reflexos trabalhistas, previdenciários ou fundiários. Além disso, o empregado precisa declarar ciência de que as simulações apresentadas no portal não representam expectativa de pagamento e que os valores dependem de regras, gatilhos e repasses definidos pela empresa. O que mudou Segundo a apresentação feita pela Caixa, o modelo deixa de operar exclusivamente na lógica do “tudo ou nada” e passa a prever faixas intermediárias de "premiação". Pelas novas regras, a habilitação inicial passa a ser de 25% do valor da remuneração devida, desde que se atinja os marcos de liderança na dimensão Integridade do Alcance.Caixa e em pelo menos mais uma dimensão Core, além de CSAT e NS igual ou superior a 100. Após a habilitação, o empregado passa a acumular percentuais de premiação conforme seu desempenho nas dimensões Core e nas demais dimensões do Alcance.Caixa. Na prática, isso significa que um trabalhador poderá receber percentuais intermediários, mesmo sem atingir o nível máximo em todas as dimensões, situação que não ocorria no formato anterior. Apesar da mudança, as entidades observam que a estrutura continua baseada em uma série de condicionantes, gatilhos e classificações que tornam o programa complexo e de difícil compreensão para os empregados. Críticas permanecem Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, as alterações anunciadas são resultado direto da mobilização dos trabalhadores e da pressão exercida pelas entidades representativas, mas ainda estão longe de resolver os principais problemas do programa. “Se houve mudanças, elas aconteceram porque os empregados se mobilizaram, denunciaram as injustiças do programa e cobraram a Caixa de forma permanente. Mas a principal crítica continua válida. O banco manteve critérios que podem excluir trabalhadores, mesmo quando eles contribuem efetivamente para os resultados da unidade. O reconhecimento não pode depender de indicadores que muitas vezes fogem ao controle do empregado”, afirmou. Felipe também criticou o momento escolhido pela empresa para anunciar as mudanças. “Não é razoável alterar regras de um programa dessa relevância quando o semestre já está praticamente encerrado. Isso gera insegurança, dificulta o acompanhamento dos resultados e compromete a transparência que deveria existir em qualquer política de remuneração variável”, acrescentou. Falta de transparência A representante da Fetec-CUT/CN e presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, destacou que a exigência de assinatura dos termos para acesso ao sistema amplia as preocupações sobre a condução do programa. “É muito grave que o empregado seja obrigado a concordar integralmente com uma série de condições para simplesmente acessar informações sobre o seu desempenho. Transparência não pode ser tratada como concessão da empresa. O trabalhador tem o direito de saber como está sendo avaliado e como está sendo calculada sua remuneração variável”, afirmou. Segundo Tatiana, o modelo continua excessivamente complexo. “A Caixa fala em simplificação, mas o que vemos é a manutenção de uma estrutura difícil de compreender, com vários gatilhos, módulos, dimensões e critérios que acabam dificultando o acompanhamento pelos empregados. Quanto mais complexo é o sistema, menor é a transparência”, observou. "Se a Caixa quer simplificar, basta implementar o 'Vendeu, recebeu' que o movimento sindical defende", acrescentou. Programa continua excludente Para o diretor executivo da Contraf-CUT, Lívio Santos e Assis, o banco deixou de enfrentar a principal reclamação apresentada pelos trabalhadores desde o lançamento do Super Caixa. “O problema central continua existindo. A categoria sempre defendeu que quem gera resultado precisa ser reconhecido. As alterações criam algumas faixas intermediárias, mas não eliminam mecanismos que continuam excluindo colegas que ajudaram a construir os resultados da unidade. A lógica do programa segue distante daquilo que os empregados reivindicam”, avaliou. Ele também ressaltou que as mudanças foram anunciadas sem negociação prévia com as representações dos trabalhadores. “Mais uma vez a Caixa comunica decisões já tomadas e espera que os empregados simplesmente se adaptem às novas regras. Esse não é o caminho para construir um programa justo e legítimo.” Mobilização continuará A diretora da Apcef/AP, Joana Lustosa, avalia que o anúncio confirma críticas feitas pelas entidades ao longo de todo o processo de implantação do Super Caixa. “As alterações são insuficientes diante das reivindicações apresentadas pelos empregados. Houve flexibilizações pontuais, mas permanecem critérios excessivos, informações pouco claras e mecanismos que podem impedir que trabalhadores que contribuíram para os resultados recebam os valores a eles devido. Além disso, a divulgação tardia das regras demonstra mais uma vez a falta de previsibilidade que tem marcado esse programa”, afirmou. As entidades representativas dos empregados informaram que continuarão acompanhando a implementação das novas regras e cobrando mudanças que garantam maior transparência, previsibilidade e justiça no programa de remuneração variável da Caixa. Desde 2025, o Super Caixa tem sido alvo de críticas relacionadas à falta de transparência dos critérios, à utilização de indicadores considerados punitivos, à dificuldade de acompanhamento dos resultados durante o ciclo e à possibilidade de exclusão de trabalhadores que contribuíram para o desempenho das unidades, pautas que continuam presentes mesmo após as alterações anunciadas pelo banco. Fonte: Contraf-CUT
- Novos dirigentes tomam posse na Previ e reforçam compromisso com a governança da entidade
Associados elegeram representantes para diretorias e conselhos; movimento sindical destaca importância da participação dos trabalhadores na gestão da maior entidade de previdência complementar da América Latina A Previ realizou, na segunda-feira (1º), a cerimônia de posse dos novos diretores e conselheiros eleitos pelos associados e dos representantes indicados pelo Banco do Brasil para o mandato 2026-2030. A renovação dos colegiados reforça o modelo de governança paritária da entidade, uma das principais conquistas dos funcionários do BB e referência no sistema de previdência complementar fechada do país. No processo eleitoral encerrado em abril, os associados elegeram Alencar Ferreira para a Diretoria de Administração e Lissane Holanda para a Diretoria de Planejamento. Também foram escolhidos representantes para os Conselhos Deliberativo e Fiscal e para os Conselhos Consultivos dos planos Previ Futuro e Plano 1. O diretor de Administração eleito, Alencar Ferreira, ressaltou a importância do diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores. “Vamos manter um relacionamento permanente com as entidades sindicais, que são um elo importante para chegarmos aos mais de 190 mil associados e associadas da Previ. A governança da Previ e a gestão paritária são fundamentais para a proteção e a segurança de todos nós. Preservar esse modelo é garantir uma entidade cada vez mais forte, transparente e comprometida com seus participantes”, destacou. Para a diretora de Planejamento eleita, Lissane Holanda, a posse marca o início de um novo ciclo construído a partir da participação democrática dos associados. “Essa conquista é fruto de uma construção coletiva que reuniu trabalhadores da ativa, aposentados e apoiadores de todas as regiões do país. A democracia esteve no centro desse processo e o resultado das urnas deve sempre ser respeitado. Assumo esta responsabilidade com absoluto compromisso com os participantes, com a gestão compartilhada e com a defesa de uma Previ cada vez mais forte, transparente e voltada ao interesse coletivo dos seus associados”, destacou. Durante a cerimônia, foram homenageados os dirigentes e conselheiros que encerraram seus mandatos, entre eles os ex-diretores Paula Goto e Márcio de Souza, que destacaram os avanços alcançados ao longo dos últimos oito anos. Participação dos associados fortalece a Previ Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, a posse dos novos dirigentes representa a continuidade de um modelo de gestão que tem na participação dos associados um dos seus principais pilares. “A Previ é uma conquista histórica dos funcionários do Banco do Brasil. A participação dos associados na escolha de seus representantes fortalece a governança da entidade e garante que as decisões sejam tomadas com foco na defesa dos interesses dos participantes, na sustentabilidade dos planos e na proteção do patrimônio construído ao longo de gerações”, destacou. Fernanda também ressaltou a importância do compromisso assumido pelos novos dirigentes diante dos desafios do cenário econômico e previdenciário. “Os representantes que tomam posse assumem uma grande responsabilidade. É fundamental preservar o modelo de gestão compartilhada, ampliar a transparência e manter a Previ como referência em governança, rentabilidade e segurança para os trabalhadores da ativa e aposentados”, afirmou. Modelo de governança é referência A Previ completou 122 anos mantendo um modelo de governança considerado referência no segmento de previdência complementar. Em todos os seus colegiados, há composição paritária entre representantes eleitos pelos associados e indicados pelo patrocinador, o que assegura equilíbrio nas decisões e amplia a participação dos trabalhadores na administração da entidade. Fiscalizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), a Previ é reconhecida pela adoção de práticas de governança, transparência e compliance que superam as exigências legais do setor. Para as entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil, a manutenção desse modelo é fundamental para garantir a solidez da entidade, a proteção dos recursos dos participantes e a segurança dos benefícios presentes e futuros dos associados. Fonte: Contraf-CUT
- Reuniões sindicais em locais de trabalho dão início à campanha salarial do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região
2026 chegou com tudo: Copa do Mundo, eleições e a nossa Campanha Salarial! Por isso, o Sindicato já está nas agências e áreas-meio debatendo a estratégia que vai definir o nosso futuro. A luta começou! Nas reuniões, três pontos são centrais: - Engajamento da categoria – A vitória se constrói do início ao fim, com cada bancário e bancária nas reuniões, plenárias e assembleias. - Consulta que fortalece – Seu questionário respondido é peça-chave para montarmos uma pauta de reivindicações firme e uma estratégia mais certeira. - Impacto das eleições – O resultado de outubro mexe diretamente com nossos direitos trabalhistas, previdenciários e com o futuro dos bancos públicos. Fique atento! De 17 a 21 de junho estaremos em São Paulo, na Conferência Nacional, junto a todo Movimento Sindical Bancário Cutista, pavimentando um futuro que há de ser promissor. Juntos, somos mais fortes!
- Junho que salva vidas, combate violências e fortalece a consciência coletiva
O mês de junho reúne campanhas de grande relevância social e de saúde pública: o Junho Vermelho, voltado ao incentivo à doação de sangue; o Junho Laranja, de conscientização sobre anemia e leucemia; e o Junho Violeta, dedicado ao combate à violência contra a pessoa idosa. Mais do que mobilizações simbólicas, as campanhas dialogam diretamente com a atuação sindical, com a defesa da dignidade humana e com a promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores e da população. Para a Fetrafi/SC, discutir esses temas também significa ampliar o debate sobre responsabilidade social, prevenção, acesso à saúde, envelhecimento digno e valorização da vida. Junho Vermelho: doar sangue é um ato coletivo de solidariedade O Junho Vermelho busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. A campanha ganha ainda mais relevância durante o inverno, período em que historicamente os estoques dos hemocentros sofrem queda devido às baixas temperaturas e ao aumento de doenças respiratórias. Em Santa Catarina, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) desempenha papel fundamental na manutenção do sistema público de saúde, sendo responsável por aproximadamente 99% da coleta e distribuição de sangue no estado. Presente em diversas regiões catarinenses, o Hemosc garante o abastecimento de hospitais e unidades de saúde, atendendo pacientes que necessitam de transfusões, tratamentos oncológicos, cirurgias e atendimentos de emergência. Para o movimento sindical, o Junho Vermelho também dialoga com o fortalecimento da solidariedade coletiva. Sindicatos e federações historicamente atuam em campanhas sociais, mobilizações comunitárias e ações de saúde preventiva. No setor financeiro, onde os trabalhadores convivem diariamente com metas excessivas, adoecimento emocional e jornadas intensas, iniciativas de incentivo à saúde e à solidariedade ajudam a fortalecer a consciência coletiva e a responsabilidade social da categoria. A doação de sangue é um gesto simples, rápido e capaz de salvar vidas. Junho Laranja: informação e diagnóstico precoce salvam vidas O Junho Laranja chama atenção para doenças hematológicas, especialmente anemia e leucemia. A campanha busca ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e combater a desinformação sobre doenças que afetam milhares de brasileiros todos os anos. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Santa Catarina deverá registrar cerca de 810 novos casos de leucemia em 2026, sendo aproximadamente 390 entre homens e 420 entre mulheres. Os dados fazem parte da publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, divulgada pelo instituto. (Acesse aqui) Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, somente no Centro de Pesquisas Oncológicas, o Cepon, em Florianópolis, 150 pacientes com diagnóstico de leucemia foram atendidos entre janeiro e maio de 2025. A anemia, por sua vez, é considerada um problema de saúde pública e pode impactar diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral dos trabalhadores. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço excessivo, fadiga, falta de concentração, tontura e queda no rendimento físico e mental. No ambiente bancário e financeiro, marcado por pressão constante, sobrecarga e adoecimento mental, o debate sobre saúde torna-se ainda mais necessário. Muitas vezes, sintomas associados a doenças hematológicas podem ser confundidos com estresse ou exaustão profissional, retardando diagnósticos importantes. Por isso, campanhas de conscientização também reforçam a importância do acompanhamento médico regular, da realização de exames preventivos e da construção de políticas de saúde voltadas aos trabalhadores. Junho Violeta: combater a violência contra a pessoa idosa é dever de toda a sociedade O Junho Violeta é dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa. A campanha reforça a importância do respeito, da proteção e da garantia de direitos da população com 60 anos ou mais. A violência contra idosos pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, financeira, patrimonial, institucional e até por negligência ou abandono. Em muitos casos, ela acontece dentro do próprio ambiente familiar. O tema possui relação direta com o setor financeiro. Golpes bancários, fraudes digitais, assédio comercial e exploração financeira contra aposentados e pensionistas têm crescido nos últimos anos, tornando fundamental o debate sobre proteção financeira e atendimento humanizado à população idosa. Nesse contexto, trabalhadores do sistema financeiro desempenham papel importante na identificação de situações suspeitas, na orientação de clientes idosos e na qualidade do atendimento bancário. Porém, essa realidade vem sendo profundamente afetada pelo fechamento acelerado de agências bancárias em todo o país. Segundo levantamento do Dieese, os cinco maiores bancos que atuam no Brasil fecharam mais de 1,3 mil agências em apenas 12 meses, aprofundando um processo de redução da estrutura física do sistema financeiro. Em 2025, o setor eliminou cerca de 8,9 mil postos de trabalho bancário e encerrou aproximadamente 1,6 mil agências no país. No mesmo período, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa acumularam mais de R$ 123 bilhões em lucro líquido. Somente o Itaú registrou lucro recorde de R$ 46,8 bilhões em 2025. Apesar dos resultados históricos, os bancos mantiveram a política de fechamento de agências e redução do atendimento presencial, medida que afeta diretamente idosos, aposentados e pessoas com restrições de mobilidade e dificuldade de acesso aos serviços digitais. Isso faz com que os usuários tenham que se deslocar por quilômetros para o atendimento presencial, e nem sempre é possível contar com o apoio de familiares para esse deslocamento. Em muitas cidades, sobretudo nas menores e em regiões periféricas, o fechamento de agências também contribui para o isolamento financeiro da população idosa, pois representa mais do que uma mudança operacional: significa dificuldade de acesso ao atendimento presencial, aumento da exclusão digital e maior exposição a golpes e fraudes. Muitos idosos ainda enfrentam barreiras no uso de aplicativos, caixas eletrônicos e serviços digitais, dependendo do atendimento humano para resolver questões financeiras básicas com segurança. A defesa de um sistema bancário mais acessível, humano e socialmente responsável também faz parte da luta sindical. Garantir atendimento digno à população idosa significa defender empregos, combater a precarização do trabalho bancário e preservar o acesso da sociedade aos serviços financeiros essenciais. Saúde, dignidade e solidariedade fazem parte da luta sindical As campanhas Junho Vermelho, Junho Laranja e Junho Violeta reforçam que saúde pública, prevenção, solidariedade e defesa da dignidade humana são pautas coletivas. Ao promover informação e conscientização, o movimento sindical amplia seu papel social e fortalece a construção de ambientes de trabalho mais humanos, saudáveis e comprometidos com a vida. A defesa dos trabalhadores também passa pelo cuidado com a saúde física e mental, pela valorização da pessoa idosa e pela promoção de uma cultura de solidariedade e respeito!
- Entidades cobram solução estrutural para a Cassi e pressionam BB por maior responsabilidade no custeio
Comissão de negociação critica proposta que onera associados, não traz solução para pós-2018 e nem para funcionários egressos de bancos incorporados Os representantes das entidades reuniram-se na sede da ANABB, em Brasília, na manhã da quarta-feira (27), para analisar a situação econômica e financeira da Cassi antes do encontro com os representantes do Banco do Brasil, realizado no período da tarde. Durante a reunião, houve consenso entre as entidades de que a Cassi necessita de medidas imediatas para fortalecer seu caixa e recompor suas reservas garantidoras, que atingiram o patamar mínimo neste mês de maio de 2026. As entidades também acordaram uma estratégia conjunta para a negociação com o banco. Inicialmente, seria apresentada a proposta do Banco do Brasil e, caso fosse totalmente insuficiente diante das necessidades da Caixa de Assistência, ela seria recusada imediatamente. Por outro lado, se apresentasse avanços concretos, ainda que parciais, haveria uma interrupção temporária da reunião para análise preliminar da Comissão de Representantes das Entidades. Foi exatamente o que ocorreu. O Banco do Brasil apresentou uma proposta que contempla mudanças no modelo de custeio, dentro da linha defendida pelas entidades, com a adoção de um modelo híbrido. A proposta preserva o percentual de contribuição dos associados sobre a folha de pagamento e cria uma nova fonte de financiamento para a Cassi, utilizando como referência a tabela de custos assistenciais já existente na Caixa de Assistência, prevendo participação da patrocinadora e contribuição adicional dos associados. Apesar disso, a proposta ainda não apresenta solução adequada para os colegas admitidos após 2018, para os funcionários egressos dos bancos incorporados e fragiliza ainda mais a situação dos associados auto-patrocinados. A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, criticou a postura do banco e cobrou maior comprometimento da patrocinadora com a sustentabilidade da Cassi. “Não é possível que, mais uma vez, o Banco do Brasil tente transferir aos associados o maior peso da solução, enquanto mantém uma participação aquém da responsabilidade que possui como patrocinador. A Cassi é patrimônio dos associados do banco e exige uma resposta à altura da gravidade do momento. O banco precisa assumir seu papel de forma efetiva e apresentar uma proposta que garanta sustentabilidade sem penalizar ainda mais os trabalhadores”, afirmou. Fernanda também reforçou que uma solução que não contemple os funcionários admitidos após 2018 e os egressos de bancos incorporados não terá respaldo do movimento sindical. “Não é passível de defesa pelo movimento sindical qualquer proposta que deixe de fora os colegas pós-2018 e os funcionários oriundos dos bancos incorporados. Não aceitaremos uma solução que aprofunde desigualdades dentro da própria Cassi”, completou. Diante da complexidade do tema e da necessidade de uma avaliação mais aprofundada, a Comissão de Negociação e o Banco acordaram um novo calendário de negociações: uma reunião virtual no dia 29 de maio e uma nova reunião presencial no dia 3 de junho. A Comissão de Representantes das Entidades também antecipou ao Banco do Brasil a necessidade de análise de um aporte extraordinário e imediato para recompor os déficits acumulados até o momento no Plano de Associados, mantendo-se o compromisso de discutir eventual participação financeira adicional dos associados. As entidades reforçaram, contudo, que qualquer decisão neste sentido deverá ser submetida à aprovação do Corpo Social da Cassi. Na avaliação das entidades, a proposta apresentada pela patrocinadora sinaliza um caminho que pode contribuir para maior perenidade do custeio da Cassi. No entanto, ainda impõe um peso excessivo aos associados e não assegura o aumento percentual esperado na participação financeira do Banco do Brasil. As entidades reafirmaram que seguirão negociando com responsabilidade, equilíbrio e firme compromisso com a defesa da Cassi e dos seus associados, mantendo o Corpo Social permanentemente informado sobre os desdobramentos das discussões. Fonte: Contraf-CUT
- PEC do fim da escala 6x1 é aprovada em 1º e 2ª turnos na Câmara dos Deputados
Proposta segue para o Senado; se aprovada sem alterações, a transição para a jornada semanal de 40 horas e dois dias de descanso começará ainda em 2026 O governo Lula e o movimento sindical conquistam vitória histórica na Câmara dos Deputados, com a aprovação, em primeiro turno, por 472 contra 22 votos, da PEC do fim da escala 6x1, na noite desta quinta-feira (27). A sessão foi encerrada as 23h34, após aprovação em segundo turno (461 votos a favor e 19 contra). As atenções se voltam agora para o Senado, onde a proposta de emenda à Constituição ainda precisa ser apreciada para que se torne lei definitiva. "Vitória da classe trabalhadora, das mulheres, as mais sobrecarregadas com a dupla jornada, vitória das crianças e dos adolescentes, que terão seus pais com mais tempo livre”, comemora Juvandia Moreira, presidenta da ContrafCUT e vice-presidenta da CUT Brasil. O fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44h para 40h semanais e garantia de dois dias semanais de descanso remunerados sem redução salarial, é uma luta das centrais sindicais desde os anos 80. “Um país que garante a qualidade de vida dos trabalhadores, com equilibro melhor entre o trabalho e a vida pessoal, é um país mais produtivo, como comprovam os países mais desenvolvidos, onde a jornada semanal é de 36h ou 40h semanais. Empresas que já implementaram aqui no Brasil a redução da jornada, seja a 5x2 ou a 4x3, também registram funcionários mais felizes, queda nas faltas por adoecimento e melhora na produtividade”, completa a dirigente. Os movimentos sindicais defendem também que a redução da jornada terá impactos na melhora do rendimento da população. “Segundo estudos do Dieese, cerca de metade dos trabalhadores serão beneficiados com o fim do regime 6x1, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT. Esses homens e mulheres passarão a ter mais tempo de qualidade para estudar, para se qualificarem, permitindo maior chance de mobilidade social”, explica o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (Jefão), que tem acompanhado de perto as ações dos parlamentares em Brasília. Atenções se voltam para o Senado A Câmara dos Deputados aprovou hoje, em plenário, a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto apreciado foi o substitutivo do relator Leo Prates (Republicanos-BA), que incorporou os termos da PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta também é fruto de acordo entre o governo Lula, o presidente de Câmara Hugo Motta e lideranças partidárias. A luta da classe trabalhadora continua, agora, no Senado. “É importante que a população e os movimentos sociais continuem ativos nas ruas e nas redes sociais, pressionando os senadores, para que não haja nenhum retrocesso nesse texto, construído com muito debate entre as lideranças do governo Lula e dos parlamentares, que verdadeiramente representam a população”, reforçou Jefão. Além de estabelecer a escala 5x2, com jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, o texto aprovado no plenário da Câmra estabelece o seguinte período de transição: A partir de 60 dias da promulgação da emenda a jornada cai de 44 para 42 hora semanais; Após 12 meses da primeira etapa, a carga chega ao limite definitivo de 40 horas semanais. PL tenta sabotar a PEC do fim da 6x1 O Partido Liberal (PL), em bloco, votou contra a PEC 221/19, acompanhado por deputados do centrão e da extrema direita, a maioria do União, Partido Novo e MBL. Na reta final para aprovação na Câmara, o partido do pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro, tentou diversas manobras, como a proposição de emendas para ampliar a jornada ou para distorcer o texto acordado entre o governo e lideranças de outros partidos, de modo a emperrar a tramitação da matéria. “A aprovação desta PEC, da forma como ocorreu, com grande maioria, lança luz sobre a fraqueza da extrema direita, consequentemente revela a força da classe trabalhadora e do movimento sindical, quando lutam de forma conjunta e articulada para defender e avançar nos direitos”, pontua Jeferson Meira. "Ironicamente, na votação do primeiro turno, dos mais de 500 deputados, apenas 22 votaram contra... Ou seja, o 22 é e sempre foi contra o trabalhador", conclui o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT. Leia também: Movimentos sindicais organizam-se para que Senado aprove PEC do fim da escala 6x1 Fonte: Contraf-CUT
- Caixa não responde sobre Saúde Caixa, Super Caixa e sobrecarga na rede; empregados relatam cenário de adoecimento
Somente a mobilização da categoria será capaz de arrancar respostas concretas e garantir a defesa dos direitos dos trabalhadores Mais uma rodada de reuniões entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e a direção do banco terminou, nesta terça-feira (26), sem respostas efetivas para temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores. Saúde Caixa, remuneração variável, transformação digital, atendimento remoto e condições de trabalho dominaram os debates, mas o banco voltou a se limitar a promessas de estudos, avaliações e imersões técnicas, sem apresentar medidas concretas. Segundo a representação dos empregados, o sentimento que marcou o encontro foi o de um verdadeiro pedido de socorro da rede de atendimento. “Trabalhadores relatam aumento da pressão, sobrecarga operacional, perdas financeiras e crescimento dos casos de adoecimento, ao mesmo tempo em que precisam atender simultaneamente clientes pelos canais presencial e digital”, afirmou o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco. “Levamos esse cenário para a mesa e cobramos respostas concretas, mas a Caixa segue adiando decisões sobre questões que afetam diretamente a saúde, a renda e o futuro dos empregados”, completou Felipe. Transformação digital preocupa trabalhadores A ampliação dos projetos de atendimento remoto e da integração “figital” (presencial, em unidade física, e digital) também gerou preocupação entre os representantes dos empregados. Embora a Caixa apresente o processo como modernização, as entidades alertam para os riscos de precarização das condições de trabalho, aumento da pressão por resultados e crescimento dos casos de adoecimento. Durante a reunião, a representação dos empregados reforçou que gerentes e demais empregados relatam aos sindicatos as dificuldades para conciliar o atendimento presencial com as demandas digitais, em um ambiente marcado por metas elevadas, insegurança operacional e falta de clareza sobre indicadores de desempenho. “Os relatos que chegam das unidades mostram que a pressão está aumentando. É fundamental que a Caixa apresente dados e reconheça a dimensão do problema”, disse o representante da Fetrafi-SC, Edson Heemann. O representante da Fetrafi-MG e vice-presidente da Fenae, Clotário Cardoso, defendeu a adoção de um modelo que precisa garantir estrutura adequada, contratação de pessoal e melhores condições de trabalho para não prejudicar clientes nem adoecer os empregados. “A Caixa não pode fazer uma digitalização forçada. O atendimento virtual precisa existir, mas com estrutura adequada, sem adoecer os trabalhadores e sem prejudicar o cliente que foi até a agência para ser atendido”, observou. Reforçando esse argumento, o representante da Fetec-CUT/CN, Antonio Abdan, disse que “não podemos aceitar que a inovação tecnológica seja implementada às custas da saúde dos trabalhadores. Modernizar não pode significar sobrecarregar.” As entidades de representação sindical dos trabalhadores cobraram informações sobre os impactos do modelo na saúde mental dos empregados e pediram acesso aos dados de afastamentos relacionados ao trabalho. Durante os debates sobre o novo modelo de atendimento, a representante da Fetec-CUT/SP, Luiza Hansen, ressaltou que se o banco quer incentivar a utilização dos canais digitais, ele precisa fornecer estrutura para que as pessoas possam prestar o serviço adequado que a população precisa. “Querem que a gente acredite que não há sobrecarga de trabalho, nem falta de empregados, mas cometem o absurdo de obrigar os que hoje trabalham no banco a atender digitalmente e presencialmente ao mesmo tempo”, criticou. “E mesmo assim, a Caixa não reconhece nem valoriza o trabalho que é realizado no dia a dia. Ao contrário, inventa formas de penalizar os empregados por questões sobre as quais eles não têm controle, gerando indignação, desânimo e aumentando a pressão e o adoecimento de quem está na linha de frente do atendimento”, completou. Super Caixa segue acumulando críticas O programa Super Caixa também foi alvo de fortes críticas. Os representantes dos trabalhadores relataram reclamações vindas de diversas regiões do país sobre regras consideradas obscuras, alterações frequentes nos critérios de avaliação e penalizações decorrentes de fatores que fogem ao controle dos empregados. As entidades cobraram transparência, apresentação de simulações comparativas entre os modelos de remuneração variável e abertura de negociação efetiva sobre o programa. “O trabalhador precisa saber exatamente o que está sendo medido, como está sendo avaliado e por que está recebendo determinado valor. Transparência é o mínimo esperado”, afirmou Tesifon Quevedo Neto, representante da Feeb-SP/MS. Para Edson Heemann, a situação de punição vivida pelas empregadas e empregados na rede em decorrência do Super Caixa, contrasta com o vídeo da Caixa Vida e Previdência, que circulou nas redes sociais nesta terça-feira. “É um total absurdo que, enquanto os empregados enfrentam as dificuldades que acabamos de relatar na mesa de negociação, a Caixa apresente uma realidade totalmente diferente e desconectada da enfrentada diariamente nas agências bancárias de todo o país”, criticou. Após a enxurrada de comentários negativos, o vídeo foi excluído do perfil da Caixa Vida e Previdência no Instagram. Entidades cobram diálogo e transparência Tanto com relação ao processo de transformação digital e as reestruturações promovidas pela Caixa, quanto com a remuneração variável proporcionada pelo Super Caixa e programas de bonificação e comissionamento da Caixa, as entidades observam que os impactos recaem sempre sobre o pessoal da rede de agências, resultando em precarização do trabalho, redução de funções e perda de direitos. A representação dos trabalhadores cobrou mais transparência da Caixa e voltou a exigir que qualquer reestruturação seja debatida previamente com os representantes dos trabalhadores, conforme previsto no acordo coletivo. “A nossa maior preocupação é que toda transformação feita pela Caixa acaba caindo sobre a rede de agências, aumentando a sobrecarga, reduzindo direitos e gerando insegurança nos empregados. Essas mudanças precisam ser discutidas com os trabalhadores antes de serem implementadas”, criticou o representante da Fetrafi-RS, Lucas Cunha. “A Caixa não pode mais implementar unilateralmente programas, mesmo que pilotos, sem que seja debatido exaustivamente com a representação dos trabalhadores, cumprindo o que determina nosso Acordo Coletivo. A implementação de mudanças sem o devido diálogo é um indicativo de que o debate não é feito porque as medidas trarão sofrimento aos trabalhadores”, reforçou o representante da Fetrafi-RJ/ES, Ronan Teixeira. “É urgente que a Caixa recoloque a qualidade de vida de seus funcionários como prioridade”, completou. Saúde Caixa volta ao centro das preocupações A representação dos trabalhadores cobrou a retomada imediata das negociações sobre o Saúde Caixa, tema que deve ocupar posição central nas negociações com o banco durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026. As entidades reforçaram a defesa do plano de saúde e a necessidade de derrubada do teto de custeio imposto pela própria Caixa em seu estatuto, mecanismo que aumenta a participação financeira dos empregados e gera insegurança sobre a sustentabilidade do plano. “A nossa pauta não é nova, está na mesa da Caixa há anos. Queremos o fim do teto de custeio, pra não onerar mais o bolso do trabalhador. Queremos a manutenção dos princípios do plano, melhoria da qualidade e a participação da Caixa no custeio do plano para os contratados depois de setembro de 2018 no plano pós emprego. O Saúde Caixa é um direito, deve ser acessível para todos e todas”, disse a representante da Fetec-CUT/CN e presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira. A não participação da Caixa no custeio do plano de Saúde para os empregados admitidos a partir de setembro de 2018 afeta cerca de 15 mil trabalhadores. “A Caixa fala em estudos e análises há anos, mas os empregados precisam de solução. Não é aceitável manter milhares de trabalhadores sem perspectiva de acesso ao plano na aposentadoria”, destacou a representante da Fetec-CUT/PR, Samanta Almeida, que faz parte do grupo de empregados que tiveram o direito excluído. Para Cândida Fernandes, a Chay, representante da Fetrafi-NE, a demora do banco aprofunda a insegurança dos trabalhadores. “O banco precisa transformar discursos em compromissos. Os empregados querem saber quando haverá solução para os problemas do Saúde Caixa e não apenas ouvir que novos estudos estão sendo realizados.” Projeto Gênesis e cobrança por transparência Outro tema debatido foi o Projeto Gênesis. Durante a reunião, a Caixa assumiu o compromisso de não promover ranqueamentos das unidades participantes do projeto, uma reivindicação apresentada pela representação dos trabalhadores diante do receio de que novos mecanismos de avaliação aumentem a competição interna e a pressão sobre as equipes. Além disso, as entidades cobraram transparência sobre os critérios utilizados para definir as ondas de migração, participação efetiva dos trabalhadores nos projetos-piloto e escuta das equipes diretamente impactadas pelas mudanças. “Quem vive a realidade das agências precisa ser ouvido antes da implementação de qualquer transformação. Não é possível construir soluções ignorando quem está na linha de frente”, afirmou Rogério Campanate, representante da Federa-RJ. Para Erico Jesus, representante da Feeb-BA/SE, o processo exige diálogo permanente. “A Caixa precisa compreender que os trabalhadores não são obstáculos à modernização. Pelo contrário: são eles que conhecem os problemas e podem contribuir para construir soluções mais eficientes.” Sem respostas para questões centrais Ao final da reunião, permaneceram sem resposta perguntas consideradas fundamentais pela representação dos empregados: Quando haverá revisão efetiva do Super Caixa; Qual será a solução para os empregados pós-2018; Como o banco pretende enfrentar o problema do teto do Saúde Caixa; e Quais medidas serão adotadas para evitar que o atendimento digital amplie ainda mais a sobrecarga e o adoecimento dos trabalhadores. “A Caixa continua acumulando estudos enquanto os empregados acumulam pressão, perdas financeiras e adoecimento. Fica cada vez mais evidente que somente a mobilização da categoria será capaz de arrancar respostas concretas e garantir a defesa dos direitos dos trabalhadores”, concluiu Felipe Pacheco. Fonte: Contraf-CUT
- Movimentos sindicais organizam-se para que Senado aprove PEC do fim da escala 6x1
Pressão popular e articulação do governo Lula garantem avanços na Câmara, que deve votar proposta ainda nesta semana; preocupação agora concentra-se no Senado O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1, apresentado pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), consolida mais uma vitória da classe trabalhadora. Contudo, ainda não representa a conquista definitiva na luta pela redução da jornada sem redução salarial. A versão de Prates unificou duas PECs sobre o mesmo tema, de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Érika Hilton (Psol-SP). O texto foi consolidado após a Câmara e o governo Lula fecharem consenso em três pontos considerados inegociáveis: redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, fim da escala 6x1 (com dois dias de descanso remunerados) e manutenção integral dos salários. Agora, o texto segue para votação na comissão especial da Câmara, marcada para esta quarta-feira (27). Se aprovada, a proposta irá ao Plenário na quinta-feira (28), onde precisará do apoio de pelo menos 308 deputados (três quintos do total), em dois turnos, antes de seguir para o Senado. Em paralelo à articulação institucional que viabilizou o texto consensual, os trabalhadores enfrentam tentativas da oposição de emplacar a chamada "emenda das 52 horas", apresentada por Sérgio Turra (PP-RS). Além de permitir que o limite de horas semanais ultrapassasse os 30% — chegando a 52 horas sem mediação sindical —, a medida propõe reduzir em 50% a contribuição ao FGTS e adiar para 2036 o fim da escala 6x1. A emenda de Turra contava inicialmente com 176 assinaturas de parlamentares do centrão e da extrema direita, número suficiente para ir à votação. No entanto, diante da forte pressão popular, pelo menos 39 de deputados retiraram o apoio ao longo da última semana. “A organização da classe trabalhadora e dos movimentos sociais continua essencial para os próximos passos, que são a aprovação definitiva na Câmara dos Deputados e, depois, no Senado, sem o risco de o texto ser desconfigurado”, destaca o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (Jefão). Um dos principais pontos de atenção no Senado foi sinalizado pelo vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (Psol), fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). “A PEC do fim da escala 6x1 ainda nem chegou no Senado e o Davi Alcolumbre já está articulando formas de tentar desmontar o texto, incluindo sistema de Horas Trabalhadas”, denunciou nessa segunda (25), em uma publicação nas redes sociais. De autoria do deputado Mauricio Marcon (PL-RS) e defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a proposta que estaria sendo articulada pelo presidente do Senado é baseada no modelo dos Estados Unidos, onde o trabalhador ganha por hora trabalhada e os contratos são individuais, entre empregador e empregado, dispensando a representação sindical. Em entrevista à coluna de Carlos Juliano Barros, do UOL, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1) e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sayonara Grillo Coutinho, apontou que a PEC das Horas Trabalhadas "suprime direitos fundamentais previstos na origem da própria Constituição". A proposta também é inconstitucional contra os princípios de representação sindical e do conceito de jornada mínima, que dão aos trabalhadores a previsibilidade de uma renda mensal predeterminada. Jefão destaca que o autor da PEC das Horas Trabalhadas impediu que o relatório de Leo Prates, apresentado na segunda (25), fosse à votação no mesmo dia pela comissão especial. “O deputado Mauricio Marcon pediu vistas e provocou os trabalhadores presentes na sessão, apenas para dificultar e tentar barrar os avanços conquistados na construção do parecer da PEC do fim da escala 6x1”, conta. “Nesse sentido, o trabalho do presidente na comissão, deputado Alencar Santana (PT-BA), foi e está sendo fundamental na condução do PEC pela redução da jornada, que é defendida por mais de 70% da população brasileira, por entender que o modelo atual é exaustivo e prejudica nossa qualidade de vida”, completa. O secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT lembra ainda que, ao contrário dos projetos de lei ordinária, as propostas de emenda à Constituição não estão sujeitas a sanção ou veto presidencial, ou seja, se aprovadas pelo Congresso não poderão ser alteradas ou derrubadas pelo Executivo. “Portanto, a população precisa continuar mobilizada e pressionando deputados e senadores, para que aprovem a PEC do fim da 6x1, com pontos que são inegociáveis: dois dias de descanso semanal, redução da jornada para 40 horas e manutenção dos salários, sem redução alguma na remuneração”, conclui o dirigente. Leia também: ContrafCast: Fim da escala 6x1: desconstruindo o discurso do medo Fonte: Contraf-CUT
- Mais uma conquista do Sindicato dos Bancários de Criciúma e região: justiça mantém condenação do Santander em ação coletiva dos 15 minutos da mulher movida pelo Sindicato
O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) negou o recurso apresentado pelo Banco Santander na ação coletiva dos “15 minutos da mulher”, movida pelo Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região em defesa das trabalhadoras da instituição financeira. A decisão foi publicada em 22 de outubro de 2025 e manteve os cálculos já homologados no processo nº 0000561-79.2015.5.12.0053. A ação foi ajuizada em 19 de fevereiro de 2015 pelo Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região e trata do pagamento de 15 minutos extras obrigatórios antes da realização de jornada extraordinária pelas mulheres, conforme previsão da legislação trabalhista vigente à época. O processo foi julgado procedente, reconhecendo o direito ao pagamento dos períodos não concedidos como horas extras às funcionárias do Santander abrangidas pela ação coletiva proposta pela entidade sindical. Na fase de execução, o banco contestou os cálculos apresentados, buscando excluir da lista de beneficiárias trabalhadoras que realizaram acordos individuais sem ressalvas ou que ingressaram com ações individuais sobre o mesmo objeto da demanda coletiva. Mesmo após o recurso apresentado pelo Santander ao TRT, o Tribunal rejeitou os argumentos da instituição financeira e manteve integralmente os últimos cálculos do processo. O valor total destinado ao pagamento das funcionárias e ex-funcionárias do Santander é de aproximadamente R$ 404 mil. O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região destacou que a decisão representa mais uma importante vitória coletiva em defesa dos direitos das trabalhadoras bancárias e reforça a importância da atuação sindical na garantia e preservação dos direitos da categoria.
- Associados aprovam Relatório 2025 da Cassi com 77,3% dos votos
Resultado reforça confiança dos associados na governança da Caixa de Assistência e fortalece cobrança por solução justa para sustentabilidade da Cassi Os associados e associadas da Cassi aprovaram o Relatório 2025 da entidade com 77,3% dos votos válidos, seguindo a orientação das entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil e dos dirigentes eleitos da Caixa de Assistência. A votação, iniciada em 14 de maio e encerrada nesta segunda-feira (25), registrou 32.014 votos favoráveis ao documento. Pelo Estatuto Social da Cassi, o relatório precisava de maioria simples para aprovação. O resultado demonstra que o Corpo Social da entidade, formado por funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil associados à Cassi, reconhece que o documento retrata de forma transparente a realidade enfrentada pela Caixa de Assistência no último ano. O secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., destacou a ampla participação dos associados e afirmou que a votação representa um importante recado à direção do Banco do Brasil. “Os colegas do banco votaram massivamente pela aprovação do relatório da Cassi, como orientado pela Contraf, demonstrando a seriedade do documento, que relata de forma fiel a situação que passa nossa Caixa de Assistência. Infelizmente, mais uma vez, tivemos uma chuva de fake news que atrapalham o momento. Sabemos que a situação financeira da Cassi é desafiadora e o relatório apontava a realidade. Com essa votação mostramos que estamos mobilizados, provando à direção do BB que merecemos uma proposta justa para a Cassi”, afirmou. A Cassi destacou que o Relatório 2025 foi amplamente divulgado desde sua publicação, em 31 de março, por meio dos canais oficiais da entidade. A Diretoria Executiva realizou mais de 30 apresentações em cidades com maior concentração de associados, além de reuniões com entidades representativas, aposentados e conselheiros de usuários em todo o país. Segundo a entidade, a aprovação também representa um voto de confiança dos associados na governança e na transparência da Cassi, modelo considerado uma conquista histórica do funcionalismo do Banco do Brasil, garantindo aos associados participação direta nos processos de decisão e fiscalização da Caixa de Assistência. Fonte: Contraf-CUT
- Caixa segue sem responder propostas de proteção às mulheres vítimas de violência e é cobrada por respeito à negociação
CEE/Caixa cobra respostas para medidas que garantam proteção sem perda de renda às empregadas vítimas de violência, cumprimento da cota de mulheres em cargos de direção e valorização da mesa de negociação Quase dois meses após a reunião de negociação realizada em 31 de março entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e a direção do banco, a representação dos trabalhadores segue cobrando respostas da Caixa para propostas destinadas a fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. Em abril já havia sido feita uma cobrança. Entre os principais pontos apresentados pela CEE está a garantia de que empregadas vítimas de violência que precisem ser transferidas de unidade para preservar sua integridade física e psicológica não sofram prejuízos financeiros ou profissionais. A proposta prevê a manutenção da remuneração de função, da referência salarial e das condições relacionadas ao porte da unidade de origem, evitando que a proteção à vítima resulte em perda de renda ou rebaixamento funcional. As reivindicações foram apresentadas em um contexto de aprofundamento do debate sobre a violência de gênero no país e no próprio ambiente corporativo. Dados recentes mostram que a violência contra as mulheres continua sendo uma grave realidade brasileira. Segundo levantamento citado na publicação “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres”, produzida com apoio da Contraf-CUT e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), cerca de 673 mulheres denunciam episódios de violência doméstica todos os dias no Brasil e quatro mulheres são vítimas de feminicídio diariamente. Leia também: Sexo Frágil - um manual sobre masculinidade e suas questões Além disso, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária possui cláusulas específicas voltadas ao enfrentamento à violência contra as mulheres, incluindo mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às trabalhadoras vítimas de violência doméstica. Para a representação dos empregados, é preciso avançar para que esses instrumentos sejam efetivos também na realidade da Caixa. Proteção não pode significar perda de direitos A representante da Fetrafi-NE na CEE/Caixa, Cândida Fernandes, a Chay, ressaltou que a cobrança não é nova e que a categoria aguarda respostas concretas do banco. “Na reunião de março apresentamos propostas objetivas para aperfeiçoar os mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência. Estamos falando de garantir que uma empregada que precise ser removida para preservar sua segurança não seja penalizada com perda de função, de remuneração ou por uma eventual mudança para uma unidade de menor porte. A proteção não pode significar prejuízo para a vítima. A Caixa precisa apresentar respostas e soluções efetivas”, afirmou. Chay lembrou que o tema já vinha sendo debatido anteriormente na mesa permanente de negociação. “Já havíamos cobrado dados sobre os atendimentos realizados pelos programas internos e melhorias nos fluxos de encaminhamento dos casos. O que queremos é assegurar que nenhuma mulher seja obrigada a escolher entre sua segurança e sua renda" disse, ao ressaltar que não basta a Caixa assumir esse compromisso em mesa de negociação. "Isso precisa estar no normativo com o regramento do programa de proteção às empregadas." Melhorias no acolhimento e no combate às violências A representante da Fetec-CUT/CN na CEE/Caixa, Tatiana Oliveira, destacou que as propostas apresentadas pelas entidades dialogam diretamente com os compromissos assumidos pela categoria bancária em âmbito nacional. “A categoria bancária construiu, ao longo dos anos, uma das convenções coletivas mais avançadas do país em relação ao combate à violência contra as mulheres. Mas é preciso que esses instrumentos sejam continuamente aperfeiçoados. A Caixa precisa avançar na proteção das empregadas, garantir acolhimento qualificado e assegurar que as vítimas não sofram qualquer forma de retaliação ou prejuízo na carreira, ou financeiro.” Segundo Tatiana, o enfrentamento à violência exige não apenas canais de denúncia, mas também medidas concretas de proteção. “Uma mulher que denuncia violência doméstica ou assédio precisa encontrar apoio institucional. Isso inclui mecanismos de transferência, preservação da remuneração, proteção contra represálias e acompanhamento adequado dos casos.” Cobrança por respeito à mesa de negociação O coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, criticou a demora do banco em responder às propostas apresentadas pelos representantes dos empregados e voltou a cobrar valorização da negociação coletiva. “A Caixa precisa demonstrar respeito à mesa de negociação. As propostas foram apresentadas há semanas e tratam de um tema extremamente sensível, relacionado à proteção da vida e da integridade das empregadas. Não é razoável que o banco continue sem apresentar respostas.” Para Felipe, a valorização da mesa passa pelo cumprimento dos compromissos assumidos e pelo tratamento sério das pautas apresentadas pelos trabalhadores. “Temos insistido que a negociação não pode ser um espaço apenas de escuta. É preciso haver retorno, encaminhamento e compromisso com a solução dos problemas apresentados. Quando o banco demora a responder ou simplesmente ignora demandas legítimas, enfraquece um processo que deveria ser pautado pelo diálogo e pela construção conjunta de soluções.” Mulheres ainda são minoria nos espaços de poder A cobrança da representação dos empregados também inclui o cumprimento da política de participação feminina nos espaços de direção da empresa. As entidades lembram que a Caixa assumiu em seu Estatuto Social o compromisso de assegurar a presença mínima de 30% de mulheres nos cargos de direção. A reivindicação é que essa meta seja observada em todos os níveis hierárquicos, incluindo vice-presidências, diretorias e o Conselho de Administração. A cobrança ganha ainda mais relevância diante da recente aprovação da legislação que estabelece reserva mínima de 30% das vagas para mulheres nos conselhos de administração das empresas estatais (veja publicação da Lei no Diário Oficial da União). “Não basta defender diversidade nos discursos institucionais. É preciso que ela esteja refletida na ocupação dos espaços de decisão. A Caixa ainda está distante do patamar necessário de participação feminina em cargos estratégicos e precisa avançar nesse compromisso”, afirmou Felipe Pacheco. Avançar da prevenção à proteção efetiva Para a CEE/Caixa, o fortalecimento dos mecanismos de acolhimento às mulheres vítimas de violência, o cumprimento da participação mínima feminina nos espaços de poder e o respeito às negociações coletivas fazem parte de uma mesma agenda: construir um ambiente de trabalho mais seguro, inclusivo e comprometido com a igualdade. As entidades aguardam que a Caixa apresente, nas próximas reuniões, respostas concretas às propostas encaminhadas pela representação dos empregados e empregadas, transformando compromissos institucionais em medidas efetivas de proteção e valorização das mulheres. Fonte: Contraf-CUT













