Junho que salva vidas, combate violências e fortalece a consciência coletiva
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O mês de junho reúne campanhas de grande relevância social e de saúde pública: o Junho Vermelho, voltado ao incentivo à doação de sangue; o Junho Laranja, de conscientização sobre anemia e leucemia; e o Junho Violeta, dedicado ao combate à violência contra a pessoa idosa.
Mais do que mobilizações simbólicas, as campanhas dialogam diretamente com a atuação sindical, com a defesa da dignidade humana e com a promoção da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores e da população.
Para a Fetrafi/SC, discutir esses temas também significa ampliar o debate sobre responsabilidade social, prevenção, acesso à saúde, envelhecimento digno e valorização da vida.

Junho Vermelho: doar sangue é um ato coletivo de solidariedade
O Junho Vermelho busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. A campanha ganha ainda mais relevância durante o inverno, período em que historicamente os estoques dos hemocentros sofrem queda devido às baixas temperaturas e ao aumento de doenças respiratórias.
Em Santa Catarina, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) desempenha papel fundamental na manutenção do sistema público de saúde, sendo responsável por aproximadamente 99% da coleta e distribuição de sangue no estado. Presente em diversas regiões catarinenses, o Hemosc garante o abastecimento de hospitais e unidades de saúde, atendendo pacientes que necessitam de transfusões, tratamentos oncológicos, cirurgias e atendimentos de emergência.
Para o movimento sindical, o Junho Vermelho também dialoga com o fortalecimento da solidariedade coletiva. Sindicatos e federações historicamente atuam em campanhas sociais, mobilizações comunitárias e ações de saúde preventiva.
No setor financeiro, onde os trabalhadores convivem diariamente com metas excessivas, adoecimento emocional e jornadas intensas, iniciativas de incentivo à saúde e à solidariedade ajudam a fortalecer a consciência coletiva e a responsabilidade social da categoria. A doação de sangue é um gesto simples, rápido e capaz de salvar vidas.
Junho Laranja: informação e diagnóstico precoce salvam vidas
O Junho Laranja chama atenção para doenças hematológicas, especialmente anemia e leucemia. A campanha busca ampliar o acesso à informação, estimular o diagnóstico precoce e combater a desinformação sobre doenças que afetam milhares de brasileiros todos os anos.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Santa Catarina deverá registrar cerca de 810 novos casos de leucemia em 2026, sendo aproximadamente 390 entre homens e 420 entre mulheres. Os dados fazem parte da publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, divulgada pelo instituto. (Acesse aqui)
Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, somente no Centro de Pesquisas Oncológicas, o Cepon, em Florianópolis, 150 pacientes com diagnóstico de leucemia foram atendidos entre janeiro e maio de 2025.
A anemia, por sua vez, é considerada um problema de saúde pública e pode impactar diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral dos trabalhadores. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço excessivo, fadiga, falta de concentração, tontura e queda no rendimento físico e mental.
No ambiente bancário e financeiro, marcado por pressão constante, sobrecarga e adoecimento mental, o debate sobre saúde torna-se ainda mais necessário. Muitas vezes, sintomas associados a doenças hematológicas podem ser confundidos com estresse ou exaustão profissional, retardando diagnósticos importantes.
Por isso, campanhas de conscientização também reforçam a importância do acompanhamento médico regular, da realização de exames preventivos e da construção de políticas de saúde voltadas aos trabalhadores.
Junho Violeta: combater a violência contra a pessoa idosa é dever de toda a sociedade
O Junho Violeta é dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa. A campanha reforça a importância do respeito, da proteção e da garantia de direitos da população com 60 anos ou mais.
A violência contra idosos pode ocorrer de diferentes formas: física, psicológica, financeira, patrimonial, institucional e até por negligência ou abandono. Em muitos casos, ela acontece dentro do próprio ambiente familiar.
O tema possui relação direta com o setor financeiro. Golpes bancários, fraudes digitais, assédio comercial e exploração financeira contra aposentados e pensionistas têm crescido nos últimos anos, tornando fundamental o debate sobre proteção financeira e atendimento humanizado à população idosa.
Nesse contexto, trabalhadores do sistema financeiro desempenham papel importante na identificação de situações suspeitas, na orientação de clientes idosos e na qualidade do atendimento bancário. Porém, essa realidade vem sendo profundamente afetada pelo fechamento acelerado de agências bancárias em todo o país.
Segundo levantamento do Dieese, os cinco maiores bancos que atuam no Brasil fecharam mais de 1,3 mil agências em apenas 12 meses, aprofundando um processo de redução da estrutura física do sistema financeiro.
Em 2025, o setor eliminou cerca de 8,9 mil postos de trabalho bancário e encerrou aproximadamente 1,6 mil agências no país. No mesmo período, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa acumularam mais de R$ 123 bilhões em lucro líquido. Somente o Itaú registrou lucro recorde de R$ 46,8 bilhões em 2025.
Apesar dos resultados históricos, os bancos mantiveram a política de fechamento de agências e redução do atendimento presencial, medida que afeta diretamente idosos, aposentados e pessoas com restrições de mobilidade e dificuldade de acesso aos serviços digitais. Isso faz com que os usuários tenham que se deslocar por quilômetros para o atendimento presencial, e nem sempre é possível contar com o apoio de familiares para esse deslocamento.
Em muitas cidades, sobretudo nas menores e em regiões periféricas, o fechamento de agências também contribui para o isolamento financeiro da população idosa, pois representa mais do que uma mudança operacional: significa dificuldade de acesso ao atendimento presencial, aumento da exclusão digital e maior exposição a golpes e fraudes. Muitos idosos ainda enfrentam barreiras no uso de aplicativos, caixas eletrônicos e serviços digitais, dependendo do atendimento humano para resolver questões financeiras básicas com segurança.
A defesa de um sistema bancário mais acessível, humano e socialmente responsável também faz parte da luta sindical. Garantir atendimento digno à população idosa significa defender empregos, combater a precarização do trabalho bancário e preservar o acesso da sociedade aos serviços financeiros essenciais.
Saúde, dignidade e solidariedade fazem parte da luta sindical
As campanhas Junho Vermelho, Junho Laranja e Junho Violeta reforçam que saúde pública, prevenção, solidariedade e defesa da dignidade humana são pautas coletivas.
Ao promover informação e conscientização, o movimento sindical amplia seu papel social e fortalece a construção de ambientes de trabalho mais humanos, saudáveis e comprometidos com a vida.
A defesa dos trabalhadores também passa pelo cuidado com a saúde física e mental, pela valorização da pessoa idosa e pela promoção de uma cultura de solidariedade e respeito!



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