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- Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências
Com base em dados oficiais, categoria aponta que demissões em massa no setor não são resultados de falta de capacidade financeira, mas de estratégia empresarial para aumentar lucros Na segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários, realizada nesta terça-feira (7), o movimento sindical apresentou aos bancos dados sólidos de que o setor está na contramão do mercado de trabalho. Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, os bancos reduziram os postos de trabalho em cerca de 93,3 mil. No último ano, o Santander eliminou 6.196 postos, o Itaú 4.620, Bradesco 3.017 e, o Banco do Brasil, 1.498 postos, totalizando 15.331 pontos. No mesmo período, o setor reduziu em 42% (9,5 mil) a rede de agências. "Esses dados apontam para uma diferença muito grande do que está acontecendo no setor bancário em relação ao que estamos vivendo no Brasil que, desde o início do governo Lula (2023), gerou 5,17 milhões de empregos formais, batendo recorde nos níveis de carteira assinada, com a baixa histórica das taxas de desocupação, do IBGE", destacou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT. “Os números de postos fechados demonstram que Santander, Itaú e Bradesco fizeram demissões em massa o que, no entendimento da Justiça, não pode acontecer sem negociação prévia”. A dirigente registrou ainda que a eliminação de postos de trabalho e de agências ocorre enquanto os bancos seguem batendo recordes de lucro. Só em 2025, os cinco maiores bancos do país registraram lucro líquido de R$ 124 bilhões. O Comando Nacional apontou também que o aumento de contratos dos bancos com correspondentes bancários foi de 49%, entre 2015 e 2025. "A grande questão, portanto, é que o trabalho bancário não está sendo eliminado, na verdade está sendo transferido para os correspondentes bancários e outros segmentos do ramo financeiro. Estão fechando as agências para transferir o atendimento presencial para os correspondentes. Esse movimento também abre espaço para as cooperativas de crédito, que estão cada vez mais presentes nas áreas abandonadas pelos bancos", completou Juvandia Moreira. Diante desse cenário, o Comando Nacional exigiu, como prova de boa-fé, que os bancos suspendam as demissões e o fechamento de agências, durante as negociações. A Fenaban, porém, negou os pedidos. “Essa resposta não nos paralisará. O Comando Nacional continuará cobrando e acompanhando, em todo o país, os casos de demissões e de fechamentos de agências, para não permitir que continuem acontecendo”, arrematou Juvandia Moreira. Demissões em massa prejudicam mais mulheres A também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, destacou que do total de postos de trabalho eliminados entre 2020 e maio de 2026, 25,5 mil (79% do total) eram ocupados por mulheres. “Os bancos vão acabar com as mulheres na categoria? De 2024 para 2025, a participação de mulheres na categoria caiu de 49% para menos de 47%. Esses números mostram que uma parte importante dos nossos esforços na mesa de Igualdade de Oportunidades está sendo inviabilizado pelas demissões em massa. Mostram também que os bancos estão concentrando cada vez mais os ganhos de produtividade obtidos com a tecnologia, e não cumprindo com a responsabilidade social de dividir esses ganhos com a população e com os trabalhadores", reforçou Neiva. Como sugestão para conter a queda de mulheres no setor, o movimento sindical pediu a estabilidade de emprego às mulheres vítimas de violência doméstica e também o fortalecimento das ações de qualificação e requalificação de mulheres em tecnologia da informação (TI), conquistadas na Campanha Nacional Unificada de 2024. Comprometimento do atendimento aos clientes O presidente da Seeb-BH e também membro do Comando Nacional, Ramon Peres, destacou que, em 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas, o que corresponde a uma média de 28,6 milhões de transações por dia útil. "Esses dados mostram que, apesar das transformações digitais dentro do sistema financeiro, as agências continuam movimentando elevado volume de operações presenciais. A população brasileira ainda precisa de agências e do atendimento humano, em especial os idosos", arrematou. O Comando Nacional também cobrou que a Fenaban traga, numa próxima mesa, os valores financeiros movimentados nas agências. “Se não precisasse mais do atendimento presencial, os bancos não estariam contratando, em larga escala, correspondentes bancários”, completou Ramon. Fim das terceirizações e retorno das homologações nos sindicatos O Comando Nacional reforçou a reivindicação pelo fim das terceirizações. "Quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria", pontuou a coordenadora do Comando Nacional. Os representantes dos trabalhadores exigiram o retorno das homologações nas entidades sindicais, como proteção aos trabalhadores. Outras exigências do Comando Nacional foram: Indenização adicional em caso de demissão; e Criação de um banco de talentos bancários. Comando Nacional rebate dados da Fenaban Na tentativa de rebater os argumentos do movimento sindical, a representação dos bancos destacou que, entre todas as instituições financeiras do país, 236 apresentaram ROE (sigla que define o principal medidor de lucros e prejuízos das empresas) negativa. Os bancos estão inseridos no sistema financeiro. Portanto, segundo dados do Banco Central, levantados pela assessoria do Dieese, em 2025, as empresas bancárias registraram ROE média de 14,9%, acima dos 14,7% das cooperativas. Também a título de comparação, a ROE das Instituições de Pagamento (IPs) no ano passado foi de 22%, influenciada pelo resultado do Nubank. Quando retirado o Nubank, a ROE média caiu para 13,7%, percentual também muito abaixo 14,9% dos bancos. "O problema das demissões em massa, portanto, não é a falta de capacidade financeira, mas uma escolha política e empresarial, e é isso que estamos questionando nesta mesa", arrematou Juvandia Moreira. Devolutivas Ao final da mesa, os representantes da Fenaban negaram: O fim das demissões e do fechamento de agências. O pedido de estabilidade para toda a categoria durante o processo negocial, bem como às mulheres vítimas de violência doméstica. O pedido de indenização adicional em caso de demissão. E ficaram de avaliar: O retorno das homologações nos sindicatos. Reforço e ampliação das cláusulas de qualificação e requalificação de trabalhadores na área de TI. Criação de um banco de talentos bancários. O movimento sindical destacou que irá continuar defendendo as reivindicações feitas no encontro desta terça-feira (7). “Vamos insistir em cada um dos pontos desta mesa. Os dados são claros: os bancos seguem registrando alta lucratividade, fruto do dia a dia de entrega de cada trabalhador e de cada trabalhadora. É dever dos bancos reconhecer isso garantindo a proteção dos empregos, com todos os direitos até aqui conquistados e ampliação de novos direitos”, concluiu Juvandia Moreira. Fonte: Contraf-CUT
- Comando Nacional exige o fim das demissões e cobra mais contratações dos bancos
O Comando Nacional dos Bancários esteve reunido nesta terça-feira, 7, com a Fenaban para a segunda rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Na mesa, os representantes da categoria levaram o recado: não é aceitável que bancos que acumulam lucros bilionários continuem demitindo trabalhadores, fechando agências e precarizando o atendimento à população. A coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, foi enfática ao exigir o fim das demissões, das terceirizações fraudulentas e do fechamento de agências. A defesa do emprego é uma das prioridades da campanha, pois os trabalhadores não podem continuar pagando a conta de uma estratégia voltada exclusivamente à maximização dos lucros. Os números comprovam essa realidade. Em 2025, os cinco maiores bancos do país eliminaram mais de 13 mil postos de trabalho. Apenas neste ano, já foram mais de 7 mil empregos extintos, atingindo principalmente as mulheres e desmontando, na prática, qualquer discurso de compromisso com diversidade, inclusão e igualdade de oportunidades. O Comando também denunciou que o fechamento de agências tem agravado a sobrecarga de trabalho e piorado o atendimento à população. Embora os bancos aleguem redução da demanda presencial, essa justificativa não se sustenta. Parte significativa dos atendimentos foi transferida para correspondentes bancários e casas lotéricas, enquanto milhões de brasileiros ainda dependem das agências por não terem acesso à internet ou aos serviços digitais. Além disso, a redução do atendimento presencial foi muito menor do que o ritmo de fechamento das unidades, concentrando um grande volume de operações em menos agências e sobrecarregando ainda mais bancárias e bancários. Essa política tem um preço: mais pressão por metas, filas maiores, equipes reduzidas, adoecimento físico e mental e dificuldades crescentes para trabalhadores afastados ou em processo de retorno às atividades. Como resposta, os bancos afirmaram que a manutenção das agências depende da rentabilidade e alegaram que a legislação não os obriga a manter unidades abertas. Para o Comando Nacional, esse posicionamento evidencia que as instituições financeiras colocam o lucro acima da responsabilidade social e ignoram os impactos de suas decisões sobre trabalhadores, clientes e comunidades inteiras. Para os representantes de Santa Catarina no Comando Nacional, Cleberson Pacheco Eichholz e Marco Silvano, somente a mobilização da categoria será capaz de pressionar os bancos a mudar essa postura. Como parte da campanha, no dia 14, os sindicatos da Fetrafi-SC realizarão, em Florianópolis, o ato estadual de lançamento da Campanha Nacional dos Bancários, denunciando a contradição entre os lucros recordes do setor, a destruição de empregos, o fechamento de agências e a precarização das condições de trabalho e do atendimento à sociedade. Nenhum direito foi conquistado sem luta! Por isso, a categoria está convocada a fortalecer as mobilizações, acompanhar as negociações e participar das atividades da campanha. Os bancos precisam entender que quem produz seus resultados merece respeito, valorização e empregos dignos. #MovidosPelaLuta #MovidosPeloEmprego
- Comando Nacional debate emprego antes da segunda rodada de negociação com a Fenaban
Na tarde desta segunda-feira, 6, o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido para debater a situação do emprego na categoria e alinhar estratégias para a segunda rodada de negociação com a Fenaban, que acontece nesta terça-feira. A defesa do emprego é uma das principais pautas da Campanha Nacional, de acordo com a Consulta Nacional dos Bancários. Os dados apresentados pelo Dieese, com base nas informações atualizadas da RAIS, evidenciam o avanço do processo de enxugamento do setor bancário. Entre 2015 e 2025, o número de agências bancárias tradicionais passou de 22.786 para 14.233, redução de 37,5% ou 8,6 mil unidades. Enquanto a redução no número de agênciasdos bancos públicos foi de 17%, a queda na quantidade de agências de bancos privados caiu 53%. O levantamento também mostra que: Entre 2024 e 2025, foram eliminados mais de 8 mil postos de trabalho. A partir de 2020, com a intensificação da digitalização dos serviços financeiros, o setorbancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, dos quais aproximadamente25 mil eram ocupados por mulheres. Nos últimos dez anos, o setor bancário reduziu em 87.756 o número de postos de trabalho. Nos bancos públicos, durante os governos Temer e Bolsonaro, houve a redução de mais de 50 mil postos de trabalho. Embora a utilização dos canais digitais tenha aumentado significativamente, o volume de operações realizadas nas agências permanece elevado. Como essa demanda não diminuiu na mesma proporção do fechamento de unidades e da eliminação de postos de trabalho, o resultado é a intensificação da sobrecarga sobre os bancários, reforçando a necessidade de preservar os empregos e ampliar as contratações. Já nos bancos privados, o número de caixas foi reduzido em cerca de 50% na última década, impactando diretamente as condições de atendimento à população. Durante a reunião, também foram debatidos temas como a terceirização fraudulenta praticada pelo Santander, a redução da rede de agências nos pequenos e médios municípios e a crescente precarização do atendimento bancário. Nesta terça-feira, 7, o Comando Nacional volta à mesa de negociação com a Fenaban para a segunda rodada de debates da Campanha Nacional. #MovidosPelaLuta#MovidosPeloEmprego
- Inscrições abertas para turma de julho do curso “Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas”
Formação online e ao vivo é pré-requisito para licença-paternidade ampliada de 20 dias em empresas que adotam o benefício e promove reflexão sobre cuidados, educação e relações familiares Estão abertas as inscrições para a nova turma do curso “Paternidade e Maternidade com Relações Compartilhadas”, voltado a futuros pais, mães e famílias que desejam se preparar para a chegada do bebê e refletir sobre os desafios da parentalidade no mundo contemporâneo. As aulas serão online e ao vivo, permitindo interação direta entre alunos e professores, além da troca de experiências entre os próprios participantes. O curso será realizado entre os dias 27 e 30 de julho, sempre das 19h30 às 21h30. Além dos futuros papais — para os quais a realização do curso, em qualquer momento da gestação, é pré-requisito para a licença-paternidade ampliada de 20 dias, conquista do movimento sindical —, bancárias e financiárias gestantes também podem participar acompanhadas de seus companheiros, mesmo que eles não sejam bancários. É importante destacar que a licença-paternidade ampliada depende da política adotada por cada empresa. Inscrições e valores O investimento para o público em geral é de R$ 280. Bancários e financiários sindicalizados têm valor reduzido e pagam R$ 180. Sobre o curso O grande diferencial da formação é a metodologia participativa, baseada no diálogo e na reflexão coletiva. Durante as aulas, pais e mães são convidados a compartilhar experiências e discutir questões práticas e emocionais relacionadas à parentalidade. A proposta é estimular uma visão mais compartilhada das responsabilidades familiares, abordando temas como: o momento emocional vivido pelos pais;os desafios da chegada de um novo integrante na família;depressão pós-parto;respeito às condições biológicas e psicológicas da mulher;educação para a igualdade; construção de vínculos familiares mais saudáveis. Além da reflexão teórica, o curso também apresenta orientações práticas para o cuidado com o bebê, contribuindo para desmistificar o cotidiano com o recém-nascido. Programa do curso Aula 1 – Paternidade e os desafios para a família Acolhida e apresentação geral do curso;Aspectos psicológicos do momento da paternidade;Desafios familiares com a chegada do bebê;Depressão pós-parto e seus efeitos;Respeito à condição biológica e psicológica da mulher;Educação sem violência;Uso de telas na infância. Aula 2 – O ato de educar: pais e mães comprometidos Conceitos de educação;Papel do pai na educação da criança;Interação entre pai e mãe no processo educativo;Limites e combinados com crianças;Qualidade do tempo e seus impactos na formação infantil. Aula 3 – Cuidados práticos com o recém-nascido Pré-parto e dia do parto;Banho e troca de fraldas;Amamentação e cuidados pós-mamada;Manobras de desengasgo;Como carregar e colocar o bebê para dormir;Orientações gerais para o cotidiano com o recém-nascido. Aula 4 – Relações contemporâneas e o papel dos pais Reflexão sobre o papel do homem e da mulher na sociedade atual;A paternidade como oportunidade de fortalecer o desenvolvimento da criança;Construção de relações familiares mais equitativas. Os interessados devem garantir a inscrição o quanto antes, já que as vagas são limitadas. Fonte: Contraf-CUT
- Movimento sindical cobra do Banco do Brasil solução para o custeio da Cassi
Em negociação realizada nesta sexta-feira (3), banco promete resposta definitiva em breve diante da urgência da situação Na manhã desta sexta-feira (3), representantes das entidades do funcionalismo do Banco do Brasil e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniram na sede da Anabb, em Brasília, para alinhar a estratégia da negociação com o banco sobre o custeio da Cassi. O encontro ocorreu após a Diretoria da Cassi encaminhar uma correspondência às entidades e ao Banco do Brasil alertando para a necessidade urgente de uma solução que mantenha as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias. Diante do cenário, houve consenso entre as entidades de que seria necessário reforçar ao banco a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, garantindo recursos imediatos para preservar o atendimento aos associados. Também foi defendido o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027. Banco vê proposta com bons olhos No período da tarde, foi instalada a mesa de negociação entre representantes do Banco do Brasil e das entidades. Na abertura da reunião, o negociador do banco fez um resgate das discussões realizadas no encontro anterior, em 23 de junho, e afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de um aporte. O representante do banco ponderou, no entanto, que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Também reforçou a necessidade de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social. Na sequência, o presidente da Cassi, Claudio Said, explicou os motivos da correspondência encaminhada às entidades e ao banco no dia anterior. Segundo ele, a comunicação representa o dever de diligência da diretoria da Caixa de Assistência em informar aos patrocinadores — Banco do Brasil e associados — sobre a situação financeira da entidade e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados. Claudio Said também destacou que o tema foi registrado em ata na última reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, reforçando a necessidade de dar ciência às partes sobre a gravidade do momento. Entidades defendem aporte imediato Durante a negociação, a coordenadora da mesa pelas entidades, Fernanda Lopes, reiterou que há consenso entre as representações dos funcionários quanto à necessidade de um aporte imediato de R$ 580 milhões por parte do Banco do Brasil, além da postergação da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para 2027. De acordo com Fernanda, essas medidas permitiriam que associados, banco e Cassi construíssem, ao longo dos próximos meses, os termos da consulta ao corpo social, preservando a sustentabilidade da Caixa de Assistência. A dirigente também defendeu que a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente. Outro ponto apresentado foi a possibilidade de elaboração de um memorando de entendimento, ou documento equivalente, a ser firmado entre as entidades e o banco para registrar os compromissos assumidos durante a negociação e orientar tanto a realização dos aportes quanto a consulta aos associados, sempre observando o princípio da boa-fé negocial. Banco dará resposta em breve Ao final da reunião, o negociador do Banco do Brasil informou que a instituição acolhe positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos. Ele ressaltou que, embora a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar representa um desafio para a empresa neste momento. Por fim, o representante do banco comprometeu-se a apresentar um retorno em curto prazo, diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, e informou que uma nova data será marcada para a apresentação de uma resposta definitiva às reivindicações das entidades. Fonte: Contraf-CUT
- Trabalhadores vão à negociação com a Fenaban para defender emprego bancário, combate à precarização e fechamento de agências
Campanha Nacional Unificada 2026: categoria aponta que enquanto setor celebra resultados bilionários, quem constrói os lucros enfrenta cortes de postos e fechamento de agências A segunda rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) está marcada para a próxima terça-feira (7), quando a categoria reivindicará da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a defesa do emprego bancário, contra a precarização do atendimento e o fechamento de agências. "Os bancos seguem lucrando, mas continuam promovendo reestruturações no setor, com o fechamento de agências, transferência de atividades, ampliação de terceirizações e usando as novas tecnologias sem garantir a necessária proteção aos trabalhadores", destaca a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias, Juvandia Moreira. Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido. Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física). A reestruturação, entretanto, não para na queda de agências e do atendimento humanizado e presencial aos clientes, mas inclui a precarização do emprego bancário, com aumento de terceirizando das atividades bancárias e de contratação de funcionários como PJs. "O serviço bancário deve ser feito por bancários, com direitos, segurança e qualidade no atendimento", reforça Juvandia Moreira. O movimento sindical aponta também que os bancos estão concentrando ainda mais os lucros advindos dos processos de automação e usos de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial. "As mudanças tecnológicas não podem significar demissão, sobrecarga, vigilância abusiva ou retirada de direitos. Por isso, a nossa pauta de reivindicações propõe uma comissão bipartite para acompanhar projetos de automação, reestruturação, novos equipamentos, acesso remoto e demais alterações no trabalho bancário", completa Juvandia. Entre as reivindicações relacionadas ao emprego que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão: Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada. Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical. Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria. Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva. Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais. Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse. Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade. #MovidosPeloEmprego: Dia Nacional de Mobilização Na segunda-feira (6), véspera da mesa de negociação, a categoria realizará o "Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Emprego", com atividades nas ruas e nas redes sociais. "Vamos aprofundar o diálogo com as bases e mostrar à população que as reivindicações das bancárias e dos bancários por aumento real e melhores condições de trabalho são também reivindicações importantes para toda a sociedade, por atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias”, pontua Juvandia Moreira. Quer ficar por dentro de todas as notícias da Campanha Nacional? Acesse este link, participe da nossa comunidade e receba no número do seu WhatsApp as informações de tudo o que acontece nas negociações por aumento real e melhores condições de trabalho. Bancários e Bancárias: Feitos de Esperança, Movidos pela Luta. Fonte: Contraf-CUT
- Campanha Nacional: Movimento sindical pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão
Categoria exige manutenção dos direitos já conquistados na CCT e mais avanço em cláusulas sociais Aconteceu nesta quinta-feira (2) a primeira rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que deve ser assinada até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro. As reivindicações apresentadas pelos trabalhadores nesta mesa foram sobre cláusulas sociais relacionadas às: Pessoas com Deficiência (PCDs) Implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso Defesa do teletrabalho e direito à desconexão Segurança bancária digital PCDs Com base na RAIS, o Comando Nacional destacou que o setor bancário possuía 18,7 mil trabalhadores PCDs em 2025 – número que representa 4,5% da categoria bancária. Em 2012 esse percentual era de 2,4%. "Apesar desse avanço, em termos de percentual, o setor registrou um decréscimo de bancários e bancárias PCDs: entre 2020 e abril de 2026, os bancos admitiram 7.840 pessoas com deficiência e desligaram 8.361, resultando no saldo negativo de 521 postos de trabalho para trabalhadores com deficiência na categoria", destacou Vinícius Assumpção. Diante desse quadro, o movimento sindical reivindica aumento de contratações de PCDs e que os mesmos tenham garantia de ascensão profissional. O Comando Nacional também reivindicou o abono de faltas em caso de necessidade dos trabalhadores PCDs e aos pais e mães de crianças PCDs, para tratamentos ou exames de seus filhos. A Fenaban respondeu que analisará as demandas do Comando Nacional. Escala de trabalho 4x3 O Comando Nacional destacou que o processo de automação e usos de novas tecnologias no setor viabiliza a implementação da escala 4x3: quatro dias de trabalho e três dias de descansos. O movimento sindical pontuou ainda que a redução de jornada teria o potencial de gerar mais de 429 mil empregos bancários - aumento de 103% do número de trabalhadores no setor. "A redução da jornada resultaria em ganhos na qualidade de vida dos bancários, sem prejuízos à produtividade das empresas, como demonstram exemplos de outros países e de empresas aqui no Brasil, que já implementam a escala 4x3", destacou a coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro. Após um ano do projeto-piloto com empresas brasileiras, a 4 Day Week registrou os seguinte resultados da implementação da escala 4x3: 84,6% das lideranças recomendam a iniciativa para outras empresas. 93,4% das pessoas relataram maior colaboração com suas equipes, indicando que o modelo incentiva trabalho em conjunto. As empresas também colheram benefícios operacionais, com 61,5% de melhoria na execução de projetos, 44,4% mais capacidade de cumprir prazos, e 83,3% das organizações relatando melhorias nos processos internos. Para os trabalhadores, alguns dos impactos da redução da jornada foram: 88,7% responderam ter mais satisfação com seu trabalho. 86,2% dos participantes relataram ter mais energia para dedicar à família e amigos, enquanto 58,5% disseram conseguir equilibrar melhor a vida pessoal e profissional. 79,5% dos participantes relataram sentir-se mais alegres e de bom humor, enquanto 66,2% disseram sentir-se mais ativos e com vitalidade. Sobre esta demanda, a Fenaban propôs um estudo conjunto com os sindicatos sobre os impactos e a viabilidade da implementação da escala 4x3 no setor bancário. Teletrabalho e direito à desconexão O Comando Nacional defendeu a manutenção do teletrabalho, como uma conquista importante da categoria, obtida desde as negociações de 2020, ano da pandemia. “O teletrabalho promove a redução do tempo deslocamento, ganhos de produtividade e melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Por isso, a manutenção do home office é tão importante para a categoria”, reforçou Neiva Ribeiro. A representação do movimento sindical também cobrou que os bancos garantam o direito à desconexão, para que os trabalhadores não recebam mensagens das empresas nos intervalos, momentos de repouso, feriados, férias, licenças legais ou convencionais. Segurança bancária Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que entre 2023 e parte de 2026, foram registradas 340.140 fraudes digitais bancárias no país. Entre 2023 e 2025, o total de ocorrências cresceu 60,8%, passando de 74.371 em 2023 para 119.611 em 2025. Neiva Ribeiro observou que o enxugamento de vagas de trabalho e de agências estão expondo a população às fraudes digitais. "A reivindicação da categoria é para que os bancos equilibrem o atendimento físico com o digital, para isso é necessária a ampliação de postos de trabalho e agências. Porque o crescimento do atendimento digital, tão somente, demonstrou-se inviável para conter as fraudes, que tem crescido ano após ano", destacou a dirigente. “É preciso, ainda, regulação, fiscalização e ferramentas de segurança que protejam a sociedade”, completou Neiva. Vinícius Assumpção completou que o número de fraudes financeiras digitais pode ser ainda maior, porque alguns estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, deixaram de colocar em seus boletins de ocorrências se os golpes financeiros registrados ocorreram em ambiente físico ou digital. Ultratividade Neiva Ribeiro destacou que 65% dos bancários apontaram como prioridade a manutenção dos direitos já conquistados pela CCT. "Por isso, é muito importante garantir a ultratividade, que é o princípio pelo qual as cláusulas da CCT continuam valendo mesmo após o fim da sua vigência, garantindo a manutenção de salários e direitos sociais até que um novo acordo seja firmado", explicou a dirigente. "Temos dois meses à frente para negociar a renovação da CCT e, este documento, se assinado pelos bancos, garantiria um conjunto de clausulas, conquistado ao longo de anos de esforços da categoria, para que a gente se concentre, nesta negociação, às novas reivindicações, como igualdade salarial entre homens e mulheres, melhoria na inclusão de PCDs, ambiente de trabalho sem metas abusivas, entre outros pontos", completou Neiva, que também é presidenta do SEEB-SP. A Fenaban, entretanto, se negou a assinar um documento de ultratividade, repetindo o comportamento de anos anteriores. Próxima negociação A próxima mesa de negociação no âmbito da Campanha Nacional acontecerá na terça-feira, 7 de julho, quando o movimento sindical reivindicará medidas em defesa do emprego. Os dirigentes sindicais organizam um dia nacional de luta para a próxima segunda-feira (6), com manifestações nas redes sociais e nas ruas. O objetivo é mobilizar a categoria em defesa do emprego, contra as demissões e fechamento de agências. Quer ficar por dentro de todas as notícias da Campanha Nacional antes de todo mundo? Então, acesse este link, participe da nossa comunidade e receba no número do seu WhatsApp as informações de tudo o que acontece nas negociações por aumento real e melhores condições de trabalho. Bancárias e Bancários: Feitos de Esperança, Movidos pela Luta. Fonte: Contraf-CUT
- Comando Nacional inicia negociações com a Fenaban
Na tarde desta quinta-feira, 2, o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido, em São Paulo, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para dar início ao processo de negociação da Campanha Nacional 2026, que tem como objetivo a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Após a aprovação da minuta de reivindicações durante a 28ª Conferência Nacional dos Bancários, posteriormente referendada em assembleias realizadas em todo o país, a primeira rodada de negociação abordou temas relacionados às cláusulas sociais, com destaque para a garantia e a ampliação de direitos das bancárias e dos bancários com deficiência (PCDs), das pessoas neurodivergentes e também dos trabalhadores que são responsáveis por familiares nessas condições. Outro tema de destaque foi a redução da jornada de trabalho. O Comando Nacional reafirmou a defesa da implementação da jornada 4x3, destacando que estudos e experiências já desenvolvidas em diversos países demonstram que a medida contribui para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, amplia o convívio familiar, reduz o adoecimento e pode elevar os índices de produtividade. Para Cleberson Pacheco Eichholz, representante do Sintrafi no Comando Nacional, o início das negociações reforça a importância da mobilização da categoria. "Apresentamos reivindicações construídas coletivamente pelos bancários e bancárias de todo o país. A expectativa é avançar em temas que dialogam diretamente com a realidade da categoria, como inclusão, saúde, qualidade de vida e valorização do trabalho. Para isso, será fundamental que os trabalhadores acompanhem as negociações e participem das mobilizações da Campanha Nacional." Para Marco Silvano, representante da Fetrafi-SC no Comando Nacional, o excelente desempenho econômico das instituições financeiras demonstra que há condições de atender às reivindicações da categoria. "Os bancos seguem apresentando resultados expressivos e têm plenas condições de garantir avanços para os trabalhadores. Esperamos que esse cenário se reflita na mesa de negociação." Ao final da reunião, foi definido o calendário das próximas rodadas de negociação. No próximo dia 7 de julho, o tema central da mesa com a Fenaban será Emprego, com debates sobre manutenção dos postos de trabalho e os impactos das novas tecnologias no setor bancário. Fique atento, converse com seus colegas e participe das atividades de mobilização da Campanha Nacional. Para acompanhar as negociações e ficar por dentro das próximas informações, acesse as páginas da Fetrafi-SC e do seu sindicato. #MovidosPelaLuta Pelos bancários e bancárias. Pelo Brasil.
- Sindicato dos Bancários de Criciúma e região conquista vitória contra o Banco Safra em ação pelos 15 minutos das mulheres
O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região em parceria com nosso escritório de advocacia Iremar Gava, obteve uma importante vitória judicial em ação movida contra o Banco Safra, garantindo o reconhecimento do direito das trabalhadoras bancárias ao intervalo previsto no artigo 384 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A decisão da 1ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região condenou o banco ao pagamento de 15 minutos como horas extras nos dias em que as trabalhadoras substituídas tiveram a jornada prorrogada em mais de 30 minutos sem usufruir do intervalo legal de descanso. A condenação, estimada em aproximadamente R$ 40 mil, contempla parcelas vencidas e vincendas, acrescidas do adicional legal ou convencional — o que for mais benéfico às trabalhadoras —, além dos reflexos em repouso semanal remunerado, férias acrescidas de um terço constitucional, 13º salário, FGTS com multa de 40% e aviso-prévio, conforme cada caso. A decisão também determinou a adoção das verbas salariais fixas como base de cálculo, com aplicação do divisor 180 para as trabalhadoras com jornada de seis horas e divisor 220 para aquelas com jornada oficial de oito horas. Para o Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, a conquista reforça a importância da atuação sindical e jurídica permanente na defesa dos direitos da categoria. A decisão representa o reconhecimento de um direito histórico das trabalhadoras e reafirma o papel do Sindicato na fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista. A entidade seguirá atuando de forma firme para assegurar que os bancos respeitem os direitos dos bancários e bancárias, combatendo irregularidades e buscando a reparação judicial sempre que necessário. Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região: compromisso com a defesa dos direitos da categoria.
- COE e Comando Nacional dos Bancários entregam pauta de reivindicações ao Itaú e cobra valorização das negociações diante da reestruturação do banco
Documento apresentado nesta quarta-feira (1º) reúne propostas para preservar empregos, melhorar as condições de trabalho, ampliar direitos e enfrentar os impactos das mudanças promovidas pela instituição A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o Comando Nacional dos Bancários entregaram, nesta quarta-feira (1º), a pauta de reivindicações específicas dos trabalhadores à direção do banco. O documento reúne uma série de propostas voltadas à preservação dos empregos, melhoria das condições de trabalho, saúde, diversidade, segurança, remuneração e acompanhamento das reestruturações em curso na instituição. Durante a reunião, o movimento sindical destacou que o Itaú atravessa um amplo processo de reestruturação, com impactos diretos sobre a vida dos bancários, e reforçou a necessidade de que o banco valorize o processo negocial e dialogue com os representantes dos trabalhadores sobre as mudanças. A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, ressaltou que a pauta foi construída para responder aos principais desafios enfrentados pelos empregados. "O Itaú vive um momento de profundas transformações, que têm impactado diretamente a rotina e a vida dos trabalhadores. Nossa pauta busca minimizar esses efeitos, preservar os empregos, garantir condições dignas de trabalho e fortalecer o diálogo com o banco. Esperamos que o processo negocial seja valorizado e que as reivindicações dos bancários sejam tratadas com a seriedade que merecem." Entre os principais pontos da pauta estão o fim do fechamento de agências; valorização dos trabalhadores nos processos de realocação, com garantia de emprego; criação de uma mesa permanente sobre diversidade; acolhimento aos trabalhadores adoecidos; fim das convocações para exames médicos que desconsiderem os laudos dos médicos assistentes; combate ao assédio moral; participação dos trabalhadores na implementação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1); reforço da segurança nas agências; manutenção dos benefícios durante afastamentos por saúde; transparência na utilização de ferramentas de monitoramento baseadas em inteligência artificial e debate sobre a implementação da IA nos processos de trabalho. A pauta também reivindica melhorias no banco de horas; transparência na reestruturação dos modelos Uniclass e Phygital; plano de saúde para aposentados; estabelecimento de teto para a coparticipação dos empregados admitidos a partir de 2015; reajuste dos valores de reembolso para consultas e procedimentos médicos, além da ampliação da rede credenciada. Outras reivindicações incluem a readequação das metas no retorno da licença-maternidade; redução da jornada para empregados com filhos com deficiência; manutenção dos debates sobre programas de remuneração variável no Grupo de Trabalho; valorização das bolsas de estudo e dos subsídios para cursos de idiomas e certificações profissionais; criação de um plano de previdência para todos os trabalhadores; e melhoria no reembolso de combustível para empregados que realizam visitas a clientes. “Esperamos que, com esta pauta, consigamos conquistar um ambiente mais saudável para os trabalhadores e convidamos todos os bancários e bancárias e vir conosco nesta luta construindo uma mobilização nacional”, completou Valeska. Banco apresenta projeto para atendimento a aposentados Durante a reunião, o Itaú apresentou um projeto-piloto voltado ao atendimento de clientes aposentados, que será implantado inicialmente nos estados de São Paulo e Paraná. Segundo o banco, as unidades participantes passarão por adequações de layout, mas os empregados permanecerão nos mesmos cargos. As metas serão ajustadas de acordo com os produtos específicos do segmento, e os trabalhadores receberão treinamento para atuar no novo modelo de atendimento. O banco informou ainda que estuda a possibilidade de abertura de novas agências, contratação de funcionários e manutenção de caixas de atendimento, conforme a necessidade identificada em análises específicas. Também assumiu o compromisso de apresentar previamente à COE as mudanças previstas, além de compartilhar informações sobre tempo de filas e os impactos da reorganização nas demais unidades. Home office segue como ponto de divergência Outro tema debatido foi a mudança no regime de trabalho híbrido prevista para 2027 e 2028. O Itaú reafirmou que manterá a decisão de ampliar a presença dos empregados nos escritórios, alegando que a medida busca reduzir os impactos do trabalho remoto na integração das equipes, na dinâmica de trabalho e no desenvolvimento profissional. A representação dos trabalhadores reiterou sua posição contrária à mudança, defendendo a manutenção do modelo atual. A COE destacou que o trabalho remoto tem contribuído para a qualidade de vida dos empregados, especialmente diante dos longos deslocamentos nos grandes centros urbanos, sem prejuízo à produtividade. O movimento sindical também solicitou que o banco realize uma pesquisa para ouvir a opinião dos trabalhadores sobre o novo modelo, proposta que foi rejeitada pela direção da empresa. Diante da negativa, a COE informou que fará seu próprio levantamento para subsidiar as próximas negociações. Além disso, os representantes dos trabalhadores cobraram a manutenção da ajuda de custo prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para quem atua em regime híbrido. O Itaú informou que cerca de 2 mil empregados atualmente em regime de trabalho totalmente remoto (full remote) permanecerão nessa modalidade. Fonte: Contraf-CUT
- Bancários catarinenses participaram do 33º Encontro Nacional dos(as) Banrisulenses
Banrisulenses dão a largada para a Campanha Salarial 2026 Neste último final de semana, a Fetrafi-RS realizou o 33º Encontro Nacional dos(as) Banrisulenses no Clube do Comércio, em Porto Alegre. Após dois dias de intensos debates, os participantes aprovaram por unanimidade a pauta específica de reivindicações e a estratégia que orientará a campanha, dando início à mobilização que acompanhará todo o processo negocial. O encontro reuniu mais de 300 banrisulenses de todas as regiões do Rio Grande do Sul e também de outros estados. Além de debater os desafios enfrentados pelos trabalhadores e o futuro do Banrisul em um ano decisivo para o Estado, a atividade consolidou os principais eixos políticos e sindicais que orientarão a atuação do movimento sindical bancário durante as negociações com o banco e a defesa do Banrisul público. A atividade marcou o início da Campanha Salarial 2026 com a categoria mobilizada, unificada e preparada para defender o Banrisul público, ampliar direitos e enfrentar os desafios das negociações com o banco. Pauta construída coletivamente O principal encaminhamento do encontro foi a aprovação unânime da pauta específica de reivindicações dos empregados do Banrisul. O documento, elaborado pela Comissão de Organização dos Empregados (COE Banrisul), foi debatido cláusula por cláusula durante a plenária. Os banrisulenses presentes no encontro apresentaram sugestões, aperfeiçoaram o texto e acrescentaram novas reivindicações, reafirmando o caráter democrático construção coletiva da pauta. Entre os principais pontos aprovados estão: Renovação e fortalecimento do Acordo Coletivo de Trabalho;Valorização das funções e correção das distorções da reestruturação do banco;Combate às metas abusivas e ao assédio moral;Fortalecimento das políticas de saúde e enfrentamento ao adoecimento da categoria;Reajuste dos benefícios e valorização da remuneração;Realização de novos concursos públicos;Democratização da gestão do banco;Fortalecimento da Cabergs e da Fundação Banrisul;Mais segurança nas agências;Defesa permanente do Banrisul público. Agora, o texto será submetido à revisão jurídica da Fetrafi-RS e, posteriormente, apresentado à categoria. A entrega oficial da pauta ocorrerá no dia 8 de julho, quando o documento será protocolado junto à direção do Banrisul, da Fundação Banrisul e da Cabergs, marcando oficialmente o início da Campanha Salarial 2026. Consulta confirma prioridades da categoria A pauta aprovada pelos participantes do encontro também foi respaldada pelos resultados da Consulta Nacional dos Banrisulenses, encerrada durante o evento. Ao todo, 1.264 trabalhadores participaram da pesquisa, confirmando que as prioridades apontadas pela categoria estão em sintonia com as reivindicações aprovadas durante a plenária. Os dados revelam um cenário de forte preocupação com as condições de trabalho, a saúde mental, a pressão por metas e o assédio no ambiente de trabalho, temas que ocupam posição central na pauta de reivindicações. A consulta também demonstrou amplo apoio à mobilização coletiva: 93,4% dos participantes acreditam que a organização da categoria é fundamental para conquistar melhores condições de trabalho. Entre as prioridades indicadas pelos trabalhadores estão o Plano de Cargos e Salários, o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a valorização das gratificações de função e o reajuste dos auxílios. Estratégia fortalece a mobilização Também por unanimidade, o encontro aprovou a Resolução de Estratégia que norteará toda a campanha salarial. O documento reafirma a importância da mesa nacional de negociação com a Fenaban, mas defende que o Banrisul avance nas negociações específicas desde o início do processo, sem deixar as reivindicações da categoria para as etapas finais da campanha. A resolução também estabelece uma agenda permanente de mobilização nos locais de trabalho, amplia o diálogo com os novos empregados, incentiva a realização de assembleias e plenárias ao longo da campanha e reafirma que a defesa do Banrisul público será um dos principais eixos políticos das mobilizações deste ano. "Banrisul é coisa nossa" A programação de sábado teve caráter político e marcou o lançamento da campanha "Banrisul é coisa nossa", que será desenvolvida pelo Movimento Sindical Bancário até as eleições de outubro. A iniciativa pretende ampliar o debate sobre a importância do Banrisul como banco público estratégico para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, para a geração de empregos, o fortalecimento das economias locais e a prestação de serviços à população gaúcha. Durante o lançamento, os participantes receberam camisetas e ecobags com a identidade da campanha, que passarão a integrar as mobilizações da categoria em todo o Estado. Compromissos públicos O encontro também contou com a presença de lideranças políticas convidadas. Durante a atividade, o pré-candidato a vice-governador Edegar Pretto, que compõe chapa com a pré-candidata ao Governo do Estado Juliana Brizola, e o pré-candidato ao Governo do Estado Marcelo Maranata assumiram publicamente o compromisso com a manutenção do Banrisul como banco público. Também participaram do encontro os pré-candidatos ao Senado Manuela D'Ávila e Paulo Pimenta, os deputados federais Elvino Bohn Gass e Fernanda Melchionna, e o deputado estadual Miguel Rossetto. Encontro debateu previdência, saúde e cenário econômico do Banrisul Além das deliberações políticas e sindicais, o encontro contou com painéis dedicados a temas estratégicos para a categoria. Na mesa sobre a Fundação Banrisul, o diretor de Previdência, Yuri Sant'Anna, destacou que fortalecer a entidade passa pela defesa permanente do Banrisul público e pelo acompanhamento das mudanças que impactam a previdência complementar dos empregados. Segundo ele, preservar a solidez da Fundação é também proteger o futuro dos participantes. A conselheira Denise Falkenberg Corrêa reforçou que a Fundação Banrisul representa uma das principais conquistas históricas da categoria e que seu fortalecimento depende da participação ativa dos trabalhadores na defesa da governança, da transparência e da sustentabilidade da entidade. Os desafios relacionados à Cabergs foram apresentados pelo diretor do SindBancários Porto Alegre e Região, Gilnei Nunes, enquanto o economista do Dieese Alisson Droppa apresentou um panorama sobre o desempenho econômico do Banrisul. Com base nos indicadores financeiros da instituição, Droppa demonstrou que o banco mantém uma situação sólida, reforçando sua importância estratégica para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Cinco moções aprovadas Os banrisulenses também aprovaram cinco moções que reafirmam posições históricas do Movimento Sindical Bancário: repúdio ao genocídio do povo palestino;combate ao assédio sexual e moral no movimento sindical;defesa de critérios socioambientais e de direitos humanos nas instituições financeiras públicas;apoio à construção de uma Rede Federada Soberana de Dados;repúdio à privatização da gestão das escolas públicas estaduais. Próximos passos da mobilização Com o encerramento do Encontro Nacional, a categoria inicia agora a fase de mobilização para a Campanha Salarial 2026. O primeiro grande momento de mobilização será no dia 8 de julho, quando a COE Banrisul entregará oficialmente a pauta de reivindicações à direção do Banrisul. Na mesma data, o movimento sindical bancário realizará uma atividade estadual em Porto Alegre. Os sindicatos do interior do RS também foram orientados a promover mobilizações em suas bases, transformando a entrega da pauta no primeiro dia de luta da campanha salarial. Outra iniciativa será a distribuição de uma nova edição do jornal Nossa Voz, que apresentará aos trabalhadores os principais pontos da pauta de reivindicações e as prioridades definidas pelos Banrisulenses durante o encontro. A estratégia aprovada também prevê um calendário permanente de mobilizações ao longo das negociações, com atividades nos dias de mesa com o banco, ações nas agências, materiais unificados para toda a base e ampla divulgação dos temas prioritários da campanha. O 33º Encontro Nacional dos(as) Banrisulenses encerrou uma etapa de construção coletiva e deu início a uma nova fase de mobilização. A partir de agora, a Campanha Salarial 2026 estará nas agências, nos locais de trabalho e nas ruas. O desafio aprovado pela categoria é ampliar o diálogo com os colegas, fortalecer a participação nas negociações e defender, ao mesmo tempo, os direitos dos trabalhadores e o Banrisul público. Fonte: Comunicação Fetrafi-RS
- Contraf-CUT e Fenae pedem que a Caixa não cobre compensação de horas nos jogos da Seleção
As entidades aguardam um posicionamento oficial do banco Diante da informação da Caixa Econômica Federal sobre a exigências de compensação de horas não trabalhadas durante os jogos da Seleção Brasileira no Mundial de 2026, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) já solicitaram à Caixa que não realize a cobrança. “A decisão contraria a expectativa dos empregados e difere da postura adotada por outros bancos, que optaram pelo abono das horas”, destacou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. As entidades aguardam um posicionamento oficial do banco e seguem acompanhando o tema em defesa dos empregados. A reivindicação das entidades representativas é que a Caixa adote medida semelhante à de outras instituições financeiras que decidiram liberar os trabalhadores para acompanhar os jogos sem a necessidade de compensação posterior das horas. Fonte: Fenae













