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Comando Nacional exige o fim das demissões e cobra mais contratações dos bancos

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

O Comando Nacional dos Bancários esteve reunido nesta terça-feira, 7, com a Fenaban para a segunda rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Na mesa, os representantes da categoria levaram o recado: não é aceitável que bancos que acumulam lucros bilionários continuem demitindo trabalhadores, fechando agências e precarizando o atendimento à população.

A coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, foi enfática ao exigir o fim das demissões, das terceirizações fraudulentas e do fechamento de agências.

A defesa do emprego é uma das prioridades da campanha, pois os trabalhadores não podem continuar pagando a conta de uma estratégia voltada exclusivamente à maximização dos lucros.

Os números comprovam essa realidade. Em 2025, os cinco maiores bancos do país eliminaram mais de 13 mil postos de trabalho. Apenas neste ano, já foram mais de 7 mil empregos extintos, atingindo principalmente as mulheres e desmontando, na prática, qualquer discurso de compromisso com diversidade, inclusão e igualdade de oportunidades.

O Comando também denunciou que o fechamento de agências tem agravado a sobrecarga de trabalho e piorado o atendimento à população. Embora os bancos aleguem redução da demanda presencial, essa justificativa não se sustenta. Parte significativa dos atendimentos foi transferida para correspondentes bancários e casas lotéricas, enquanto milhões de brasileiros ainda dependem das agências por não terem acesso à internet ou aos serviços digitais. Além disso, a redução do atendimento presencial foi muito menor do que o ritmo de fechamento das unidades, concentrando um grande volume de operações em menos agências e sobrecarregando ainda mais bancárias e bancários.

Essa política tem um preço: mais pressão por metas, filas maiores, equipes reduzidas, adoecimento físico e mental e dificuldades crescentes para trabalhadores afastados ou em processo de retorno às atividades.

Como resposta, os bancos afirmaram que a manutenção das agências depende da rentabilidade e alegaram que a legislação não os obriga a manter unidades abertas. Para o Comando Nacional, esse posicionamento evidencia que as instituições financeiras colocam o lucro acima da responsabilidade social e ignoram os impactos de suas decisões sobre trabalhadores, clientes e comunidades inteiras.

Para os representantes de Santa Catarina no Comando Nacional, Cleberson Pacheco Eichholz e Marco Silvano, somente a mobilização da categoria será capaz de pressionar os bancos a mudar essa postura.

Como parte da campanha, no dia 14, os sindicatos da Fetrafi-SC realizarão, em Florianópolis, o ato estadual de lançamento da Campanha Nacional dos Bancários, denunciando a contradição entre os lucros recordes do setor, a destruição de empregos, o fechamento de agências e a precarização das condições de trabalho e do atendimento à sociedade.

Nenhum direito foi conquistado sem luta! Por isso, a categoria está convocada a fortalecer as mobilizações, acompanhar as negociações e participar das atividades da campanha. Os bancos precisam entender que quem produz seus resultados merece respeito, valorização e empregos dignos.


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Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

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