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- Santander tem nova rodada de negociação nesta quarta-feira e funcionários esperam avanços no PPRS
COE cobra propostas concretas do banco e espera que negociação avance na remuneração dos trabalhadores A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander volta a se reunir com a direção do banco nesta quarta-feira (19), em mais uma rodada específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A expectativa dos trabalhadores é que o banco apresente propostas concretas e avance nas negociações. Na quarta rodada, realizada no dia 12 de agosto, o Santander negou algumas das reivindicações econômicas apresentadas pela COE, entre elas a criação de um auxílio mobilidade/combustível e medidas de apoio à qualificação profissional. O banco também ficou de avaliar alternativas para ampliar o acesso dos dirigentes sindicais aos canais internos. Agora, a representação dos trabalhadores espera que a discussão sobre o PPRS resulte em avanços efetivos. A reivindicação é por um programa que reconheça a contribuição dos funcionários para os resultados do banco e garanta uma remuneração mais justa e transparente. Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, o momento exige disposição do banco para negociar e apresentar propostas. “Os trabalhadores estão esperando que o Santander venha para esta rodada com propostas concretas. O PPRS é um tema importante para a categoria e precisa representar uma valorização efetiva dos funcionários. Estamos apresentando reivindicações que respondem a necessidades reais dos trabalhadores e esperamos que o banco tenha disposição para avançar. Não queremos apenas ouvir negativas ou que as demandas serão avaliadas; queremos propostas e respostas”, afirma Ana Marta. Fonte: Contraf-CUT
- Proposta da Fenaban é rejeitada por 97% dos bancários e bancárias
E ainda: 90% aprovam paralisação em 20/8 por aumento real salários, valorização nos pisos, vales refeição e alimentação, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI A proposta da Federação Nacional dos Bancários (Fenaban) de congelar o piso de ingresso e separar o reajuste salarial em três faixas diferenciadas foi rejeitada por 97% dos mais de 50 mil bancários e bancárias que participaram de assembleias realizadas por sindicatos de todo o país. A consulta, realizada nessa segunda-feira (17), também perguntou se a categoria estaria disposta a uma paralisação no dia 20 de agosto, em defesa das reivindicações por aumento real nos salários, vales refeição e alimentação, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI e a resposta de 90% foi que sim. Nessa terça-feira (18), a acontece a oitava rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho. Na última rodada, realizada na quinta-feira passada (13), os bancos frustraram os trabalhadores sem apresentar nenhuma proposta de índice de reajuste salarial, somente as de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizerem quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas. Antes de falar do congelamento e da diferenciação de aumento por faixas, a Fenaban chegou a propor a redução no valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior. Com isso, somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento. “Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, destacou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ao final da última rodada. Leia também: Trabalhadores retomam negociações com os bancos nesta terça (18) Quer ficar por dentro de todas as notícias da Campanha Nacional antes de todo mundo? Então, acesse este link, e participe da nossa comunidade para receber no número do seu WhatsApp as informações de tudo o que acontece nas negociações por aumento real e melhores condições de trabalho. Fonte: Contraf-CUT
- Após seis rodadas, empregados cobram da Caixa avanços nas principais reivindicações
Saúde Caixa segue como principal impasse; CEE obteve avanços na Promoção por Mérito e suspensão da migração de caixas e tesoureiros, mas cobra respostas sobre carreira, remuneração variável, condições de trabalho, emprego e valorização As negociações específicas entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco chegam a uma etapa decisiva da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Depois de seis rodadas realizadas entre 8 de julho e 14 de agosto, houve avanços em pontos importantes, como a Promoção por Mérito e a suspensão do processo de migração de caixas e tesoureiros. Mas reivindicações centrais para as empregadas e empregados permanecem sem solução, principalmente o Saúde Caixa, além da necessidade de novos planos de cargos e funções, remuneração variável justa, melhores condições de trabalho, mais contratações e combate às metas abusivas e ao adoecimento. A pauta levada à mesa não surgiu durante as negociações. Ela é resultado de um processo de construção coletiva que passou pela Consulta Nacional dos Bancários, com 54.952 respostas, pelos encontros estaduais e regionais, pela 28ª Conferência Nacional dos Bancários e pelo 41º Congresso Nacional das Empregadas e dos Empregados da Caixa (Conecef). Realizado em junho, em São Paulo, o congresso reuniu 281 delegadas e delegados e analisou 583 propostas apresentadas pelas bases. A minuta específica foi entregue à Caixa em 24 de junho e orienta a negociação do ACT para o período de setembro de 2026 a agosto de 2028. A pauta específica complementa as reivindicações nacionais dos bancários. A própria minuta unificada da categoria inclui entre seus eixos remuneração variável, emprego e garantias diante das mudanças tecnológicas, jornada e trabalho a distância, além de metas, assédio e saúde do trabalhador. Para a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, o processo negocial precisa agora se traduzir em respostas concretas. A cobrança feita ainda na segunda rodada continua atual: “Não basta ouvir as reivindicações. Os empregados esperam respostas e avanços.” Saúde Caixa é o principal impasse O Saúde Caixa ocupa o centro das negociações desde a primeira rodada, em 8 de julho. Na ocasião, dados apresentados pelo próprio banco mostraram que, em 2025, o plano teve R$ 4,387 bilhões em despesas totais, enquanto a participação da Caixa ficou limitada pelo teto estatutário de 6,5% da folha de pagamentos e proventos. A representação dos empregados reiterou a reivindicação para que a Caixa restabeleça efetivamente a proporção histórica de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos usuários. O problema está inscrito no Estatuto Social da Caixa, que determina que a participação da Caixa seja limitada a 6,5% da folha. Para os titulares do plano de saúde, o acordo em vigência estabelece mensalidade de 3,5% da remuneração-base, cobrança por dependentes e limite familiar de 7%. A trava de 6,5% da folha salarial, imposta no Estatuto Social da Caixa, impede que a proporção 70/30 seja cumprida na prática. Em 2025, considerando as contribuições regulares, os beneficiários arcaram com aproximadamente 46% do financiamento do plano, enquanto a Caixa respondeu por cerca de 54%. A quinta rodada, realizada em 5 de agosto, aprofundou o impasse. A Caixa apresentou uma proposta que elevaria a contribuição do titular de 3,5% para 5,5% da remuneração-base; a mensalidade do dependente direto de R$ 480 para R$ 870; a do dependente indireto de R$ 480 para R$ 930; e a dos filhos de 24 a 27 anos de R$ 800 para R$ 1.050. O limite de comprometimento da renda familiar subiria de 7% para 14%. A proposta foi recusada por unanimidade pela representação dos empregados. O diretor executivo da Contraf-CUT e representante da entidade na mesa de negociação, Lívio Santos e Assis, sintetizou a crítica ao modelo apresentado: “A Caixa protege o seu teto e manda a conta para o empregado.” Para ele, fazer o ajuste por meio de aumentos dessa magnitude significaria redução da renda e ameaça ao direito à saúde. Na sexta rodada, em 14 de agosto, o banco mudou a proposta, mas não resolveu o problema central apontado pela CEE. A nova proposta passou a prever mensalidades por faixa etária, 13 cobranças anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e comprometimento de até 12% da remuneração-base. A CEE também recusou essa alternativa por entender que ela continua concentrando sobre os usuários a responsabilidade pelo crescimento dos custos, rompe o pacto intergeracional e pode estimular a saída de beneficiários. O risco é concreto. Dados apresentados pela Caixa apontam que, entre 2023 e fevereiro de 2026, houve 20.056 adesões e 35.446 cancelamentos, com perda líquida de 15.390 beneficiários. Para a representação sindical, tornar a mensalidade ainda mais pesada, sobretudo para as faixas etárias mais elevadas, pode acelerar a saída de usuários, reduzir a base mutualista e agravar o próprio desequilíbrio que a mudança alegadamente pretende solucionar. Carreira: avanço na Promoção por Mérito, mas PFG e PCS precisam mudar Carreira e valorização profissional também atravessaram diversas rodadas. Na terceira reunião, em 23 de julho, a CEE cobrou a elaboração de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e regras objetivas, transparentes e democráticas para os Processos Seletivos Internos (PSIs). A reivindicação inclui ainda a correção das distorções existentes na estrutura de funções e a retomada de perspectivas de desenvolvimento profissional. Na quarta rodada, em 31 de julho, a CEE rejeitou a primeira proposta da Caixa para a Promoção por Mérito. O modelo exigia dez ações para o primeiro delta e outras dez para o segundo, além de vincular a progressão ao Alcance.Caixa. Cada delta representa, em média, um acréscimo de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis, com efeito permanente sobre a estrutura salarial. A mobilização produziu resultado. Em 14 de agosto, o banco retirou o Alcance.Caixa dos critérios e garantiu o pagamento dos deltas referentes aos anos-base 2026 e 2027, respectivamente, em janeiro de 2027 e janeiro de 2028. A realização do pagamento em janeiro é uma reivindicação histórica da representação dos empregados porque garante que a nova referência salarial produza efeitos durante todo o ano. O avanço, porém, não encerra a discussão sobre carreira. A CEE continua reivindicando um novo PFG e um novo PCS negociados com os trabalhadores, correção das distorções entre funções, fim das designações por minuto, valorização das atividades efetivamente exercidas e PSIs com critérios claros e conhecidos previamente. Também é reivindicada nova oportunidade de migração para empregados ainda vinculados ao PCS de 1998. Super Caixa e PLR Social A remuneração variável é outro eixo importante da pauta. A CEE defende que o Super Caixa e quaisquer programas que interfiram na renda das empregadas e empregados sejam previamente negociados com a representação sindical. Entre as reivindicações estão transparência integral das regras, proibição de mudanças durante o ciclo de apuração, tratamento isonômico entre rede, centralizadoras, áreas-meio e matriz e aplicação do princípio “vendeu, recebeu”. A representação sindical também reivindica a retirada de indicadores como Negócios Sustentáveis (NS) e satisfação dos clientes (CSAT) como redutores das premiações. Para a CEE, indicadores que escapam ao controle individual do empregado não podem anular a remuneração gerada pelo trabalho realizado. Na PLR Social, a minuta específica reivindica parcela equivalente a 6% do lucro líquido da Caixa, distribuída linearmente, sem limite individual e sem compensação com a regra geral da PLR. A CEE também cobra o 1% da PLR Social referente a 2020 que deixou de ser pago em 2021. Trabalho, saúde e organização do banco As negociações também colocaram no centro da mesa problemas enfrentados diariamente nas unidades. Na segunda rodada, em 17 de julho, a CEE cobrou respostas para acabar com o limbo previdenciário em casos de licença para tratamento de saúde, fortalecimento das Gerências de Pessoas (Gipes), teletrabalho, substituição em cascata e mecanismos para atender empregados superendividados. O banco, naquele momento, não apresentou respostas concretas para esses pontos. No teletrabalho, a reivindicação é de uma cláusula específica no ACT, com regras estáveis e negociadas, respeito à jornada, direito à desconexão, direitos equivalentes aos do trabalho presencial, ajuda de custo e atenção às especificidades de áreas como tecnologia. Outra reivindicação é com relação à prioridade para PCDs, além da adequação de jornada para PCDs e para pais/responsáveis por PCDs. Na substituição em cascata, a CEE cobra reconhecimento e remuneração desde o momento em que o empregado assume responsabilidades de uma função superior. A terceira rodada também expôs os problemas do atendimento “figital” e da ferramenta Genesys, que obrigam trabalhadores a conciliar demandas presenciais e digitais sob cobrança de metas e indicadores. A CEE relaciona esse modelo à sobrecarga e ao adoecimento e cobra avaliação dos riscos ocupacionais, além de mais contratações para recompor o quadro. Emprego é, aliás, um dos pilares da minuta. A categoria reivindica contratação de mais trabalhadores, recomposição das unidades, novos concursos e manutenção de uma estrutura adequada de atendimento presencial. Para o movimento sindical, defender o quadro de pessoal também é defender a função social da Caixa e sua capacidade de atender a população e executar políticas públicas. A pauta inclui ainda igualdade de oportunidades, equidade racial, inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes e combate a todas as formas de discriminação e assédio. Os dados apresentados pelo próprio banco durante a terceira rodada reforçaram as desigualdades existentes: embora as mulheres representem 44,25% do quadro, ocupam apenas 29,12% das chefias de unidade; pessoas negras também estão sub-representadas nos níveis de comando. Migração de caixas e tesoureiros é suspensa A sexta rodada trouxe outro resultado importante. Após cobrança da CEE, a Caixa suspendeu o processo iniciado para migração de caixas e tesoureiros para outras funções. A representação sindical havia criticado o fato de os trabalhadores terem sido chamados a manifestar interesse sem que o projeto tivesse sido previamente apresentado e negociado. O banco reconheceu o problema na forma como o processo foi iniciado e informou que ele permanecerá suspenso enquanto estiver em negociação. Também se comprometeu a apresentar o projeto detalhadamente à representação dos empregados. Para a CEE, a discussão não pode ser tratada isoladamente: ela precisa fazer parte da construção de um novo PFG, com atribuições, responsabilidades, remuneração e regras de movimentação claramente definidas. Avanços precisam chegar ao conjunto da pauta O balanço das seis primeiras rodadas mostra que a negociação pode produzir avanços quando o banco considera as reivindicações apresentadas pela categoria. Foi assim com a retirada do Alcance.Caixa da Promoção por Mérito, a garantia de pagamento dos deltas em janeiro e a suspensão da migração de caixas e tesoureiros. Mas as questões estruturais permanecem abertas, sobretudo o Saúde Caixa, carreira, remuneração variável, teletrabalho, condições de trabalho, recomposição do quadro e proteção dos empregados diante das mudanças organizacionais e tecnológicas. Para Luiza Hansen, é preciso preservar esse princípio em todas as discussões: decisões que alterem carreira, renda, organização do trabalho ou direitos não podem ser implementadas unilateralmente. A coordenadora da CEE tem reiterado que a Caixa precisa valorizar a mesa de negociação e apresentar soluções capazes de melhorar concretamente a vida de quem trabalha no banco. Na avaliação de Lívio Santos e Assis, valorização também significa reconhecer o papel decisivo do quadro de pessoal nos resultados e na missão pública da empresa. Saúde Caixa sustentável, carreira com perspectivas, remuneração justa, condições dignas de trabalho e número adequado de empregados não são pautas isoladas: formam uma política de valorização de quem constrói diariamente a Caixa. Em relação à carreira, o dirigente resumiu uma das prioridades da representação: “É preciso consolidar no ACT aquilo que foi construído pela luta sindical.” A CEE reforça que a mobilização das empregadas e empregados será fundamental para transformar os avanços pontuais em conquistas para o conjunto da categoria e garantir um novo acordo que preserve direitos, valorize o trabalho e fortaleça a Caixa como banco 100% público. A defesa do caráter público da instituição, do Saúde Caixa, do emprego, da carreira, da remuneração justa e de melhores condições de trabalho está entre os eixos aprovados pelo 41º Conecef e levados formalmente à mesa de negociação. Fonte: Contraf-CUT
- Trabalhadores retomam negociações com os bancos nesta terça (18)
Categoria exige aumento real nos salários, valorização nos pisos, vales refeição e alimentação, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI O Comando Nacional dos Bancários voltará a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça-feira (18), na oitava rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional Unificada da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho. Na última rodada, realizada na quinta-feira (13) passada, os bancos frustraram os trabalhadores sem apresentar nenhuma proposta de índice de reajuste salarial. As únicas propostas feitas pela Fenaban, na reunião que durou quase oito horas, foram o congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas. Durante o debate com o movimento sindical, a representação dos bancos chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior. Com isso, somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento. A Fenaban também ameaçou ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo nas negociações, recuou. Após essa última rodada, o Comando Nacional dos Bancários se reuniu e aprovou a realização de assembleias, em sindicatos de todo o país, nesta segunda-feira (17), com o objetivo de consultar a categoria sobre: - A proposta dos banqueiros de congelar o piso de ingresso e separar o reajuste salarial em três faixas diferenciadas. - Paralisações e manifestações no dia 20 de agosto, em defesa do aumento real, valorização nos pisos, vales refeição e alimentação, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI. Reivindicações da categoria são: - Aumento real (acima da inflação) nos salários e demais remunerações (PLR, vales alimentação e refeição), valorização do piso e criação de um piso para os trabalhadores de TI. - Melhores condições de trabalho: fim de metas abusivas, combate ao assédio algorítmico e proibição do monitoramento permanente que intensifica a cobrança por resultados. - Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir as filas de atendimento, a sobrecarga e o estresse do trabalhador. - Igualdade de oportunidades: democratização do acesso ao emprego, garantindo igualdade salarial e de ascensão na carreira para mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência (PCD) e LGBTQIA+. - Mulheres na tecnologia: fortalecimento do programa de bolsas de qualificação integrais e reserva de vagas para bancárias na área de TI, combatendo a disparidade de gênero no setor tecnológico. De olho nos argumentos - O patrimônio líquido do setor bancário atingiu, em 2025, o montante de R$ 1,2 trilhão. - Enquanto o setor bancário fechava 88 mil postos e 9,5 mil agências, entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos aumentavam em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços. - A remuneração média anual dos altos executivos dos três maiores bancos privados chegará a R$ 12,5 milhões em 2026 — valor 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário (somando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR). - Em 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas, número que corresponde a uma média de aproximadamente 28,6 milhões de transações por dia útil. - O lucro por empregado nos bancos é de R$ 438 mil, comprovando a alta rentabilidade gerada pelos bancários. - Entre maio de 2025 e maio de 2026, 40% das bancárias e bancários usaram medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes). - Defasagem nos Vales: o valer alimentação acumula perda de -13% (2019-2025) e o vale refeição de -3,7% (2023-2025). Para recompor o poder de compra de 2019, o VA mensal precisaria subir de R$ 924,47 para R$ 1.293,73 (reajuste de 40%). - Corte nas despesas com pessoal: Desde 2016, a folha de pagamento dos bancos caiu 7% (sem contar a PLR, a queda é de 11%). - PLR minguando: Em 1995, os bancos privados distribuíam um percentual de PLR que chegava a alcançar 14%; em 2025, distribuíram em média apenas 5,9%. Entre os bancos públicos, só a Caixa atingiu o teto de 15%, acordado na CCT, enquanto Banco do Brasil se aproximou do índice, com distribuição média de 11%. Linha do tempo das negociações 24 de junho | Entrega da Pauta de Reivindicações O Comando Nacional entrega oficialmente a minuta à Fenaban e abre as mesas específicas dos bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDES) e privados (Bradesco, Itaú, Santander, Mercantil). Matéria - Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban 02 de julho | 1ª Rodada — Cláusulas Sociais Movimento sindical reivindica melhorias em cláusulas sociais relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs) e melhores condições de trabalho para toda a categoria, incluindo a implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso); defesa do teletrabalho e direito à desconexão. Segurança bancária digital também foi um tema abordado. Matéria - Campanha Nacional: Movimento sindical pleiteia mais vagas para PCDs, jornada 4x3 e garantia do direito à desconexão 07 de julho | 2ª Rodada — Emprego e Tecnologia Debate focado no combate às demissões, impactos das reestruturações, regulação da Inteligência Artificial, teletrabalho e fechamento de agências. Matéria - Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências 16 de julho | 3ª Rodada — Igualdade de Oportunidades Pauta focada no combate à discriminação, ampliação de direitos para mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCD), população LGBTQIA+ e neurodivergentes. Matéria - Campanha Nacional: movimento sindical avança em mesa por Igualdade de Oportunidades 21 de julho | 4ª Rodada — Saúde e Condições de Trabalho Cobrança de combate às metas abusivas, enfrentamento dos riscos psicossociais e atuação nas comissões de saúde (NR-1). Matéria - Negociação sobre saúde acontece sob clima de ameaças 30 de julho | 5ª Rodada — Cláusulas Econômicas Apresentação dos dados de lucratividade do setor e exigência formal de aumento real nos salários, PLR, VA/VR e demais verbas. Matéria - Campanha Nacional: movimento sindical cobra aumento real, diante do alto nível de lucratividade dos bancos 04 de agosto | 6ª Rodada - Retorno dos banqueiros A Fenaban (representante dos banqueiros) sugere que a PLR não deveria ser reajustada, uma vez que os bancos possuem programas próprios de remuneração variável. Comando Nacional rebate e deixa claro que categoria não renunciará a valorização na PLR. Matéria - Campanha Nacional: bancos se comprometem a apresentar proposta geral às reivindicações da categoria no dia 13 13 de agosto | 7ª Rodada - Retorno dos banqueiros Mais uma vez Fenaban frustra a categoria e além de não apresentar índice de reajuste, propõe congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas. Matéria - Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial Fonte: Contraf-CUT
- Santander demite durante a Campanha Nacional, mesmo após pedido do Comando
Sindicatos denunciam novos desligamentos nesta semana Mesmo após o Comando Nacional dos Bancários pedir, na segunda rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em 7 de julho, o fim das demissões durante a Campanha Nacional 2026, sindicatos voltaram a denunciar, nos últimos dias, novos desligamentos realizados pelo Santander em diferentes regiões do país. Entre os casos estão demissões de trabalhadores com deficiência (PcD). Na reunião de 7 de julho, o Comando Nacional levou à mesa com a Fenaban a preocupação com a onda de demissões e cobrou que os bancos interrompessem os desligamentos enquanto as negociações da Campanha Nacional estivessem em andamento. Apesar da reivindicação, as entidades sindicais continuam recebendo denúncias de demissões. Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, a postura do banco demonstra falta de compromisso com o processo de negociação coletiva. “Enquanto estamos negociando emprego, condições de trabalho e direitos, o Santander continua demitindo trabalhadores. O Comando Nacional foi muito claro ao pedir a suspensão das demissões durante a Campanha. Não faz sentido o banco sentar à mesa para negociar e, ao mesmo tempo, continuar desligando trabalhadores. O Santander precisa respeitar a negociação e parar as demissões”, afirma. Demissões de trabalhadores com deficiência – PcD Entre as denúncias recebidas pelos sindicatos nesta semana estão casos envolvendo trabalhadores com deficiência. Existem regras específicas para empresas com 100 ou mais empregados, que devem cumprir a cota legal de contratação de pessoas com deficiência e de beneficiários reabilitados. O artigo 93 da Lei nº 8.213/91 estabelece que empresas com 100 ou mais empregados devem reservar de 2% a 5% de seus cargos para beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, conforme o número total de empregados. A legislação também estabelece que a dispensa sem justa causa de trabalhador com deficiência ou beneficiário reabilitado, quando a empresa não tiver atingido a cota legal, somente pode ocorrer após a contratação de outro trabalhador em condição semelhante, de forma a garantir a manutenção do percentual exigido. Os sindicatos orientam os trabalhadores demitidos a procurar suas entidades de representação para que os casos sejam avaliados e sejam adotadas as medidas cabíveis.A continuidade das demissões reforça, para o movimento sindical, a necessidade de que o Santander interrompa os desligamentos e demonstre, na prática, disposição para negociar a preservação dos empregos durante a Campanha Nacional 2026. Fonte: Contraf-CUT
- SindBancários entrega pauta de reivindicações dos trabalhadores ao BRDE
Minuta reúne 15 cláusulas e busca avanços na valorização profissional, benefícios, condições de trabalho e isonomia entre os empregados A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do BRDE entregou, na última sexta-feira (14/8), a pauta de reivindicações dos trabalhadores ao banco, dando início às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Participaram da reunião o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, o diretor Augusto Borges, o diretor da Fetrafi-RS, Fabio Dellanhese, e o assessor jurídico das entidades, Marcelo Scherer. Pelo BRDE, estiveram presentes o diretor-presidente, Heraldo Neves, o superintendente de Infraestrutura, Hélio Silva, e a chefe de gabinete da Diretoria Administrativa, Fernanda Raicoski. As partes manifestaram interesse em iniciar as tratativas o mais breve possível, com o objetivo de buscar a aprovação do acordo antes da atual data-base, em dezembro. A primeira mesa de negociação deve ocorrer entre os dias 9 e 11 de setembro, na base de Curitiba (PR). A pauta foi construída coletivamente e aprovada durante encontro nacional realizado em julho, no SindBancários, que reuniu trabalhadores do BRDE dos três estados da Região Sul. Pauta amplia reivindicações e prioriza valorização profissional A minuta reúne 15 cláusulas que contemplam a manutenção dos direitos previstos no acordo vigente e a concessão de outros benefícios econômicos e sociais para os trabalhadores. “O documento entregue amplia um pouco o que vinha sendo a pauta de reivindicações do BRDE nos últimos anos, mas segue concisa, em elementos mais diretos. Alguns pontos entendemos que são prioritários para os trabalhadores, como expectativas com carreira, processos de crescimento profissional e isonomia entre os planos”, destacou Luciano Fetzner, que também é membro do Comando Nacional dos Bancários. Entre as propostas voltadas à valorização profissional estão mecanismos de evolução salarial por tempo de serviço e reconhecimento dos empregados com formação em nível superior. A pauta também busca garantir maior isonomia de tratamento e oportunidades de crescimento profissional entre trabalhadores enquadrados nos regimes RP2 e RP3, com critérios mais equânimes e estímulo ao desenvolvimento de carreira. Outro ponto apresentado pelo Sindicato é a criação de uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) adicional, além daquela já assegurada pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, seguindo o exemplo de outras instituições financeiras. Benefícios e proteção em situações de calamidade A pauta do BRDE também contempla reivindicações relacionadas à melhoria dos benefícios e à proteção dos trabalhadores diante de situações excepcionais. Uma das solicitações é a criação de protocolos de proteção preventivos para casos de calamidade, incluindo a previsão de liberação compulsória para home office, bem como a antecipação do 13º salário e de benefícios como cesta-alimentação. Também foram propostos reajustes nos auxílios alimentação e refeição, auxílio-educação, auxílio-creche e babá, além da criação de condições especiais para trabalhadores que possuem dependentes com deficiência, incluindo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A minuta apresentada busca assegurar avanços nas condições de trabalho, ampliar a valorização dos empregados e contribuir para a construção de um ambiente profissional mais justo e igualitário. Sindicato defende antecipação da data-base Outro tema tratado na reunião foi a antecipação da data-base dos trabalhadores do BRDE para que ocorra a equiparação à data-base da categoria bancária. O calendário da Campanha Nacional dos Bancários prevê negociações entre o Comando Nacional e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de julho a agosto, a fim de garantir a renovação da CCT até a data-base, em 1º de setembro. O Sindicato avalia que, neste ano, não será possível concluir as negociações com o BRDE até esse prazo. A proposta, portanto, é que a data-base dos trabalhadores do banco seja antecipada gradualmente nos próximos anos, até alcançar a data geral da categoria. Com isso, o ACT do BRDE poderá ser negociado de forma concomitante à negociação nacional e assinado junto à CCT dos bancários, como já ocorre com outros bancos públicos. BRDE anuncia retomada do PDV e ações de incentivo à carreira das mulheres Durante a reunião, a diretoria do BRDE também apresentou informações sobre mudanças e iniciativas previstas para os próximos meses. Entre elas está a reabertura do Programa de Desligamento Voluntário (PDV), nos mesmos moldes da edição realizada em 2025. O programa anterior previa prazo de adesão de até 30 dias após sua aprovação pelo banco, com incentivo financeiro calculado de acordo com o cargo ocupado e o tempo de serviço na instituição. Na discussão sobre paridade de gênero, os representantes do BRDE informaram que as mulheres correspondem atualmente a 28% do quadro funcional, mesmo percentual registrado nas posições de gestão. O SindBancários destacou a importância da criação de programas de qualificação profissional e treinamentos para que as bancárias tenham condições de buscar ascensão na carreira e ampliar sua presença em posições de liderança. Nesse sentido, o BRDE se comprometeu a realizar capacitações e incentivar as bancárias a buscarem crescimento profissional dentro da instituição. A direção também informou que, na próxima gestão, uma mulher ocupará o cargo de conselheira do banco. Nova sede em Porto Alegre Outra novidade apresentada pela direção do BRDE foi a mudança da sede da instituição em Porto Alegre. Atualmente, o banco está instalado na Rua Uruguai, 155, no Centro Histórico. O novo prédio será localizado na Avenida Borges de Medeiros, no bairro Praia de Belas. Segundo informações apresentadas pela direção, o edifício contará com uma elevação que deixará o térreo alguns metros acima do nível do solo, medida que busca reduzir os impactos de eventuais enchentes, como as registradas no Rio Grande do Sul em 2024. O início das obras está previsto para o próximo ano. Fonte: Imprensa SindBancários
- Saúde Caixa: Banco insiste em proposta que gera perda de remuneração aos empregados
Negociações avançaram na Promoção por Mérito; banco também suspendeu processo de migração de caixas e tesoureiros para negociar com o movimento sindical, mas proposta para o plano de saúde foi recusada e ainda precisa avançar A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa recusou, na mesa de negociação realizada nesta sexta-feira (14), a nova proposta apresentada pelo banco para o custeio do Saúde Caixa. Para a representação das empregadas e dos empregados, o modelo continua transferindo para os usuários a responsabilidade pelo aumento dos custos, rompe com princípios de solidariedade e com o pacto intergeracional e pode provocar uma debandada de beneficiários, comprometendo ainda mais a sustentabilidade do plano. A rodada, que faz parte das negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026, também registrou avanços importantes em outros dois temas. Na Promoção por Mérito, a Caixa retirou o Alcance.Caixa dos critérios, acolheu reivindicações apresentadas pela CEE e garantiu o pagamento dos deltas em janeiro de 2027 e de 2028. O banco também acatou a cobrança da representação sindical e suspendeu o processo de seleção para migração de função de caixas e tesoureiros enquanto o tema é debatido na mesa de negociação. Saúde Caixa: custo não pode ser jogado para os usuários A proposta apresentada pela Caixa prevê mensalidades por beneficiário definidas de acordo com a faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e limite de comprometimento de até 12% da remuneração-base do titular. Todos os integrantes do grupo familiar, inclusive dependentes indiretos, entram no cálculo por faixa etária. A apresentação do banco prevê o novo formato de custeio a partir de 1º de setembro. Atualmente, o teto familiar é de 7% da remuneração-base. A proposta, portanto, amplia significativamente o limite que pode comprometer a renda mensal das famílias para o pagamento do plano. O ACT vigente estabelece contribuição de 3,5% da remuneração-base do titular, além das mensalidades dos dependentes, dentro das regras previstas no acordo. Confira a tabela com a proposta da Caixa Para a CEE, o problema central continua sem resposta: a Caixa precisa ampliar sua própria participação no custeio do plano. O movimento sindical reivindica a retomada efetiva da proporção histórica de 70% dos custos para a Caixa e 30% para os usuários. Essa reivindicação está expressamente prevista na minuta da Campanha Nacional de 2026. A própria minuta reivindica que solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional sejam fundamentos permanentes do Saúde Caixa. “Ao estabelecer uma cobrança crescente conforme a idade e fazer o equilíbrio do plano depender de um aumento substancial das contribuições dos beneficiários, a proposta apresentada pelo banco segue no sentido oposto”, observa a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. O alerta é ainda maior porque o Saúde Caixa já vem perdendo beneficiários. Em negociação anterior, a Caixa informou que, entre 2023 e fevereiro de 2026, foram registradas 20.056 adesões e 35.446 cancelamentos, um saldo negativo de 15.390 vidas. Para a CEE, aumentar fortemente o peso das mensalidades pode ampliar as saídas e enfraquecer justamente a lógica mutualista que depende de uma carteira ampla e diversificada.Leia também:>>>>> Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade Proposta causa perda de remuneração Outro ponto destacado pela CEE é que o aumento do custo do Saúde Caixa representa, na prática, perda de remuneração para as empregadas e empregados. Na mesa, a representação sindical alertou que elevar o limite familiar dos atuais 7% para até 12% pode consumir o reajuste salarial que venha a ser conquistado na Campanha Nacional. “Mesmo na hipótese de conquista da reivindicação apresentada pela categoria de reposição integral da inflação acrescida de 5% de aumento real, parte expressiva dos empregados poderia ter o ganho absorvido pela elevação da despesa com o plano de saúde”, ressaltou a coordenadora da CEE/Caixa. Na proposta anterior, recusada em 5 de agosto, a própria CEE já havia alertado que aumentar fortemente a contribuição dos beneficiários sem ampliar a parcela paga pelo banco poderia obrigar trabalhadores, aposentados e pensionistas a retirar dependentes ou abandonar o Saúde Caixa. Dados apresentados naquela negociação mostraram que, em 2025, os usuários já responderam por aproximadamente 46% do financiamento regular do plano, enquanto a Caixa ficou com cerca de 54%, proporção bastante distante do modelo histórico 70/30. Para a representação sindical, não há sustentabilidade real quando o equilíbrio é obtido por meio da redução da renda dos empregados ou da saída de beneficiários. A solução precisa passar pelo aumento da participação financeira da Caixa. Avanço na Promoção por Mérito Se o Saúde Caixa ainda exige uma mudança substancial de posição do banco, a negociação registrou avanço na Promoção por Mérito. Depois de a CEE rejeitar, em 31 de julho, uma proposta que estabelecia exigências consideradas excessivas, a Caixa apresentou um novo desenho e retirou o Alcance.Caixa como critério para obtenção dos deltas. A retirada atende uma cobrança importante da representação dos empregados, que vinha alertando para o risco de vincular uma progressão permanente na carreira a indicadores de desempenho que não dependem exclusivamente do trabalhador. O banco também garantiu que os deltas referentes ao ano-base 2026 sejam pagos em janeiro de 2027 e os relativos ao ano-base 2027, em janeiro de 2028. A inclusão do pagamento em janeiro é uma reivindicação histórica da CEE e está expressamente prevista na minuta entregue à Caixa, que determina que a apuração seja concluída em tempo hábil para o crédito no primeiro mês do ano seguinte. A proposta ajustada ficou assim: Também houve avanço nos critérios de desempate. A ordem passa a considerar, primeiro, a realização de curso relacionado aos temas definidos (sustentabilidade/cidadania ou inteligência artificial/tecnologia); depois, o maior tempo de Caixa; e, por último, a quantidade de ações realizadas. Os temas específicos dos cursos serão definidos em Grupo de Trabalho (GT). Todas as ações que contam para a Promoção por Mérito precisam ser realizadas dentro do respectivo ano de apuração. A Promoção por Mérito é uma conquista da organização das empregadas e empregados e da negociação coletiva. Os deltas geram progressão na estrutura salarial e passam a compor permanentemente a remuneração. Por isso, a CEE vem defendendo critérios objetivos, acessíveis e conhecidos previamente, além do pagamento obrigatoriamente em janeiro. Caixa suspende migração de caixas e tesoureiros Outro bom resultado da negociação foi a suspensão, apedido da CEE/Caixa, do processo de seleção iniciado pela Caixa para a migração de caixas e tesoureiros para outras funções. A CEE havia questionado a medida porque trabalhadores foram chamados a manifestar interesse em uma mudança funcional sem que o processo tivesse sido previamente apresentado e debatido com a representação sindical. Na negociação desta sexta-feira, a Caixa reconheceu o problema, pediu desculpas pela forma como o procedimento foi iniciado e informou que o processo ficará suspenso enquanto o tema estiver em negociação. Na próxima reunião, a Caixa se comprometeu a levar à mesa os responsáveis pelo atual processo de migração para apresentar as informações cobradas pela CEE e explicar detalhadamente o projeto. O banco também reconheceu a necessidade de discutir a elaboração de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). O atual PFG é de 2010 e, para a CEE, já não contempla diversas tarefas, funções e transformações ocorridas na organização do trabalho. A construção de um novo plano deverá ser tratada na mesa permanente de negociação. A reivindicação dos empregados vai além de solucionar pontualmente a situação de caixas e tesoureiros. A CEE defende um PFG construído com a representação sindical, já que o atual PFG não responde mais à realidade da Caixa. “A empresa mudou, o trabalho mudou, as exigências aumentaram, mas os instrumentos de carreira ficaram para trás. A Caixa precisa construir, com a representação dos empregados, novos planos que valorizem a trajetória profissional, deem previsibilidade e acabem com os remendos que geram insegurança, sobrecarga e adoecimento”, ressaltou Luiza. A CEE também observou que o novo PFG precisa definir claramente atribuições e responsabilidades para todas as funções e também acabe com a utilização de designações por minuto, regularize quem exerce permanentemente essas atividades, assegure o direito de permanência nas funções e permita migração voluntária para funções de remuneração igual ou superior. Essa discussão está relacionada à reivindicação mais ampla por um novo PFG, um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e processos seletivos internos com critérios objetivos, transparentes e democráticos. A CEE já havia cobrado que qualquer estudo sobre PFG, PCS e PSI seja compartilhado e negociado antes de sua implementação. Leia também: >>>>> CEE/Caixa cobra novo PFG, novo PCS e critérios transparentes para o PSI CEE cobra respostas para toda a pauta Apesar dos avanços obtidos nesta sexta-feira na Promoção por Mérito e na suspensão do processo de migração, a CEE voltou a cobrar da Caixa respostas para todas as reivindicações apresentadas ao longo das negociações específicas. Entre os principais pontos estão uma solução sustentável para o Saúde Caixa com maior participação financeira do banco; novo PFG e novo PCS; regras transparentes para os PSIs; valorização das funções e proteção da remuneração; negociação dos programas de remuneração variável; melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e ao adoecimento; regras negociadas para o teletrabalho; ampliação do quadro de pessoal; e garantias para que mudanças tecnológicas ou organizacionais não sejam implantadas unilateralmente. Campanha Nacional entra em momento decisivo As negociações específicas com a Caixa fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorrem simultaneamente à mesa geral entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na última rodada da mesa única com a Fenaban, realizada na quinta-feira (13), os bancos frustraram a categoria ao não apresentarem o índice de reajuste salarial nem a proposta global cobrada pelo Comando Nacional. Em vez disso, a Fenaban propôs congelar o piso de ingresso dos novos bancários e aplicar reajustes diferenciados para três faixas salariais, sem informar sequer os parâmetros das faixas ou os percentuais de reajuste. Diante da falta de avanços, o Comando Nacional definiu a realização de assembleias em todo o país na segunda-feira, 17 de agosto, para que bancárias e bancários deliberem sobre o modelo de reajuste proposto pela Fenaban, que divide a categoria por faixas salariais e congela o piso de ingresso, e sobre a realização de paralisação de 24 horas no dia 20 de agosto. A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada está marcada para terça-feira (18). A orientação é para que empregadas e empregados da Caixa acompanhem as informações divulgadas pela Contraf-CUT e pelos sindicatos de suas respectivas bases, participem das assembleias e das mobilizações e fortaleçam a pressão por avanços tanto na mesa específica da Caixa quanto na negociação nacional com a Fenaban. Leia também: >>>>> Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial Outra possibilidade é se inscrever nos grupos de WhatsApp da Contraf-CUT. Receba notícias das negociações com a Caixa https://chat.whatsapp.com/Fosc4juP7wbGchVPmqgsLz Receba notícias gerais da campanha https://chat.whatsapp.com/FjXsBIuHe9x68Xrvnnd5X9 Fonte: Contraf-CUT
- Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários
Em nova rodada de negociação, BB não responde às reivindicações; nova reunião será realizada na quarta-feira (19) A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a se reunir com a direção do banco na manhã desta sexta-feira (14), dando continuidade às negociações específicas da Campanha Nacional 2026. Porém, a reunião terminou sem proposta econômica e sem devolutivas para as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, gerando frustração entre os funcionários. O Banco do Brasil informou que não apresentará, neste momento, proposta de índices econômicos nas negociações específicas. Também não houve, nesta rodada, retorno para as demais reivindicações apresentadas pela CEBB. O banco se comprometeu a apresentar as respostas na próxima reunião, marcada para quarta-feira (19). Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a falta de respostas é motivo de insatisfação e não corresponde à expectativa dos funcionários. “A gente sabe que já teve tempo suficiente para o banco preparar as respostas às nossas reivindicações. Nós conversamos com a base, com os funcionários, e percebemos que estão ansiosos por isso. É muito ruim não termos recebido nada hoje.” Durante a reunião, o banco apresentou brevemente o Revisa Metas, programa que pretende promover melhorias no sistema de metas, com possibilidade de ajustes nas metas distribuídas às unidades por meio de um fluxo mais rápido e maior transparência para os funcionários. A proposta, porém, não representa uma resposta às reivindicações apresentadas pela CEBB nesta campanha. O secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do Banco do Brasil, Gustavo Tabatinga Jr., destacou a necessidade de o banco avançar nas negociações e apresentar respostas concretas aos trabalhadores. “Os funcionários estão mobilizados e aguardam respostas para as reivindicações que foram construídas a partir das demandas da base. Não basta apenas apresentar iniciativas pontuais. É fundamental que o banco traga devolutivas concretas e avance nas negociações.” A CEBB espera que a próxima reunião, na quarta-feira (19), marque uma mudança de postura do banco e apresente respostas efetivas às demandas dos funcionários. Assembleia na segunda-feira (17) O Comando Nacional dos Bancários convocou assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto. Fonte: Contraf-CUT
- Seeb Concórdia e Região
Edital de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária
- Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial
Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo país dia 17 de agosto, para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação dia 20 Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria. A proposta dos banqueiros foi de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas. A negociação, iniciada por volta das 10h da manhã, terminou às 18h. Durante os debates, a Fenaban chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior, isso porque, segundo a federação, são localidades do país com custos de alimentação menores. Somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento. “Eles não querem aumentar o custo, querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar para outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”, criticou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo durante a negociação de hoje, recuou. “O setor bancário lucro R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”, rebateu Juvandia, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”, completou. A dirigente destacou ainda que o lucro por empregado nos bancos é de 438 mil e nas cooperativas é 173 mil, uma diferença de 153% em favor dos bancos. Em outras palavras, os bancários são muito mais produtivos e lucrativos. “Eles ficam alegando uma concorrência que não existe, para um setor altamente concentrado”, pontuou. “Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, concluiu. Assembleia na segunda-feira (17) Diante da enrolação dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários convocará assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto. “Vamos mobilizar toda a categoria. A divisão dos trabalhadores por faixa salarial representa um ataque a nossa unidade. Vamos intensificar a mobilização, com assembleias em todo o país, para que os trabalhadores possam discutir e deliberar sobre os próximos passos. Vamos levar às assembleias a proposta de uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira. É fundamental que toda a categoria participe, se mobilize, rejeite esta proposta de modelo de reajuste e mostre aos bancos que não vamos aceitar retrocessos”, enfatizou a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro. Próxima negociação A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para a próxima terça-feira, 18 de agosto. Quer ficar por dentro de todas as notícias da Campanha Nacional antes de todo mundo? Então, acesse este link, e participe da nossa comunidade para receber no número do seu WhatsApp as informações de tudo o que acontece nas negociações por aumento real e melhores condições de trabalho. Fonte: Contraf-CUT
- Alesc aprova moção proposta pela Fetrafi-SC em Audiência Pública que cobrou medidas para garantir acesso aos serviços bancários em Santa Catarina
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, nesta terça-feira (11), moção dirigida ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e ao coordenador da Bancada Catarinense no Congresso, deputado Ismael dos Santos, para que sejam adotadas medidas destinadas a garantir a qualidade e a acessibilidade dos serviços bancários prestados por instituições financeiras. A moção é resultado dos debates realizados durante a audiência pública “Os impactos econômicos e sociais do fechamento de agências bancárias em Santa Catarina”, promovida pela Comissão de Direitos do Consumidor da Alesc, no último dia 5, por iniciativa do deputado Padre Pedro Baldissera (PT). Durante a audiência, a Fetrafi-SC apresentou dados que demonstram o avanço da redução da presença física dos bancos no estado. Nos últimos dez anos, Santa Catarina perdeu cerca de 40% das agências bancárias e 30% dos postos de trabalho. Atualmente, 44% dos municípios catarinenses não possuem presença de um banco, situação que afeta mais de 600 mil pessoas. O documento aprovado destaca que o atendimento presencial é um importante instrumento de inclusão financeira e efetivação de direitos, especialmente para idosos, pessoas com deficiência, agricultores, microempreendedores e cidadãos com dificuldades de acesso aos meios digitais. A moção também alerta que o fechamento de agências e a concentração dos serviços em canais exclusivamente digitais dificultam o acesso da população aos serviços financeiros, sobretudo em municípios de pequeno porte. Outro ponto destacado é que as instituições financeiras contratadas pelo poder público devem prestar seus serviços de forma adequada, contínua e acessível, considerando o interesse público envolvido. A moção ainda ressalta que a modernização do sistema financeiro precisa ser compatibilizada com a garantia de atendimento adequado à população. A aprovação da moção representa mais um passo importante na mobilização em defesa da manutenção da presença bancária nos municípios catarinenses e da garantia de serviços financeiros acessíveis, contínuos e de qualidade para toda a população. Você pode conferir na íntegra o texto da moção clicando aqui Foto Rodrigo Corrêa/Agência Alesc
- Banco do Brasil: trabalhadores esperam respostas na negociação desta sexta-feira
CEBB volta a se reunir com o banco nesta sexta-feira (14) e cobra avanços nas principais reivindicações da categoria A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) volta a se reunir com a direção do banco nesta sexta-feira (14), dando continuidade às negociações específicas da Campanha Nacional 2026. Os trabalhadores esperam que o BB apresente respostas concretas às reivindicações apresentadas na rodada do último dia 5 de agosto. Na reunião anterior, a CEBB cobrou avanços em temas como aumento do piso salarial, melhorias no PCS/PCR, Cassi, metas, isonomia para funcionários egressos, manutenção dos caixas e agências para atendimento à população e contratação de novos funcionários por concurso público para resolver a sobrecarga de trabalho. O banco até o momento não apresentou devolutivas às reivindicações dos funcionários. "A data-base se aproxima e esperamos que o banco traga, finalmente, propostas concretas às nossas reivindicações. Os funcionários do Banco do Brasil estão esperando respostas que valorizem a categoria e reconheçam a importância do trabalho que realizam todos os dias”, afirma a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. A expectativa dos representantes dos trabalhadores é que a nova rodada permita avançar nas negociações e construir soluções para as demandas apresentadas pela categoria. Fonte: Contraf-CUT












