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- Fetrafi-SC participa do Encontro Nacional dos Aposentados da Contraf-CUT para balanço de 2025 e planejamento das ações para 2026
Reunião reuniu representantes de todo o país e definiu estratégias para ampliar a participação política dos aposentados e dar visibilidade às pautas do segmento A Comissão dos Aposentados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou, junto ao Coletivo Nacional dos Aposentados, uma reunião nacional na quarta e quinta-feira (4 e 5 de março) desta semana. O encontro reuniu representantes de diversas regiões do país para dois dias de debates intensos, dedicados ao balanço das atividades de 2025 e ao planejamento das ações para 2026. O diretor da Fetrafi-SC, Ernesto Valmórbida, esteve presente na atividade. Durante a reunião, os participantes destacaram a forte atuação dos aposentados ao longo do último ano. Em 2025, o segmento esteve presente em eventos específicos da categoria, nas atividades cotidianas dos sindicatos e também em ações de caráter político e social em diferentes estados do Brasil. Além da avaliação das atividades já realizadas, o encontro foi dedicado à construção de um cronograma de ações para o próximo período. Entre as prioridades definidas está a organização da participação dos aposentados nas eleições, com o objetivo de ampliar a visibilidade desse segmento e fortalecer sua atuação política e social. Outra decisão importante foi levar pautas prioritárias para os encontros estaduais e regionais da categoria, que posteriormente serão debatidas na Conferência Nacional. Entre os temas destacados estão questões relacionadas aos planos de saúde, à preparação dos trabalhadores para a aposentadoria e ao enfrentamento do etarismo, forma de discriminação baseada na idade que ainda está muito presente na sociedade e, em muitos casos, também no ambiente de trabalho do setor bancário. Os participantes também discutiram a criação de um espaço permanente de troca de experiências entre os coletivos de aposentados do país. A proposta é compartilhar ações e iniciativas bem-sucedidas desenvolvidas em diferentes regiões, com o apoio da Contraf-CUT, ampliando a disseminação dessas práticas e fortalecendo a participação dos aposentados nas atividades da categoria. Segmento com peso crescente na sociedade O encontro também reforçou a importância de dar maior visibilidade aos aposentados na sociedade e na política brasileira. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a participação de eleitores com 60 anos ou mais no país vem crescendo de forma significativa nas últimas décadas. Na eleição presidencial de 1994, primeira com dados detalhados por faixa etária registrados pelo tribunal, os eleitores idosos representavam 11,6% do total de cidadãos aptos a votar. Já em 2022, esse número chegou a 21%, o maior percentual já registrado. O crescimento também ocorre entre eleitores de 45 a 59 anos, que passaram de 18,4% em 1994 para 24,5% do eleitorado. Esses números mostram a importância crescente desse público no cenário político brasileiro. No movimento sindical bancário, essa realidade também se reflete nas entidades representativas da categoria. Em muitas delas, a participação dos aposentados é decisiva em processos eleitorais e na definição dos rumos das organizações. Avaliação positiva do encontro Para o coordenador da Comissão dos Aposentados da Contraf-CUT, Elias Jordão, a reunião foi extremamente produtiva e reforçou a importância da organização do segmento. “Foi um encontro muito intenso e extremamente positivo. Tivemos dois dias de debates profundos, com participação de representantes de todo o Brasil, avaliando nossas ações e construindo coletivamente as estratégias para 2026. A expectativa é que esse planejamento se traduza em mais organização, mais participação e maior visibilidade para os aposentados dentro da categoria e na sociedade”, destacou. Segundo ele, fortalecer o coletivo de aposentados é fundamental para ampliar a representatividade do segmento e garantir que suas pautas continuem presentes nas discussões do movimento sindical e do país. Fonte: Contraf-CUT, com edição da Fetrafi-SC
- Votação para representante dos empregados no CA é retomada. Vote Fabi Uehara!
Empregados da ativa podem votar até 18h desta sexta (6). O processo será interrompido durante o fim de semana e retomado na segunda-feira (9), às 8h, seguindo de forma ininterrupta até terça-feira (10), às 17h Após erro da Caixa, que anulou os votos de 15 mil empregados e suspendeu a eleição para o Conselho de Administração da Caixa (CA), a votação foi retomada nesta sexta-feira (6). O processo será interrompido durante o fim de semana e retomado na segunda-feira (9), às 8h, seguindo de forma ininterrupta até terça-feira (10), às 17h. Todos os votos até a suspensão serão anulados. Portanto, os empregados que já votaram devem repetir o voto. O Conselho de Administração é responsável por deliberar estratégias e decisões que impactam diretamente o futuro da Caixa e o cotidiano de quem trabalha na Caixa. A Fenae apoia a candidatura de Fabiana Uehara, a Fabi, empregada Caixa há 25 anos, com trajetória marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores e do banco público e social. Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a participação dos empregados é essencial para fortalecer essa representação. “O CA é um espaço estratégico, onde são tomadas decisões que impactam diretamente o futuro da Caixa e também a vida de quem trabalha no banco. Por isso, é fundamental que os empregados participem da votação e fortaleçam essa representação. A Fenae apoia a Fabiana Uehara, que tem experiência, atuação firme na defesa dos direitos dos trabalhadores e compromisso com o caráter público e social da Caixa. Clique aqui para conhecer mais sobre a Fabi e acompanhe suas redes sociais . Como votar: 1. Acesse: eleicaoca.caixa.gov.br 2. Vá até a página da eleição do Conselho de Administração 3. Siga as instruções e use sua matrícula e senha 4. Vote em Fabi Uehara - número 0001 Canal da Fenae no WhatsApp Participe do canal oficial da Fenae no WhatsApp e fique por dentro de todas as informações da Fenae e de interesse dos empregados da Caixa. Acesse: https://link.fenae.org.br/canalfenae . Fonte: Fenae
- Erro da Caixa prejudica eleição para Conselheira
Falha grave expõe má gestão e falta de atenção em processo de suma importância para trabalhadores *** TEXTO EDITADO ÀS 11:23 DO DIA 05/03/2026 *** O processo para a eleição da representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal começou nesta quarta-feira (4) com um erro grave cometido pelo banco. Logo no primeiro dia de votação, foi identificado que novos empregados não estavam conseguindo votar e aposentados sim. O banco estava usando a lista defasada do quadro de empregados. Diante da falha, as duas maiores entidades de representação e associativa dos empregados, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), aguardam comunicado oficial dizendo que o processo foi suspenso e a participação de 15 mil empregadas e empregadas que registraram seus votos nesta quarta pode ser anulada. Para as duas maiores entidades de representação e associativa dos empregados, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), o problema é grave e levanta questionamentos sobre a condução do processo eleitoral pelo banco e possibilidade de desgaste do processo devido ao descaso com a participação dos trabalhadores ou de qualquer outro tipo de situação que tenha interferido em algum nível o processo eleitoral. “Caso seja apenas desorganização ou desatenção, o episódio revelaria falta de respeito com os empregados e com a própria eleição. Por outro lado, se houver qualquer outro fator, isso representaria uma ameaça à autonomia da representação dos trabalhadores no Conselho de Administração”, observa o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. “Um processo eleitoral desta imensidão, não pode ser tratado com tamanho desdém. Sequer houve um comunicado oficial sobre como ficará a participação dos colegas. Todos que já haviam votado precisarão votar novamente? Não sabemos, pois tecnicamente, é possível desconsiderar apenas os votos registrados indevidamente”, observou o diretor da Contraf-CUT, Rafael de Castro. “Se não é desdém, o que pode ser? A quem interessa esse tipo de situação na escolha de representante dos empregados? Ficam muitas dúvidas. Inclusive se há algum interesse de restringir a atuação da nossa representante?”, ressaltou o dirigente da Contraf-CUT. “Seja como for, devemos aguardar o comunicado oficial que precisa ser passado pela comissão eleitoral. Mas o que podemos cravar é que o que vimos durante essa quarta feira foi a vontade de todos em votarem na Fabi para fortalecer a nossa representante perante a direção do banco”, completou Rafael. Prejuízo ao processo democrático O movimento sindical bancário realiza uma intensa campanha de mobilização para ampliar a participação dos trabalhadores na eleição e fortalecer a atuação da representante dos empregados no Conselho de Administração. “A suspensão do processo pode afetar a credibilidade da eleição e a participação no processo democrático de escolha da representação dos trabalhadores. Mas não podemos deixar que esta confusão da Caixa nos desmobilize. Se conquistamos 15 mil votos nesta quarta-feira, temos que fazer com que estes 15 mil se multipliquem e a Fabi tenha 30 mil ou mais a cada dia de votação quando o processo for retomado”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco. A eleição para o Conselho de Administração é considerada estratégica porque garante a presença de uma representante dos empregados no principal órgão de decisão do banco. O colegiado é responsável por deliberar sobre temas estratégicos da instituição, incluindo políticas corporativas, governança e decisões estruturais da empresa. A legislação que permitiu a presença de trabalhadores nos conselhos de empresas públicas foi estabelecida pela Lei nº 12.353/2010, que determina a participação de representantes eleitos pelos empregados nos conselhos de administração das empresas públicas federais. Na Caixa, o conselho é composto por oito integrantes, sendo apenas um representante eleito pelos empregados, o que torna o processo eleitoral ainda mais relevante para garantir transparência e fiscalização das decisões do banco. Entidades cobram explicações da Caixa Diante da gravidade da situação, as entidades defendem que a Caixa apresente explicações públicas sobre o ocorrido e esclareça quais medidas serão adotadas para evitar novos problemas e apresentam importantes questionamentos: Como um erro desse tipo ocorre em um processo eleitoral deste tamanho? Houve falha técnica, erro na elaboração da lista de votantes, ou apenas desdém com o processo? Que medidas serão tomadas para garantir a integridade do processo? Importância da representação dos empregados A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, Fabi Uehara, tem levado ao colegiado temas que afetam diretamente o cotidiano dos empregados e o papel público do banco. Nos últimos anos, ela ampliou os debates sobre condições de trabalho, políticas de pessoal e a defesa da Caixa como banco público. Por isso, para as entidades, garantir um processo eleitoral transparente, seguro e democrático é fundamental para a legitimidade da representação. Pouco antes de publicarmos este texto, a Caixa soltou um Comunicado informando do grave erro cometido pelo banco no processo de votação para a eleição da representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, que havia começado na quarta-feira (4). Fonte: Contraf-CUT
- Comando Nacional dos Bancários define eixos temáticos das conferências estaduais e regionais
Coletivo também discutiu sobre a Consulta Nacional dos Bancários 2026, prevista para ser aplicada entre abril e maio O Comando Nacional dos Bancários aprovou, nesta terça-feira (3), os eixos temáticos das conferências nacionais e estaduais, parte do conjunto de ações realizadas pelo movimento sindical para a construção das pautas que serão base da campanha nacional unificada da categoria, neste ano. O grupo também analisou o questionário da Consulta Nacional dos Bancários 2026, prevista para ser aplicada entre 15 de abril e 31 de maio. Conheça os eixos temáticos: Aumento real; Aumento do piso da categoria; Aumento da PLR; Saúde: bem-estar e combate ao adoecimento; Defesa do emprego frente à implementação das novas tecnologias; Por um Sistema Financeiro melhor e mais regulado; Importância das eleições 2026 para a classe trabalhadora. A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, abordou a necessidade do comprometimento de todas e todos para debater os temas junto aos trabalhadores da base, reforçando a importância da iniciativa para a campanha salarial e por melhores condições de trabalho. "As plenárias regionais e estaduais são ferramentas fundamentais para o fortalecimento da categoria. A partir desses espaços consolidamos a troca de conhecimento, da base para com os dirigentes e dos dirigentes para com a base" , explica Juvandia, que também é presidenta da Contraf-CUT. "Os temas que aprovamos abarcam tanto questões que são prioridade para os trabalhadores e suas famílias (a exemplo do aumento real), como questões sociais e políticas que, por terem impactos diretos sobre o futuro da categoria, precisam da nossa compreensão e engajamento, a exemplo dos impactos da tecnologia no mercado de trabalho" , completa a dirigente. Maior centralidade na comunicação Ao longo da troca de ideias sobre os eixos aprovados, os membros do Comando Nacional alcançaram o consenso de que a comunicação deve, de forma estratégica, ser reforçada e centralizada. Também foi acordada a importância de os dirigentes se apropriarem do conhecimento sobre a conjuntura política e social, para que estejam preparados a lidar com as dúvidas e preocupações da categoria. O Comando Nacional levantou ainda a segurança tecnológica como um tema que precisa ser debatido. "Antes as pessoas eram roubadas dentro dos bancos, agora estão sofrendo golpes dentro de casa, pelo celular. É um tema que talvez tenhamos que abordar para aumentar o diálogo da categoria com as bases e com toda a sociedade" , avalia Juvandia Moreira. Consulta Nacional 2026 O grupo analisou as perguntas que irão compor o questionário da Consulta Nacional dos Bancários 2026. O material ainda será aprovado pelos dirigentes nos próximos dias. A também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, reforçou o papel de todos e todas para que, neste ano, aconteça o máximo de adesão de respondentes à pesquisa. "A consulta já é uma tradição, é um instrumento estratégico para conhecer as demandas da categoria, conhecer como ela avalia as conquistas já obtidas, seus principais anseios e muitos outros pontos que são fundamentais na construção da pauta de reivindicações das campanhas salariais" , pontua a dirigente, que também é presidenta do Sindical de São Paulo, Osasco e Região. Fonte: Contraf-CUT
- Votação da eleição do CA começa nesta quarta-feira (4)
Empregadas e empregados da ativa podem votar até sexta-feira (6); Contraf-CUT reforça apoio à candidatura de Fabi Uehara A eleição para escolher a representação dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal tem início nesta quarta-feira, 4 de março, e segue até sexta-feira, 6 de março. Todas as empregadas e todos os empregados da ativa, tanto das agências quanto das unidades administrativas, têm direito a participar e votar na candidata Fabiana Uehara número 0001. Contraf-CUT apoia Fabi Uehara – 0001 A Contraf-CUT reafirma seu apoio à candidatura de Fabiana Uehara, que representa as empregadas e os empregados da Caixa com responsabilidade, competência e compromisso com as empregadas e empregados e histórico de luta em defesa de melhores condições de trabalho e de um banco 100% público e socialmente engajado. Ao longo de seu mandato, Fabi tem levado ao banco demandas do pessoal da Caixa, como o adoecimento mental e as metas abusivas; o fortalecimento do Saúde Caixa; defesa de contratações, combate ao fechamento de unidades e proteção da caráter público da Caixa. “Termos uma representante eleita pelos trabalhadores no Conselho de Administração fortalece a democracia interna da Caixa e a busca de soluções que afetam o cotidiano de trabalho das unidades e o atendimento à população”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregas (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco. Como votar A votação é realizada de maneira eletrônica: Acesse eleicao.caixa.gov.br Faça login com seu CPF e senha e siga as instruções Escolha 0001 – Fabiana Uehara Confirme o voto “Participar da eleição e escolher um representante comprometido com as trabalhadoras e os trabalhadores é uma conquista histórica que fortalece a voz da categoria nas instâncias decisórias da Caixa”, disse o coordenador da CEE/Caixa. Leia também >>>>> Empregados apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa >>>>> Leia o folheto de apresentação da Fabi e suas propostas Fonte: Contraf-CUT
- Igualdade de Oportunidades: bancárias avançam em pacto com bancos pelo fim da violência de gênero
Combate à violência contra a mulher e por um mercado de trabalho com igualdade de oportunidades não dependem somente de novas regras, mas do envolvimento de toda a sociedade O Comando Nacional dos Bancários realizou, na tarde dessa segunda (2), em Brasília, reunião com a Federação Nacional dos Bancos para mais uma rodada da mesa de negociações permanentes “Igualdade da Mulher Bancária e de Igualdade de Oportunidades”, na qual foram abordados a implementação de conquistas da categoria pelo fim da violência de gênero e por justiça de entrada e ascensão no setor. Pacto pelo fim da violência A categoria bancária se tornou pioneira na implementação de medidas, instituídas em forma de cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que combatam dentro do banco e na sociedade a violência contra a mulher. Entre as conquistas está a que responsabilizou os bancos pela criação canais para acolher funcionárias vítimas de violência doméstica e conceder apoio para protegê-las de seus agressores. Até o final de 2025, segundo a Fenaban todos os bancos já haviam implementado seus canais. A entidade disse ainda que está em fase final de relatório, que será apresentado aos trabalhadores nos próximos dias, com os números atualizados de atendimentos e como os casos foram encaminhados. “Há anos o movimento sindical bancário se debruça sobre este tema, o que nos levou a conquistar essas cláusulas que hoje são referências para outras categoriais e também para a sociedade” , destacou a coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “Precisamos, mais do que nunca, de todas as vozes, e isso inclui o engajamento dos homens, para proteger mulheres e crianças. As mudanças para um mundo melhor só acontecerão com medidas concretas e envolvimento de todos e todas” , completou. As bancárias usaram a oportunidade do encontro para reforçar, junto aos bancos, um pacto de combate à violência contra a mulher. A categoria também pediu o aprimoramento dos canais de denúncias e apresentou casos em que não funcionaram devidamente, como no apoio às bancárias que solicitaram transferência de unidade e mudanças de regime de horário. “Inclusive tivemos demissões de mulheres que precisavam de proteção. Então, precisamos que os bancos sejam efetivos no cumprimento dessas cláusulas, uma vez que cada atendimento é uma vida que está em jogo” , explicou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes. Categoria apresenta números do “Basta!” O movimento sindical apresentou o relatório mais recente do programa de assessoria jurídica e humanizada às mulheres vítimas de violência doméstica “Basta! Não irão nos calar!”. 14 canais de atendimento (e mais 1 em implantação) em sindicatos localizados em todas as regiões do país; 542 atendimentos, sendo 540 de mulheres vítimas de violência física, psicológica, patrimonial, moral e sexual; 121 atendimentos sem ações judiciais; 518 ações judiciais; 313 medidas protetivas vigentes; 194 ações relacionadas ao direito de família sendo 116 concluídas. "A medida protetiva é um mecanismo que ajuda a salvar vidas, porque estabelece o distanciamento dos agressores de suas vítimas. Por isso vamos seguir lutando para que o ‘Basta!’ continue crescendo no país para promover mais segurança às mulheres” , pontuou Fernanda Lopes. 4º Censo da Diversidade Outra conquista da categoria bancária na última campanha nacional foi o 4º Censo da Diversidade, realizado em 2025, e que teve os dados apresentados pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) na reunião. A pesquisa teve a participação de mais de 93 mil bancários e bancárias de 35 bancos. "Ter o retrato da categoria é fundamental para direcionar as negociações e as ações sindicais” , destacou a secretária de Políticas Públicas da Contraf-CUT, Elaine Cutis. O setor permanece majoritariamente masculino, com maior redução entre mulheres brancas. Porém, ocorreu um importante avanço no aumento de pessoas negras. No 1º Censo da Diversidade, realizado em 2008, negros e negras compunham 19% do quadro de trabalhadores. O levantamento mais recente mostrou que agora o grupo responde por cerca de 33%. A categoria bancária avalia que essa expansão de negros e negras foi resposta a reivindicação para que os bancos passassem a fazer anúncios de vagas, massivamente pela internet. “Percebemos que pessoas brancas acessavam as vagas por indicação, enquanto os negros e negras, a partir de anúncios feitos pela internet ou por editais. Então, passamos a exigir que os bancos melhorassem a comunicação das vagas para ampliar as oportunidades de acesso ao setor” , explicou Juvandia Moreira. Mais Mulheres na TI O programa “Mais Mulheres na TI” é fruto da reivindicação da categoria bancária contra a forte redução da participação de mulheres no setor bancário, fenômeno que foi intensificado pelo avanço tecnológico, uma vez que, tradicionalmente, as áreas de tecnologia da informação são ocupadas por homens. Juvandia Moreira destacou na mesa que, só em 2025, o setor bancário eliminou 8,9 mil postos, sendo 63% (5,6 mil) de postos que antes eram ocupados por mulheres. Entre 2020 e 2025, dos 23,9 mil postos de trabalho fechados pelos bancos, 87% (20,6 mil) eram ocupados por mulheres. Para enfrentar o problema, em 2024, a categoria fechou um acordo para que os bancos concedessem bolsas para a capacitação de mulheres, sendo 3.000 voltadas à iniciação na área e 100 para o desenvolvimento de carreira. Na mesa desta segunda, representantes de duas escolas contratadas, Programaria e Laboratória, apresentaram o balanço do que já foi feito. Programaria: 20 mil mulheres se inscreveram para concorrer às bolsas; 2.500 bolsas já foram concedidas; 500 estão abertas para este mês de março. Do total de mulheres contempladas, 60% são negras e indígenas; 29% mães e responsáveis legais; 34% de fora do eixo Sul-Sudeste; 6,3% pessoas trans; e 36% são da comunidade LGBTQIA+. Laboratória: 101 mulheres contempladas; 30% de empregabilidade pós programa, sendo 40% nos setores bancário e financeiro. “O Mais Mulheres na TI é mais um passo da categoria rumo à igualdade, porque mostra às mulheres que elas podem chegar onde quiserem, desde que tenham oportunidade e amparo social. O elevado número de inscrições aponta que temos, sim, uma demanda reprimida, de mulheres que querem ter acesso a esse mercado de trabalho. Então, que a gente consiga nesta mesa de negociação avançar ainda mais para que todas as 20 mil sejam contempladas” , destacou Neiva Ribeiro, também coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e Região. Comitê de gestão de crise A pedido dos trabalhadores, ficou acordado uma nova rodada de negociações na quarta-feira (4) , para avaliar a atuação dos bancos na realização dos Comitês de Gestão de Crise, outra conquista estabelecida na CCT 2024, para acelerar ações de proteção e apoio aos trabalhadores de locais atingidos por calamidades. No início da reunião, Juvandia Moreira solicitou um minuto de silêncio por Liana Martins de Paula, bancária da Caixa , e uma das mais de 70 vítimas fatais dos desastres que atingiram a região da Zona da Mata mineira. Fonte: Contraf-CUT
- Fetrafi-SC
Edital de Convocação da 28ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Ramo Financeiro de Santa Catarina
- MARÇO: MÊS DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES; UM COMPROMISSO TAMBÉM DO SETOR FINANCEIRO
O mês de março, além de ser marcado pelo Dia Internacional da Mulher , é um período que nos convoca a refletir sobre uma realidade que ainda persiste em nossa sociedade: a violência contra a mulher . Esse fenômeno atinge milhares de mulheres em todo o Brasil, e impacta não apenas a vida pessoal, mas também a experiência no ambiente de trabalho, nas relações com colegas, clientes e na sua trajetória profissional. Dados oficiais no Brasil: um panorama alarmante Segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) 2025 , divulgado pelo Ministério da Mulher , o Brasil registrou 1.450 feminicídios em 2024 — homicídios motivados pelo fato de a vítima ser mulher — além de 2.485 homicídios dolosos de mulheres e lesões corporais seguidas de morte , totalizando casos de violência letal contra mulheres no país. Registros do Rasem apontam que a grande maioria das violências – cerca de 76,6% – tem o agressor do sexo masculino , e que a residência continua sendo o local onde mais ocorrem notificações de violência contra mulheres , indicando que o lar ainda é o principal cenário em que se manifestam esse tipo de agressão. A realidade em Santa Catarina O Observatório da Violência Contra a Mulher de Santa Catarina (OVM) , plataforma oficial mantida pela Assembleia Legislativa catarinense (Alesc) , reúne indicadores que confirmam a persistência do problema no estado: Casos gerais de violência contra a mulher Santa Catarina registrou mais de 54.000 casos de violência contra a mulher ao longo de 2025 (dados até setembro), segundo o Observatório da Violência Contra a Mulher da Alesc. Os tipos de violência mais comuns foram ameaça (24,358 casos) , lesão corporal leve (13,313) e injúria (8,521) no mesmo período. Feminicídios e violência letal Foram contabilizados 33 feminicídios em 2025 até setembro, conforme dados oficiais da SSP-SC via OVM. Em março de 2025, Santa Catarina registrou o menor número de feminicídios no mês dos últimos dez anos (2 casos), o que pode refletir ações integradas de prevenção e acolhimento nas forças de segurança. Estupros e violência sexual No acumulado de 2025, 343 meninas e mulheres foram vítimas de estupro em Santa Catarina, segundo o painel de violência do OVM. Dados específicos por faixa etária mostram que adolescentes de 16 anos foram um dos grupos mais atingidos . Medidas protetivas e Justiça Só nos primeiros sete meses de 2025, a Justiça de Santa Catarina concedeu 18.387 medidas protetivas de urgência , o que equivale a cerca de 87 por dia , de acordo com levantamento do Tribunal de Justiça (TJSC). Ainda entre janeiro e julho, 106 pessoas foram condenadas por feminicídio ou tentativa de feminicídio no Estado, número quase 35% maior que no mesmo período anterior , segundo dados do TJSC. Procura por proteção e Justiça Levantamentos divulgados pelo Tribunal de Justiça indicam que mais de 600 mulheres por semana recorrem à Justiça catarinense buscando proteção contra violência doméstica e familiar, uma expressão da demanda por amparo legal e medidas de proteção no Estado. Esses dados mostram que a violência contra a mulher em Santa Catarina em 2025 segue como um problema sério, presente em diversas formas — desde agressões físicas e ameaças até crimes letais como o feminicídio. Por que esse tema interessa aos trabalhadores e trabalhadoras do setor financeiro? A violência contra a mulher não é uma questão que se limita ao espaço doméstico: ela se reflete no ambiente de trabalho de diversas formas: Impactos na saúde física e emocional podem reduzir o desempenho profissional e a presença no trabalho. Ambientes que não reconhecem sinais de violência ou que não oferecem apoio ampliado podem deixar vítimas desamparadas. Colegas e gestores que não estão preparados para lidar com esse tipo de situação podem, sem querer, reforçar o estigma, o medo ou a invisibilidade de casos reais. No setor financeiro — marcado por pressões, metas, relações de poder e interações constantes — é fundamental que empresas e organizações entendam que acolhimento, informação e apoio institucional podem fazer a diferença na vida de mulheres vítimas de violência . Compromisso coletivo com a vida e com a igualdade O combate à violência contra a mulher exige participação ativa de toda a sociedade — e das instituições em que trabalhamos. Campanhas internas, políticas claras de apoio, canais seguros para acolhimento de denúncias e ações de conscientização são passos essenciais para transformar o ambiente organizacional e apoiar as mulheres que convivem com situações de risco. Março é um mês de visibilidade — e também um chamado à ação permanente. Para além de números e estatísticas, existem pessoas cujas vidas podem ser salvas pela informação, pela solidariedade e por ações concretas.
- Contraf-CUT e Fabi Uehara cobram antecipação da PLR
Reivindicação é para que o pagamento seja efetuado no dia da divulgação do resultado anual da Caixa; pendências no pagamento dos deltas e da premiação do Super Caixa reforçam necessidade de antecipação da PLR A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a representante das empregadas e dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara, reforçaram junto à direção do banco a cobrança para que a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2025 seja paga no mesmo dia da divulgação do balanço do 4º trimestre de 2025. Conforme o calendário de eventos publicado pelo próprio banco em sua página de Relações com Investidores, a divulgação está prevista para 4 de março e a videoconferência de explicação dos resultados em 5 de março. A reivindicação foi formalizada por meio de ofício enviado pela Contraf-CUT à Vice-Presidência de Pessoas da Caixa. No documento, a entidade solicita a antecipação do pagamento da parcela referente ao exercício de 2025, prevista no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). De acordo com o ofício, embora o ACT permita o pagamento até 31 de março de 2026, a antecipação é plenamente viável e necessária para os trabalhadores. A Contraf-CUT “vem requerer a essa instituição financeira a antecipação do pagamento da 2ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao exercício de 2025”. O documento também destaca que, no início do ano, concentram-se diversas despesas dos trabalhadores, o que reforça a importância de a empresa realizar o crédito o quanto antes. Fabi também pediu a antecipação Além do ofício da Contraf-CUT, a conselheira eleita pelos empregados, Fabiana Uehara, encaminhou solicitação à direção executiva do banco defendendo que o pagamento seja realizado junto com a divulgação do resultado. “A antecipação representa um importante gesto de reconhecimento e valorização dos empregados, que têm demonstrado comprometimento e resiliência frente aos desafios operacionais e de mercado”, afirmou Fabi Uehara. “Os resultados apresentados pela Caixa são fruto direto do trabalho das empregadas e dos empregados. O pagamento no dia da divulgação do balanço é uma forma concreta de reconhecimento”, defendeu Fabi. Lucros elevados reforçam reivindicação A Contraf-CUT lembra que a Caixa vem apresentando resultados expressivos ao longo de 2025. O banco registrou lucro de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre, R$ 9,78 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 50,3% no terceiro trimestre e lucro contábil acumulado de cerca de R$ 13,5 bilhões nos nove primeiros meses de 2025. Para o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, os números comprovam que a reivindicação é plenamente justificável. “Quem constrói esses resultados diariamente são as empregadas e os empregados. A Caixa tem condições financeiras e deve reconhecer isso pagando a segunda parcela da PLR imediatamente após divulgar o balanço”, disse. “É uma medida simples, possível e que demonstra respeito ao corpo funcional”, completou. Na avaliação do representante da Fetrafi-SC na CEE da Caixa, Edson Heemann, "a Caixa precisa ser mais clara e objetiva com seus empregados. Todos os grandes bancos já informaram a data de pagamento da 2ª parcela da PLR aos seus empregados. Por que a Caixa não faz o mesmo? É o mínimo de consideração e respeito com quem produziu, no dia a dia, o excelente lucro da Caixa em 2025.” Além disso, na opinião do dirigente, “a promoção por Merecimento e o Bônus Caixa também precisam ser pagos logo, é uma questão de justiça e não há mais motivos para essa postergação." Pendências de pagamentos A cobrança também ocorre em um contexto de outras verbas ainda não recebidas pelos trabalhadores. As empregadas e empregados aguardam o pagamento dos valores dos deltas referentes à promoção por mérito de 2025, prevista no plano de carreira, e também da premiação ligada ao programa Super Caixa. O movimento sindical tem apontado que o regulamento do programa não reflete adequadamente o esforço do corpo funcional e cobra regras mais transparentes e justas. Mesmo assim, os trabalhadores ainda não receberam a premiação referente ao desempenho já apresentado. “Além do pagamento do Super Caixa, o banco precisa resolver os problemas que já foram apontados nos critérios de apuração dos resultados, para que nenhum empregado tenha qualquer tipo de prejuízo. A luta é para que quem tenha vendido, receba pelo trabalho realizado”, disse Fabi. Segundo Felipe Pacheco, a situação aumenta a importância do pagamento imediato da PLR. “Os colegas aguardam a promoção por mérito e a premiação do Super Caixa, que ainda não foram creditadas. Por isso, o adiantamento da PLR ganha ainda mais relevância para a renda das famílias, principalmente com as contas que se acumulam no início do ano”, explicou. “Pagar no dia 4 de março é reconhecer quem garantiu os resultados do banco”, continuou. A Contraf-CUT informou que seguirá acompanhando o tema junto à direção da Caixa e continuará cobrando uma posição oficial da empresa sobre a antecipação do pagamento. Fonte: Contraf-CUT, com edição de Fetrafi-SC
- Fetrafi-SC apoia candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa
Eleição ocorre de 4 a 6 de março; todas as empregadas e empregados da ativa podem votar A Fetrafi-SC, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Fenae, APCEFs e diversas outras entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal apoiam a candidatura de Fabiana Uehara para a representação dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) do banco. A votação do primeiro turno acontece entre os dias 4 e 6 de março. Todas as empregadas e empregados da ativa têm direito a voto. “A representação no CA é uma conquista histórica dos trabalhadores e constitui um dos poucos espaços institucionais onde a realidade do dia a dia das unidades pode chegar diretamente ao nível mais alto de decisão da empresa”, afirmou o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto. O Conselho O Conselho de Administração é o órgão máximo de governança da Caixa. É ali que são discutidas e aprovadas decisões que impactam diretamente a organização do trabalho, programas internos, políticas de pessoal, abertura e fechamento de unidades, além das prioridades estratégicas do banco. Na prática, muitas das medidas que chegam às agências e departamentos começam nesse espaço. Atualmente, a legislação impede que a representação dos empregados no Conselho de Administração participe da discussão e deliberação pelo CA de pautas relacionadas diretamente às relações de trabalho. Não obstante, o atual mandato da representante eleita leva as preocupações, demandas e visão dos empregados a todos os fóruns dos quais participa. Segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, a eleição é determinante para a defesa dos direitos da categoria. “Sem a representação dos trabalhadores, o debate fica restrito à lógica financeira. A presença de um conselheiro eleito garante que a direção do banco ouça a realidade das unidades antes de tomar decisões que afetam diretamente a vida dos empregados e o atendimento à população”, explicou. Nossa voz no CA Durante o atual mandato, Fabiana Uehara levou ao Conselho demandas relacionadas às condições de trabalho, defesa da Caixa 100% Pública e de seu papel social. A atuação foi baseada na escuta permanente dos empregados e na cobrança institucional junto à direção. Entre os temas apresentados no CA estão os impactos do programa Super Caixa, follow-on da Caixa Seguridade, metas e organização do trabalho, Saúde Caixa e alteração do estatuto do banco, fechamento de unidades, necessidade de contratações e problemas operacionais nas agências. Para a secretária de Formação da Contraf-CUT e empregada da Caixa, Eliana Brasil, a representação cumpre papel essencial na governança. “O Conselho de Administração decide questões estratégicas. Ter uma representante eleita significa levar para dentro dessas discussões a experiência concreta de quem atende a população todos os dias. Isso qualifica as decisões e protege tanto os empregados quanto o caráter público do banco”, ressaltou. Novas propostas A candidatura propõe aprofundar a atuação em quatro frentes principais: Condições de trabalho: levar ao Conselho os efeitos reais das metas e da sobrecarga e cobrar planejamento antes de reestruturações. Saúde e qualidade de vida: acompanhamento permanente do Saúde Caixa e prevenção do adoecimento relacionado ao trabalho. Valorização dos empregados: defesa de contratações e discussão sobre os impactos da redução do quadro. Caixa pública forte: defesa do papel social e debate sobre a transformação do banco, que atravessa fechamento de agências de varejo e criação de outras tipologias, com impactos sobre os empregados e o atendimento à população. De acordo com o diretor da Contraf-CUT e representante da entidade na CEE, Rafael de Castro, a eleição tem impacto direto no cotidiano das unidades. “As decisões estratégicas do banco passam pelo Conselho. Ter uma representante comprometida com a categoria ajuda a antecipar problemas e buscar soluções antes que eles cheguem às agências. Por isso, a participação dos empregados é fundamental”, destacou. “Além disso, é importante o apoio de Contraf-CUT, da Fenae e de diversas entidades para aumentar a força da representação e reforçar o compromisso com o conjunto dos trabalhadores”, completou. Quem pode votar e como participar Podem votar todas as empregadas e empregados da Caixa em atividade, das agências e unidades administrativas.A votação é eletrônica e realizada pelo sistema interno do banco: Acesse a rede interna da Caixa Entre no sistema de votação: eleicao.caixa.gov.br Utilize sua matrícula e senha Escolha 0001 - Fabiana Uehara Confirme o voto O processo leva poucos minutos. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá entre 18 e 20 de março, com as duas candidaturas mais votadas. Importância da participação A eleição define quem levará à direção do banco a realidade das agências, as preocupações com as condições de trabalho e a defesa da Caixa pública. “Não participar significa deixar que decisões estratégicas sejam tomadas sem a voz de quem está no dia a dia de trabalho na Caixa. A presença dos trabalhadores no Conselho fortalece a democracia interna e melhora a qualidade das decisões”, reforçou Felipe Pacheco. De 4 a 6 de março, vote.Quem trabalha na Caixa precisa ser ouvido onde as decisões são tomadas. Fonte: Contraf-CUT, com edição de Fetrafi-SC
- COE do Santander cobra mais transparência em mesa sobre diversidade e segurança bancária
Reunião deu continuidade aos debates iniciados em 2025, abordou iniciativas do banco e dados de segurança A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco na manhã desta quarta-feira (28), em mesa de negociação sobre Diversidade e Segurança Bancária. O encontro foi definido na última reunião, realizada em 17 de dezembro de 2025 . Diversidade e igualdade de oportunidades Logo no início da reunião, o banco apresentou suas iniciativas voltadas à diversidade, com foco em ações de letramento, formação e comunicação. Os dirigentes sindicais, no entanto, cobraram maior acesso dos trabalhadores às ferramentas e materiais disponibilizados pela empresa, para que seja possível ampliar o conhecimento, promover o debate e propor melhorias nos programas existentes. Os representantes dos trabalhadores reivindicaram ainda a apresentação dos números detalhados do banco relacionados à questão racial. A COE cobrou mais transparência, especialmente em relação à quantidade de empregados negros e à distribuição desses trabalhadores nos diferentes cargos e áreas da empresa. Para a coordenadora da COE do Santander, Wanessa Queiroz, a mesa reforça reivindicações históricas do movimento sindical e a necessidade de mais transparência por parte do banco. “Essa mesa dá continuidade às duas reuniões que tivemos no ano passado. Uma das reivindicações apontadas anteriormente era justamente a divulgação dos dados do Censo Diversidade 2024, além do compartilhamento, com os dirigentes sindicais, de todas as cartilhas mencionadas sobre letramento racial, pessoas com deficiência e a população LGBTQIA+. Também exigimos que o banco divulgue de forma clara a quantidade de empregados negros no país, assim como os dados referentes a todo o conglomerado”, destacou Wanessa. A dirigente lembrou ainda que a mesa de Igualdade de Oportunidades existe há mais de duas décadas e segue sendo um espaço fundamental de negociação com o banco. “Ao longo desses mais de 20 anos de mesa, sempre buscamos debater a ampliação das contratações e a melhoria das condições de trabalho para homens e mulheres. Apesar de todos os programas de diversidade, ainda há uma disparidade muito grande na igualdade salarial: mulheres negras ganham menos que mulheres brancas, mulheres brancas ganham menos que homens e homens negros também recebem menos que homens brancos. Essa é uma realidade que seguimos denunciando nas campanhas”, afirmou. Ficou como encaminhamento o compromisso de o banco retomar a mesa de diversidade após o fechamento e a ampla divulgação do Censo Diversidade 2025. Segurança bancária Na segunda pauta da reunião, foi tratado o tema da segurança bancária. O Santander apresentou dados referentes a 2025, destacando que não houve registros de sequestros no período. Segundo o banco, os casos de roubo ocorreram, em sua maioria, na modalidade qualificada, geralmente durante a madrugada. Ainda de acordo com as informações apresentadas, 100% dos funcionários passaram por capacitação na área de segurança e houve uma redução de 99% nas perdas relacionadas a ocorrências. Fonte: Contraf-CUT
- Caixa responde ofício da Contraf-CUT e marca negociação com a CEE
Super Caixa, reestruturações, plataforma PJ e crédito consignado estarão na pauta da reunião prevista para a próxima semana A Caixa Econômica Federal respondeu ao ofício encaminhado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e confirmou a realização de uma reunião de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) do banco. O encontro está previsto para ocorrer na segunda-feira, dia 2 de fevereiro. Na pauta estarão temas que vêm gerando forte insegurança e impactos diretos no cotidiano de trabalho nas unidades da Caixa, como o programa Super Caixa, o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, os problemas na concessão de crédito consignado e na plataforma de atendimento a pessoas jurídicas (PJ). Desrespeito ao ACT motivou cobrança O pedido de negociação foi formalizado pela Contraf-CUT no dia 19 de janeiro, por meio do ofício nº 00826, encaminhado à Vice-Presidência de Pessoas da Caixa. No documento, a entidade denuncia que o banco vem implementando mudanças organizacionais de forma unilateral, sem negociação prévia com a representação dos trabalhadores, em descumprimento ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O texto reforça que a cláusula 49 do ACT – “Negociação Permanente” obriga a Caixa a discutir previamente qualquer mudança organizacional, reestruturação, alteração de função ou projeto que impacte as condições de trabalho dos empregados. “Não estamos falando de ajustes pontuais, mas de processos que mudam a organização do trabalho, aumentam a pressão sobre os empregados e afetam diretamente a saúde e a segurança das equipes. Nada disso pode ser imposto sem diálogo”, afirmou Chay Cândida, representante da Fetrafi-NE. Reestruturações e insegurança nas unidades Entre os principais pontos cobrados está o projeto piloto de migração de função de caixas executivos para auxiliares, implantado sem negociação e que altera atribuições, rotinas e responsabilidades nas unidades. Outro tema sensível é a plataforma PJ, cuja implementação vem gerando insegurança entre os trabalhadores. Há relatos de falta de treinamento, ausência de definição de fluxos e dúvidas sobre quem permanecerá nas agências para atender clientes que não forem absorvidos pela plataforma. “A forma como essas mudanças estão sendo feitas empurra os problemas para quem realiza os atendimentos, sem estrutura, sem orientação e sem garantia de proteção. Isso é inaceitável”, destacou Luiza Hansen, representante da Fetec-CUT/SP. Super Caixa e consignado também na mesa O programa Super Caixa também será debatido. A Contraf-CUT cobra mais transparência, esclarecimentos sobre critérios e regras, além dos impactos sobre a remuneração e a organização do trabalho, diante das inúmeras manifestações de insatisfação relatadas pelos empregados. Além disso, os problemas no crédito consignado, que vêm impedindo milhares de empregados de contratar ou renovar operações, também serão discutidos na reunião, conforme solicitado pela Contraf-CUT. Promoção por mérito Os empregados também cobram que a Caixa apresente uma justificativa para o não pagamento dos deltas (promoção por mérito) em janeiro e informe e a partir de quando o valor será acrescentado ao pagamento dos funcionários que tiverem direito à promoção. “Em 2025, o acréscimo passou a ser creditado já em janeiro. E não vemos motivo para que este não tenha sido da mesma forma”, disse o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. “Em mesa de negociações a Caixa se comprometeu a realizar a promoção por mérito e a pagar os respectivos deltas, todos os anos, já a partir de janeiro, uma vez que o orçamento é baseado na folha salarial, não havendo necessidade de esperar a divulgação do balanço do ano”, completou. A norma interna da Caixa (RH176) que define as regras e critérios da Promoção por Mérito diz que: “A distribuição de Deltas observa o limite orçamentário de 1% da folha de pagamento para gastos com Promoção por Mérito e por Antiguidade [MN, RH175].” Em outro trecho, diz que o “valor referente ao Delta recebido na Promoção por Mérito é creditado na Folha de Pagamento do mês de divulgação dos resultados e não há retroatividade de lançamentos.” Para a representação dos trabalhadores, “os resultados” referem-se à apuração do cumprimento dos critérios para o recebimento do delta, não tendo nenhuma relação com os resultados do balanço anual. “Não há motivo para esperar a divulgação do balanço, uma vez que o cálculo para o pagamento dos deltas é feito com base na folha salarial e não nos resultados do balanço do banco”, explicou Felipe. Negociação é obrigação, não concessão No encerramento do documento, a Contraf-CUT reforça que a negociação prévia não é apenas uma prerrogativa sindical, mas uma obrigação prevista no ACT, e que sua inobservância fragiliza as relações de trabalho, amplia conflitos e prejudica a organização e a saúde dos trabalhadores. “Precisamos de respostas concretas e mudanças reais, porque quem sustenta os resultados da Caixa merece respeito”, concluiu Chay Cândida. A Contraf-CUT seguirá acompanhando o processo e informará a categoria sobre os desdobramentos da negociação.












