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  • COE Itaú cobra transparência em reestruturação e alerta para impactos sobre trabalhadores

    Mudanças no Segmento Empresas reduzem remuneração variável, ampliam metas, mantêm diferenças salariais e aumentam a insegurança entre empregados A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú voltou a cobrar do banco mais transparência nos processos de reestruturação após receber uma série de denúncias de trabalhadores do Segmento Empresas. As mudanças implementadas pela instituição têm provocado impactos diretos na remuneração, nas metas, nas condições de trabalho e nas perspectivas de carreira dos empregados, sem diálogo com a representação dos trabalhadores e sem critérios claros sobre as decisões adotadas. Entre as principais preocupações está a redução da remuneração variável semestral (VB). Após a ressegmentação das carteiras da Plataforma PJ, diversas carteiras classificadas como Porte A passaram a ser enquadradas como Porte B, principalmente devido à migração de clientes de maior porte para outros segmentos ou para o atendimento digital. Como o valor da remuneração variável é calculado de acordo com o porte da carteira, muitos trabalhadores podem sofrer redução de até 50% nesse pagamento, apesar de as mudanças terem sido promovidas exclusivamente pelo banco. Outro ponto crítico é a unificação dos segmentos Pro Smart e Pro. Com a extinção do Pro Smart, os gerentes passaram a atuar em um único segmento, submetidos às mesmas metas e aos mesmos indicadores de desempenho, embora continuem atendendo carteiras com perfis distintos e recebendo salários diferentes. A COE Itaú questionou o banco sobre a ausência de equiparação salarial entre profissionais que passaram a exercer atividades equivalentes. Em resposta, o Itaú afirmou que não promoverá a equiparação, sob a justificativa de que as modalidades atendem clientes de portes diferentes e, por isso, enfrentam desafios distintos. Para a representação dos trabalhadores, no entanto, o argumento é contraditório. “Se o próprio banco unificou os segmentos e passou a exigir as mesmas metas e os mesmos indicadores de desempenho para todos os gerentes, não faz sentido manter diferenças salariais utilizando como justificativa as características das carteiras”, disse a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai. A reestruturação também eliminou a premiação com viagem internacional para os gerentes, mantendo o benefício apenas para gestores, o que aumentou o sentimento de desvalorização entre as equipes. Além disso, os trabalhadores relatam que, mesmo com a redução das carteiras decorrente da migração de clientes para o atendimento digital e outros segmentos, as metas foram ampliadas neste trimestre, tornando o alcance dos resultados cada vez mais difícil. Há ainda preocupação com o retorno de gerentes às agências físicas em algumas localidades, sem que o banco tenha esclarecido quais serão os impactos sobre as atribuições, a estrutura de trabalho e a carreira desses profissionais. Outro problema recorrente envolve a política de reembolso para visitas a clientes. Segundo as denúncias recebidas pela COE, os valores pagos estão defasados e, quando o empregado utiliza veículo próprio, o sistema impede, em determinadas situações, a opção pelo uso de aplicativos de transporte, fazendo com que o trabalhador arque com despesas que deveriam ser assumidas pelo banco. Todos esses pontos foram apresentados ao Itaú pela COE. Até o momento, além da resposta sobre a equiparação salarial, o banco não apresentou retorno às demais reivindicações relacionadas à redução da remuneração variável, ao aumento das metas, ao fim da premiação para gerentes, ao retorno às agências e à revisão da política de reembolso. Para a coordenadora da COE Itaú, o banco precisa conduzir processos dessa dimensão com diálogo e respeito aos trabalhadores. "Queremos transparência nos processos de reestruturação e garantia da preservação dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. Mudanças dessa magnitude não podem ser implementadas sem diálogo com a representação dos empregados e sem critérios." A COE destaca que o Itaú divulga, trimestre após trimestre, resultados bilionários, o que torna ainda mais injustificável a adoção de medidas que reduzam a remuneração dos trabalhadores, aumentem a cobrança por resultados, mantenham diferenças salariais para funções equivalentes e ampliem a insegurança entre os empregados. A representação dos trabalhadores afirma que continuará acompanhando de perto a reestruturação do Segmento Empresas e cobrando respostas concretas para todas as demandas apresentadas, reforçando que transparência, valorização dos trabalhadores e respeito aos direitos devem fazer parte de qualquer processo de reorganização promovido pelo banco. Fonte: Contraf-CUT

  • Comando Nacional e Fenaban debatem igualdade de oportunidades e endividamento da categoria

    Na terceira rodada de negociações da mesa de igualdade de oportunidades, realizada na quinta-feira (16), o Comando Nacional dos Bancários apresentou à Fenaban propostas para combater desigualdades salariais e ampliar oportunidades para mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs). O encontro também discutiu o crescente endividamento da categoria. Dados do Dieese mostram que, desde 2020, 25,5 mil postos ocupados por mulheres foram extintos. Embora representem 44% das admissões, elas responderam por 49% dos desligamentos e recebem, em média, 8,4% menos que os homens. Já trabalhadores negros ganham 18,5% menos do que os brancos. O Comando também cobrou a assinatura de um protocolo de combate ao racismo e ao assédio, inclusive quando praticados por clientes, além da ampliação das contratações e da inclusão de PCDs e trabalhadores neurodivergentes. O bancos propuseram ampliar os canais existentes para denúncias de racismo. Sobre a proposta de adoção da jornada 4x3, tema abordado na primeiras rodadas de negociações, os bancos propuseram convidar Renata Rivetti, fundadora da Reconnect Happiness at Work (empresa que trouxe o piloto da semana de quatro dias para o Brasil) para colaborar no debate entre o Comando e a Fenaban. Sobre o endividamento, o Dieese destacou que os índices seguem elevados desde 2020. Atualmente, o Brasil soma 83,5 milhões de inadimplentes, quase metade com dívidas em instituições financeiras. A Fenaban afirmou estar disposta a avançar nas discussões sobre igualdade de oportunidades, especialmente nas áreas de TI. Sobre o crescimento do endividamento na categoria, os bancos informaram que deverão analisar a questão e retomar o debate nas próximas reuniões. Para o presidente do Sintrafi Florianópolis, Cleberson Pacheco Eichholz, a mobilização da categoria será fundamental para garantir avanços concretos nas negociações. “Para transformar nossas reivindicações em conquistas concretas, é fundamental que os bancários e as bancárias estejam mobilizados e participem das atividades, debates e ações da Campanha Nacional. A força da negociação está diretamente relacionada à capacidade de organização e mobilização da categoria. Quanto maior a nossa participação, maior será a pressão sobre os bancos para avançarmos na igualdade de oportunidades, nas condições de trabalho e na defesa dos direitos de toda a categoria”, afirma. Já o coordenador da Fetrafi-SC, Marco Silvano, destaca a distância entre o discurso dos bancos e a realidade vivida nos locais de trabalho. “Os bancos precisam transformar seus discursos em práticas concretas. Não basta falar em igualdade de oportunidades se, na realidade, ainda convivemos com desigualdades salariais, dificuldades de acesso e situações de discriminação e assédio. É fundamental avançarmos na construção de ambientes de trabalho mais justos e inclusivos”, afirma.

  • Após cobrança da Contraf-CUT, Caixa suspende descontos indevidos do Saúde Caixa

    Banco reconheceu erro e informou que contribuições sobre verbas remuneratórias reconhecidas judicialmente somente poderão incidir sobre valores pagos a partir de 1º de janeiro de 2026 A pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Caixa Econômica Federal suspendeu as cobranças destinadas ao Saúde Caixa que estavam sendo feitas sobre verbas remuneratórias recebidas em processos judiciais trabalhistas antes de 1º de janeiro de 2026. A suspensão ocorreu depois que a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, questionou o banco sobre a cobrança. A Caixa reconheceu o erro e informou que suspenderá a cobrança por alguns dias para revisar os procedimentos antes de retomar as cobranças. “Assim que recebemos as denúncias dos sindicatos, levamos o problema à Caixa e cobramos a suspensão imediata. O banco estava exigindo contribuições sobre valores recebidos antes da vigência do acordo, em contrariedade ao que havia sido negociado e aprovado pelos empregados”, afirmou Luiza. A Contraf-CUT já havia orientado empregados e empregadas, aposentados e aposentadas a contestarem as cobranças referentes ao período anterior a 2026 e a não autorizarem os descontos pelo Portal Integramais até que o banco regularizasse a situação. Contribuição pessoal e patronal O questionamento da Contraf-CUT não significa que as verbas remuneratórias reconhecidas judicialmente estejam livres das contribuições ao Saúde Caixa. Desde a criação do plano, as mensalidades são calculadas com base na remuneração dos titulares. Portanto, quando uma decisão judicial reconhece diferenças salariais (como gratificações, adicionais ou outras parcelas de natureza remuneratória), esses valores passam a integrar a base utilizada para a contribuição ao plano. A obrigação, no entanto, não é apenas do empregado ou da empregada. A Caixa também deve recolher a contribuição patronal correspondente, conforme as regras de custeio do Saúde Caixa. “Nas assembleias de aprovação do ACT, os empregados aprovaram que a contribuição sobre as verbas remuneratórias é devida pelas duas partes. Essa contribuição seria cobrada caso o banco tivesse pago o que deveria ter sido sem que o empregado fosse obrigado a recorrer ao Judiciário, uma vez que as contribuições ao Saúde Caixa são cobradas sobre a remuneração”, explicou a coordenadora da CEE. As cobranças somente podem alcançar parcelas de natureza remuneratória. Valores indenizatórios reconhecidos nos processos trabalhistas não integram essa base. A cláusula 2ª, parágrafo 5º, do ACT determina que, a partir da vigência do acordo, sejam destinadas ao Saúde Caixa as contribuições pessoal e patronal incidentes sobre valores a serem pagos a empregados e ex-empregados em processos individuais, coletivos ou acordos judiciais que envolvam parcelas remuneratórias. O mesmo dispositivo garante acesso à memória detalhada dos cálculos. Cláusula impede cobrança retroativa A regra inserida no último ACT foi negociada justamente para estabelecer um marco temporal e impedir que a Caixa promovesse cobranças retroativas sobre valores recebidos em anos anteriores. Sem essa proteção, na avaliação da representação dos empregados, o banco poderia tentar cobrar contribuições referentes ao período não prescrito, que pode alcançar os últimos cinco anos. A legislação trabalhista estabelece prazo prescricional de cinco anos para créditos decorrentes das relações de trabalho, observado o limite de dois anos após o encerramento do contrato. “Essa cláusula é uma proteção importante conquistada na negociação. Ela impede que o banco faça cobranças de anos anteriores e gere uma dívida inesperada para empregados, aposentados e ex-empregados. É mais uma demonstração concreta da importância do acordo coletivo e da organização dos trabalhadores”, ressaltou Luiza. Prazo passa de dez para 90 dias Quando as cobranças forem retomadas, elas deverão observar o marco estabelecido pelo ACT: somente poderão incidir sobre valores efetivamente pagos a partir de 1º de janeiro de 2026, data de início da vigência do acordo específico do Saúde Caixa. A Caixa também ampliará de dez para 90 dias o prazo para que o empregado ou ex-empregado analise a memória de cálculo e autorize o desconto em folha por meio do Portal Integramais. A Contraf-CUT e a CEE continuarão acompanhando a revisão das cobranças e, caso haja qualquer dúvida em relação aos cálculos, a orientação é para que o empregado conteste a cobrança e procure o seu sindicato. Percentuais aplicáveis O percentual da contribuição pessoal deverá considerar a regra do Saúde Caixa que vigorava no período ao qual a verba remuneratória reconhecida judicialmente se refere. Além da contribuição pessoal indicada na tabela, a Caixa deverá recolher ao Saúde Caixa a contribuição patronal correspondente, de acordo com as regras de custeio aplicáveis. A Contraf-CUT reforça: somente cabem cobranças sobre valores decorrentes de decisões judiciais que reconheçam verbas de natureza remuneratória e que tenham sido efetivamente recebidos a partir de 1º de janeiro de 2026. Fonte: Contraf-CUT

  • Consulta Nacional dos Financiários já está aberta e vai orientar a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2026

    Trabalhadoras e trabalhadores podem participar até 31 de julho; calendário da campanha prevê debates nas bases e Conferência Nacional em agosto A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Nacional dos Financiários, deu início aos preparativos da Campanha Nacional dos Financiários 2026. Uma das principais etapas desse processo é a Consulta Nacional dos Financiários, que já está disponível e pode ser respondida até o dia 31 de julho. O objetivo da consulta é ouvir as trabalhadoras e os trabalhadores do setor sobre suas principais demandas e expectativas em relação à campanha salarial. As respostas servirão de base para a construção da pauta de reivindicações que será negociada com as instituições financeiras, cuja data-base da categoria é 1º de outubro. Segundo a secretária de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Talita Régia da Silva, a participação da categoria é essencial para que a campanha reflita as reais necessidades dos financiários. "A Consulta Nacional é um dos instrumentos mais importantes da nossa campanha. É por meio dela que os financiários e financiárias têm a oportunidade de apontar suas prioridades e contribuir diretamente para a construção da pauta de reivindicações. Quanto maior a participação, mais forte será nossa representação na mesa de negociação e mais legitimidade teremos para defender os interesses da categoria." Para Jair Alves dos Santos, diretor executivo da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Nacional dos Financiários, a Campanha Nacional dos Financiários começa com a construção coletiva da pauta de reivindicações. “Por isso, é fundamental que cada financiária e cada financiário participe da consulta e dos debates promovidos em suas bases. Quanto maior for o envolvimento da categoria, mais representativa será a nossa pauta e mais força teremos na mesa de negociação para defender melhores salários, direitos, condições de trabalho e valorização profissional. A mobilização começa agora, e a participação de todos faz a diferença." Além da consulta, o calendário da Campanha Nacional prevê a realização de debates nas bases dos sindicatos e das federações, com o objetivo de elaborar propostas para a minuta de reivindicações, discutir resoluções e organizar a mobilização da categoria. Calendário da Campanha Nacional dos Financiários 2026 1º a 31 de julho – Realização dos debates locais nas bases das federações para elaboração de propostas à minuta de reivindicações, resoluções e organização da campanha; 1º a 31 de julho – Período de participação na Consulta Nacional dos Financiários; 5 de agosto (à tarde) e 6 de agosto (durante todo o dia) – Realização da Conferência Nacional dos Financiários, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. A Contraf-CUT reforça a importância da participação de toda a categoria nas atividades preparatórias da campanha. As contribuições colhidas durante a consulta e os debates regionais serão consolidadas na Conferência Nacional dos Financiários, quando será definida a pauta que orientará as negociações da campanha salarial deste ano. Acesse a Consulta Nacional dos Financiários e participe da construção da Campanha Nacional 2026. Fonte: Contraf-CUT

  • Trabalhadores vão à negociação com Fenaban em defesa da democratização do acesso ao emprego, com igualdade de condições para todos e todas

    Campanha Nacional: além de propostas de combate às desigualdades salariais e de oportunidades para mulheres, negros e negras, indígenas, pessoas LGBTQIA+ e PCDs, movimento sindical exigirá medidas para tirar categoria do endividamento A terceira rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários 2026, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), está marcada para essa quinta-feira (16), em São Paulo (SP), quando a categoria reivindicará da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) igualdade de oportunidades de acesso, ascensão e remuneração para mulheres, negros e negras, pessoas LGBTQIA+ e pessoas com deficiência (PCDs). Apesar de frequentemente celebrada nas propagadas de sites, TVs e outdoors, os bancos estão longe de refletir a diversidade nas agências e escritórios. Segundo dados organizados pelo Dieese a pedido do Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários, desde 2020 até abril de 2026, dos 31,1 mil postos de trabalho fechados no setor, 80% são vagas que antes eram ocupadas por mulheres. Os dados também evidenciam diferenças significativas de remuneração entre homens e mulheres e grupos raciais na categoria bancária. As mulheres bancárias recebem, em média, 18,4% menos que os homens brancos que atuam na mesma função. A diferença é maior para mulheres negras bancárias, com remuneração média 34,2% inferior aos dos colegas homens brancos. Nos cargos de liderança, as desigualdades são mais aprofundadas. Considerando o recorte racial, penas 24% das pessoas negras (homens e mulheres) estão nos cargos de liderança dos bacos. E apesar das mulheres ocuparem cerca de 46% dos cargos de liderança, a remuneração média feminina nessas funções é 25% inferior à dos homens que ocupam a mesma função. "Temos alertado que a implementação das novas tecnologias, por parte dos bancos, está vindo acompanhada de um aprofundamento das desigualdades no setor, revertendo esforços da categoria, em mesas de negociação, por igualdade de oportunidade e ascensão para todos e todas”, destaca a coordenadora do Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários, Juvandia Moreira. “Se os bancos continuam mantendo uma estrutura de remuneração e ocupação de cargos que penalizam mulheres, negros, PCDs e pessoas LGBTQIA+, o que estamos assistindo não é modernização real e que de fato traz ganhos sociais e econômicos para os trabalhadores e para a sociedade, e sim retrocessos por trazer impactos negativos como concentração de renda, enfraquecimento de direitos sociais, trabalhistas e contribuição para as desigualdades que enfrentamos no país", completa. Entre as reivindicações relacionadas ao tema que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão: Promoção da igualdade de oportunidades Cotas e metas: Admissão mínima de 30% de negros e negras e 1% de pessoas trans (elevando para 2% em quatro anos) nas novas contratações. Programa de trainees: Criação de um programa específico para trainees negros, correspondente a 0,5% do quadro funcional, com duração mínima de 6 meses. Proteção contra a violência doméstica: Garantia de teletrabalho, desde que solicitado expressamente pela trabalhadora vítima de violência doméstica, e manutenção do vínculo trabalhista por até 6 meses em casos de afastamento necessário. Mulheres na tecnologia (TI): Fortalecimento do programa de bolsas de qualificação integrais e reserva de vagas para bancárias na área de TI, combatendo a disparidade de gênero no setor tecnológico. Ascensão profissional: Aceleração da contratação de mulheres negras e estabelecimento de metas de gênero para todos os cursos e treinamentos. Combate ao racismo, discriminações e à LGBTfobia Direito de interrupção: O bancário vítima de insulto discriminatório pode interromper o atendimento imediatamente sem ser punido por insubordinação. Protocolo nacional contra o racismo: Instituição de canais de denúncia sigilosos e fluxos obrigatórios de apuração com transparência e acolhimento qualificado. Transparência: Criação de comissões capacitadas para validar a autodeclaração de candidatos negros e garantir a aplicação correta das políticas afirmativas. Proteção à família: Proibição de qualquer discriminação contra pais ou responsáveis por pessoas com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento. Isonomia para famílias plurais: Extensão de todos os benefícios e vantagens para parceiros em uniões homoafetivas e famílias plurais. Combate ao endividamento na categoria O Comando Nacional também levará para esta mesa a reivindicação para que os trabalhadores bancários sejam isentos do pagamento de quaisquer tarifas bancárias e que as taxas de juros para operações com cheque especial, empréstimos e cartão de crédito fiquem limitadas em 0,5% ao mês para a categoria. "Na Consulta Nacional que realizamos neste ano e teve a participação de quase 55 mil respondentes, 71% da categoria afirmou que está com dívidas. Esse alto índice, porém, não pode ser lido como irresponsabilidade dos trabalhadores do setor”, pontuou Juvandia Moreira, que além de coordenadora do Comando Nacional é presidenta da Contraf-CUT. “Segundo a CNC, entidade de pesquisa, 80% das famílias brasileiras estão endividadas. Esses altos índices, portanto, estão relacionados aos juros altos que, como todos nós sabemos, são de prática histórica das empresas que atuam no sistema financeiro brasileiro", arrematou a dirigente. Leia também: Comando Nacional exige suspensão das demissões e do fechamento de agências Fonte: Contraf-CUT

  • Contraf-CUT orienta empregados da Caixa sobre cobranças do Saúde Caixa

    CEE questiona cobranças sobre valores de verbas remuneratórias recebidos de ações judiciais antes da vigência do atual ACT e orienta trabalhadores a procurarem seus sindicatos Sindicatos de todo o país estão recebendo reclamações de empregados e empregadas da Caixa sobre cobranças de contribuições ao Saúde Caixa incidentes sobre verbas remuneratórias recebidas em processos judiciais trabalhistas antes de 1º de janeiro de 2026. A cobrança contraria o entendimento da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa sobre o atual Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo a assessoria jurídica que acompanha as negociações da CEE com a Caixa, a cláusula 2ª, parágrafo 5º, estabelece que as contribuições pessoal e patronal devem incidir sobre valores pagos a partir da vigência do acordo. A Contraf-CUT, por meio da CEE/Caixa, já questionou o banco e solicitou esclarecimentos e a regularização dos casos. “Na negociação, ficou definido que a contribuição passaria a valer para os valores pagos a partir da vigência do ACT. Não há previsão de cobrança retroativa sobre verbas recebidas anteriormente”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. Orientação Os empregados, empregadas, aposentados e aposentadas que receberam a cobrança relativa ao período anterior a 2026 devem: Responder à Caixa contestando a cobrança; Não autorizar o desconto no Portal Integramais; Procurar o sindicato de sua base e encaminhar a cobrança e a memória de cálculo; Aguardar nova orientação da CEE/Caixa e das entidades sindicais. A Contraf-CUT divulgará novas orientações assim que receber uma resposta formal do banco. Fonte: Contraf-CUT

  • COE cobra avanços em direitos na primeira negociação específica com o Santander

    Mesa debate ampliação das bolsas de estudo, inclusão de PCDs, isenção de tarifas e melhores condições de crédito A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander realizou, na tarde desta terça-feira (14), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, a primeira mesa de negociação da pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com o banco. Na abertura dos trabalhos, a coordenadora da COE, Ana Marta Lima, reafirmou que o objetivo do movimento sindical é preservar as conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e avançar na ampliação de direitos. "A pauta de reivindicações foi construída pelos trabalhadores de todo o Brasil, após um longo processo de debates realizados nos sindicatos, encontros estaduais e regionais, até chegar ao Encontro Nacional, realizado em junho. Sabemos que o banco tem plenas condições de atender essas reivindicações", afirmou. A pauta apresentada está organizada em três eixos: manutenção das cláusulas já existentes, aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e inclusão de novas reivindicações. Entre os principais pleitos estão a ampliação do programa de bolsas de estudo, a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais —, condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de crédito. Mais proteção para PCDs e seus dependentes As reivindicações voltadas às pessoas com deficiência ocuparam boa parte da reunião. Com o objetivo de promover mais inclusão e eliminar barreiras, a COE reivindicou a criação de um auxílio terapêutico para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa condição, mediante apresentação de laudo médico e documentação comprobatória. A pauta também prevê a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência, estendendo o benefício aos trabalhadores que tenham dependentes legais nas mesmas condições. Outra reivindicação é a concessão de redução de 50% da jornada diária de trabalho para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais com deficiência, sem redução salarial. Além disso, a COE defende prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes com deficiência, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015. Reconhecimento aos trabalhadores Ao comentar a resposta inicial do banco, de que seria necessário calcular o impacto financeiro de algumas das propostas, a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, destacou que o reconhecimento aos empregados deve ser compatível com a contribuição dos trabalhadores para os resultados da instituição. "Nosso esforço precisa ser reconhecido. Nós construímos o sucesso desse banco no Brasil e merecemos reconhecimento e tratamento melhor", afirmou. As negociações terão continuidade nos dias 22 de julho, no período da tarde, e 28 de julho, pela manhã, quando a COE espera receber as primeiras devolutivas do banco sobre as reivindicações apresentadas. Fonte: Contraf-CUT

  • COE cobra avanços ao Bradesco e conquista retorno do registro de ponto para gerentes de relacionamento empresas

    Em reunião com o banco, comissão debateu mudanças no Bradesco Saúde, programa Supera, remuneração variável e reforçou reivindicações da categoria A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu, na manhã desta segunda-feira (13), por videoconferência, com representantes do banco para discutir uma série de temas de interesse dos trabalhadores. Entre os principais resultados do encontro estão o compromisso de retomada do registro de ponto para os gerentes de relacionamento empresas, o debate sobre as mudanças no Bradesco Saúde e a apresentação do programa de remuneração variável Supera para 2026. Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica Oliveira, a reunião trouxe avanços importantes, mas ainda há muitas demandas da categoria que precisam ser atendidas. "Avançamos em vários pontos, mas temos muito pra melhorar. Estamos muito atentos aos pedidos e reclamações dos bancários e vamos insistir neles. O banco passa por muitas transformações, o lucro vem crescendo e os bancários do Bradesco merecem ser valorizados por isso", afirmou. Registro de ponto Atendendo a uma reivindicação da COE, o Bradesco informou que os gerentes de relacionamento empresas voltarão a registrar o ponto. Segundo o banco, com a modernização do sistema eletrônico de controle de jornada, implementada na última renovação do acordo, passou a ser possível o registro da jornada desses trabalhadores. A medida será implementada após a assinatura de um acordo entre a Contraf-CUT e o Bradesco. Mudanças no Bradesco Saúde Durante a reunião, o banco apresentou as alterações no Bradesco Saúde, que, segundo a instituição, são resultado de um processo de escuta dos trabalhadores, diálogo com o movimento sindical e adequação às práticas de mercado. Entre as mudanças anunciadas estão: inclusão dos estagiários no Bradesco Saúde; ampliação da cobertura odontológica, com próteses para todos os beneficiários e ortodontia completa a partir do cargo de gerente de agência; inclusão de cônjuge no plano, independentemente de ser dependente no Imposto de Renda; criação do plano Nacional Plus para empregados a partir do cargo de gerente de agência; manutenção das regras atuais para funcionários antigos em relação aos dependentes já cadastrados; cobrança de mensalidade para novos cônjuges incluídos por empregados antigos; para os empregados admitidos a partir de 1º de julho de 2026, cobrança de mensalidade para dependentes, como cônjuges e filhos. A COE manifestou preocupação com a diferenciação de direitos entre os trabalhadores e criticou a limitação da cobertura de ortodontia apenas para empregados a partir do cargo de gerente de agência. A comissão também solicitou ao banco uma tabela detalhada com os valores das mensalidades dos dependentes e reforçou reivindicações históricas da categoria, como a ampliação da rede credenciada, especialmente fora dos grandes centros urbanos, melhorias nos valores de reembolso e a manutenção do plano de saúde para os aposentados. Programa Supera e remuneração variável O banco apresentou o desenho do programa de Participação por Resultados (PPR) Supera para o exercício de 2026. Entre os avanços informados estão a garantia de pagamento para bancárias da força de vendas durante a licença-maternidade e a redução do percentual mínimo de cumprimento de metas das agências e da área Empresas de 95% para 90%, facilitando o acesso ao programa. O Bradesco também apresentou a estrutura do programa de PPR da chamada segunda onda, voltada às áreas de atacado do banco, que deverá contemplar aproximadamente mais 10 mil trabalhadores. A COE reivindicou a redução dos patamares de ROAE para pagamento do Programa de Remuneração Bradesco (PRB), reajuste das faixas de pagamento com base na melhora dos resultados do banco e mudanças nos critérios de aferição das metas em casos de dissolução de carteiras de clientes, situação que frequentemente prejudica os gerentes. Sobre esse último ponto, o banco informou que já possui um mecanismo de revisão dos resultados e que, após os pagamentos, mantém uma janela de 45 dias para análise de eventuais questionamentos e complementação dos valores quando necessário. Em relação às demais reivindicações, informou que, neste momento, não há possibilidade de avanços. Próximos passos Ao final da reunião, a COE solicitou ao Bradesco a definição de uma data para a realização de um encontro presencial destinado à entrega da pauta específica de reivindicações dos trabalhadores, dando continuidade às negociações permanentes entre a representação dos empregados e o banco. Fonte: Contraf-CUT

  • Banrisulenses entregam pauta de reivindicações e dão início à campanha salarial

    Comissão de Organização dos Empregados (COE) foi recebida pelo presidente do banco, Fernando Lemos, nesta quarta-feira, 8 de julho Nesta quarta-feira (8), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Banrisul entregou a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026 à direção do banco. Os representantes dos empregados e empregadas foram recebidos pelo presidente do Banrisul, Fernando Lemos, acompanhado dos negociadores do banco, na sala da Presidência. “Este é o primeiro passo para que tenhamos uma série de rodadas de negociações e que a gente consiga conduzi-las da melhor forma para os colegas e que consigamos sair com a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho”, ressaltou a coordenadora da COE, Raquel Gil. O presidente do SindBancários Porto Alegre e Região, Luciano Fetzner, que também é coordenador da COE, solicitou que a diretoria do banco olhe a pauta com carinho, porque ela representa os anseios de todos os empregados e empregadas. “Tivemos um grande encontro há uns dias em que conseguimos construir uma pauta de reivindicações que atende cada setor do banco, todas as funções, todas as áreas de trabalhadores e trabalhadoras. São discussões de uma série de direitos, que farão sentido para a estrutura e crescimento do banco e o merecido reconhecimento aos empregados, que geram os lucros para a empresa”, completou Fetzner. Ao receber a pauta, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, destacou a importância da manutenção do diálogo entre o banco e a representação dos trabalhadores. Segundo ele, mesmo diante das divergências naturais do processo negocial, foi possível construir uma relação de respeito e diálogo nas últimas negociações, ambiente que considera importante preservar ao longo da Campanha Salarial 2026. A pauta entregue ao banco é resultado de um amplo processo de construção coletiva. O documento foi elaborado pela COE Banrisul a partir da atualização do atual Acordo Coletivo de Trabalho, das contribuições encaminhadas pelos sindicatos, dos resultados da Consulta Nacional dos Banrisulenses e das deliberações aprovadas por unanimidade durante o 33º Encontro Nacional dos(as) Banrisulenses. Entre os principais pontos da pauta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho dos Banrisulenses estão: Valorização das funções e correção das distorções da reestruturação do banco; Combate às metas abusivas e ao assédio moral; Fortalecimento das políticas de saúde e enfrentamento ao adoecimento da categoria; Reajuste dos benefícios e valorização da remuneração; Realização de novos concursos públicos; Democratização da gestão do banco; Fortalecimento da Cabergs e da Fundação Banrisul; Mais segurança nas agências; Defesa permanente do Banrisul público. A primeira rodada de negociação está agendada para a próxima terça-feira, 14 de julho. A categoria pode acompanhar o andamento da Campanha Salarial 2026 pelos canais oficiais da Fetrafi-RS e do SindBancários Porto Alegre e Região. Fonte: Imprensa SindBancários POA e Fetrafi/RS

  • Dados apresentados pela Caixa reforçam necessidade do fim do teto do Saúde Caixa

    CEE/Caixa cobra retirada do limite de 6,5% da folha salarial para custeio do plano; para representação dos empregados, teto transfere cada vez mais despesas para trabalhadores, aposentados e pensionistas Os dados apresentados pela Caixa durante a mesa de negociação desta quarta-feira (8), em São Paulo, reforçam a necessidade de acabar com o teto de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o Saúde Caixa. Para a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), os números confirmam que a limitação da participação da empresa no custeio do plano pressiona os empregados, aposentados e pensionistas, justamente em um cenário de aumento permanente dos custos assistenciais. A reunião marcou a primeira mesa de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a Caixa. Na pauta, além do Saúde Caixa, também foram discutidas questões referentes à diversidade, como a garantia de direitos para pessoas com deficiência e neurodivergentes, combate ao racismo, igualdade de oportunidades para mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, empregadas com mais de 40 anos. No debate sobre o plano de saúde, a representação dos empregados voltou a defender o fim do teto, a retomada do modelo de custeio com participação de 70% da Caixa e 30% dos usuários, a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além da defesa do Saúde Caixa para todos, com fim do teto de custeio, isonomia de direitos para contratados a partir de setembro de 2018 e melhoria da rede de atendimento. Logo na abertura, a CEE reforçou que a mesa de negociação precisa ser respeitada e valorizada pela Caixa, não apenas durante a Campanha Nacional, mas também nas negociações permanentes. A representação dos empregados destacou que a força do banco público passa pela valorização de quem trabalha na instituição, pela recomposição do quadro de pessoal e pelo respeito às entidades representativas. “A Caixa só cumpre plenamente seu papel de banco público quando respeita seus empregados e negocia de verdade com a representação eleita pela categoria. Esta mesa é o espaço legítimo para tratar dos direitos dos trabalhadores, do Saúde Caixa, da diversidade e das condições de trabalho”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. Saúde Caixa é ponto decisivo da campanha A Caixa apresentou dados que mostram que, em 2025, o Saúde Caixa registrou despesas assistenciais de R$ 4,294 bilhões, despesas totais de R$ 4,387 bilhões e receita total de R$ 3,759 bilhões. A participação da Caixa, limitada a 6,5% da folha de pagamento e proventos, foi de R$ 2,063 bilhões. Já os usuários contribuíram com R$ 1,392 bilhão em mensalidades e R$ 303,5 milhões em coparticipação. Para Luiza Hansen, os dados deixam claro que o teto precisa ser retirado. “A própria apresentação da Caixa mostra que as despesas do plano crescem em um ritmo que não cabe dentro de uma trava fixa de 6,5% da folha. Quando a participação do banco fica limitada, quem paga a diferença são os empregados, aposentados e pensionistas. O fim do teto é condição para preservar o Saúde Caixa como um plano solidário, sustentável e acessível”, afirmou. Luiza também observou que “Dentre os dados apresentados pela empresa, único plano superavitário entre as estatais tem a correlação de 70% de pagamento pela empresa e 30% pelos empregados”, disse. A CEE também destacou que a inflação médica cresce muito acima da inflação geral e dos reajustes salariais, o que aprofunda o problema provocado pelo teto. A representação dos empregados alertou que, quando os custos do plano sobem acima da variação salarial, a diferença acaba recaindo sobre os usuários. A preocupação é que novos reajustes no Saúde Caixa consumam parte do ganho real reivindicado pela categoria na Campanha Nacional. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica dos empregados e não pode ser tratado como mera despesa a ser contida às custas da saúde dos trabalhadores. A Caixa é uma empresa pública, lucrativa, com papel social estratégico, e precisa assumir sua responsabilidade com a saúde de quem sustenta o banco todos os dias”, disse o representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi)do Rio Grande do Sul, Lucas Cunha. Teto aumenta peso sobre os usuários Na avaliação da CEE, o teto estatutário distorce o modelo de custeio do Saúde Caixa. O plano foi construído com base na solidariedade entre ativos, aposentados, pensionistas e dependentes. Mas, ao limitar a contribuição da empresa, o teto quebra esse equilíbrio e aumenta progressivamente o peso sobre os usuários. Lucas afirmou que os números apresentados pela Caixa reforçam uma cobrança antiga do movimento associativo e sindical. “O teto de 6,5% é o principal problema estrutural do Saúde Caixa. Ele impede que a Caixa acompanhe adequadamente a evolução dos custos assistenciais e empurra a conta para os empregados. Os dados apresentados mostram que não há saída justa e sustentável sem a retirada desse limite”, afirmou. A coordenadora da CEE/Caixa ressaltou que o Saúde Caixa não pode ser comparado a planos de mercado, porque é um plano de autogestão, construído a partir da relação de trabalho e da responsabilidade da Caixa com seus empregados. “O Saúde Caixa não existe para gerar lucro. Ele existe para garantir atendimento de qualidade às empregadas, empregados, aposentados, pensionistas e seus dependentes. Por isso, a lógica tem que ser a da solidariedade, não a da transferência de custos para os usuários”, completou. Envelhecimento da carteira exige mais responsabilidade da Caixa Outro ponto apresentado pela Caixa foi o perfil da carteira do Saúde Caixa. O plano possui 127.401 famílias e 273.291 beneficiários. Os dados mostram que os beneficiários com 59 anos ou mais representam 30,72% do total e concentram 52,33% das despesas. Já os beneficiários de 0 a 18 anos representam 21,4% da carteira e respondem por 8,94% dos gastos. Para a CEE, esses dados reforçam a importância do pacto intergeracional. O envelhecimento da carteira é uma realidade dos planos de autogestão e precisa ser enfrentado com financiamento adequado, e não com aumento de cobrança sobre quem depende do plano. “O envelhecimento da carteira não pode ser usado como justificativa para penalizar aposentados, empregados da ativa e dependentes. Ele confirma justamente a necessidade de fortalecer o pacto intergeracional e ampliar a responsabilidade da Caixa no custeio”, afirmou Luiza Hansen. Pós-2018 também precisam de garantia A representação dos empregados também voltou a cobrar isonomia para os contratados a partir de setembro de 2018. Segundo informações apresentadas na mesa, há aproximadamente 14 mil empregados nessa situação, dos quais cerca de 11 mil estão no Saúde Caixa. A minuta específica da categoria reivindica a garantia do Saúde Caixa para todos, inclusive na aposentadoria, aos admitidos a partir de 1º de setembro de 2018, além do fim do teto estatutário e da garantia da proporção de custeio de 70% para a Caixa e 30% para os empregados. “Não aceitamos empregados de primeira e de segunda categoria. Quem entrou depois de 2018 trabalha para a mesma Caixa, atende a mesma população e precisa ter o mesmo direito ao Saúde Caixa, inclusive quando se aposentar. Isso é justiça e isonomia”, afirmou Luiza. Rede credenciada e transparência A CEE também cobrou melhorias na rede credenciada, especialmente em pequenas cidades e regiões com vazios assistenciais. A Caixa informou que a proposta de convênio de reciprocidade com a Cassi, reivindicação da CEE e do Conselho de Usuários há tempos, caminhou. Dados preliminares indicam que o convênio teria potencial de ampliar a rede em 1.803 municípios, com potencial de atendimento a cerca de 95 mil beneficiários e integração de 7.037 prestadores do Saúde Caixa, além de redução da necessidade de reembolsos integrais. Para a representação dos empregados, a ampliação da rede é importante, mas precisa priorizar as regiões mais críticas e ser acompanhada de transparência. A CEE reforçou que os dados financeiros, assistenciais, atuariais e de rede devem ser apresentados primeiro e de forma completa na mesa de negociação e ao Conselho de Usuários. “A mesa de negociação é o fórum legítimo para discutir o Saúde Caixa. Os dados precisam ser apresentados com transparência, para que a representação dos empregados possa avaliar, questionar e propor soluções. O plano pertence aos usuários e sua gestão precisa respeitar esse princípio”, destacou Luiza. Campanha segue com mobilização A CEE/Caixa defende que o fim do teto de 6,5% seja tratado como prioridade na Campanha Nacional 2026. Para as entidades, os dados apresentados pela Caixa confirmam que a sustentabilidade do Saúde Caixa depende de mais participação do banco, e não de mais cobrança dos usuários. “Acabar com o teto é defender o Saúde Caixa, defender a renda dos empregados e defender o direito à saúde. Essa será uma luta central da campanha”, concluiu a coordenadora da CEE/Caixa. Dados e transparência A CEE também cobrou acesso completo e prévio aos dados do Saúde Caixa na mesa de negociação. Para a representação dos empregados, informações sobre receitas, despesas, rede, sinistralidade, custeio e projeções precisam ser apresentadas de forma transparente ao fórum legítimo de negociação, ao Conselho de Usuários e à CEE/Caixa, que é quem dá assistência à Contraf-CUT às negociações com o banco e representa aproximadamente 82% das empregadas e empregados do banco em todo o país, segundo dados do banco. Escola Inclusiva e medicamentos Outro ponto apresentado pela representação dos empregados foi a necessidade de retirar do Saúde Caixa custos que devem ser assumidos diretamente pela empresa. A CEE defende que benefícios relacionados à política de recursos humanos, como Escola Inclusiva e reembolso de medicamentos de uso contínuo, sejam custeados pela Caixa, e não pelo plano. A minuta reivindica que o benefício Escola Inclusiva, voltado a filhos PcDs e neurodivergentes, seja transferido para os custos de gestão da empresa, deixando de compor as despesas do Saúde Caixa. Diversidade precisa virar compromisso em acordo A Caixa apresentou dados de ações em diversidade e inclusão sobre iniciativas desenvolvidas pelo banco e metas estruturais para 2026. O banco informou que possui oito comissões de diversidade e que realiza, desde maio, o 1º Censo de Diversidade específico da Caixa. Também foram apresentados dados sobre ações de letramento LGBTQIA+, acessibilidade física e digital, formação em Libras, oficinas de inclusão PcD, mentoria para mulheres e pessoas pretas, pardas e indígenas, além de metas para ampliar a presença de mulheres e pessoas negras, indígenas, amarelas e PcDs em cargos de gestão. A CEE reconheceu a importância das iniciativas, mas cobrou mais dados para que possa analisar as iniciativas com mais cuidados. “Não foram apresentados dados sobre igualdade racial e não há políticas para atender demandas de PCDs. Também é preciso garantir a renda de mulheres vítimas de violência doméstica que precisem ser transferidas para se sentirem seguras de que não voltarão a sofrer violências do agressor”, observou a representante da Fetrafi Nordeste, Cândida Fernandes (Chay). A representação das empregadas e empregados também reivindicou que as políticas de diversidade sejam garantidas no ACT, para que não dependam apenas da vontade de cada gestão. Cobrou também a informação prévia das reuniões aos representantes sindicais nos comitês e espaços internos que discutem diversidade, para que a participação do movimento sindical seja efetiva. “Programas são importantes, mas direitos precisam estar protegidos em acordo coletivo. Quando colocamos esses compromissos no ACT, damos estabilidade às políticas, garantimos acompanhamento e criamos instrumentos para cobrar avanços concretos”, afirmou o representante da Federa-RJ, Rogério Campanate. PCDs e neurodivergentes cobram avanços Um dos pontos mais debatidos foi a pauta das pessoas com deficiência e neurodivergentes. A representação dos empregados relatou dificuldades no enquadramento de pessoas autistas como PcDs e cobrou mais participação dos próprios empregados PcDs na construção de cartilhas, normas e políticas internas. A CEE lembrou que houve avanços no ACT anterior para pais e mães de filhos com deficiência, mas destacou que é preciso avançar também nos direitos dos próprios empregados PcDs. A minuta reivindica reconhecimento da pessoa autista como pessoa com deficiência, desburocratização dos processos de enquadramento, adaptações razoáveis, acessibilidade nas unidades, acompanhamento multidisciplinar, combate ao capacitismo e fiscalização sindical dos critérios usados pela Caixa. Outro ponto cobrado foi o teletrabalho para empregados PcDs e neurodivergentes, quando houver recomendação técnica ou médica. A CEE apontou desigualdades entre unidades, com colegas em situações semelhantes recebendo tratamentos diferentes. A representação dos empregados defendeu que as condições de saúde e acessibilidade precisam ser tratadas como direito, não como concessão da chefia. “Não se trata de privilégio. Estamos falando de acessibilidade, inclusão e condições reais de trabalho. A Caixa precisa garantir que empregados PcDs e neurodivergentes tenham suas necessidades respeitadas, sem depender da sensibilidade de cada gestor ou de judicialização”, disse Luiza. Mulheres, raça, LGBTQIA+ e etarismo A representação dos empregados também cobrou dados mais completos sobre raça, gênero, idade, orientação sexual, cargos, funções e evolução na carreira. A avaliação da CEE é que só é possível medir a efetividade das políticas de diversidade com transparência e acompanhamento permanente. Durante a reunião, foi destacado que os dados apresentados sobre mulheres em cargos de chefia precisam ser aprofundados. A CEE questionou quantas mulheres chegam aos cargos mais altos, como ocorre o encarreiramento após os 40 anos e qual é a presença feminina nas vice-presidências e demais posições estratégicas. Na pauta racial, a representação cobrou informações sobre onde estão as pessoas negras na estrutura da Caixa, como evoluem na carreira e quais são os protocolos efetivos para casos de racismo praticados por clientes, gestores ou colegas. A representante da Fetrafi-NE defendeu que a Caixa disponibilize apoio psicológico e jurídico, por meio das Gipes, para empregados vítimas de racismo. “Não basta divulgar uma norma ou dizer que existe protocolo. A vítima precisa saber a quem recorrer, precisa ser acolhida e precisa ter segurança de que não será retaliada. Racismo é violência, e a Caixa tem obrigação de proteger seus empregados”, afirmou. Também foi reforçada a cobrança por estabilidade de renda e proteção funcional para empregadas vítimas de violência doméstica, além de medidas permanentes contra LGBTfobia, discriminação de gênero e etarismo. Calendário de negociação A CEE reforçou que as empregadas e empregados devem acompanhar os canais oficiais da Contraf-CUT, Fenae, Apcefs e sindicatos para se manterem informados sobre o andamento das negociações. As próximas mesas específicas com a Caixa estão previstas para os dias 17, 23 e 31 de julho, em São Paulo. “A mobilização da categoria é fundamental. Negociação forte depende de empregado informado, organizado e acompanhando cada passo da campanha. Vamos seguir cobrando avanços reais, tanto no Saúde Caixa quanto na diversidade, porque esses temas mexem diretamente com a vida das pessoas”, concluiu Luiza Hansen. As negociações específicas com a Caixa continuam em julho. A orientação é que empregadas e empregados acompanhem os sites e redes sociais da Contraf-CUT, e de seus sindicatos para se manterem informados e mobilizados. Fique bem informado sobre as notícias específicas Caixa na Campanha Nacional 2026. Acesse o link abaixo e entre no grupo para receber notícias.https://chat.whatsapp.com/Fosc4juP7wbGchVPmqgsLz Fonte: Contraf-CUT

  • Campanha Nacional no BB: Movimento sindical reivindica abertura de concursos públicos e valorização dos funcionários

    Em manifesto entregue ao banco, trabalhadores defendem o papel do BB como banco público à serviço do desenvolvimento, com manutenção das agências para o atendimento presencial e humanizado à população A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com os representantes do banco, nesta quarta-feira (8), na primeira rodada de negociações no âmbito da Campanha Nacional 2026, para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do BB. A principal pauta do encontro de hoje foi a defesa do emprego. "O BB precisa ter o foco no funcionário, no cliente e no fortalecimento da sua responsabilidade como banco público. O papel do banco público não é o de ser um banco meramente de mercado, que busca somente o lucro, mas que está presente em todas as regiões e cidades do interior, estimula o desenvolvimento, a partir da ampliação do acesso ao crédito que fortalece a produção e reduz as desigualdades", resumiu a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. O movimento sindical reforçou que existe um movimento de mudanças estruturais que estão descaracterizando a função pública do BB. "O cenário hoje é de agências com poucos funcionários, de prefixos sendo agregados e agências transformadas em lojas. Paralelo a esse movimento, ocorre o aumento de correspondentes bancários contratados pelo próprio banco e que atendem clientes que poderiam ser atendidos por funcionários do BB", destacou Fernanda Lopes. Abertura de concursos públicos Diante desse quadro, a categoria reforçou a reivindicação pela abertura de concursos públicos, para garantir a qualidade do atendimento presencial e humanizado aos clientes e pela saúde mental da categoria. "Os colegas estão sobrecarregados, nas agências e unidades administrativas, submetidos ao cumprimento de metas que são cada vez mais elevadas. Os dados do INSS comprovam que os escriturários e os gerentes de bancos estão entre as funções que mais se afastam por doenças mentais, relacionadas ao trabalho", destacou Maria Aparecida da Silva (Cida), representante da FEEB SP/MS. Os membros da CEBB destacaram que estão registrando, em todas as bases, agências em que clientes aguardam até mais de uma hora, por conta da insuficiência de funcionários para atendê-los. E reforçaram que a saída é a recomposição do corpo de funcionários via concurso público, com a garantia de que a população de regiões menos assistidas continue sendo assistida. Avanços para os funcionários de bancos incorporados Os trabalhadores reforçaram a reivindicação para que os colegas de bancos incorporados pelo BB (como Banco Nossa Caixa/BNC, Banco do Estado de Santa Catarina/Besc e Banco do Estado do Piauí/BEP) tenham os mesmos direitos previdenciários (Previ) e de saúde (Cassi) que os demais funcionários do banco público. "Entendemos que a integração é complexa, seja pela conciliação de direitos, seja pelas diferenças atuariais, financeiras e custeio dos planos originais em relação à Previ e à Cassi. Mas acreditamos que a integração é possível, a partir da combinação de acordos coletivos, aportes financeiros do banco e reformas no modelo de custeio que beneficiem a categoria e protejam o princípio de solidariedade", reforçou Fernanda Lopes. Segurança bancária As mudanças estruturais, com prefíxos sendo integrados e transformação de agências em lojas, estão resultado ainda na retirada de mecanismos de segurança que antes eram tradicionais dos bancos: as portas giratórias e vigilantes. "Defendemos manutenção das portas giratórias e da vigilância em todos os tipos de unidades, sejam agências, lojas ou unidades de atendimento. Ainda que em algumas dessas unidades não se trabalhe mais com o numerário (dinheiro físico), os funcionários e funcionárias estão sendo expostos às situações de violência", destacou Fernanda Lopes. "O BB não pode se deter na ideia de que a porta giratória não é uma boa experiência para o cliente, mas sim que é uma ferramenta que reforça a segurança, tanto para os funcionários quanto para os próprios clientes, pois reduz drasticamente o risco de serem abordados por criminosos", completou a dirigente. O movimento sindical também reforçou que a vigilância ajuda a reduzir casos de violência de clientes para com os funcionários. Escala 4x3 Os representantes dos trabalhadores do Banco do Brasil defenderam a escala 5x2 para todos os funcionários e que, ainda, que há espaço para a implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho para três dias de descanso), respeitando a jornada diária de 6h. "Reforçamos a nossa pauta de redução da jornada para todos os funcionários. Entendemos que temos uma situação grave, que é do aumento de casos de adoecimento da categoria como um todo. E existem vários estudos de caso, inclusive do próprio banco, que mostram que a redução da jornada, além de aumentar a produtividade do trabalhador, traz impactos positivos à saúde mental", destacou Rodrigo Britto, presidente da Fetec-CUT/CN. Fernanda Lopes arrematou que as novas tecnológicas permitem que a escala 4x3 possa ser implementada no Banco do Brasil, sem comprometer o atendimento ao público, possibilitando a melhora da qualidade de vida do funcionalismo e dos ganhos de produtividade à empresa. Incorporação das comissões Os sindicatos também reivindicaram a "incorporação das comissões", portanto o direito dos trabalhadores de manterem os valores da gratificação de função (comissão), mesmo se o funcionário perder ou deixar o cargo de confiança. Os membros da CEBB querem ainda que esse direito seja acompanhado da regra dos 10% a cada ano, ou seja, que uma fração de 10% da comissão seja incorporada à remuneração do funcionário a cada ano, até somar 100%. "Esse, aliás, é um critério de estabilidade financeira muito comum em disputas trabalhistas", pontuou Fernanda Lopes. Acúmulo e desvio de funções O movimento sindical denunciou que, em algumas bases, estão sendo registrados trabalhadores realizando atividades que não são relacionados às suas funções de registro. Entre os exemplos, estão gerentes de serviços que acabam acumulando funções administrativas e negociais. E, ainda, de escriturários que acabam tendo que fechar e abrir caixas, sem o direito de receberem o adicional da função de caixa. O banco respondeu que irá apurar os casos levados à mesa. "No fim, tudo esbarra na questão de falta de funcionários, e que traz outros impactos como a dificuldade de ascensão de trabalhadores, que são impedidos de assumirem funções mais elevadas em outras unidades, porque estão em locais que já estão com cargos vagos ou posições de trabalho deficitárias no quadro de funcionários (claros)", explicou Fernanda Lopes. "Os claros são um grande problema não só pela questão do atendimento aos clientes, mas também pela questão do adoecimento do pessoal", reforçou Ewerton Lopes, representa a FETEC-SP na CEBB. Pessoas com Deficiência (PCDs) O movimento sindical reivindicou neste ponto que o banco derrube o limite de idade de filhos PCDs que necessitam de suporte. "Hoje, o ACT possibilita o abono falta aos funcionários com filhos PCDs de até 14 anos, quando necessitam levar seus filhos para alguma terapia, atendimento médico ou outro tipo de suporte. Mas a realidade é que existem filhos que precisarão de suporte a vida toda, por isso a nossa reivindicação é pelo fim do limite de idade", registrou a representa a representante da Fetrafi-RS na CEBB, Priscila Aguirres. Essa reivindicação inclui o pedido de jornada de trabalho reduzida aos funcionários que possuem como dependentes pessoas com deficiência, principalmente com deficiência intelectual, conforme art. 98 da Lei 8112/1990. Reembolso de conselhos profissionais (OAB, CREA, etc.) A categoria reivindics que o banco devolva o valor integral da anuidade paga por funcionários ligados às entidades regulamentadoras de profissões, a exemplo da OAB, CREA, CRM e CRP. Agenda das próximas negociações: 17/07 – Igualdade de oportunidades, endividamento e monitoramento23/07 – Saúde e condições de trabalho31/07 – Remuneração e cláusulas econômicas Manifesto em defesa do BB público Antes de apresentarem as reivindicações, a CEBB iniciou o encontro entregando à representação da empresa um manifesto em defesa do Banco do Brasil como banco público e necessário para o desenvolvimento de todas as regiões do país. "O Brasil precisa de um Banco do Brasil que seja muito mais do que um banco lucrativo. Precisa de um banco que seja instrumento de política econômica nacional, capaz de estimular o desenvolvimento, ampliar o acesso ao crédito, fortalecer a produção, reduzir desigualdades e impulsionar a geração de emprego e renda", destacam os dirigentes em um dos trechos do manifesto. A seguir, o manifesto na íntegra: Em defesa do Banco do Brasil, de suas funcionárias e funcionários e do desenvolvimento do Brasil O Banco do Brasil não é apenas uma instituição financeira. É parte da história do Brasil. Há mais de duzentos anos, o Banco do Brasil acompanha o crescimento do país, atravessa crises, participa das grandes transformações nacionais e ajuda a construir oportunidades onde o mercado, sozinho, jamais chegou. Sua existência se confunde com a própria construção do Estado brasileiro. É justamente por conhecer essa história que afirmamos: o Banco do Brasil precisa retomar, com ainda mais força, o protagonismo de sua função pública e social. O Brasil precisa de um Banco do Brasil que seja muito mais do que um banco lucrativo. Precisa de um banco que seja instrumento da política econômica nacional, capaz de estimular o desenvolvimento, ampliar o acesso ao crédito, fortalecer a produção, reduzir desigualdades e impulsionar a geração de emprego e renda. Ao longo de sua história, o Banco do Brasil sempre cumpriu esse papel. Foi parceiro do agricultor, do comerciante, da indústria, do pequeno empreendedor e dos municípios brasileiros. Foi o banco que levou desenvolvimento para onde nenhum outro quis chegar. E continua sendo. Quando se fala em agronegócio, é impossível ignorar a importância do Banco do Brasil. Se o agro costuma dizer que carrega o PIB nas costas, é justo lembrar que, há décadas, é o Banco do Brasil quem carrega o agro no colo, financiando safras, investimentos e garantindo crédito em todas as regiões do país. Mas a missão do Banco do Brasil vai muito além disso. Queremos um banco que continue apoiando o agronegócio, mas que volte a colocar a agricultura familiar no centro de sua atuação. São milhões de pequenos produtores responsáveis por grande parte dos alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros. Apoiar a agricultura familiar significa fortalecer a segurança alimentar, promover desenvolvimento regional e manter vivas milhares de pequenas comunidades espalhadas pelo país. Queremos também um Banco do Brasil que amplie sua atuação junto aos micro, pequenos e médios empreendedores, oferecendo crédito acessível para quem produz, gera empregos e movimenta a economia real. Queremos um Banco do Brasil capaz de impulsionar novamente a indústria nacional, oferecendo condições de financiamento tão competitivas quanto aquelas disponibilizadas ao setor agropecuário. O fortalecimento da indústria significa mais inovação, maior agregação de valor, empregos qualificados e desenvolvimento sustentável para o país. É exatamente essa capacidade de utilizar o crédito como instrumento de desenvolvimento que diferencia um banco público de uma instituição preocupada exclusivamente com o lucro de curto prazo. Da mesma forma, queremos um Banco do Brasil presente onde a população precisa dele. Um banco que continue chegando às pequenas cidades, aos distritos, às comunidades rurais e às regiões mais distantes do país. Um banco que compreenda que sua capilaridade não representa um custo, mas uma das maiores riquezas construídas ao longo de mais de dois séculos de história. Em centenas de municípios brasileiros, a agência do Banco do Brasil continua sendo muito mais do que um ponto de atendimento. É onde aposentados recebem seus benefícios, agricultores contratam crédito, pequenos empresários investem em seus negócios, servidores recebem seus salários e famílias inteiras têm acesso ao sistema financeiro. Nenhuma inovação tecnológica pode substituir completamente essa presença onde ela continua sendo indispensável. Mas existe um patrimônio ainda mais importante do que toda essa estrutura. São as pessoas. Nenhum resultado histórico, nenhum lucro bilionário e nenhuma transformação tecnológica teriam sido possíveis sem o compromisso, a dedicação e a competência das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil. Se o Banco do Brasil chega aos seus duzentos anos como uma das instituições mais respeitadas do país, isso não aconteceu por acaso. Aconteceu porque, durante grande parte de sua história, o Banco do Brasil também foi referência na forma de tratar seus trabalhadores. Queremos recuperar esse compromisso. Queremos um Banco do Brasil que respeite seus funcionários, que valorize sua experiência, que reconheça seu trabalho e compreenda que cuidar das pessoas não é despesa: é investimento. Queremos condições dignas de trabalho. Queremos a recomposição do quadro de pessoal. Queremos o fortalecimento da rede de atendimento. Queremos o combate efetivo ao assédio moral e a todas as formas de violência no ambiente de trabalho. Queremos salários compatíveis com a importância da categoria. Queremos gestão responsável da saúde física e mental das trabalhadoras e trabalhadores. Queremos uma CASSI fortalecida e políticas permanentes de promoção da saúde para as famílias que fazem o Banco do Brasil acontecer todos os dias. Modernizar o banco é necessário. Mas modernizar jamais poderá significar enfraquecer sua função pública, reduzir direitos, fechar agências indiscriminadamente, sobrecarregar equipes ou transformar seus trabalhadores em meros indicadores de desempenho. O Banco do Brasil que queremos é moderno, eficiente e inovador. Mas é, acima de tudo, público. É um banco comprometido com o desenvolvimento nacional, com o fortalecimento da economia, com a inclusão financeira e com a redução das desigualdades. É o Banco do Brasil que o povo brasileiro aprendeu a respeitar ao longo de mais de duzentos anos. Nesta mesa de negociação reafirmamos uma convicção simples. Defender os funcionários é defender o Banco do Brasil. Defender o papel público do Banco do Brasil é defender o desenvolvimento do Brasil. Porque o Banco do Brasil que queremos para os próximos duzentos anos é o mesmo que fez sua história: um banco público, presente, forte, humano, comprometido com o país e que trate suas trabalhadoras e trabalhadores com o respeito, a dignidade e o reconhecimento que sempre mereceram. Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Fonte: Contraf-CUT

  • Seeb Concórdia e Região

    Edital de Convocação de Assembleia Extraordinária Específica para os empregados do Bradesco

Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

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