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  • Após reivindicação da COE, Itaú flexibiliza regras de mobilidade para visitas comerciais

    Banco passa a permitir o uso de aplicativos de transporte em situações excepcionais; movimento sindical cobra agora reajuste no valor do reembolso de combustível Uma reivindicação apresentada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú na pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 já resultou em um importante avanço para os trabalhadores que realizam visitas comerciais. O banco comunicou oficialmente, nesta quarta-feira (24), que os empregados dos times de Negócios PJ poderão utilizar aplicativos de mobilidade, como Uber e similares, em situações excepcionais ou quando essa alternativa for mais adequada. O tema foi apresentado pela COE ao banco na entrega da minuta específica, em 1º de julho. A preocupação dos representantes dos trabalhadores era com a interpretação que vinha sendo adotada por algumas lideranças, que, na prática, impedia empregados que utilizavam veículo próprio e recebiam reembolso mensal de recorrerem a aplicativos de transporte durante as visitas aos clientes. Em comunicado enviado à COE, o Itaú esclareceu que permanecem vigentes as políticas corporativas sobre deslocamento e mobilidade, mas reconheceu que a orientação para priorizar o uso do veículo próprio não impede a utilização de aplicativos quando essa alternativa se mostrar mais adequada sob os aspectos operacionais, de segurança ou de eficiência. O banco informou ainda que reforçou às lideranças que as diretrizes devem considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades desempenhadas e, principalmente, a segurança dos trabalhadores. Para a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a mudança representa uma conquista construída pela mobilização dos representantes dos empregados. "Essa é uma conquista importante da COE. Levamos esse tema para a mesa de negociação porque recebíamos muitas reclamações de colegas que estavam sendo impedidos de utilizar aplicativos de mobilidade, mesmo em situações em que essa era a alternativa mais segura ou eficiente. O esclarecimento do banco corrige essa distorção e traz mais segurança para quem está diariamente nas ruas atendendo clientes. Agora esperamos avançar em outro ponto essencial da pauta: a atualização dos valores do reembolso de combustível, que hoje estão defasados e não refletem a realidade dos custos enfrentados pelos trabalhadores." A COE também segue cobrando do Itaú a revisão dos valores pagos pelo reembolso de combustível. Atualmente, o banco adota um valor único para todo o país, sem considerar as diferenças de preços praticados entre estados, regiões metropolitanas e cidades do interior. Para a representação dos trabalhadores, o modelo está defasado e não acompanha o custo médio dos combustíveis, fazendo com que muitos empregados precisem complementar, com recursos próprios, as despesas geradas pelas visitas comerciais. A proposta defendida pela COE é que o banco estabeleça critérios regionalizados, levando em consideração as médias de preços dos combustíveis em cada estado ou, ao menos, diferenciando os valores entre regiões metropolitanas e o interior. Fonte: Contraf-CUT

  • CEBB denuncia metas abusivas e cobra solução definitiva para a Cassi em terceira rodada de negociação com o BB

    Representação dos funcionários cobra novo concurso, melhores condições de trabalho, reforço no quadro de pessoal e aporte urgente para garantir a sustentabilidade da Cassi Na terceira rodada de negociação do acordo específico do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários 2026, realizada na tarde desta quinta-feira (23), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) denunciou o assédio moral relacionado ao cumprimento de metas consideradas abusivas, apontando o aumento dos casos de adoecimento e a precarização das condições de trabalho e do atendimento à população. Os representantes dos funcionários também reivindicaram a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, especialmente para as agências. Outro ponto central da negociação foi a cobrança por uma solução urgente e definitiva para a sustentabilidade da Cassi. Após esse avanço, a representação dos trabalhadores defende que o banco encaminhe a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018. "Debatemos hoje um assunto extremamente importante para nós, que é a saúde do trabalhador. Abrimos a mesa reforçando que o Banco do Brasil precisa assumir sua responsabilidade pelo custeio da Cassi. Há bastante tempo discutimos a sustentabilidade do plano, mas é necessário um aporte urgente. Não podemos chegar a novembro sem que a Cassi tenha condições de honrar os pagamentos aos prestadores de serviço", afirmou a coordenadora da Comissão de Empresa, Fernanda Lopes. "O banco precisa assumir sua responsabilidade. Reforçamos na mesa a necessidade de uma solução definitiva para a Cassi e, neste momento, de um aporte financeiro que cubra o déficit já existente neste ano", acrescentou. Assédio moral, metas abusivas e adoecimento Outro tema central da negociação foi o crescimento dos casos de adoecimento, especialmente relacionados à saúde mental. "Em uma consulta realizada com os bancários do BB, mais de 40% informaram depender de medicamentos controlados. Esse adoecimento está diretamente relacionado às condições de trabalho. O banco tenta atribuir esses índices a uma realidade geral da população, mas os números entre os funcionários são muito superiores", destacou Fernanda. A coordenadora ressaltou que o enfrentamento desse cenário passa pela melhoria das condições de trabalho."Cobramos que o banco se comprometa efetivamente com a saúde dos trabalhadores. Isso significa reduzir a sobrecarga e estabelecer metas compatíveis com a realidade. Hoje, quando a maioria não consegue atingir os objetivos, o banco altera indicadores para viabilizar o cumprimento das metas. O correto seria definir metas alcançáveis desde o início, permitindo que os trabalhadores exerçam suas atividades com tranquilidade." Fernanda também relacionou o aumento das despesas da Cassi ao crescimento dos afastamentos por adoecimento. "Além do achatamento salarial decorrente das reestruturações, o número crescente de adoecimentos, principalmente por transtornos mentais, aumenta os custos da Cassi. Cresce o número de trabalhadores utilizando medicamentos controlados, algo que infelizmente vem sendo naturalizado. Melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida também significa reduzir os adoecimentos e contribuir para a sustentabilidade do plano de saúde." O presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Rodrigo Brito, afirmou que o Banco do Brasil precisa rever sua estratégia para fortalecer sua atuação como banco público. "Estamos assistindo ao desmonte da rede de varejo do Banco do Brasil, o que prejudica os trabalhadores e compromete o papel público da instituição. O banco precisa dar uma guinada para voltar a cumprir sua função de agente de desenvolvimento do Estado, em vez de priorizar apenas os interesses do mercado financeiro", afirmou. PSO A situação dos trabalhadores do PSO também esteve na pauta da negociação. Segundo Fernanda Lopes, os empregados da área enfrentam sobrecarga e acúmulo de funções. "Os colegas do PSO estão assumindo diversas atividades que não fazem parte de suas atribuições de caixa. Há também escriturários exercendo funções típicas de caixa sem receber a remuneração correspondente." A representação dos trabalhadores denunciou que gerentes de serviço acumulam atividades administrativas e negociais, enquanto escriturários executam tarefas como abastecimento dos terminais de autoatendimento (TAA) e gestão de numerário, caracterizando desvio e acúmulo de funções. O movimento sindical reivindica que todo trabalhador que exerça atividades de caixa seja nomeado para o cargo de assistente. Também foi cobrada a garantia de tempo para capacitação dos empregados do PSO, que vêm absorvendo novas atribuições sem o treinamento adequado. Para o secretário-geral da Fetec-PR, Ewerton Lopes, a situação exige providências imediatas. "A realidade vivida pelos colegas do PSO e pelos gerentes de serviço, que enfrentam sobrecarga, acúmulo de funções e equipes insuficientes para atender à demanda, é insustentável e precisa ser enfrentada com urgência." Fonte: Contraf-CUT

  • CEE/Caixa cobra novo PFG, novo PCS e critérios transparentes para o PSI

    Terceira mesa de negociação específica com a Caixa também debateu atendimento digital, Genesys, metas, assédio, adoecimento, diversidade e Saúde Caixa Neste texto você vai ler sobre Representação dos empregados cobrou novo PFG, novo PCS e critérios objetivos, transparentes e diversos para os processos seletivos internos. CEE/Caixa criticou o atendimento simultâneo presencial e digital, por meio do modelo “figital” e da ferramenta Genesys. Caixa apresentou dados sobre diversidade cobrados na primeira mesa e proposta de cláusulas sobre equidade de gênero, diversidade e inclusão. No Saúde Caixa, banco reconheceu que o fim do teto permite a retomada do modelo 70/30 e dá sustentabilidade ao plano por pelo menos dois anos. Segunda-feira (27) será Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e pelo fim do teto. Leia a íntegra do Texto A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal cobrou, nesta quinta-feira (23), em São Paulo, avanços concretos nas cláusulas de condições de trabalho durante a terceira mesa de negociações específicas com o banco, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O debate priorizou a necessidade de atualização da estrutura de carreira da Caixa, com novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e regras objetivas, transparentes e democráticas para os Processos Seletivos Internos (PSIs). A coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, ressaltou a importância da mesa única de negociações e da presença da Caixa na mesa com os demais bancos e lembrou que a CCT garante uma base comum de direitos para toda a categoria. Ela também reforçou que as mudanças na organização do trabalho, nas funções e nos sistemas de avaliação e remuneração não podem continuar sendo feitas de forma unilateral pelo banco. “Os atuais PFG e PCS não respondem mais à realidade da Caixa. A empresa mudou, o trabalho mudou, as exigências aumentaram, mas os instrumentos de carreira ficaram para trás. A Caixa precisa construir, com a representação dos empregados, novos planos que valorizem a trajetória profissional, deem previsibilidade e acabem com os remendos que geram insegurança, sobrecarga e adoecimento”, afirmou Luiza, lembrando da necessidade incluir os técnicos bancários que ainda estão no PCS de 1998. Segundo a representação dos empregados, o tema está diretamente ligado às cláusulas dos Acordos Coletivos de Trabalho específicos da Caixa, à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária e à minuta de reivindicações apresentada na Campanha Nacional 2026. A cobrança é para que o ACT incorpore garantias capazes de impedir perdas de direitos, distorções nas funções, acúmulo de tarefas que causam sobrecarga e adoecimento. PSI precisa ter critérios objetivos e banca diversa Outro ponto central foi o PSI. A CEE/Caixa defendeu que os processos seletivos internos respeitem princípios de transparência, impessoalidade, objetividade e diversidade, com regras conhecidas previamente e participação de bancas examinadoras representativas da diversidade no banco. O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Feeb) de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Tesifon Neto, destacou que a diversidade precisa estar presente tanto nas bancas quanto nas escolhas feitas pelo banco. “Não basta falar em diversidade no discurso. O PSI precisa ter critérios claros, banca diversa e avaliação objetiva. A escolha não pode ficar concentrada apenas na decisão subjetiva de um gestor. É preciso garantir igualdade de oportunidades para mulheres, pessoas negras, PCDs, LGBTQIA+ e todos os grupos que compõem a Caixa”, afirmou Tesifon. A Caixa informou que há estudos em andamento sobre PFG, PCS e PSI e se comprometeu a buscar informações para apresentar à mesa. Para a CEE/Caixa, no entanto, é fundamental que esses estudos sejam compartilhados com as entidades sindicais, para serem debatidos antes de qualquer implementação. Teletrabalho também deve ser clausulado A representação dos empregados também voltou a cobrar a inclusão de cláusula específica sobre teletrabalho no ACT da Caixa. O representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec) do Centro Norte, Antonio Abdan, defendeu que o banco estabeleça regras claras, universais e negociadas para a modalidade. “O teletrabalho alterou profundamente a rotina dos empregados. Não pode depender apenas da decisão de cada gestor. É preciso clausular o tema no ACT, garantir os mesmos direitos de quem trabalha presencialmente, respeito à jornada, direito à desconexão, estrutura adequada, ajuda de custo e atenção à saúde de quem está em trabalho remoto”, afirmou Abdan. Ele também ressaltou a demanda de áreas, como tecnologia, que reivindicam trabalho 100% remoto, inclusive como forma de manter profissionais qualificados na Caixa. Genesys e atendimento figital preocupam empregados A CEE/Caixa fez duras críticas ao modelo de atendimento “figital”, no qual empregados das unidades físicas precisam conciliar o atendimento presencial com demandas digitais, por meio da ferramenta Genesys. Da mesma forma foi cobrado que não haja punição no programa de desempenho da unidade (Alcance.Caixa). Para a representação dos empregados, o modelo amplia a pressão, prejudica o atendimento à população, interfere nos indicadores de desempenho e contribui para o adoecimento. A CEE cobrou que a Caixa apresente estudos sobre os impactos do Genesys e do atendimento presencial simultâneo, inclusive à luz da NR-1, com informações sobre o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), inventário de riscos, medidas de prevenção e acompanhamento pelas CIPAs. “Não é razoável exigir que o empregado atenda a fila da agência e, ao mesmo tempo, responda demandas digitais, com metas, tempo controlado e pressão por resultado e ainda gere impacto negativo no Alcance. Isso adoece, prejudica o trabalhador, prejudica o cliente e ainda pode afetar a remuneração variável. O ACT precisa impedir que a modernização seja feita às custas da saúde dos empregados”, afirmou Luiza Hansen, ao observar que todos os temas tratados em mesa nesta quinta-feira, estão relacionados ao adoecimento dos empregados. “A categoria bancária é a que possui o maior índice de adoecimento mental entre todos os trabalhadores. E, na categoria, os empregados e empregadas da Caixa são os mais afetados”, completou Luiza. A representante da Fetec do Paraná, Samanta Almeida, reforçou que a sobrecarga é uma das principais causas de adoecimento na Caixa e defendeu mais contratações. “A Caixa precisa reconhecer que há sobrecarga e que isso tem impacto direto na saúde mental dos empregados. Melhores condições de trabalho, contratação de mais empregados e garantia de Saúde Caixa para quem ingressa no banco são medidas fundamentais para enfrentar esse problema”, afirmou Samanta, reforçando que os novos contratados (desde setembro de 2018) tenham o direito ao plano de saúde quando se aposentarem, com parte do custeio pago pela Caixa, da mesma forma que os contratados até o final de agosto de 2018. Diversidade: Caixa apresenta dados e proposta de cláusulas Na mesa desta quinta-feira, a Caixa apresentou parte dos dados sobre diversidade cobrados pela representação dos empregados na primeira rodada de negociação específica. Entre os números apresentados, estão informações sobre representação feminina, distribuição racial por nível hierárquico e designações para chefia de unidade. Os dados mostram que as mulheres são 44,25% do total de empregados, mas ocupam apenas 29,12% das chefias de unidade. Nas designações para chefia de unidade em 2026, as mulheres representam 40,91%, contra 59,09% de homens. O tempo médio para atingir a primeira chefia também é maior para elas: 4.375 dias, contra 3.913 dias para os homens.A apresentação também indicou sub-representação de pessoas negras em níveis de chefia. No total da Caixa, pessoas pardas aparecem como 24,20% e pessoas pretas como 4,11%. Na chefia de unidade, os percentuais caem para 21,09% e 3,21%, respectivamente. A Caixa também apresentou proposta de cláusulas sobre Equidade de Gênero, Diversidade e Inclusão. Para a CEE/Caixa, a proposta é um ponto de partida que será analisada pela representação dos empregados. Saúde Caixa: fim do teto permite 70/30 e dá sustentabilidade ao plano No debate sobre o Saúde Caixa, a Caixa apresentou novos dados sobre adesões, cancelamentos, perfil da base e composição dos beneficiários. Entre 2023 e fevereiro de 2026, o banco apontou 20.056 adesões, 35.446 cancelamentos e saldo líquido negativo de 15.390 vidas no plano. A apresentação também trouxe informações sobre empregados contratados após 2018. Dos 13.929 empregados nessa condição, 12.324 estão no Saúde Caixa, o que representa 88,5% da base. Outros 916 nunca aderiram e 689 cancelaram o plano. A CEE/Caixa reforçou que negar a esses empregados o direito de levar o Saúde Caixa para a aposentadoria, com participação da Caixa no custeio, quebra o pacto intergeracional que sustenta o plano. O ponto de maior destaque, porém, foi o reconhecimento, pela Caixa, de que o fim do teto de gastos do banco com a saúde do seu quadro de pessoal permite a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual 70% dos custos são arcados pela Caixa e 30% pelos empregados, garantindo sustentabilidade ao Saúde Caixa por pelo menos dois anos. Luiza Hansen ressaltou que a afirmação é importante, mas não significa que o banco tenha assumido compromisso de retirar o teto de seu estatuto. “A retomada do modelo 70/30, que garante o equilíbrio do Saúde Caixa, só é possível com a retirada do teto. A própria Caixa reconheceu isso na mesa, mas não significa que o banco tenha dito que vai retirar o teto. Por isso, a mobilização dos empregados é decisiva para termos esse direito garantido”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa. A representação dos empregados reforçou a convocação para o Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho, que será realizado na próxima segunda-feira (27), em todo o país. A próxima reunião de negociação específica com a Caixa será realizada no dia 31 de julho, em São Paulo. Fonte: Contraf-CUT

  • Fetrafi-SC realiza Ato de Lançamento da Campanha Nacional dos Bancários 2026

    Ato, além da defesa dos direitos da categoria, denunciou a precarização do atendimento promovido pelos bancos. Esta terça-feira, 14, iniciou agitada para a categoria bancária de Santa Catarina. Pela manhã, o encontro de dirigentes e delegados sindicais no auditório do Sintafi Floripa debateu as negociações já realizadas entre o Comando Nacional e os bancos, além das rodadas com os representantes do BB e da CEF. Antes do ato, os dirigentes dos Sindicatos que compõem a Fetrafi-SC e os delegados Sindicais do Sintrafi visitaram diversas agências bancárias no centro de Florianópolis para dialogar com os clientes, denunciando o modelo de negócios dos Bancos, que precariza o atendimento da população, e a redução de postos de trabalho na categoria. Após percorrer as unidades bancárias, bancários e bancárias realizaram um Ato de Lançamento da Campanha Nacional dos Bancários 2026 em Santa Catarina, na Praça XV, no Centro de Florianópolis. O ato foi marcado por uma intervenção artística com esquete cultural, faixas, cartazes e a manifestação de dirigentes sindicais de todo o Estado para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras que circulavam pelo centro da cidade, denunciando a irresponsabilidade dos bancos ao precarizarem o atendimento, excluindo milhares de brasileiros do acesso aos serviços bancários e privilegiando os clientes de alta renda. Ao ignorar os mais de 20 milhões de brasileiros sem acesso à Internet e fechar agência nas periferias das grandes cidades, pequenos e médios municípios, o Sistema Financeiro Brasileiro desrespeita a Constituição Brasileira que, no artigo 192, afirma que a responsabilidade dos bancos é atender os interesses da Sociedade, promover o desenvolvimento econômico e gerar renda e empregos. Ao final, o Coordenador da Fetrafi-SC, Marco Silvano, reafirmou a urgência da realização de uma Audiência Pública na Alesc para debater o papel do Sistema Financeiro Brasileiro e a regulamentação da atividade bancaria no país. Principais reivindicações da categoria O principal motivo das mobilizações é pressionar os bancos para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) antes da data-base da categoria, em 1º de setembro. Neste ano de Campanha Nacional, a categoria bancária está lutando por aumento real no salário, VA, VR e PLR; manutenção dos direitos conquistados e fortalecimento da CCT; defesa dos bancos públicos; defesa do emprego bancário; fim das metas abusivas e distribuição dos ganhos da tecnologia para os trabalhadores. É preciso união para fortalecer a luta “A atividade marca o início da nossa Campanha aqui em SC e busca, além de mobilizar os colegas a se unir às entidades representativas dos trabalhadores nas mesas de negociações, denunciar à sociedade a forma como as instituições financeiras vem, de forma crescente, precarizando as condições de trabalho do setor bancário,” avaliou o coordenador da Secretaria Geral da Fetrafi-SC, Marco Silvano. Importância das Eleições Gerais O dirigente ainda enfatizou para a necessidade de alertar a população para as eleições gerais deste ano. “Para além da luta da nossa categoria, também precisamos nos preparar para outubro, quando o povo brasileiro vai às urnas eleger seus representantes nos poderes Executivo e Legislativo. Não podemos permitir que o interesse dos empresários e do capital financeiro estejam acima dos interesses da Sociedade e dos trabalhadores. "Basta uma breve pesquisa nas redes sociais para a população saber o que defendem os deputados e deputadas catarinenses. O debate pelo fim da escala 6x1 deixou muito claro quem defende os trabalhadores e quem está a serviço dos empresários ", destacou o dirigente. Próximos passos da Campanha Nacional As próximas rodadas de negociações irão abordar temas fundamentais para a categoria, como Igualdade de Oportunidades, Saúde e Condições de Trabalho e Remuneração, dando continuidade à luta por mais direitos, valorização e melhores condições de trabalho para os colegas. Veja o calendário de negociações - 14/07 – Primeira mesa de negociação específica com o Banrisul; - 14/07 – Mesa de negociação específica com o Santander; - 15/07 – Reunião do Comando Nacional dos Bancários; - 16/07 – Terceira rodada de negociação com a Fenaban; - 17/07 – Mesa específica com o Banco do Brasil; - 17/07 – Mesa específica com a Caixa Econômica Federal; Junte-se a nós nas redes sociais para aumentar a mobilização virtual Para acompanhar todo o processo de negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 e se manter bem informado, siga as redes sociais da Fetrafi-SC e do seu sindicato: Instagram: www.instagram.com/fetrafi_sc Facebook: www.facebook.com/fetrafisc X/Twitter: x.com/FetrafiSC Canal do YouTube: www.youtube.com/@fetrafisc E para ficar por dentro das atualizações das negociações com a Fenaban, das mesas específicas dos bancos e os principais informes e encaminhamentos da nossa Campanha Nacional em tempo real, entre no grupo do WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/L7r2jkUX93nLLRM16MfJk1 Confira as imagens abaixo para saber mais sobre como foi o ato:

  • Consulta Nacional dos Financiários já está aberta e vai orientar a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2026

    Trabalhadoras e trabalhadores podem participar até 31 de julho; calendário da campanha prevê debates nas bases e Conferência Nacional em agosto A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Nacional dos Financiários, deu início aos preparativos da Campanha Nacional dos Financiários 2026. Uma das principais etapas desse processo é a Consulta Nacional dos Financiários, que já está disponível e pode ser respondida até o dia 31 de julho. O objetivo da consulta é ouvir as trabalhadoras e os trabalhadores do setor sobre suas principais demandas e expectativas em relação à campanha salarial. As respostas servirão de base para a construção da pauta de reivindicações que será negociada com as instituições financeiras, cuja data-base da categoria é 1º de outubro. Segundo a secretária de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Talita Régia da Silva, a participação da categoria é essencial para que a campanha reflita as reais necessidades dos financiários. "A Consulta Nacional é um dos instrumentos mais importantes da nossa campanha. É por meio dela que os financiários e financiárias têm a oportunidade de apontar suas prioridades e contribuir diretamente para a construção da pauta de reivindicações. Quanto maior a participação, mais forte será nossa representação na mesa de negociação e mais legitimidade teremos para defender os interesses da categoria." Para Jair Alves dos Santos, diretor executivo da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Nacional dos Financiários, a Campanha Nacional dos Financiários começa com a construção coletiva da pauta de reivindicações. “Por isso, é fundamental que cada financiária e cada financiário participe da consulta e dos debates promovidos em suas bases. Quanto maior for o envolvimento da categoria, mais representativa será a nossa pauta e mais força teremos na mesa de negociação para defender melhores salários, direitos, condições de trabalho e valorização profissional. A mobilização começa agora, e a participação de todos faz a diferença." Além da consulta, o calendário da Campanha Nacional prevê a realização de debates nas bases dos sindicatos e das federações, com o objetivo de elaborar propostas para a minuta de reivindicações, discutir resoluções e organizar a mobilização da categoria. Calendário da Campanha Nacional dos Financiários 2026 1º a 31 de julho – Realização dos debates locais nas bases das federações para elaboração de propostas à minuta de reivindicações, resoluções e organização da campanha; 1º a 31 de julho – Período de participação na Consulta Nacional dos Financiários; 5 de agosto (à tarde) e 6 de agosto (durante todo o dia) – Realização da Conferência Nacional dos Financiários, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. A Contraf-CUT reforça a importância da participação de toda a categoria nas atividades preparatórias da campanha. As contribuições colhidas durante a consulta e os debates regionais serão consolidadas na Conferência Nacional dos Financiários, quando será definida a pauta que orientará as negociações da campanha salarial deste ano. Acesse a Consulta Nacional dos Financiários e participe da construção da Campanha Nacional 2026. Fonte: Contraf-CUT

  • COE cobra respostas do Santander e avança debate sobre inclusão e condições de trabalho

    Segunda rodada de negociação da Campanha Nacional abordou direitos coletivos, garantias de emprego, teletrabalho, diversidade e sustentabilidade A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander realizou, na tarde desta quarta-feira (22), a segunda rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a direção do banco, na sede da instituição, em São Paulo. A mesa debateu temas relacionados a direitos coletivos e contratuais, garantias de emprego, condições de trabalho, licenças, diversidade, inclusão e sustentabilidade. Antes do início das discussões da pauta do dia, a representação dos trabalhadores cobrou do banco as devolutivas dos pontos apresentados na primeira rodada de negociação, realizada na semana passada, reforçando a necessidade de respostas concretas às reivindicações da categoria. Entre os pontos que receberam devolutivas do banco e apresentaram possibilidade de avanço estão as propostas voltadas às pessoas com deficiência (PCDs). A COE defendeu que parte das bolsas de estudo oferecidas pelo banco seja destinada prioritariamente a empregados com deficiência e que seja mantida a isenção da coparticipação para os trabalhadores que aderirem ao programa Jeito Certo, mesmo durante o afastamento médico pelo INSS. O banco também aceitou discutir uma melhor distribuição das vagas entre cursos de graduação, pós-graduação, MBA e especializações. Em relação à reivindicação de isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários — incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais — e de condições diferenciadas para financiamento imobiliário, o banco informou que está revisando sua política de tarifas e descontos, mas descartou, neste momento, a concessão da isenção total. Pauta da segunda rodada A reunião desta quarta-feira abordou uma série de reivindicações da representação dos trabalhadores. Entre os principais temas discutidos esteve a garantia de emprego, com a defesa de mecanismos que impeçam dispensas imotivadas, a suspensão de novos processos de terceirização nas empresas do Grupo Santander e a abrangência do acordo coletivo para todos os funcionários, independentemente do cargo ou da remuneração. A COE também reforçou que qualquer alteração nos contratos de trabalho deve ser previamente negociada com o movimento sindical. Ainda no eixo das condições de trabalho, a COE reivindicou que os empregados em teletrabalho ou em atividade externa permaneçam vinculados à mesma base territorial onde atuam, garantindo sua representação pelo sindicato da respectiva região. Também discutiu o banco de horas, solicitando esclarecimentos sobre o modelo atualmente praticado pelo Santander e defendendo sua substituição por um sistema semestral, conforme a proposta apresentada na pauta de reivindicações. Outro eixo da negociação tratou de licenças e ausências. A representação dos trabalhadores reivindicou cinco dias de ausências abonadas por ano, licença não remunerada para estudos, licença para acompanhamento de familiares em casos de doença grave ou internação e a possibilidade de parcelamento do adiantamento salarial das férias em dez parcelas. Em resposta, o banco informou que já mantém um programa de licença não remunerada de até 60 dias, com possibilidade de extensão por meio das férias, destinado à qualificação profissional no exterior, e afirmou que, neste momento, não há possibilidade de avançar na proposta dos cinco dias de ausência abonada. A mesa também discutiu o fortalecimento das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta prevê o repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher e o compromisso do Santander de oferecer apoio às empregadas que acionarem o banco, sempre com garantia de sigilo. Entre as medidas estão a possibilidade de transferência de local de trabalho, a adoção do teletrabalho quando solicitado pela vítima e a manutenção do salário e dos benefícios durante eventual afastamento determinado pela Justiça. Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, as discussões precisam resultar em avanços efetivos para os trabalhadores. "Foi uma mesa importante para aprofundarmos temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores. Reafirmamos a necessidade de avanços em garantias de emprego, direitos sociais, inclusão e proteção às mulheres. Agora esperamos que o banco transforme esse diálogo em compromissos concretos", afirmou. Também foram debatidas propostas voltadas à sustentabilidade, com reivindicações para que o banco reforce seus compromissos com a transição justa, o combate ao desmatamento e a adoção de critérios socioambientais na concessão de crédito. A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, destacou que as reivindicações apresentadas refletem demandas concretas dos trabalhadores e precisam ser incorporadas ao acordo coletivo. "A negociação precisa resultar em compromissos efetivos. As pautas apresentadas dialogam com uma realidade cada vez mais diversa e exigem políticas que promovam igualdade de oportunidades, proteção social e condições dignas de trabalho para todos os empregados. Por isso, essas reivindicações precisam fazer parte do nosso Acordo Coletivo de Trabalho e se transformar em direitos efetivos para os trabalhadores." As reivindicações debatidas nesta quarta-feira integram a pauta específica da COE Santander na Campanha Nacional dos Bancários 2026 e voltarão à mesa de negociação na próxima rodada. As negociações entre a COE e o Santander terão continuidade na próxima terça-feira (28). Fonte: Contraf-CUT

  • Empregados da Finep aprovam minuta de reivindicações e acordo de PLR em assembleias

    Trabalhadores das bases de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis aprovaram os documentos que serão entregues à direção da empresa no próximo dia 29 de julho As empregadas e os empregados da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) aprovaram, em assembleias realizadas nas bases sindicais de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, a minuta de reivindicações da categoria e o acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A assembleia no Rio de Janeiro ocorreu na última sexta-feira (17), enquanto as de São Paulo e Florianópolis foram realizadas nesta quarta-feira (22). Com a aprovação, a minuta de reivindicações e o acordo de PLR serão entregues à direção da Finep no próximo dia 29 de julho, marcando o início da negociação da pauta dos trabalhadores. De acordo com Jair Alves, dirigente da Contraf-CUT e coordenador das negociações, a expectativa é de que o processo de negociação seja conduzido de forma transparente, com diálogo efetivo e valorização dos empregados. "Esperamos que a empresa conduza as negociações com transparência, respeitando a representação dos trabalhadores e reconhecendo o esforço de quem contribui diariamente para os resultados da Finep. Nossa expectativa é construir um acordo que valorize os empregados e avance em suas reivindicações", afirmou. Fonte: Contraf-CUT

  • Comando Nacional e Fenaban debatem temas relacionados à saúde da categoria

    Na tarde desta terça-feira, o Comando Nacional dos Bancários e os representantes da Fenaban realizaram a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional 2026. Na pauta estiveram as cláusulas da Minuta Nacional de Reivindicações relacionadas à saúde e à melhoria das condições de trabalho da categoria. No início da reunião, em resposta à reivindicação dos bancários por redução das taxas de juros e isenção de tarifas em empréstimos e financiamentos, como medidas para enfrentar o endividamento na categoria, os bancos limitaram-se a manifestar a expectativa de concluir o acordo coletivo o quanto antes, assumindo apenas o compromisso de antecipar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os representantes dos trabalhadores reforçaram a cobrança para que os bancos apresentem uma proposta efetiva de enfrentamento ao endividamento, tema que já havia sido debatido na rodada anterior de negociações. Na sequência, o Comando Nacional destacou, com base em estudos do Dieese, que a transformação digital e a expansão do teletrabalho têm levado diversos países a adotar dispositivos legais para enfrentar os riscos psicossociais decorrentes das novas formas de organização do trabalho. Essas medidas têm como objetivo prevenir a intensificação do trabalho, o isolamento e a comunicação excessiva fora da jornada, além de estabelecer limites para o tempo de trabalho e garantir o direito à desconexão. Dados do INSS referentes ao período de 2012 a 2024 mostram que os trabalhadores do setor bancário lideram o ranking de afastamentos por transtornos relacionados à saúde mental, respondendo por 25% do total registrado. Na categoria bancária, em 2012, a maior parte dos afastamentos por acidente de trabalho estava relacionada a doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo. Em 2024, no entanto, os transtornos mentais e comportamentais passaram a representar mais da metade dos afastamentos, evidenciando a necessidade de medidas voltadas à prevenção do adoecimento e à promoção da saúde no ambiente de trabalho. Os representantes dos trabalhadores reafirmaram as propostas aprovadas na Conferência Nacional dos Bancários, defendendo o fim das metas individuais, dos rankings, das cobranças abusivas, da competição entre trabalhadores e de outros mecanismos de gestão que contribuem para o adoecimento da categoria. Nesse contexto, o Comando Nacional também cobrou das instituições financeiras o cumprimento efetivo da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com a inclusão obrigatória dos riscos psicossociais nos Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o reconhecimento da pressão por resultados como fator de adoecimento, sem mascarar as causas organizacionais dos transtornos mentais e com a participação dos trabalhadores em todo o processo como preconiza a legislação. Para o representante da Fetrafi-SC no Comando Nacional, Marco Silvano, "é inadmissível que alguns bancos, em vez de reconhecerem sua responsabilidade no adoecimento dos bancários, pretendam legitimar descontos referentes à antecipação salarial prevista na CCT antes mesmo da confirmação dos benefícios previdenciários, ou ainda tentem instituir perícias médicas privadas para validar os atestados apresentados pelos trabalhadores". Outro tema levado pelo Comando Nacional à mesa de negociação foi a insatisfação dos bancários com os planos de saúde, especialmente em relação à falta de profissionais credenciados em diversas especialidades. A melhoria da assistência à saúde também integra a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2026. Sem apresentar respostas concretas às reivindicações da categoria, o representante dos bancos chegou a ameaçar o fim da mesa única e a retirada de direitos conquistados pela categoria, o que reforça a necessidade de mobilização e luta de bancárias e bancários. A próxima rodada de negociações ocorrerá no dia 30 de julho para tratar do tema Remuneração e a retomada do debate sobre saúde e condições de trabalho. Fique atento. Participe das reuniões no seu local de trabalho e das atividades de mobilização. Busque mais informações nos sites e redes sociais dos Sindicatos e da FetrafiSC. #MovidosPelaLuta

  • Caixa não apresenta respostas às reivindicações dos empregados

    CEE cobrou avanços sobre licenças para tratamento de saúde, substituição em cascata, teletrabalho e medidas para enfrentar o endividamento da categoria; sem respostas concretas do banco, empregados farão um Dia Nacional de Luta em 27 de julho A segunda rodada de negociações específicas entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e a direção do banco, realizada nesta sexta-feira (17), em São Paulo, terminou sem respostas concretas para as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. Diante da falta de avanços, a representação dos empregados reforçou as cobranças sobre Saúde Caixa, licenças para tratamento de saúde, criação de uma cláusula específica sobre teletrabalho, com especial atenção aos trabalhadores de TI, substituição em cascata, superendividamento e outras cláusulas sociais, além de convocar um Dia Nacional de Luta para 27 de julho, para ampliar a mobilização da categoria. A reunião deu sequência à primeira mesa de negociações, realizada em 8 de julho, quando a CEE/Caixa já havia demonstrado, com base nos próprios dados apresentados pelo banco, que o fim do teto de 6,5% para o custeio do Saúde Caixa é indispensável para garantir a sustentabilidade do plano e preservar seus princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional. Também havia sido cobrada a retomada da proporção histórica de custeio de 70% pela Caixa e 30% pelos usuários, além da garantia de direitos aos empregados admitidos após setembro de 2018. Na abertura da reunião, a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, reafirmou que a mesa de negociação precisa produzir resultados concretos. "Viemos para esta negociação com propostas objetivas para resolver problemas que afetam diretamente a vida das empregadas e dos empregados. Infelizmente, mais uma vez, a Caixa não apresentou respostas para reivindicações importantes. Seguiremos cobrando soluções para o Saúde Caixa, para as condições de trabalho e para a valorização de quem faz o banco acontecer todos os dias." Saúde Caixa continua como prioridade A representação dos empregados voltou a defender o fim do teto estatutário que limita a participação da Caixa em 6,5% da folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa. Também reiterou a necessidade de fortalecimento das Gerências de Pessoas (Gipes), da manutenção dos princípios históricos do plano e da garantia de isonomia para os empregados contratados após 2018. Outro ponto cobrado foi a apresentação de um cronograma para implantação do convênio de reciprocidade com a Cassi, reivindicação considerada importante para ampliar a rede credenciada, especialmente nas regiões com menor cobertura assistencial. Licenças médicas e limbo previdenciário preocupam Durante a negociação, dirigentes sindicais relataram os problemas enfrentados por empregados afastados por motivo de saúde, especialmente aqueles que aguardam por longos períodos a concessão de benefícios pelo INSS, situação ainda mais grave nos casos relacionados a transtornos mentais. A CEE também criticou a utilização rotineira pela Caixa de juntas médicas para revalidação de atestados e defendeu o fortalecimento das Gipes para oferecer suporte adequado aos trabalhadores afastados, evitando que essas situações fiquem sob responsabilidade exclusiva das chefias imediatas. Segundo Luiza Hansen, é necessário construir mecanismos que deem segurança aos empregados durante todo o período de afastamento. "Quem adoece precisa encontrar acolhimento, não mais obstáculos. A Caixa precisa apresentar soluções para o limbo previdenciário, fortalecer as Gipes e garantir que os trabalhadores tenham seus direitos preservados durante todo o período de tratamento", disse a coordenadora da CEE/Caixa. O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários (Feeb) da Bahia e Sergipe, Erico Jesus, defendeu que a Caixa fortaleça as estruturas especializadas de atendimento aos trabalhadores. “Não concordamos com juntas médicas para revalidar atestados como procedimento rotineiro. O empregado que adoece precisa ser acolhido e acompanhado por profissionais preparados. Por isso, é necessário fortalecer as Gipes, ampliar suas equipes e devolver a elas condições para orientar e atender os empregados em questões de saúde”, afirmou. Teletrabalho e regime híbrido A CEE também ressaltou que mudanças recentes, sem diálogo com a representação sindical geraram insatisfação nos empregados, que reivindicam por uma política clara e estável negociada previamente, como critérios objetivos de realocação, igualdade de direitos (registro de ponto, horas extras, direito à desconexão), ajuda de custo regionalizada e participação plena em programas de saúde. Na área de TI, há impactos específicos que exigem regimes que favoreçam retenção de talentos. A CEE reivindica a inclusão de regramento do teletrabalho no Acordo Coletivo. Substituição em cascata Outro tema que dominou a mesa foi a substituição em cascata. A representação dos empregados reivindicou que o mecanismo seja aplicado em todas as unidades da Caixa, independentemente do porte da agência ou da quantidade de gerentes, garantindo remuneração compatível e reconhecimento das responsabilidades efetivamente assumidas pelos trabalhadores. A proposta também consta da minuta específica de reivindicações da categoria para a renovação do ACT. Representando a Fetrafi-SC, Edson Heemann reforçou que a reivindicação busca corrigir uma distorção existente nas unidades. "A inexistência da cascata gera desigualdade entre agências, desvaloriza funções estratégicas e impede que empregados tenham oportunidades de crescimento, aprendizado e reconhecimento. A implementação do efeito cascata em todas as substituições não é apenas uma questão administrativa, mas uma medida de justiça funcional, valorização profissional e melhoria das condições de trabalho", disse. Luiza Hansen acrescentou que a reivindicação também busca reconhecer as responsabilidades efetivamente assumidas pelos trabalhadores. "Quando um empregado substitui outro, ele assume responsabilidades maiores, responde pelos riscos da função e, muitas vezes, acumula atividades sem a devida remuneração. Defendemos que esse reconhecimento ocorra desde o primeiro dia da substituição." Endividamento entra na pauta A CEE cobrou que a Caixa apresente uma proposta que permita aos empregados superendividados a renegociação, de forma mais facilitada, dos valores atrasados. Representando a Fetec-CUT/SP, Hugo Saraiva, destacou que a preocupação é respaldada pelos dados da própria Campanha Nacional. "Queremos construir uma cláusula que realmente ofereça proteção aos empregados. A Consulta Nacional à categoria deste ano mostra que mais de 70% dos bancários estão endividados. Esse é um problema que afeta a qualidade de vida, a saúde mental e precisa ser enfrentado também na negociação coletiva", observou. Banco não respondeu às reivindicações Ao longo da reunião, a Caixa ouviu as reivindicações apresentadas pela representação dos empregados, mas não apresentou respostas objetivas para os principais pontos da pauta. Para Luiza Hansen, a ausência de posicionamentos concretos exige maior mobilização da categoria. "Não basta ouvir as reivindicações. Os empregados esperam respostas e avanços. A negociação precisa produzir resultados. Por isso, vamos intensificar a mobilização em todo o país." Mobilização nacional Como forma de pressionar a direção da Caixa a apresentar propostas concretas nas próximas rodadas de negociação, a CEE/Caixa convocou um Dia Nacional de Luta para 27 de julho. A mobilização deverá envolver sindicatos, federações, e empregadas e empregados de todo o país, reforçando a defesa do Saúde Caixa, da valorização dos trabalhadores e da melhoria das condições de trabalho. Fonte: Contraf-CUT

  • Funcionários do Banco do Brasil cobram avanços em inclusão, igualdade e apoio a trabalhadores endividados

    Primeira negociação da pauta de diversidade da Campanha Nacional 2026 debateu direitos de PcDs, população LGBTQIA+, mulheres, licença parental e proposta de linha de crédito para renegociação de dívidas dos funcionários As negociações da pauta de diversidade específica dos funcionários do Banco do Brasil tiveram início nesta sexta-feira (17), em São Paulo, com o debate sobre os direitos das pessoas com deficiência (PcDs), um dos primeiros temas abordados na mesa entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco. As propostas apresentadas pelas entidades buscam ampliar a acessibilidade, promover a inclusão e garantir igualdade de oportunidades no ambiente de trabalho. Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a negociação é uma oportunidade de consolidar avanços nas políticas de diversidade do banco. "A construção de um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo passa pelo reconhecimento das diferentes realidades vividas pelos funcionários e pela implementação de medidas concretas que garantam igualdade de oportunidades, respeito e dignidade para todas as pessoas", destacou. Entre as reivindicações apresentadas está a cumulatividade dos benefícios destinados às pessoas com deficiência com o auxílio-creche/babá, a concessão de licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade, em consultas e tratamentos médico-odontológicos, a realização de um Censo da Pessoa com Deficiência no Banco do Brasil para identificar esse público e suas necessidades, a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PcDs que necessitem dessa modalidade e que haja o acompanhamento para garantir a adaptação dos trabalhadores. Outra reivindicação é o abono das horas necessárias para tratamentos, terapias, consultas médicas. No caso das mulheres, a proposta é incentivar a participação feminina na área de Tecnologia, segmento que vem crescendo no Banco do Brasil, mas que ainda conta com baixa representatividade. A iniciativa busca ampliar as oportunidades de acesso e desenvolvimento profissional, criando um ambiente mais acolhedor e estimulando que mais mulheres ocupem esses espaços. A pauta também contempla a ampliação da proteção às mulheres em situação de violência doméstica, com a garantia de afastamento de até seis meses, sem necessidade de encaminhamento ao INSS e com preservação do cargo no retorno ao trabalho. Os dirigentes também pediram que mulheres vítimas de violência que estejam afastadas do trabalho e tenham garantia de permanência no cargo por, pelo menos, um ano. Outro ponto defendido pelas entidades é a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada a duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou da remuneração, garantindo condições para o exercício da parentalidade. Também foi reivindicada a equiparação da união estável ao casamento para fins de concessão dos benefícios previstos no acordo coletivo. A representante da Fetrafi RS na mesa do Banco do Brasil, Bianca Garbelini, ressaltou que as propostas refletem a realidade vivida pelos trabalhadores da empresa. "As propostas apresentadas refletem a realidade vivida pelos funcionários e funcionárias do Banco do Brasil. Queremos um banco cada vez mais inclusivo, que respeite a diversidade em todas as suas dimensões e adote políticas concretas para eliminar barreiras, ampliar oportunidades e garantir igualdade de direitos para todas as pessoas." O banco recebeu de forma positiva as reivindicações apresentadas pelas entidades e informou que avaliará as propostas antes de apresentar uma resposta. A direção também afirmou que trabalha com a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030. Segundo os dados apresentados na mesa, as mulheres já representam 50% do Conselho de Administração, 44% do Conselho Diretor e 25% da Diretoria Executiva. Além disso, o banco destacou que vem promovendo programas de desenvolvimento para ampliar a participação feminina em áreas estratégicas, como Tecnologia. Endividamento Outro tema apresentado pela representação dos funcionários foi a criação de uma alternativa efetiva para a renegociação de dívidas dos empregados junto ao Banco do Brasil. A proposta prevê uma linha de crédito específica destinada a funcionários com dívidas, em atrasos ou não, cujas prestações mensais ultrapassem 30% do salário bruto. As entidades defendem que a linha tenha condições semelhantes às praticadas na primeira faixa do programa Minha Casa, Minha Vida, com juros em torno de 4,5% ao ano, além de carência de 90 a 120 dias para o início do pagamento, podendo ser reduzida mediante solicitação do trabalhador. A proposta também prevê a possibilidade de abatimento do valor total da dívida, quando necessário, para adequar a renegociação à capacidade de pagamento do funcionário, permitindo que ele regularize sua situação financeira sem comprometer sua renda. A direção do banco informou que também está preocupada com a situação de endividamento dos funcionários e afirmou que estuda alternativas para enfrentar o problema. Monitoramento Outro tema levado à mesa foi a melhoria das condições de trabalho, com destaque para a revisão dos mecanismos de monitoramento da produtividade. As entidades reivindicaram a extinção do controle individual do tempo de atendimento e dos atuais instrumentos de acompanhamento individual da produtividade. Segundo a representação dos funcionários, os processos de monitoramento têm consumido tempo excessivo dos trabalhadores e, muitas vezes, não refletem a realidade das atividades desempenhadas. Além disso, os critérios utilizados deixam de considerar diversas tarefas realizadas no dia a dia, comprometendo a efetividade das avaliações. Por isso, as entidades defenderam a participação dos funcionários na construção e no aperfeiçoamento dessas ferramentas, de forma a desenvolver indicadores mais justos, transparentes e compatíveis com a realidade do trabalho, sem que o monitoramento se torne um obstáculo ao desempenho das atividades. Fonte: Contraf-CUT

  • Após pressão do movimento sindical, cerca de 600 trabalhadores retornam à categoria bancária no Santander

    Resultado representa uma importante vitória contra a terceirização irregular e reforça a luta pela preservação dos empregos e dos direitos previstos na Convenção Coletiva da categoria A mobilização do movimento sindical conquistou uma importante vitória na luta contra a terceirização irregular no Santander. Após anos de denúncias, negociações, manifestações e pressão das entidades representativas dos bancários, cerca de 600 trabalhadores contratados de forma irregular pelo banco voltaram a integrar a categoria bancária. O resultado representa mais um avanço na defesa dos direitos da categoria e reforça a importância da organização dos trabalhadores para combater práticas que precarizam as relações de trabalho e retiram direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, destaca que a conquista é fruto de uma atuação permanente do movimento sindical. "Ao longo dos últimos anos, o movimento sindical realizou atos, manifestações, campanhas e diversas ações para denunciar o processo de terceirização e a contratação irregular de trabalhadores que exerciam atividades tipicamente bancárias, mas sem os direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Esse resultado demonstra que a mobilização coletiva faz a diferença", afirma. Apesar do avanço, Ana Marta ressalta que a medida ainda está longe de reparar todos os impactos causados pela política adotada pelo banco. "O retorno de aproximadamente 600 trabalhadores representa apenas uma pequena parcela diante do amplo processo de terceirização implementado pelo Santander nos últimos anos. Esperamos que o banco continue revendo essa prática e reintegre todos os trabalhadores que desempenham atividades bancárias à categoria, assegurando os mesmos direitos e condições de trabalho", acrescenta. Para a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa, a conquista reforça a importância da organização dos trabalhadores na defesa da categoria. "Esse é um resultado importante da atuação firme e persistente do movimento sindical em defesa dos bancários. A terceirização irregular enfraquece direitos, fragmenta a categoria e amplia a precarização das relações de trabalho. Continuaremos mobilizados para que todos os trabalhadores que exercem atividades bancárias tenham seus direitos reconhecidos e sejam enquadrados na categoria, com acesso às garantias previstas na nossa Convenção Coletiva." Mobilização continua A luta, no entanto, continua. A campanha "Exterminador do Futuro", criada para denunciar a substituição de bancários por trabalhadores terceirizados, segue mobilizando a categoria. O objetivo é manter a pressão para que o Santander deixe de adotar qualquer modalidade de contratação irregular ou terceirização de atividades tipicamente bancárias. A defesa dos empregos, da valorização profissional e dos direitos dos trabalhadores passa pelo enfrentamento permanente dessas práticas. Além disso, em meio à Campanha Nacional dos Bancários 2026, o movimento sindical reforça a importância da mobilização da categoria para garantir a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e conquistar novos avanços para os trabalhadores. Fonte: Contraf-CUT

  • Campanha Nacional: movimento sindical avança em mesa por Igualdade de Oportunidades

    Desenrola Bancários: Comando Nacional também exigiu medidas para aliviar o endividamento entre os trabalhadores bancários Segundo dados organizados pelo Dieese, as mulheres bancárias têm remuneração 18,4% inferior à dos homens bancários. Mas se a trabalhadora for negra, a remuneração média é 34,2% inferior à remuneração média do bancário branco do sexo masculino. Considerando o recorte racial, pessoas negras (homens e mulheres) têm no setor bancário remuneração média 18,2% inferior à remuneração média na categoria. Os dados que refletem o abismo salarial por gênero e raça foram apresentados na manhã desta quinta-feira (16), em São Paulo (SP), pelo movimento sindical à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante a terceira rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria. "Se não fortalecermos e ampliarmos as políticas de ações afirmativas, não vamos superar essas desigualdades", reforçou a coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira. "A violência estrutural contra mulheres, negras e negros é baseada em várias etapas, começa com a ideia de que o papel dessas pessoas é subalterno, passando pela naturalização das desigualdades, das piadinhas, do silêncio diante de casos de machismo e racismo, até chegar à discriminação na contratação, no pagamento de salários e, por fim, à morte", pontou. “Portanto, a luta desta mesa de negociações, por equidade de acesso, ascensão e remuneração para todos e todas no setor bancário é uma das várias frentes necessárias para o combate ao machismo e ao racismo estruturais”, completou. Juvandia registrou ainda que a desigualdade é maior nos cargos de comando dos bancos: Apesar de ocuparem 47,7% dos cargos de liderança, as mulheres têm remuneração média 26% inferior à remuneração dos homens que estão nas mesmas ocupações. Considerando o recorte racial, pessoas negras (homens e mulheres) ocupam apenas 25,2% dos cargos de liderança, sendo que as mulheres negras compõem somente 9,7% dessas posições. O Comando Nacional reforçou ainda que, pelo ritmo registrado nos últimos anos, o setor levaria 40 anos para alcançar paridade salarial entre homens e mulheres. E, ainda, que as mulheres são as mais demitidas e as menos admitidas atualmente no setor bancário. Combate ao racismo No 1º Censo da Diversidade, realizado em 2008, negros e negras compunham 19% do quadro de trabalhadores. O levantamento mais recente mostrou que agora o grupo responde por cerca de 33%. “Desde a conquista da mesa de Igualdade, avançamos nos níveis de participação de negras e negros no setor, mas o percentual é ainda insuficiente”, destacou o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar. Para mudar este cenário, a categoria reivindica: Que cada contratação de pessoas negras seja notificada pelos bancos à Contraf-CUT. Protocolo nacional de combate ao racismo, para que os trabalhadores saibam como lidar com casos praticados por clientes. Comissão de heteroidentificação: criação de comissões paritárias, capacitadas para validar a autodeclaração de candidatos negros e garantir a aplicação correta das políticas afirmativas. Avanços da mesa Sobre a implementação do protocolo de combate ao racismo, a Fenaban: Propôs que as denúncias de racismo praticadas por clientes sejam encaminhadas aos canais, já existentes nos bancos, de combate ao assédio. Esses canais também passarão a atender casos de LGBTfobia. Sobre o combate ao assédio sexual: Toparam incluir na Convenção Coletiva a definição dos comportamentos que caracterizam assédio sexual ou condutas inadequadas (importunação). Essa lista será explicativa e ajudará na formação do quadro de funcionários. Escala 4x3: Apesar de o tema da redução da escala ter sido abordado em mesas anteriores, sobre essa questão a Fenaban trouxe como devolutiva que não há espaço nos bancos para avanços neste ano. Por outro lado, propôs trazer uma especialista que assessora a implementação da 4x3 em empresas brasileiras para aprofundar a disacussão na mesa de negociação com o Comando Nacional. Incentivo a mulheres nas finanças A Fenaban propôs a contratação de cursos em finanças e encarreiramento, para formação e fortalecimento das mulheres no setor bancário. Desenrola Bancários O Comando Nacional apresentou dados do endividamento da categoria e reivindicou um “Desenrola Bancário”. Na Consulta Nacional que, neste ano, teve a participação de quase 55 mil respondentes, 71% da categoria afirmou que está com dívidas. Desse grupo, 53% disse que possui dívidas com cartão de crédito, 42% com crédito pessoal e 30% com cheque especial. E, o mais impactante: quase 30% disseram estar com dívidas em atraso. “Nossa reivindicação é para que os trabalhadores bancários sejam isentos do pagamento de quaisquer tarifas bancárias e que os bancos reduzam as taxas de juros e criem uma espécie de Desenrola Bancários”, reforçou Juvandia Moreira. “Destacamos ainda, que têm bancos que cobram dos seus funcionários taxas muito mais reduzidas que outros”, completou. Fenaban ficou de estudar a reivindicação e trazer uma resposta em uma próxima mesa de negociações. O papel da negociação permanente para avanços no setor A também coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, reforçou que a melhora nos índices de acesso, ascensão e remuneração de mulheres, negros e negras, PCDs e LGBTQIA+ na categoria está diretamente ligada a capacidade do setor de reavaliar os planos de ações à luz da realidade política e social posta no momento histórico. "Há cerca de 30 anos, quando esta mesa de Igualdade de Oportunidades foi criada, não enfrentávamos Incels e Redpills, homens que afirmam que as mulheres não deveriam nem votar. É o resurgimento de grupos retrógrados como esses que impactam a realidade em nosso setor", pontuou. "É por isso que, diante dos novos desafios que vão surgindo, precisamos rediscutir as nossas ações para não reverter os avanços até aqui conquistados e avançar em novos direitos", completou. Fonte: Contraf-CUT

Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

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