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- A proposta apresentada pela Fenaban nesta quinta-feira (13) gerou indignação entre os representantes dos trabalhadores.
O Comando Nacional dos Bancários rejeitou, em mesa, a proposta que desrespeita a lógica da Convenção Coletiva ao propor reajustes diferenciados para piso, VA, VR e demais benefícios, conforme a rentabilidade do banco ou a região de atuação. Entre as propostas, a Fenaban defendeu valores de VA e VR vinculados ao custo da cesta básica em cada Estado e diferenças salariais para caixas, tomando como referência os valores praticados por concorrentes. O Comando contestou esse argumento e defendeu que eventuais comparações sejam feitas dentro do próprio setor bancário, inclusive diante da enorme distância entre a remuneração dos executivos e o piso da categoria, que em alguns casos supera 100 vezes. A negociação continua nesta tarde. O Comando seguirá pressionando por uma proposta que valorize o trabalho e reconheça a importância dos bancários e bancárias. É hora de ampliar a mobilização! A postura dos bancos mostra que não haverá avanços sem pressão e organização. É fundamental fortalecer as atividades nos locais de trabalho e a participação da categoria. Nenhum direito sem luta. Nenhum avanço sem mobilização. A força da categoria está na unidade!
- Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais em quarta rodada de negociação
COE apresentou propostas para auxílio mobilidade, certificações, qualificação e fortalecimento da atuação sindical; banco negou parte das reivindicações e ficou de avaliar alternativas para acesso dos dirigentes aos canais internos A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco na tarde desta quarta-feira (12), para a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A reunião teve como foco as cláusulas econômicas e sindicais do acordo coletivo. Entre as reivindicações econômicas, a representação dos trabalhadores defendeu a criação de um auxílio mobilidade/combustível, por meio de cartão para custear despesas com transporte, combustível e estacionamento. A proposta foi negada pelo banco durante a negociação. A COE também reivindicou o custeio integral, pelo Santander, das certificações e atualizações da Anbima, além de apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários e a criação de uma bolsa de férias. Sobre as certificações, o banco afirmou que já realiza o pagamento aos bancários de cargos elegíveis que obtêm aprovação nas provas. Em relação às possíveis mudanças nas regras da Anbima, o Santander informou que avaliará eventuais alterações após a oficialização das novas normas. As demais reivindicações de qualificação foram negadas. “Estamos apresentando propostas que respondem a necessidades concretas dos trabalhadores, seja para garantir melhores condições de mobilidade, seja para apoiar a qualificação profissional. O banco precisa reconhecer que investir nos funcionários também significa valorizar quem sustenta os resultados da instituição”, afirma Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander. Representação sindical No bloco sindical, os trabalhadores reivindicaram que dirigentes sindicais liberados tenham acesso aos canais internos do banco, além do fornecimento periódico de informações funcionais e da negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que possam afetar coletivamente os empregados. O Santander ficou de avaliar a possibilidade técnica de permitir que os dirigentes sindicais acessem os aplicativos internos ou de ampliar os limites de acesso no portal de Pessoas, ao qual eles já têm acesso. Também foram debatidas a manutenção e o aprimoramento das regras para acesso das entidades sindicais aos locais de trabalho e aos empregados, inclusive aqueles que atuam em teletrabalho. A COE defendeu ainda mecanismos de incentivo à sindicalização e o fortalecimento do Comitê de Relações Trabalhistas como espaço permanente de diálogo entre o banco e as entidades sindicais. Para Rita Berlofa, a negociação precisa garantir instrumentos efetivos para que a representação dos trabalhadores acompanhe as transformações pelas quais passa o banco. “Não basta manter um canal formal de diálogo. É preciso garantir condições para que a representação sindical possa exercer seu papel, acompanhar as mudanças no banco e estar próxima dos trabalhadores, inclusive daqueles que estão em teletrabalho. O fortalecimento do diálogo e da negociação é fundamental para prevenir conflitos e construir soluções coletivas”, destaca Rita Berlofa. A próxima rodada de negociação entre a COE e o Santander será realizada no dia 19 de agosto, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, com o Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS) como tema principal.
- CEE/Caixa orienta empregados a não responderem consulta sobre migração de função antes da negociação
Caixas e tesoureiros receberam “levantamento” com prazo para manifestação até quinta-feira (13); representação dos empregados cobrará explicações do banco na mesa de negociação de sexta-feira (14) A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa orienta as empregadas e os empregados que receberam consultas sobre interesse em migrar de função para atuação como assistente nas plataformas digitais do banco a não preencher formulários, assinar documentos ou manifestar qualquer tipo de interesse antes da mesa de negociação com a Caixa, nesta sexta-feira (14). Mesmo que as mensagens encaminhadas estabeleçam prazo para manifestação até quinta-feira (13), véspera da negociação, a orientação é aguardar. A CEE/Caixa considera que uma decisão dessa importância não pode ser tomada às pressas, sem que o banco esclareça à representação dos trabalhadores quais são os objetivos do levantamento, as regras do processo e suas possíveis consequências para carreira, função e remuneração. No fechamento desta matéria, depois de ser questionado pela coordenação da CEE/Caixa, o banco ampliou o prazo para adesão até o dia 20 de agosto. “Nossa orientação, neste momento, é para que os colegas não manifestem interesse e aguardem a negociação de sexta-feira. A Caixa está pedindo que trabalhadores tomem uma decisão que pode ter consequências para sua vida funcional sem que tenha apresentado à representação dos empregados informações suficientes para avaliarmos o processo e orientarmos a categoria com segurança”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. “Por isso, mais do que a prorrogação do prazo, queremos que todo esse processo seja suspenso até que todas as informações solicitadas nos sejam passadas e a gente possa construir uma forma que não seja prejudicial para as empregadas e empregados”, completou. Informações que chegaram às entidades sindicais mostram que caixas e tesoureiros estão sendo consultados sobre o interesse em participar de processos seletivos para atuação em plataformas de atendimento digital. Os materiais fazem referência à migração para função de Assistente de Varejo para os empregados eventualmente selecionados. PFG e PCS estão na mesa, mas Caixa não responde A forma como a consulta foi realizada causa ainda mais preocupação porque ocorre justamente quando o Plano de Funções Gratificadas (PFG), o Plano de Cargos e Salários (PCS) e a situação de caixas e tesoureiros fazem parte das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Nas últimas rodadas, a CEE/Caixa cobrou do banco um novo PFG, um novo PCS, critérios objetivos e transparentes para os Processos Seletivos Internos e respostas para as reivindicações relacionadas à carreira. Apesar das cobranças, a Caixa não apresentou uma devolutiva efetiva sobre esses temas. “Esse é um dos pontos mais graves. Nós colocamos PFG, PCS, PSI e a situação de caixas e tesoureiros na mesa, cobramos respostas e a Caixa não responde. Ao mesmo tempo, fora da mesa, cria um processo e estabelece prazo para que os empregados façam uma escolha. Isso desvaloriza a negociação coletiva e impede que a representação sindical cumpra seu papel de esclarecer e orientar os trabalhadores”, disse a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste na CEE, Cândida Fernandes (Chay). A minuta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica expressamente que a transição das funções de caixa e tesoureiro seja debatida com as entidades sindicais, com garantia de manutenção da remuneração, da gratificação de função e das demais parcelas vinculadas às funções. Também estabelece que os empregados que desejarem permanecer como caixas ou tesoureiros tenham essa possibilidade assegurada e que eventual migração seja facultativa para funções de mesmo nível salarial ou superior. A pauta reivindica ainda um grupo de trabalho para discutir a revisão dos atuais PFG e PCS, com ampla participação das entidades sindicais e dos empregados e com critérios que garantam valorização profissional, transparência, previsibilidade e reais perspectivas de encarreiramento. Decisão exige informação e garantias Para a CEE/Caixa, não se trata de ser contra novas oportunidades profissionais para o quadro de pessoal. O problema é exigir uma manifestação dos trabalhadores sem diálogo prévio com sua representação e sem deixar claras todas as consequências de uma eventual mudança. Entre as questões que precisam ser esclarecidas estão as garantias de permanência na nova função, os impactos sobre remuneração e carreira, as condições para eventual retorno, as atribuições, metas e condições de trabalho, além dos objetivos do próprio levantamento realizado pelo banco. “Ninguém pode ser levado a decidir apenas com base na expectativa de uma nova função. É preciso saber quais são as garantias, qual será a remuneração, quais serão as condições de trabalho, o que acontece depois e qual é o projeto da Caixa para caixas e tesoureiros. Sem essas respostas, não existem elementos suficientes para uma decisão consciente”, ressaltou a representante da Fetrafi-NE. Desrespeito recorrente à negociação A CEE observa que a adoção de medidas sem discussão prévia com a representação dos trabalhadores tem sido recorrente. Durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026, a entidade já cobrou negociação sobre mudanças relacionadas ao Super Caixa, remuneração variável, Promoção por Mérito, carreira e outros temas que afetam diretamente a vida funcional e a renda dos empregados. Para Luiza Hansen, a postura contradiz o discurso do banco de valorização da mesa. “Não é possível dizer que se valoriza a negociação coletiva e, ao mesmo tempo, colocar mudanças em andamento enquanto os mesmos assuntos estão sendo debatidos na mesa. A mesa precisa servir para negociar de verdade, com informação, transparência e respeito à representação dos empregados. Não pode ser apenas um espaço em que apresentamos reivindicações enquanto decisões são tomadas unilateralmente fora dela”, afirmou. A representação dos empregados considera que a prática desrespeita tanto a mesa permanente quanto a negociação em curso na Campanha Nacional dos Bancários 2026, que trata da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos das empregadas e dos empregados da Caixa. A CEE/Caixa vai cobrar explicações do banco na reunião desta sexta-feira (14). Até que essas informações sejam apresentadas e avaliadas, a orientação é que caixas e tesoureiros não manifestem interesse na migração proposta. Acompanhe o site e as redes sociais da Contraf-CUT e dos sindicatos para receber as informações sobre a negociação e as orientações da representação das empregadas e dos empregados da Caixa. Fonte: Contraf-CUT
- Sintrafi participa do ato de campanha que promoveu abraço ao Banrisul e reafirmou a importância do banco permanecer público
Um grande abraço para declarar: o Banrisul é coisa nossa! Foi isso o que ocorreu nesta terça-feira (11), ao meio-dia, ao redor da Agência Central e do prédio da Direção Geral do Banrisul, no Centro de Porto Alegre. Mais de mil pessoas estiveram na Praça da Alfândega e deram as mãos em um ato organizado pelo SindBancários Porto Alegre e Região, em parceria com a Fetrafi-RS, para reafirmar a importância do Banrisul para o estado. O Sintrafi Floripa também marcou presença através do seu presidente, Cleberson Pacheco Eichholz, funcionário do Banrisul. No mesmo dia, na capital catarinense, colegas do banco gaúcho também se manifestaram em solidariedade, vestindo a camiseta da campanha “Banrisul é coisa nossa” na agência do Banrisul em Florianópolis. Veja imagens: Para Cleberson Pacheco Eichholz, a mobilização demonstra que a defesa do Banrisul ultrapassa os limites da categoria bancária e representa uma luta em defesa do desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. "O Banrisul é um patrimônio dos gaúchos e das gaúchas e tem um papel estratégico para o desenvolvimento do estado. Defender o Banrisul público é defender um banco que está presente onde muitas vezes os demais não estão, que conhece a realidade dos municípios e que tem compromisso com a população. Por isso, essa mobilização precisa ganhar cada vez mais força. A defesa do Banrisul é uma luta de todos nós e não pode ficar restrita aos trabalhadores do banco”, afirmou Cleberson. O ato faz parte da campanha salarial dos bancários, mas também se relaciona com a campanha de mídia “Banrisul é coisa nossa”, que visa o fortalecimento e a valorização do banco dos gaúchos e das gaúchas. Vestidos com as camisetas da campanha, bancários, clientes do banco e sociedade em geral abraçaram o Banrisul para passar um recado claro: mais do que lutar por melhores salários e condições de trabalho, neste ano de eleições, a batalha é pela manutenção do banco público. “Estamos aqui hoje para reforçar a luta em defesa do Rio Grande do Sul. E a defesa do estado passa pela defesa do Banrisul público. O Banco do Estado do Rio Grande do Sul é, talvez, a empresa mais importante do estado. Alcança onde nenhum outro banco alcança, chega nas cidades onde os outros bancos não querem, atende a população que os outros bancos repelem”, afirmou o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner. O diretor da Fetrafi-RS e membro da Comissão de Organização dos Empregados do Banrisul, Fábio Soares Alves, lembrou que o banco é patrimônio histórico da população gaúcha. Quase centenário, o Banrisul fará 98 anos de existência em setembro. “Cada um de nós tem a responsabilidade de passar essa mensagem: de defesa da nossa empresa, uma empresa pública pela qual temos carinho.” Também diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, que é membro do Comando Nacional dos Bancários, destacou a importância da mobilização dos bancários não só em relação às pautas do Banrisul, mas de toda a categoria, que busca a renovação da sua Convenção Coletiva de Trabalho até o final de agosto. “A nossa campanha nacional chega em um momento decisivo, porque depois de muito debate, chegou o momento dos bancos apresentarem as suas propostas, de responderem a nossa pauta de reivindicações. Precisamos manter os nossos direitos, mas queremos ir muito além, queremos aumento real, a valorização dos pisos, nós queremos que as nossas reivindicações sobre os temas da saúde sejam colocadas como prioridade”, afirmou. Depois do grande abraço que envolveu a quadra inteira dos prédios mais importantes do Banrisul, os participantes do ato puderam comer o tradicional salchipão, sempre presente nas manifestações dos bancários. A negociação pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho dos Banrisulenses segue nesta quarta-feira, com mesas sobre saúde e cláusulas econômicas. Veja imagens de Porto Alegre: Fonte: SindBancários de Porto Alegre e Região, com edição de Sintrafi Floripa
- Banco Mercantil registra lucro recorde de R$ 548,4 milhões no semestre, mas fecha postos de trabalho
Resultado representa crescimento de 13,5% em 12 meses e mantém sequência de 15 recordes trimestrais; COE cobra que desempenho do banco seja acompanhado de valorização dos trabalhadores O Banco Mercantil do Brasil (BMB) registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 548,4 milhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas no segundo trimestre, o resultado chegou a R$ 275,3 milhões, o maior lucro trimestral da história do banco e o 15º recorde consecutivo. O desempenho financeiro também foi acompanhado pelo crescimento dos ativos, que chegaram a R$ 38,9 bilhões, alta de 30,7% em 12 meses. O patrimônio líquido ultrapassou R$ 3,1 bilhões, crescimento de 48,8% no mesmo período. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu elevada, em 41,4%, apesar de uma redução de 4,6 pontos percentuais em 12 meses. Para o coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Banco Mercantil do Brasil, Vanderci Antônio da Silva, os números demonstram a força do banco, mas também reforçam a necessidade de que os trabalhadores sejam reconhecidos pelos resultados alcançados. “O Mercantil vem apresentando resultados recordes consecutivos, com crescimento expressivo dos ativos, da carteira de crédito e das receitas. Esse desempenho não acontece sozinho. Existe o trabalho diário de milhares de funcionários por trás desses números. É fundamental que o banco reconheça essa contribuição, com valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito aos direitos dos trabalhadores.” Crédito cresce, mas provisões disparam A carteira de crédito do banco chegou a aproximadamente R$ 25 bilhões, representando 64,2% dos ativos. O crescimento foi de 29,6% em 12 meses, com destaque para o crédito consignado, que avançou 47%, e para o crédito pessoal, com alta de 17%. No consignado, 78% das operações foram originadas por canais digitais. A inadimplência para operações com atraso superior a 90 dias ficou em 3,1%, aumento de 0,8 ponto percentual em 12 meses. Um dos pontos que chama atenção nas demonstrações financeiras é o forte crescimento das despesas com provisões para perdas esperadas de ativos financeiros. O valor chegou a R$ 782,9 milhões no final de junho, alta de 227,4% em 12 meses. Para a representação dos trabalhadores, o aumento das provisões merece acompanhamento, especialmente diante do crescimento bem mais moderado da inadimplência. “É importante acompanhar de perto esse movimento. O banco apresenta crescimento expressivo e resultados recordes, mas também registra uma elevação muito forte nas provisões. Precisamos entender os impactos dessa estratégia e garantir transparência nas decisões que possam afetar os trabalhadores, principalmente em relação a reestruturações, metas e condições de trabalho”, destaca Vanderci. Receitas de serviços superam despesas com pessoal Outro dado que evidencia a capacidade de geração de receitas do banco é o desempenho das receitas de prestação de serviços, que alcançaram R$ 735 milhões no semestre, crescimento de 79,5% em 12 meses. As despesas de pessoal, incluindo a PLR, somaram R$ 460,3 milhões, alta de 17,8% na comparação anual. Com isso, as receitas de prestação de serviços foram suficientes para cobrir 159,7% das despesas de pessoal no período. “Os próprios números mostram que os trabalhadores têm participação fundamental na geração de receitas do banco. A receita de serviços cresceu muito acima das despesas de pessoal. Por isso, é justo que esse crescimento também se traduza em valorização, reconhecimento e investimentos nas pessoas que fazem o banco funcionar todos os dias”, afirma o coordenador da COE. Banco cresce, mas fecha postos no trimestre O Mercantil encerrou o primeiro semestre com 3.931 funcionários e estagiários. Em 12 meses, foram criados 331 postos de trabalho. No entanto, somente no segundo trimestre, houve o fechamento de 30 postos. No mesmo período, o banco ampliou sua estrutura de atendimento. Foram abertas 31 novas unidades em 12 meses, chegando a 352 pontos de atendimento ao final de junho. A base de clientes também apresentou forte expansão, passando a 9,06 milhões, crescimento de 1,05 milhão de clientes em um ano. Para Vanderci, os dados reforçam a necessidade de discutir a relação entre a expansão dos negócios e a estrutura de pessoal. “O banco ampliou a base de clientes, abriu pontos de atendimento e aumentou significativamente seus ativos e sua carteira de crédito. Ao mesmo tempo, fechou postos de trabalho no último trimestre. É preciso que a expansão dos negócios seja acompanhada de uma política de emprego que garanta trabalhadores em número suficiente para atender à demanda, evitando sobrecarga, adoecimento e precarização das condições de trabalho.” O coordenador da COE ressalta ainda que a sequência de resultados recordes precisa ser acompanhada de diálogo permanente com os trabalhadores. “O Mercantil tem demonstrado que é capaz de crescer e gerar resultados expressivos. O que cobramos é que esse crescimento seja sustentável também para quem trabalha no banco. Resultado recorde precisa significar também emprego, valorização e melhores condições de trabalho. Os trabalhadores não podem ficar apenas com a cobrança por metas enquanto os resultados positivos ficam restritos aos balanços.” Fonte: Contraf-CUT
- O direito a respostas dos funcionários do Banco do Brasil
O direito de resposta é um mecanismo jurídico consagrado pela Constituição Federal de 1988, destinado a equilibrar a liberdade de expressão com a proteção da honra, da intimidade, da vida privada e da imagem, assegurando a quem se sentir ofendido por uma publicação a possibilidade de se manifestar nos mesmos meios de comunicação e em condições equivalentes. Em 22 de julho de 2026, quase dois meses após a publicação do informativo Espelho DF, intitulado “Conselhos ignorados, erros repetidos”, o Banco do Brasil encaminhou notificação extrajudicial ao Sindicato dos Bancários de Brasília exigindo a divulgação integral de um texto elaborado pela própria instituição, acusando a entidade sindical de promover uma campanha de desqualificação pessoal contra a presidenta do Banco do Brasil. Embora não reconhecendo a existência do direito de resposta nos termos pretendidos e a procedência das acusações formuladas, o Sindicato decidiu, voluntariamente, divulgar a manifestação encaminhada pelo Banco do Brasil. Louvemos, portanto, a Constituição que assegura a liberdade de expressão e permite que divergências, críticas e diferentes visões de mundo possam se confrontar democraticamente no campo das ideias. Até aí, tudo certo — como dois e dois são cinco, diria Caetano Veloso. O problema começa quando a crítica à gestão é interpretada como um ataque pessoal e, com isso, deixa-se de discutir aquilo que efetivamente está em debate. Em sua manifestação, a presidenta do Banco do Brasil afirma que, com o tempo e a experiência, aprendeu que liderar é, muitas vezes, “suportar”, reconhecendo, no entanto, como legítimas as preocupações dos trabalhadores com as condições de trabalho, o futuro das agências, a tecnologia e as carreiras, afirmando que essas questões merecem ser tratadas com respeito. Cara presidenta, é justamente aí que reside o ponto central da crítica sindical. O que a publicação denuncia é o quanto tem sido insuportável para muitos colegas a sucessão de reestruturações promovidas pelas diferentes administrações do Banco do Brasil, os descomissionamentos considerados injustos pelos trabalhadores, o estabelecimento e a cobrança abusiva de metas, a intensificação do trabalho e o aumento da carga horária em muitas unidades. Não se trata, portanto, de uma questão pessoal, mas de uma crítica ao modelo de gestão e às consequências concretas que ele produz. Entre essas consequências está o crescimento do adoecimento mental dos trabalhadores, fenômeno que não pode ser ignorado quando se discute as relações de trabalho no Banco do Brasil. Na manifestação encaminhada pela instituição e publicada pelo Sindicato, a Presidenta também destaca que “precisamos ser um banco cada vez mais digital sem abandonar quem ainda precisa do atendimento presencial”. A afirmação, em princípio, dialoga com uma preocupação igualmente presente na crítica sindical: a digitalização não pode significar abandono do atendimento presencial nem redução indiscriminada da estrutura necessária para atender a população. É justamente essa contradição que precisa ser enfrentada. Enquanto o Banco afirma que pretende ampliar a digitalização sem abandonar aqueles que dependem do atendimento presencial, a realidade percebida pelos trabalhadores é marcada pela redução progressiva da estrutura física e do número de empregados nas unidades. Desde 2015, segundo dados do Banco Central, o Banco do Brasil fechou cerca de 1.557 agências físicas em todo o país, como parte de um processo gradual de reestruturação e digitalização dos serviços financeiros. Ao mesmo tempo, a base de clientes continua crescendo. Em março de 2026, o Banco do Brasil alcançou aproximadamente 83 milhões de clientes, cerca de 1 milhão a mais do que no período anterior. Ainda assim, a estrutura de pessoal segue sendo reduzida. Ao final do primeiro trimestre de 2026, o Banco contava com 84.619 funcionários, registrando 1.498 postos de trabalho a menos em 12 meses e uma redução de 587 empregos somente neste ano. A equação, portanto, merece ser discutida: mais clientes, menos trabalhadores, maior intensidade do trabalho e maior pressão por resultados. Não é uma questão de opinião deste ou daquele dirigente sindical. É uma realidade que precisa ser analisada. Levantamento publicado pela Contraf-CUT revelou que a categoria bancária está entre aquelas que apresentam elevado número de afastamentos relacionados a doenças mentais decorrentes do ambiente de trabalho. Dados da Previdência Social, compilados pela plataforma SmartLab, mostram que gerentes de banco ocupam o segundo lugar e, escriturários de banco, o terceiro no ranking de profissionais com mais pedidos de afastamento por transtornos mentais reconhecidos como doença ocupacional (B91), entre 2012 e 2024. Diante desses dados, a crítica às condições de trabalho e ao modelo de gestão não pode ser reduzida a uma questão de opinião, ou, menos ainda, interpretada como uma tentativa de desqualificação pessoal de quem ocupa a presidência do Banco. Uma organização democrática precisa ser capaz de distinguir pessoas de processos, responsabilidades institucionais de características individuais e críticas às decisões administrativas de eventuais ataques à honra pessoal. É justamente nesse ponto que a reflexão de José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira, pode nos ajudar. A chamada “cegueira branca” funciona como uma poderosa alegoria da incapacidade de perceber a realidade para além das aparências. Os personagens da obra, diante do colapso que se instala, passam progressivamente a naturalizar situações que deveriam provocar indignação, reflexão e reação. Nas organizações, algo semelhante pode ocorrer quando determinadas práticas passam a ser consideradas normais simplesmente porque se repetem ao longo do tempo, ou porque se entende, geram maior resultado. Naturalizam-se as reestruturações. Naturalizam-se as metas excessivas. Naturalizam-se os descomissionamentos. Naturaliza-se a sobrecarga de trabalho. Naturaliza-se o adoecimento. E, quando essas práticas passam a fazer parte da rotina, corre-se o risco de deixar de enxergar seus efeitos sobre as pessoas. Essa “cegueira” pode ser alimentada pelo medo de promover mudanças reais, pela acomodação institucional ou pela defesa de interesses que, embora possam ser legítimos, não podem servir como escudo contra a crítica. O problema se agrava quando argumentos fundamentados em fatos e evidências são substituídos por interpretações sobre as supostas intenções daqueles que criticam. Nesse momento, o debate deixa de se concentrar nos problemas concretos e passa a discutir quem fez a crítica e por que a fez. Em vez de perguntar “a crítica procede?”, passa-se a perguntar “por que estão criticando?”. Em vez de analisar os fatos, procuram-se intenções. Em vez de enfrentar os problemas, questiona-se quem os denuncia. Para evitar essa distorção, é necessário que as partes sejam capazes de distinguir pessoas de processos e analisar as críticas a partir de fatos, evidências e consequências concretas. A principal lição de Saramago talvez esteja justamente aí: o maior risco não é apenas deixar de ver, mas deixar de perceber criticamente aquilo que está diante dos nossos olhos e que, pela força do hábito, passou a ser aceito como natural. Ao evidenciar a preocupação dos funcionários com o futuro do Banco do Brasil, de suas agências, de seus empregos e de suas carreiras, o Sindicato não está fazendo um julgamento sobre a pessoa da presidenta do Banco, mas sobre a gestão do maior banco público do país. Está fazendo aquilo que se espera de uma entidade de representação dos trabalhadores: questionar decisões, apontar contradições, apresentar evidências e cobrar respostas. Por isso, é importante, nesse momento, inverter a lógica do debate.Se a Presidenta afirma que liderar é, muitas vezes, “suportar”, os funcionários também esperam que liderar signifique suportar a crítica, ouvir o contraditório e transformar a escuta em ação. Porque ouvir não pode ser apenas um exercício de comunicação. Ouvir precisa significar estar disposto a responder. E, sobretudo, estar disposto a mudar quando as evidências demonstrarem que é necessário mudar. Essa é, afinal, a pergunta que fazemos para a atual gestão do Banco do Brasil: a disposição de ouvir os trabalhadores produzirá respostas e mudanças concretas capazes de melhorar suas condições de trabalho e preservar o futuro do Banco público, ou a escuta será apenas um instrumento para legitimar decisões que já foram tomadas? Os funcionários do Banco do Brasil reivindicam, Presidenta, o direito de serem ouvidos, de questionar decisões que impactam suas vidas e de seus familiares, de discordar e, principalmente, de receber respostas as suas legítimas preocupações. Artigo escrito pelo Coordenador da Secretaria Geral da Fetrafi-SC, Marco Silvano. Imagem: Adaptação da capa do livro de José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira”
- COE e Santander retomam negociação específica nesta quarta-feira (12)
Quarta rodada de negociações terá como foco cláusulas econômicas e sindicais, incluindo mobilidade, qualificação e reorganizações A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reúne com a direção do banco nesta quarta-feira (12), para a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Desta vez, a pauta será concentrada nas cláusulas econômicas e sindicais do acordo coletivo. Entre os principais pontos econômicos que serão debatidos estão a criação de um auxílio mobilidade/combustível, com cartão para custear transporte, combustível e estacionamento; o custeio integral pelo banco das certificações e atualizações da Anbima; apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários; e a criação de uma bolsa de férias. No bloco sindical, a representação dos trabalhadores reivindica acesso dos dirigentes sindicais liberados aos canais internos do banco, o fornecimento periódico de informações funcionais e a negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que afetem coletivamente os empregados. Também estarão em discussão a manutenção e o aprimoramento das regras de acesso aos locais de trabalho e aos empregados, inclusive em teletrabalho, além de mecanismos de incentivo à sindicalização e o fortalecimento do Comitê de Relações Trabalhistas como espaço permanente de diálogo entre o banco e as entidades sindicais. Na terceira rodada, realizada em 28 de julho, a COE cobrou avanços em temas relacionados à saúde, assistência médica, prevenção ao adoecimento, saúde mental, combate ao assédio e condições de trabalho. O banco apresentou algumas respostas, mas manteve impasses em reivindicações consideradas prioritárias pelos trabalhadores. A expectativa da representação dos trabalhadores é que o Santander apresente respostas concretas às reivindicações e avance na construção do novo acordo específico. Fonte: Contraf-CUT
- Chapa Representação de Verdade vence eleição da SantanderPrevi
Patrícia Bassanin Delgado e Paula Margarida Moreira Viana foram eleitas para os Conselhos Deliberativo e Fiscal; resultado oficial será divulgado em 18 de agosto A Chapa Representação de Verdade venceu a eleição para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da SantanderPrevi. Apoiada pela Contraf-CUT, Afubesp, Feeb-SP/MS, Sindicato dos Bancários de São Paulo e sindicatos filiados, a chapa conquistou a maioria dos votos nos dois colegiados. No Conselho Deliberativo, Patrícia Bassanin Delgado foi eleita com 61,43% dos votos, tendo Cassio Murakami como suplente, com 22,86%. No Conselho Fiscal, Paula Margarida Moreira Viana recebeu 65,01% e Thiago Alessandro da Cruz Moreira ficou como suplente, com 17,44%. O resultado será oficializado após o prazo de impugnação, em 18 de agosto. Baixa participação preocupa A eleição também evidenciou a necessidade de facilitar o acesso dos participantes e assistidos ao processo de votação. Durante o pleito, foram registradas reclamações sobre dificuldades com login e senha e falta de suporte para recuperação dos dados. Para a Contraf-CUT e as demais entidades, a participação deve ir além das eleições, com os participantes acompanhando a gestão e as decisões da SantanderPrevi. A representação dos trabalhadores nesses espaços é fundamental para defender seus interesses e fortalecer a transparência na administração do fundo. Fonte: Contraf-CUT
- BB não faz proposta e quer jogar a culpa nos próprios funcionários
Durante mesa de negociações, gestão do banco afirmou que reivindicações por melhorias nas remunerações resultariam na redução de postos, mas sindicatos identificaram distorções nos cálculos Era início da tarde de quarta-feira, 6 de agosto, quando a dirigente sindical Priscilla Semencio gravava um vídeo-denúncia em uma agência do Banco do Brasil no bairro de Pinheiros, na capital paulista. "Encontrei a agência fechada não só por falta de sistema, mas também por falta de funcionários. Dias atrás, estive nesta mesma unidade e havia apenas um trabalhador", relatou. Enquanto o vídeo era publicado nas redes sociais, em outro local da cidade, no bairro Paraíso, ocorria mais uma rodada de negociações entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a gestão do banco. “São vários os casos de agências que sequer abriram, por falta de pessoal. Na semana passada, a agência de Ipanema ficou de portas fechadas porque contava com apenas uma bancária, e grávida", relatava Alexandre Batista, representante dos bancários do Rio de Janeiro, durante a reunião ligada à campanha nacional da categoria por aumento real e melhores condições de trabalho. “Estamos registrando desmontes semelhantes em outras cidades do país”, conta a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. Durante a mesa de negociação, ela citou um levantamento recente, feito entre os cinco maiores bancos, e que mostrou o Banco do Brasil com os juros mais altos no crédito consignado público. “Esse é um dado que revela que o BB está priorizando o lucro dos acionistas em detrimento do seu papel como banco público, a serviço do desenvolvimento social e redução das desigualdades. Para além disso, a decisão pelo crédito caro, contribui com a precarização das condições de trabalho, porque as equipes já estão reduzidas, mas ainda precisam bater metas de vendas, que ficaram mais difíceis de serem atingidas justamente porque o BB oferta crédito mais caro do que os concorrentes”, explicou. Ataque às reivindicações dos trabalhadores Para mudar esse cenário, os funcionários do BB defendem a abertura de concursos públicos, fim do fechamento de agências, redução das taxas de juros, reajustes salariais e nas demais verbas acima da inflação e melhorias no Programa de Cargos e Salários, que hoje provoca a estagnação de carreiras e perdas reais na remuneração. No entanto, o que receberam da gestão banco como resposta na última rodada de negociações foram ataques direcionados especificamente aos pedidos de valorização na remuneração. “Fomos submetidos a uma apresentação, no estilo power point, por meio do qual os negociadores do BB fizeram cálculos para tentar nos convencer de que a aplicação das nossas reivindicações aumentaria tanto os custos com os trabalhadores, que o banco seria obrigado a fechar as portas”, conta Gustavo Tabatinga, representante da Contraf-CUT na CEBB. “Mas nós rebatemos os argumentos ao mostrar que a gestão do banco deixou de fora dos seus cálculos as verbas adicionais. E que, com essa distorção, estava tentando provar que o BB paga os maiores salários do setor, enquanto a realidade é bem diferente: hoje o que temos é um mecanismo que reduz a verba complementar conforme o bancário avança, travando o ganho real e transformando o piso em teto", explicou o dirigente. Após a identificação do erro, a reunião terminou sem nenhuma outra proposta por parte da gestão do banco quanto à lista de reivindicações dos funcionários. “Saímos de mesa frustrados diante das barreiras impostas pela gestão do Banco do Brasil para atender às nossas demandas por reajuste, correções no modelo de remunerações e melhores condições de trabalho", lamentou Fernanda Lopes. “A nossa expectativa é que, na próxima rodada, dia 14 de agosto, o BB pare de atacar a nossa pauta de reivindicações e de culpabilizar o funcionalismo por pedir o justo reconhecimento pelo esforço diário nas agências e nos departamentos”, pontuou. Não pela tecnologia, nem pela concorrência, mas pelos lucros O movimento sindical contesta a tese, defendida por todo o setor patronal dos bancos, de que o encerramento de unidades físicas e postos de trabalho é consequência inevitável da digitalização e do aumento da concorrência com empresas que prestam os mesmos serviços, mas que são registradas em outras categorias do ramo financeiro. “O que eles ocultam é que, na verdade, os bancos estão usando a terceirização, a queda do atendimento aos clientes e a economia com a folha de pagamento, por meio da sobrecarga de funcionários, para lucrarem ainda mais”, aponta Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT. “A demanda por atendimento presencial nos bancos, por exemplo, continua altíssima. Em 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas, número que corresponde a uma média de aproximadamente 28,6 milhões de transações por dia útil”, completou. A dirigente destacou também que 26% dos idosos não tinham acesso à internet, em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE - percentual que exige a manutenção de postos físicos de atendimento. A representante sindical observou ainda que enquanto o setor bancário fechava 88 mil postos e 9,5 mil agências, entre 2015 e 2025, os cinco maiores bancos aumentavam em 49% os contratos com correspondentes bancários, terceirizando seus serviços. No mesmo período de dez anos os postos de atendimento nas cooperativas de crédito, que são, segundo os próprios bancos, suas principais concorrentes, aumentaram em 102%. “O ramo financeiro, como um todo, não está encolhendo. Pelo contrário, há crescimento em número de postos de trabalho, o saldo dos últimos anos é positivo. O único setor do ramo no sentido contrário é o bancário”, salientou Juvandia. No período mais recente, entre janeiro de 2025 e maio de 2026, tirando o setor bancário (com movimentação negativa de 15.289 vagas), o ramo financeiro apresentou movimentação positiva de 23.939 postos de trabalho. “Os bancos tradicionais reclamam da concorrência, mas foram eles mesmos que abriram espaço para outras empresas, com a decisão de reduzir a qualidade de atendimento aos clientes por meio do fechamento de agências e da sobrecarga dos funcionários. Tudo pelo lucro. Nada pela sociedade”, concluiu Juvandia Moreira. Fonte: Contraf-CUT
- Bradesco lucra R$ 13,9 bilhões no semestre, mas segue demitindo e fechando agências
Banco registra o maior crescimento de lucro entre os grandes bancos privados, elimina quase 2,5 mil postos de trabalho e fecha 324 agências; COE destaca que resultados reforçam a necessidade de valorização dos trabalhadores na Campanha Nacional O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 3,5%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 16% no semestre, aumento de 1,4 ponto percentual em 12 meses. O crescimento de 16,2% foi o maior entre os três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander). Segundo o balanço da instituição, este é o décimo trimestre consecutivo de aumento do lucro. Apesar dos resultados positivos, o Bradesco segue reduzindo seu quadro de pessoal e sua rede de atendimento. O banco encerrou o primeiro semestre com 79.699 funcionários, dos quais 67.954 são bancários, após eliminar 2.448 postos de trabalho em 12 meses. No segundo trimestre, o saldo foi negativo em 868 empregos bancários. No mesmo período, o banco fechou 324 agências em todo o país. Em contrapartida, sua base de clientes cresceu em 300 mil pessoas nos últimos 12 meses, sendo 100 mil no segundo trimestre, alcançando 110,4 milhões de clientes, segundo dados do Banco Central. Lucro não chega aos trabalhadores Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira, os excelentes resultados financeiros não se refletem nas condições de trabalho dos bancários nem na qualidade do atendimento prestado aos clientes. "Mesmo com excelentes resultados, o Bradesco continua demitindo bancários e fechando agências. Isso enquanto sua base de clientes cresce de forma significativa. O resultado não poderia ser outro: bancários sobrecarregados e adoecidos e clientes prejudicados pela redução do atendimento presencial”, disse. “Além da sobrecarga, uma das principais reclamações dos trabalhadores é a pressão cada vez maior pelo cumprimento das metas, que tem impactado diretamente a saúde física e mental da categoria", completou. Outro indicador reforça que o banco possui condições de investir mais em seus empregados. A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5% em 12 meses e totalizou R$ 15,8 bilhões, valor suficiente para cobrir 117% de todas as despesas com pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Resultados reforçam reivindicações da Campanha Nacional Para a dirigente, o desempenho financeiro do banco demonstra que há plenas condições de atender às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. “No entanto, o banco insiste em manter a política de demissões e fechamento de agências justamente durante a Campanha Nacional. Nossa resposta é ampliar a mobilização para garantir valorização dos trabalhadores, melhores condições de trabalho e medidas efetivas de proteção à saúde." Carteira de crédito segue em expansão A carteira de crédito expandida do Bradesco totalizou R$ 1,137 trilhão em junho de 2026, crescimento de 11,6% em 12 meses e de 4,3% no trimestre. Na carteira de pessoa física, o saldo chegou a R$ 479,7 bilhões, com destaque para o financiamento de veículos (26,8%), crédito rural (17,6%) e cartão de crédito (10,6%). Já a carteira de pessoa jurídica atingiu R$ 656,9 bilhões, alta de 14,1% em um ano. O crédito para grandes empresas cresceu 12,7%, enquanto as operações destinadas às micro, pequenas e médias empresas avançaram 16,1%. A taxa de inadimplência superior a 90 dias ficou em 4,3%, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as despesas com provisão para perdas esperadas (PDD) aumentaram 22,6%, influenciadas principalmente pelas operações de crédito rural e por linhas vinculadas a programas emergenciais. Fonte: Contraf-CUT
- Itaú lucra R$ 24,7 bilhões no semestre, mas mantém cortes de empregos e fechamento de agências
Banco registra crescimento de 9,1% no lucro e rentabilidade de 26%, enquanto elimina mais de 5 mil postos de trabalho e reduz a rede de atendimento; COE cobra valorização dos trabalhadores durante a Campanha Nacional O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 24,689 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 12,407 bilhões, alta de 1% na comparação com os três primeiros meses do ano. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, chegou a 26% no semestre, avanço de 2,1 pontos percentuais em 12 meses. Apesar dos resultados expressivos, o banco continua reduzindo sua estrutura de atendimento e o quadro de pessoal. Nos últimos 12 meses, a holding eliminou 5.118 postos de trabalho, sendo 1.002 no segundo trimestre. No mesmo período, foram fechadas 451 agências físicas em todo o país. Para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, os números do balanço demonstram que o banco tem plenas condições de investir em melhores condições de trabalho, ampliar o atendimento à população e valorizar seus empregados. Resultados não justificam cortes Segundo Valeska, a política de fechamento de agências e redução de postos de trabalho não encontra justificativa nos resultados apresentados pela instituição financeira. Ela destaca que a receita com prestação de serviços e tarifas cresceu 5,8% em 12 meses e alcançou R$ 25 bilhões até junho de 2026. O valor é suficiente para cobrir 145,2% das despesas com pessoal, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que cresceram apenas 4,6% no período, totalizando R$ 17,2 bilhões. Pressão e insegurança marcam a rotina dos trabalhadores Valeska afirma que, enquanto o Itaú anuncia mais um lucro bilionário, a realidade vivida pelos bancários é marcada pela sobrecarga, pela pressão por metas e pela insegurança em relação ao emprego. "Enquanto apresenta, mais uma vez, um lucro recorde, o que vem acontecendo nos locais de trabalho é uma realidade triste de descaso por parte do banco em relação às condições de trabalho. Falta respeito e acolhimento aos bancários e bancárias que adoecem para que o Itaú chegue neste patamar de maior lucro do sistema financeiro", afirma. A dirigente ressalta que as constantes reestruturações têm agravado esse cenário. "A reestruturação nas agências e departamentos faz com que as pessoas não saibam até quando estarão empregadas, enquanto a cobrança de metas e a pressão por resultados ultrapassam todos os limites. O fechamento de agências também contribui para a instabilidade quanto à permanência na função ou mesmo no emprego. Além disso, o avanço da tecnologia e da inteligência artificial nos processos de trabalho e no monitoramento aumenta a insegurança e contribui para o adoecimento desses trabalhadores." Campanha Nacional cobra valorização A coordenadora da COE Itaú lembra que a categoria está em plena Campanha Nacional dos Bancários 2026. Enquanto a mesa única com a Fenaban discute a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), os representantes dos trabalhadores também negociam com o Itaú a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos empregados do banco. Para ela, os resultados divulgados pelo banco reforçam que há espaço para atender às reivindicações da categoria. "Os dados do balanço mostram que o Itaú tem todas as condições de atender às reivindicações dos trabalhadores. A realidade dentro do banco pode ser diferente. O respeito e a valorização precisam partir da instituição, que não pode se orientar apenas pelo lucro. É preciso cumprir também seu papel social, tanto com a população quanto com seus funcionários. Não há justificativa para fechar agências sem critérios transparentes, principalmente quando isso prejudica quem mais depende do atendimento presencial, como aposentados e pessoas com dificuldade de acesso às tecnologias digitais." Além da valorização dos trabalhadores, a Contraf-CUT e a COE Itaú defendem a manutenção e ampliação da rede física de atendimento, fundamental para garantir o acesso da população aos serviços bancários e evitar a sobrecarga dos empregados que permanecem nas unidades abertas. Fonte: Contraf-CUT
- Fechamento de agências bancárias em Santa Catarina é tema de Audiência Pública na Alesc
Comissão Parlamentar Mista será criada para intensificar o debate com a sociedade Na noite desta quarta-feira, 5, foi realizada Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que debateu “Os impactos econômicos e sociais do fechamento de agências bancárias em Santa Catarina”. A atividade foi uma iniciativa da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi-SC) e proposta, na Alesc, pelo Deputado Estadual Padre Pedro Baldissera (PT). Colegas bancários e bancárias, representantes de diversas entidades sindicais, movimentos sociais, organizações populares, economistas e também trabalhadores tiveram a oportunidade de debater sobre o tema com o objetivo de construir propostas para enfrentar os efeitos do fechamento das agências bancárias no Estado de Santa Catarina. A mesa foi composta pelo coordenador da Secretaria Geral da Fetrafi-SC, Marco Silvano, pelo Deputado Padre Pedro Baldissera, pelo Presidente do Sintrafi Floripa, Cleberson Eichholz, pelo economista do Dieese, Gustavo Cavarzan e pelo representante da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga. Dieese apresenta dados que geram ainda mais preocupação referente ao fechamento de agências O economista Gustavo Cavarzan abriu a audiência apresentando dados que mostram que, desde 2020, o lucro líquido dos bancos privados cresceu 61% acima da inflação e dos bancos públicos 10% acima da inflação. Ele também mostrou as convergências estratégicas entre os grandes bancos, que são uma maior seletividade na oferta de crédito, redução de custos, transformação tecnológica e comercial, com foco na rentabilidade. Segundo o Dieese, os investimentos do setor bancário em tecnologia chega a casa do R$ 50 bilhões anuais, aumento de 58% nos últimos 5 anos. Os investimentos em tecnologia nos bancos atuantes no Brasil estão fundamentalmente vinculados a uma estratégia de redução de custos com agências e com trabalhadores, e não com melhorias no atendimento aos clientes e usuários. Cavarzan ainda destacou que, apesar de percentualmente os canais de atendimento físico estarem perdendo espaço, em números absolutos, as transações realizadas nesses canais tem crescido. Em 2023 foram 4,2 bilhões de transações em agências físicas e em 2025 foram 7,2 bilhões de transações, o que corresponde à 28 milhões de transações por dia útil. E demonstrou que, apesar de bilhões de transações serem realizadas fisicamente e de que milhões de brasileiros não acessam serviços financeiros de modo digital, há um processo intenso de fechamento de agências bancárias no Brasil. Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, 9,5 mil agências foram fechadas. Ou seja, uma queda de 41,7%, sendo 60% nos bancos privados e 19% nos bancos públicos. Em 2026, até maio, foram fechadas 941 agências. E ressaltou que, desde 2016, os bancos eliminaram 83,5 mil postos de trabalho. Cenário em Santa Catarina é assustador Em SC, o número de agências bancárias caiu de 958 para 580 nos últimos 10 anos, ou seja, uma redução de 39% com fechamento de 378 unidades. 130 municípios em SC (44% do total) não contam com nenhuma agência bancária, somando uma população de 660 mil pessoas excluídas do atendimento físico. Nos últimos 10 anos, houve um aumento de 60 municípios em SC sem nenhuma agência bancária. Outros 108 municípios em SC (37% do total) contam apenas com agências de bancos públicos, com uma população de 1,5 milhão de pessoas. 80%dos municípios de SC, portanto, ou não tem agência bancária ou tem apenas agência de banco público. Hoje, em SC, há 10,3 mil trabalhadores bancários, ou seja, houve uma redução de 28% nos últimos 10 anos. Atualmente, existem 12,3 mil locais que prestam serviço como correspondentes bancários, 21 vezes mais do que o número de agências bancárias, o que põe em risco inclusive o sigilo bancário de clientes e transações financeiras. Em suas considerações finais, o economista enfatizou que a lucratividade e rentabilidade do setor bancário têm sido construídas a partir de uma estratégia de redução de custos com o fechamento as agências bancárias e diminuição da força de trabalho. A redução nas despesas administrativas e despesas de pessoal verificada nos bancos nos últimos anos mostra o sucesso da estratégia do ponto de vista das Instituições Financeiras. Para a população, no entanto, a estratégia traz prejuízos, na medida em que 7,2 bilhões de transações bancárias ainda são realizadas anualmente nas agências físicas e que temos ainda 39 milhões de brasileiros adultos que não acessam a internet para realizar serviços financeiros. O setor bancário brasileiro é historicamente caracterizado por um baixo volume de crédito, por alto custo das taxas de juros e por um alto grau de exclusão bancária. A estratégia recente dos bancos tem elevado o grau de exclusão da população, afastando o Sistema Financeiro Nacional de um processo de desenvolvimento econômico e social, com atendimento e orientação adequados à população. O recente aumento do endividamento e inadimplência na população também está ligado a esse processo de exclusão do atendimento de qualidade. Portanto, a garantia de atendimento físico de qualidade – junto a melhoria das condições de crédito - é condição fundamental para que os bancos se alinhem ao desenvolvimento do país. Dirigentes refletem sobre como reduzir o impacto do fechamento de agências O dirigente Cleberson Eichholz, em seguida, ressaltou a importância de “construir um projeto de lei que garanta algumas exigências que façam com que os bancos não possam tomar as atitudes que têm tomado a seu bel-prazer. É através do Legislativo que a podemos avançar nesse sentido. Atualmente, há poucas leis exigindo que os bancos prestem serviço de qualidade para a população. Não podemos aceitar esse modelo excludente que os bancos vêm adotando, sem atendimento presencial de caixas.” Já, o dirigente Gustavo Tabatinga, lembrou que “nenhuma das agências bancárias fechadas em SC foi de bancos que tenham tido prejuízo nos últimos 10 anos, e que a grande maioria dessas agências sequer davam prejuízo nas suas próprias unidades. Nesse sentido, não podemos deixar de ressaltar a importância dos bancos públicos neste processo, que ainda permanecem atendendo a população no interior.” “É importante que essa Casa Legislativa dê um recado para o Parlamento Federal de que é necessária maior regulamentação no setor, bem como a proibição que entes públicos estaduais optem por contratação de empresas que não tenham rede de atendimento para oferecer à população”, finalizou. O coordenador da Fetrafi-SC, Marco Silvano, destacou a necessidade de debater com a comunidade local para mostrar a importância da ação de cidadania junto ao poder público. “Faço esse comentário porque este ano é um ano de eleições e vamos renovar essa Casa Legislativa e a luta da categoria bancária é histórica e foi fundamental, inclusive, no processo de redemocratização do país.” "Quando nos manifestamos para baixar a taxa de juros, por exemplo, não estamos pensando apenas nos colegas bancários, mas em toda a classe trabalhadora. Portanto, queremos envolver toda a sociedade também neste debate porque este tema é de interesse de todos. Quem é que não interessa aos bancos? A gente sabe que os clientes de alta renda ganham espaços mais modernos, tecnológicos e presenciais para serem atendidos. Quem é excluído diariamente é o idoso, o aposentado, o pequeno e médio empresário, o pequeno e médio agricultor." Silvano ainda refletiu sobre “a quem serve o modelo de negócio dos bancos, à sociedade catarinense ou apenas a esse interesse de maximização do lucro das instituições? Referente a isso, devemos lembrar que a nossa Constituição Federal, no artigo 192, estabelece que o sistema financeiro deve promover o desenvolvimento equilibrado do país e servir aos interesses da coletividade. E, infelizmente, estamos vendo justamente o contrário. Como mostraram os dados do Dieese, o sistema bancário é altamente concentrado.” O dirigente ainda ressaltou que “o lucro do sistema financeiro no ano passado ultrapassou os 255 bilhões. Essa semana, dois bancos privados apresentaram seus resultados do semestre, representando mais de 30 bilhões de lucro apenas nos primeiros 6 meses deste ano. E, ao mesmo tempo, fecham agências, eliminam empregos e reduzem o acesso da população aos serviços financeiros. Nos últimos 10 anos, o Brasil perdeu mais de 1/3 das suas agências bancárias e quase mais da metade dos municípios brasileiros não têm, hoje, agência e atendimento presencial. E os bancos têm justificado este movimento pelo processo de digitalização e pela mudança de comportamento dos clientes.” Fica a pergunta: essa mudança é uma escolha da população ou uma imposição dos próprios bancos, que reduziram o atendimento presencial e obrigaram os clientes a utilizar esses aplicativos? Não negamos a importância da tecnologia, mas sabemos que ela tem aumentado muito o número de fraudes. Então aquele que só tem acesso à sua conta bancária através dos aplicativos é aquele que tá mais propenso a levar um golpe. Quando o atendimento é presencial, esse risco diminui bastante. Como encaminhamento, será criada uma Comissão Parlamentar Mista na Alesc Um dos encaminhamentos propostos é a criação de uma Comissão Parlamentar Mista para exigir comprometimento das instituições no sentido de barrar esse processo de fechamento de agências, bem como garantir atendimento de qualidade à população. Além disso, ficou definido a continuidade do processo de mobilização da sociedade no sentido de envolver a bancada federal de Santa Catarina, em Brasília, com o objetivo de termos aprovados projetos de lei que protejam a população das medidas que vem sendo adotadas pelos bancos. A Fetrafi-SC foi convidada pelo Deputado Padre Pedro para participar do processo de constituição da Comissão Parlamentar Mista, que deverá elaborar Projeto de Lei específico a ser apresentado para debate na casa legislativa catarinense.













