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  • Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região e Regional da CUT participam de audiência pública na Alesc em defesa do fim da escala 6x1

    O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região participou nesta quinta-feira (21) da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, que debateu a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 no Brasil. O encontro reuniu representantes sindicais, parlamentares e movimentos sociais em defesa de melhores condições de vida para a classe trabalhadora. A audiência foi proposta pelo deputado estadual Marquito (Psol) e ocorreu em conjunto com a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC do fim da escala 6x1. Participaram do debate os deputados federais Pedro Uczai (PT-SC), Ana Paula Lima (PT-SC), o presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), e o relator da proposta na Câmara Federal, deputado Léo Prates (Republicanos-BA). Durante a atividade, entidades sindicais reforçaram que a atual escala compromete a saúde física e mental dos trabalhadores, reduz o tempo de convivência familiar e impacta diretamente a qualidade de vida. Dados apresentados no debate apontam que cerca de 1,25 milhão de catarinenses vivem hoje sob o regime 6x1. O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região destacou a importância da mobilização sindical na construção de uma jornada de trabalho mais humana, defendendo que o desenvolvimento econômico precisa caminhar junto com dignidade, saúde e valorização da classe trabalhadora. A proposta que tramita no Congresso Nacional deve avançar nos próximos dias, com previsão de apresentação do relatório e votação na comissão especial ainda neste mês.

  • Banrisul registra lucro de mais de R$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

    Número representa uma queda em relação ao período anterior e inadimplência é apontada pelo banco como uma das principais justificativas. O Banrisul registrou lucro líquido de R$ 221,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, conforme o balanço divulgado pelo banco na semana passada. Esse resultado representou uma retração de -8,8% em doze meses e um recuo de -66,3% em relação ao trimestre anterior. O retorno consolidado sobre o Patrimônio Líquido médio (ROE) foi de 7,9% no período, com ampliação de retração de 1,4 p.p em 12 meses. De acordo com o relatório do banco, o resultado reflete principalmente, por um lado, o aumento de 12,5% na margem financeira no ano, porém, por outro lado, houve aumento de 61,8% nas perdas líquidas esperadas associadas ao risco de crédito, dada a elevação das operações em atraso frente ao baixo crescimento da carteira de crédito, e aumento de 6,3% nas despesas administrativas. Outra justificativa foi o resultado favorável de redução de 19,5% nas provisões cíveis, fiscais e trabalhistas e seu consequente efeito tributário. A carteira de crédito do banco cresceu apenas 1,4% em doze meses e “encolheu” 1,1% no trimestre. Segundo o relatório, essa trajetória da carteira foi influenciada pelo crescimento do câmbio, do crédito comercial e do financiamento de longo prazo, porém, foi minimizada em função da redução do crédito rural e imobiliário. A retração de 6,8% do setor agropecuário impactou especialmente o desempenho no trimestre, parcialmente compensado pela performance positiva da indústria e do setor de serviços no Rio Grande do Sul. Já a inadimplência avançou de forma significativa no Estado, passando de 2,7% para 5,3% no segmento pessoa física (PF) e de 1,9% para 3,3% na pessoa jurídica (PJ), refletindo, em parte, a combinação dos efeitos defasados do patamar elevado da taxa de juros e a dissipação dos programas extraordinários de apoio ao crédito, impactando diretamente a elevação da inadimplência no Banrisul, que atingiu 4,81%, com alta de 2,64 p.p. em doze meses. As despesas com provisão para perdas esperadas atingiram R$ 542 milhões, com alta de 61,8% em doze meses, mas, queda de 7,4% no trimestre. A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu, apenas, 0,8% em doze meses. As despesas de pessoal, considerando a PLR e PPR, por sua vez, recuaram -9,3% no trimestre e ampliaram-se em 18,9% em 12 meses. Dessa forma, a cobertura dessas despesas pelas receitas com prestação de serviços do banco foi de 76,1% em março de 2026. Ao final de março de 2026, a instituição contava com 9.394 empregados, uma ampliação de 166 postos de trabalho nos últimos três meses e 30 em relação a março de 2025. O número de clientes do banco manteve-se estável no último trimestre, tendo apresentado crescimento de 200 mil correntistas nos últimos 12 meses. Fonte: Alisson Droppa/Dieese, com edição de Imprensa SindBancários

  • Joaçaba: XXXVII edição do Torneio de Futebol Suíço dos Bancários aconteceu dia 16

    O Sindicato dos Bancários de Joaçaba e Região realizou, no último dia 16 de maio, a XXXVII edição do tradicional Torneio de Futebol Suíço dos Bancários. Promovido em comemoração ao Dia do Trabalhador, o encontro reuniu bancários e familiares de diversos municípios do Meio-Oeste catarinense em um dia marcado por esporte, confraternização e atrações culturais. As disputas foram marcadas pela competitividade entre as equipes e pelo espírito de integração entre os participantes. A arbitragem oficial ficou sob responsabilidade da Liga Esportiva Oeste Catarinense (LEOC), com atuação dos árbitros Evandro Carlos Zanatto e Thiago Viana da Silva. Na grande final, o Bradesco Joaçaba venceu o Bancários United pelo placar de 2 a 0, conquistando a taça da XXXVII edição do torneio. O segundo lugar ficou com o Bancários United, equipe formada por trabalhadores do Bradesco dos municípios de Campos Novos, Tangará e Fraiburgo. Já a terceira colocação foi conquistada pela equipe CAIXA/BB Craks da Bola, composta por bancários e dependentes das cidades de Joaçaba, Campos Novos, Jaborá, Catanduvas e Água Doce. Além das partidas, a programação contou com almoço de confraternização, reunindo os participantes em um momento de integração entre bancários e familiares. O cardápio variado foi um dos destaques do encontro e teve como complemento os tradicionais picolés premium da Italiana Sorvetes, distribuídos durante a tarde e já considerados uma marca registrada das confraternizações promovidas pela entidade. A animação musical ficou por conta da dupla Gregori e Renan, enquanto a segunda edição do festival “Bancário Canta e Brilha” abriu espaço para apresentações musicais de bancários e familiares. A estrutura também foi preparada para receber as crianças, que participaram de atividades recreativas e lúdicas conduzidas pela equipe da Trêta Teatro. Entre as atrações estiveram brincadeiras interativas, pintura facial artística, esculturas em balões e oficinas de pintura em tela. A distribuição de algodão doce completou a tarde de diversão destinada ao público infantil. A confraternização foi encerrada em clima de integração entre os participantes, reforçando a tradição do torneio na região e proporcionando momentos de lazer, convivência e união entre os trabalhadores bancários e suas famílias.

  • Fim da escala 6x1 sem redução salarial beneficiará metade dos trabalhadores do país

    Governo e lideranças da Câmara fecham acordo para 40h semanais; relatório sobre texto que irá a votação deve ser apresentado ainda nesta semana O fim da escala 6x1, com redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, beneficiará metade dos trabalhadores do país, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT. A previsão é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados oficiais da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE. Em 2025, 37% dos empregados ocupados declararam à PENAD trabalhar exatamente 40 horas semanais; 31% jornadas entre 41 e 44 horas semanais; e 16% acima do limite legal de 44 horas. Considerando apenas os empregados formais, atualmente, 22 milhões de brasileiras e de brasileiros possuem jornadas semanais acima de 40 horas. Já entre os empregados informais, cerca de 4,8 milhões trabalham em jornadas superiores a 40 horas. Além disso, cerca de 14 milhões atuam na escala 6x1, enquanto outros 26,3 milhões afirmam que não receber horas extras, o que, na prática, indica jornadas frequentemente mais longas. Entre os homens, 50% trabalham mais de 40 horas semanais, enquanto entre as mulheres o percentual é de 41%. A redução da escala 6x1 e da jornada para 40 horas também tende a contribuir mais para trabalhadores com menor renda e mais jovens: A remuneração média dos trabalhadores com vínculos de 44h é cerca de 42,3% da remuneração média dos trabalhadores com vínculos de 40h; 45% dos jovens entre 18 e 24 anos trabalham mais de 40 horas por dia. Reta final da tramitação na Câmara: riscos de manobras da oposição Na semana passada, o governo e lideranças da Câmara dos Deputados concordaram que a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da 6x1 deve contar com remuneração de dois dias por semana, por meio da escala 5x2, e redução da jornada semanal das atuais 44 horas para 40 horas, sem redução salarial. Na próxima quarta-feira (20), o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator responsável pelo texto que agrupa duas PECs sobre o tema (uma de Reginaldo Lopes/PT-MG e outra de Erika Hilton/PSOL-SP), deve entregar o relatório final, previsto para ser votado, junto com o Projeto de Lei (PL 1.838/2026) do governo federal, no dia 27, na Comissão Especial e, no dia seguinte (28), no plenário. Se aprovada, a matéria seguirá para o Senado Federal. A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Brasil, Juvandia Moreira, alerta que ainda é necessária a mobilização de todos os trabalhadores e trabalhadoras, nas ruas e nas redes sociais, para pressionar os deputados e senadores. “O fim da escala 6x1, com redução da jornada, sem redução salarial corre o risco de ser adiada ou até silenciada. Alguns deputados e senadores, a serviço de grandes grupos empresariais, estão tentando uma manobra para criar um 'período de transição' e impedir que essa conquista aconteça agora", destacou a dirigente. Dois parlamentares que já se manifestaram publicamente contra a medida, que significa mais qualidade de vida à classe trabalhadora, são os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PL, Valdemar Costa Neto, que disseram durante um evento com empresários de São Paulo, realizado em fevereiro, que trabalhariam para impedir o avanço das PECs, que na época ainda estavam na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Felizmente, os parlamentares não tiveram essa capacidade e, em abril, a CCJ aprovou as propostas. "A escala 6x1 é o símbolo da lógica do esgotamento e o seu fim, juntamente com a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, significa devolver tempo para os trabalhadores e para as trabalhadoras, tempo de descanso, de lazer, de convívio com a família e para ver os filhos crescerem", destacou Juvandia Moreira. "Por isso, não podemos correr o risco de que essa proposta seja adiada. Vamos continuar mobilizados, pressionando deputados e senadores nas ruas e nas redes sociais. O povo brasileiro quer essa conquista agora!", completou. Leia também: Fim da escala 6x1: OIT e OMS relacionam jornadas longas e pouco descanso semanal com aumento do adoecimento Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres Fonte: Contraf-CUT

  • Documentos da 28ª Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina

    Relatório Final e Resoluções da 28ª Conferência Estadual da Fetrafi SC Caderno de Orientações Regimento Interno Texto Base Formulário de Moções Link para a Consulta Nacional dos Bancários 2026 PROJEÇÃO SÁBADO DE MANHÃ Palestra Amanda Miranda - Comunicação, classe trabalhadora e disputa eleitoral IMAGENS 24 de abril 25 de abril (manhã) 25 de abril (tarde) 26 de abril Delegações Relatórios das Plenárias Virtuais Negociação Nacional Moção Proposta pelo Coletivo de Aposentados Coletivo Nacional de Saúde DOCUMENTOS POR BANCO Documentos Banco do Brasil Documentos Banrisul Documentos Bradesco Documentos Caixa Documentos Itaú-Unibanco Documentos Santander RESULTADO DOS BANCOS Banco do Brasil Banrisul Bradesco Caixa Itaú-Unibanco Santander MATERIAL DE APOIO Resultado Geral do Censo Setor Bancário Mapa do Feminicídio Retrato dos Feminicídios no Brasil Saldo de Empregos no Setor Bancário Time Line das Conquistas da Categoria Bancária Caso Banco Master Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres De Olho nas Negociações Revista Sexo Frágil Manifesto por “Tolerância zero para casos de violência e assédio” O Cenário político e econômico e a Campanha Nacional dos Bancários

  • Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco

    Representação dos trabalhadores cobra revisão da política de redução da rede física, critica metas atreladas ao NPS e alerta para riscos de retirada de direitos em novos contratos A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu, na manhã desta quarta-feira (13), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, com a direção do banco para discutir novamente os impactos do fechamento acelerado de agências e o aumento da sobrecarga enfrentada pelos bancários. Logo na abertura, os representantes dos trabalhadores afirmaram que a rede física já opera no limite e não comporta novos cortes. Relatos apresentados indicam que regiões antes atendidas por várias unidades passaram a contar com apenas uma agência, concentrando milhares de clientes, ampliando filas e elevando a pressão sobre os empregados. A coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, afirmou que a situação atingiu nível crítico. “O fechamento de agências está impactando trabalhadores e clientes. Há casos de longas filas de espera para serviços essenciais”, destacou ao lembrar que os efeitos atingem principalmente idosos, moradores de periferias, áreas rurais e a população de baixa renda, mais dependentes do atendimento presencial. Ana Marta também apontou impactos diretos nas avaliações de desempenho. “Mesmo quando o atendimento é adequado, as longas filas influenciam negativamente o NPS — indicador utilizado pelo banco para medir a satisfação do cliente — contribuindo para o adoecimento da categoria, que já registra índice de afastamentos pelo INSS três vezes superior à média nacional”, disse. Fechamentos avançam rapidamente As demonstrações financeiras do próprio banco indicam o encerramento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento em 2025 (-26%). No primeiro trimestre de 2026, foram fechadas 63 unidades. Desde 2019, o Santander encerrou 2018 postos de atendimento, sendo 1460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco. Para a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa, há uma contradição na estratégia do banco. “O Santander diz que acredita nas agências físicas, mas afirma que poderá fechá-las sempre que considerar necessário”, criticou. Os sindicatos alertaram ainda para uma mudança estrutural no sistema financeiro: entre 2016 e 2025, o país perdeu 7593 agências bancárias (-34%), enquanto cooperativas de crédito ampliaram presença ao ocupar espaços deixados pelos grandes bancos. “Isso mostra que os clientes ainda querem atendimento presencial”, completou Rita. Impactos sociais e condições de trabalho Na avaliação da COE, a estratégia aprofunda a exclusão financeira em regiões onde o acesso digital ainda é limitado e intensifica a pressão psicológica sobre os bancários. A representação dos trabalhadores cobrou a revisão da política de fechamento de unidades, a recomposição do quadro funcional e melhores condições de atendimento à população. Metas, NPS e Programa Conduta Certa entram na pauta O modelo de gestão também foi alvo de críticas. Dirigentes sindicais cobraram transparência sobre o Programa Conduta Certa. O banco informou que fará uma apresentação específica sobre o tema no próximo dia 20. Segundo a representação dos empregados, mudanças vêm sendo implementadas sem diálogo prévio, deixando trabalhadores expostos a avaliações consideradas punitivas. O uso do NPS também foi questionado, já que o indicador pode impactar diretamente a remuneração variável. Os sindicatos reivindicaram que o índice não seja utilizado para esse fim. Contrato para “hipersuficientes” preocupa trabalhadores Outro ponto discutido foi o envio de um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” a empregados classificados pelo banco como “hipersuficientes”, com remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social e diploma de nível superior. “Insistimos para que esses acordos sejam anulados e não voltem a existir, pois contrariam o que foi pactuado entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que prevê a não utilização da lei que permite acordos individuais. Hoje o banco descumpre esse compromisso e, no futuro, qual outro deixará de cumprir? Isso gera muita insegurança para todos os trabalhadores”, alertou Rita Berlofa. Ana Marta Lima reforçou a orientação da COE. “Os trabalhadores não devem assinar o termo e devem denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão. O documento pode abrir precedentes perigosos para a retirada de direitos”, afirmou. O banco se comprometeu a suspender a aplicação desses acordos até a conclusão de uma análise jurídica sobre o processo. Fonte: Contraf-CUT

  • Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio

    Central apresenta ainda conjunto de cláusulas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher a serem defendidas pelos sindicatos nas mesas de negociação com as empresas A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou, na manhã desta terça-feira (13), a campanha permanente de combate ao feminicídio "Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos". O evento aconteceu na sede da entidade, na capital paulista, e contou com a presença da ministra da Mulher, Márcia Lopes, da cofundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha (IMP), Regina Célia Almeida, além de dirigentes sindicais de várias categoriais. "O combate à violência contra mulheres não pode ser uma luta só das mulheres. Precisamos do envolvimento de todos os homens e de todos os setores da sociedade. O movimento sindical cutista tem uma trajetória nesse sentido, na busca de avanços de direitos e proteção da vida das mulheres. Por isso, junto a esse pacto que estamos firmando hoje, também entregamos um conjunto de cláusulas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher trabalhadora, que editamos com base em experiências bem-sucedidas e conquistadas em mesa de negociação por algumas categoriais, entre elas a bancária, químicos e comerciários", destacou Juvandia Moreira, vice-presidente da CUT Brasil e presidenta da Contraf-CUT. O documento citado pela dirigente é composto por 14 cláusulas, de medidas que vão desde o estabelecimento de canais de acolhimento, passando pela proteção e apoio, garantia de emprego, até acompanhamento permanente de trabalhadoras vítimas de violência. "Também propomos cláusulas para campanhas educativas, protocolos internos, proteção contra discriminação, articulação com a rede de proteção e integração às políticas públicas por igualdade. Tudo isso para um combate eficiente da violência de gênero, que tem o feminicídio como ato final e mais perverso desse ciclo", completou Juvandia. Regina Célia, cofundadora e vice-presidente do IMP, parabenizou a iniciativa e ressaltou a importância do movimento sindical contra os altos níveis de feminicídios e outras formas de violência de gênero. "Desde que o Instituto Maria da Penha foi criado, em 2009, trabalhamos na questão da prevenção como parte fundamental nesse processo por uma sociedade livre de feminicídio. E, por conta disso, uma das grandes expectativas que a gente acumulou ao longo desses 17 anos foi alcançar as entidades sindicais que, devido à capilaridade, são fundamentais nessa luta de combate e conscientização sobre a violência de gênero", destacou. Além de pontuar sobre a posição central do movimento sindical na rede de proteção, Regina Célia reafirmou que a violência de gênero não atinge todas as mulheres de todas as formas: algumas são mais prejudicadas pelo machismo estrutural do que outras, por questões sociais e de raça. "A mulher negra, muitas vezes, não é contemplada pela rede de proteção, porque essa rede não foi desenhada para alcançá-la. Assim, os sindicatos podem ser essa ponte para transformar propostas em ações reais contra a desigualdade de raça e gênero", ponderou. Maria Julia Nogueira, secretária de Combate ao Racismo da CUT, aproveitou para lembrar que neste 13 de maio o país completou 138 anos da abolição da escravidão. "Mas essa abolição é inacabada, porque até hoje a população negra não teve plena integração às políticas públicas e direitos básicos de acesso e igualdade de oportunidade e renda no mercado de trabalho. Em relação à violência de gênero, as mulheres negras seguem como as principais vítimas de toda a sorte de violência, inclusive nos números de feminicídios", observou. A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Cursino, trouxe dados oficiais alarmantes: em 2025, foram 1.568 feminicídios, sendo 62% dos casos contra mulheres negras. "Neste ano, entre janeiro e março, foram 399 feminicídios, considerado o trimestre mais letal da nossa história, superando 7% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Por isso que nesta luta precisamos do apoio de toda a sociedade, incluindo o envolvimento dos companheiros homens", completou. O presidente da CUT Brasil, Sérgio Nobre, ressaltou o papel dos homens na campanha permanente de combate à violência de gênero. "No movimento sindical, identificamos que nós homens ainda estamos despreparados para lidar com o tema. Isso fica mais claro quando observamos que muitas mulheres são mortas em seus locais de trabalho. E isso acontece porque o agressor não suporta a mulher no espaço de autonomia, e o trabalho é um espaço de autonomia. O que reforça ainda mais que o combate ao feminicídio é um tema nosso, do mundo do trabalho", avaliou. A ministra da Mulher, Márcia Lopes, parabenizou a iniciativa do movimento sindical cutista e reforçou que a proposta está em linha com o "Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio", lançado pelo poder Executivo (governo Lula) em fevereiro, em parceria com os poderes Legislativo e Judiciário. "A partir do pacto, criamos um comitê de trabalho entre os três poderes que, logo em seguida, resultou na operação da Polícia Federal que prendeu mais de 5 mil homens agressores e na lei, sancionada pelo presidente Lula, que obriga o uso imediato de tornozeleiras por agressores, em casos de risco iminente, e de relógios digitais pelas mulheres vítimas, [que envia alerta em tempo real se o agressor violar a distância mínima]", destacou. A ministra Márcia Lopes observou ainda que a adesão de entidades de todo o país e de várias categorias à campanha permanente criada pela Central é fundamental para vencer os desafios atuais de fragmentação de lutas e grupos sociais. "Nesse sentido, temos ainda que enfrentar a violência no ambiente digital, enfrentar as plataformas, que só têm compromisso com o lucro e não no combate ao discurso de ódio e contribuem para a fragmentação. Só conseguiremos superar todos esses desafios com a participação de toda a sociedade civil e, hoje, vocês estão dando um passo muito importante neste sentido", completou. Fonte: Contraf-CUT

  • Dirigentes eleitos da Previ fazem live para balanço dos planos e perspectivas futuras nesta quinta (14)

    Transmissão ao vivo às 19h30 reunirá dirigentes e conselheiros para dialogar com associadas e associados sobre resultados, desafios e próximos passos dos planos de benefícios Os dirigentes eleitos da Previ realizam, nesta quinta-feira (14), às 19h30 (horário de Brasília), mais uma live aberta às associadas e aos associados para apresentar um balanço dos resultados do Plano 1 e do Previ Futuro, além de debater as perspectivas futuras dos planos de benefícios. A atividade contará com a participação das diretoras e dos diretores eleitos Paula Goto (Planejamento) e Márcio de Souza (Administração), além dos conselheiros deliberativos Sérgio Riede e Luciana Bagno, que encerram seus mandatos no próximo dia 31 de maio. Também participa da transmissão o diretor de Seguridade Wagner Nascimento, que ainda tem dois anos de mandato. A live será transmitida ao vivo pelos canais do Associados Previ no YouTube, Facebook e Instagram. A atividade também poderá ser acompanhada pela TVT, por meio do YouTube. As transmissões periódicas se consolidaram como um importante compromisso das dirigentes e dos dirigentes eleitos da Previ para ampliar o diálogo com os participantes, fortalecer a transparência da gestão e garantir maior aproximação com as associadas e os associados. Durante a live, os participantes poderão acompanhar as informações mais recentes sobre seus planos de benefícios, esclarecer dúvidas e conversar diretamente com os representantes eleitos. A orientação é que os associados participem e convidem colegas para acompanhar o encontro, que acontece nesta quinta-feira (14), às 19h30. Fonte: Contraf-CUT

  • Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para esta quinta-feira (14)

    Entidades voltam à mesa de negociação após meses de paralisação nas discussões sobre o custeio do plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil A pressão do movimento sindical e das entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil deu resultado. Após cobranças pela retomada urgente das negociações, foi confirmada uma nova reunião sobre a Cassi para esta quinta-feira (14), marcando a reabertura do diálogo após meses sem avanços efetivos. Desde a última rodada de negociações, realizada em 11 de dezembro de 2025, não havia progresso na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde, situação que vinha gerando forte preocupação entre trabalhadores e entidades sindicais. Impasse após propostas rejeitadas Na reunião de dezembro, a representação dos funcionários apresentou alternativas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, entre elas o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas previstas para 2026. O banco, no entanto, recusou a proposta e apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º salário — medida considerada insuficiente pelas entidades. Passados vários meses, nenhuma nova proposta estruturante havia sido apresentada. O único movimento concreto foi justamente a antecipação parcial desses três valores, sem avanço nas discussões sobre o financiamento permanente do plano. Paralisação preocupava trabalhadores A mesa de negociação havia sido instalada em 27 de novembro de 2025, já sob alerta das entidades sobre a necessidade de garantir segurança financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo. Na ocasião, o banco comprometeu-se a avaliar as reivindicações e retornar com respostas, o que não ocorreu até a recente cobrança das entidades — fator decisivo para que o encontro desta quinta-feira fosse finalmente agendado. Para a representação dos trabalhadores, o prolongamento do impasse aumentou a insegurança entre associados, prestadores de serviço e beneficiários do plano. Defesa do modelo solidário O movimento sindical reafirma que qualquer solução para a Cassi deve preservar o modelo solidário histórico do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes, considerado essencial para garantir sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde. Outro ponto central defendido pelas entidades é a inclusão, em igualdade de condições, dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no Banco do Brasil após 2018, que atualmente não possuem acesso ao plano nos mesmos moldes dos demais trabalhadores — situação que, segundo as entidades, fragiliza o modelo solidário. Banco precisa assumir compromisso A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, destacou que a retomada das negociações representa um passo importante, mas reforçou a necessidade de avanços concretos. “O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou. Para o movimento sindical, a reunião desta quinta-feira (13) é resultado direto da mobilização e da cobrança permanente das entidades. A expectativa agora é que o banco apresente propostas efetivas capazes de garantir estabilidade financeira à Cassi, preservar um dos principais direitos históricos do funcionalismo e assegurar tranquilidade aos participantes e seus familiares. Fonte: Contraf-CUT

  • Bancários de Criciúma e Região participam de ato pelo fim da escala 6x1 em Criciúma

    A Praça Nereu Ramos em Criciúma, foi palco neste sábado (9) de um ato em defesa do fim da escala 6x1, reunindo trabalhadores, movimentos sociais, entidades sindicais e famílias em uma mobilização marcada por manifestações culturais e debates sobre qualidade de vida e direitos trabalhistas. Com o tema “Fim da Escala 6x1: Mãe Merece Tempo”, o ato chamou atenção para os impactos da jornada exaustiva na saúde física e mental dos trabalhadores, especialmente das mulheres e mães, que enfrentam dupla e até tripla jornada de trabalho. Durante a programação, o público acompanhou a apresentação do grupo Cirandela, @grupocirandela, com a peça teatral “Para Contar Estrelas”, levando arte e reflexão sobre o direito ao descanso, ao convívio familiar e ao tempo de viver. Organizado pela CUT e entidades parceiras, o movimento defende a redução da jornada de trabalho e o fim da escala considerada por trabalhadores como símbolo da sobrecarga e do adoecimento laboral. 🕊️ “Mãe merece tempo” foi a principal mensagem do ato: * Para amar e ser amada * Para cuidar e ser cuidada * Para fazer de tudo * Inclusive fazer nada. 📸 Confira os registros da mobilização no Centro de Criciúma.

  • Seeb Concórdia e Região

    Edital de Convocação de Assembleia Extraordinária Específica de Trabalhadores do Itaú

  • Itaú é denunciado por dificultar afastamento de trabalhadores adoecidos

    ‘Postura do banco penaliza ainda mais os trabalhadores que precisam lutar para ter seu diagnóstico reconhecido’, afirma Rosângela Lorenzetti O banco Itaú voltou a ser alvo de denúncias por práticas que prejudicam a saúde de seus funcionários. Segundo relatos apresentados por entidades sindicais, a instituição tem adotado medidas para dificultar o afastamento de trabalhadores em tratamento médico. Após uma série de reuniões com o banco, nas quais foram apresentadas provas consistentes das irregularidades, não houve retorno por parte da empresa. Diante da gravidade da situação, a Contraf-CUT enviou ofício ao Itaú solicitando a suspensão imediata das convocações relacionadas à ACL (Avaliação de capacidade laboral) e a realização de exames fora dos prazos previstos em lei. Até o momento, o banco não se posicionou. As denúncias indicam que bancários e bancárias afastados enfrentam obstáculos para dar continuidade aos seus tratamentos de saúde. Entre os principais problemas relatados estão a exigência de múltiplas avaliações, a contestação de atestados médicos e, em diversos casos, a rejeição desses documentos — práticas que violam a dignidade dos trabalhadores. Além disso, o Itaú vem promovendo o fechamento de agências, demissões e sobrecarga de trabalho, fatores que contribuem diretamente para o adoecimento da categoria. Agora, segundo as entidades, o banco também tenta impedir o acesso dos trabalhadores ao afastamento pelo INSS e à perícia médica, sob a justificativa de uma suposta “linha de cuidados”. O público mais afetado são trabalhadores já afastados, com perícia agendada ou em fase de recurso administrativo — pessoas que necessitam de tratamento e que, mesmo assim, estariam sendo pressionadas e ameaçadas com medidas administrativas caso não concordem com as exigências do banco. As entidades sindicais orientam que bancários e bancárias denunciem ao sindicato qualquer tipo de arbitrariedade durante o período de afastamento. Para Rosângela Lorenzetti, coordenadora do GT de Saúde Itaú e diretora de Saúde e Condições de Trabalho da Fetec-CUT/SP, a estratégia do banco de dificultar o acesso ao INSS pode gerar subnotificação dos casos de adoecimento, sem custos para a instituição. “A preocupação se intensifica diante da proximidade da entrada em vigor da nova NR-1, que agora também trata da gestão de riscos psicossociais”, afirma. Rosângela destaca que essa postura do banco penaliza ainda mais os trabalhadores que precisam lutar para ter seu diagnóstico reconhecido. “Para além disso, o banco também ficaria fora do FAP, Fator Acidentário de Prevenção, que tem como objetivo incentivar a segurança do trabalho e premiar empresas que investem em prevenção, além de impactar negativamente aquelas com altos índices de acidentes ou doenças ocupacionais”, explica. “Na prática, o banco dificulta o reconhecimento real das doenças relacionadas ao trabalho, mesmo diante de um cenário de adoecimento crescente entre bancários e bancárias, provocado por metas abusivas, assédio e medo constante de perder o emprego”, conclui. De acordo com a advogada trabalhista Leonor Jakobsen Poço, a Constituição Federal garante a proteção à saúde e à dignidade da pessoa humana. “A exigência de comparecimento de um trabalhador adoecido pode agravar seu estado clínico, além de desconsiderar a orientação médica assistencial, expondo-o a risco indevido. Trata-se de uma violação direta a direitos fundamentais”, afirma. A advogada ressalta ainda que a previsão de convocação obrigatória, acompanhada de punição disciplinar em caso de ausência, configura coerção indevida e cria um ambiente de pressão institucional sobre trabalhadores em situação de vulnerabilidade. “A jurisprudência trabalhista reconhece que práticas dessa natureza podem caracterizar assédio moral organizacional, passível de indenização”, conclui Jakobsen. “Qualquer sanção disciplinar aplicada com base na norma em questão será juridicamente nula e passível de reversão judicial”, finaliza a advogada. Fonte: Contraf-CUT

Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

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