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- Plenária final do 36º CNFBB: trabalhadores definem eixos de luta em defesa do BB, da Cassi e da Previ
‘Funcionalismo do BB sai desses três dias de debates fortalecido para a campanha por melhores condições de trabalho, que será especialmente desafiadora neste ano’, destaca coordenadora da CEBB Nesta sexta-feira (19), último e terceiro dia atividades do 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB), cerca de 280 delegados e delegadas, representantes de trabalhadores do BB de todo o país, aprovaram os eixos temáticos que irão nortear a pauta de reivindicações na campanha deste ano por melhores condições de trabalho. "Os principais pontos da minuta de reivindicações que aprovamos hoje foram em torno dos quatro eixos condições de trabalho, previdência, remuneração e saúde, com o foco na defesa da Cassi para todos e todas e na defesa do papel do Banco do Brasil como banco público. A gente não pode permitir colegas adoecendo no ambiente de trabalho", destacou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). "Foram três dias muito importantes, ricos em debates sobre condições de trabalho, saúde e previdência. O funcionalismo do BB sai daqui bem mais fortalecido para esta campanha, que será especialmente desafiadora neste ano", completou a dirigente. A mesa da plenária final para a votação dos eixos da pauta de reivindicações, foi coordenada por pelo secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., e pelo representante da FEEB-Bahia e Sergipe na CEBB, Fabio Santana Santos. A mesa foi formada pela representante da Fetraf Rio de Janeiro e Espírito Santo na CEBB, Bethania Franco Emerick, do representante da Fetrafi Santa Catarina na CEBB, Marcelo Reclinde de Souza Peres, e da representante da FEEB São Paulo e Mato Grosso do Sul na CEBB, Maria Aparecida da Silva. A minuta de reivindicações será entregue no dia 24 de junho, pela CEBB, ao Banco do Brasil. Em seguida, as duas partes irão definir o calendário de início das mesas de negociação. Moções aprovadas Os cerca de 280 delegados e delegadas presentes também aprovaram hoje três moções. A primeira foi pela abertura de uma unidade de atendimento ambulatorial da Cassi no Edifício Sedan, destinada ao atendimento de associados do Banco do Brasil na região central da capital carioca. “A abertura desta unidade se faz necessária, uma vez que fechamento da CliniCassi Centro, além de deixar desassistidos os que a utilizavam, sobrecarregou o atendimento da CliniCassi Tijuca”, destaca trecho do texto aprovado no Congresso e que será encaminhado à administração da Cassi. A segunda moção foi em solidariedade a Zé Maria, condenado injustamente a dois anos de prisão pelo crime de "racismo" por um discurso que fez em defesa do povo palestino. "Uma série de entidades já fizeram moções e se pronunciaram em solidariedade a Zé Maria, como CUT, CTB, Intersindical, CSPConlutas, Fundação Perseu Abramo, Fundação Lauro Campos, entre outras entidades e centrais sindicais", destaca um dos trechos do texto aprovado. Por fim, a terceira moção aprovada foi em solidariedade ao povo boliviano e à Cuba, em decorrência das intervenções norte-americanas em ambos os países. Fonte: Contraf-CUT
- 28ª Conferência Nacional dos Bancários começa nesta sexta (19)
"Pelos bancários e pelo Brasil: mais salários, empregos e direitos, mais futuro para todos": serão três dias de debates para consolidar a pauta reivindicações para a renovação da CCT Nesta sexta-feira (19), cerca de 800 delegados e delegadas, representantes da categoria em todo o país, participam da abertura solene da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada a partir das 17h, no Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. O evento seguirá com atividades até domingo, em São Paulo, onde os representantes de bancários e bancárias de norte a sul irão definir a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada, que será entregue dia 24 de junho pelo Comando Nacional dos Bancários aos representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Veja a seguir a programação completa: Clique aqui para baixar a programação em pdf. Fonte: Contraf-CUT
- 41º Conecef destaca inclusão de pessoas autistas e homenageia companheiros que marcaram a luta dos empregados da Caixa
Debate sobre neurodiversidade reforçou a necessidade de inclusão efetiva na Caixa; congresso também prestou homenagem a dirigentes e militantes que deixaram legado na defesa da classe trabalhadora O 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) abriu espaço, nesta quinta-feira (18), para um momento de reflexão, inclusão e memória. Na mesma data em que é celebrado o Dia Nacional do Orgulho Autista, os delegados e delegadas acompanharam um debate sobre os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Caixa Econômica Federal e, na sequência, prestaram homenagem a companheiros que dedicaram suas vidas à luta em defesa dos direitos dos trabalhadores. Instituído pela Lei nº 15.365/2026, o Dia Nacional do Orgulho Autista busca celebrar a neurodiversidade, combater preconceitos e promover o respeito à identidade das pessoas autistas. Diferentemente do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, a data tem como foco o reconhecimento e a valorização das pessoas autistas em todos os espaços da sociedade. No Conecef, o tema foi apresentado por integrantes do Coletivo Caixa Autista. A mesa contou com a participação de Larissa Argenta e de Charles Lima, empregado da Caixa, delegado eleito pelo Pará e um dos coordenadores gerais do coletivo. Autista nível 2, pai de uma criança autista também nível 2 e empregado da Caixa há 12 anos, Charles relatou as dificuldades enfrentadas por trabalhadores neurodivergentes dentro da empresa e defendeu a adoção de medidas concretas para garantir inclusão e acessibilidade no ambiente de trabalho. “Como pessoa autista e pai de uma criança autista também nível 2, conheço de perto as dificuldades enfrentadas por colegas que muitas vezes trabalham sob intensa pressão, sem adaptações adequadas, sem acolhimento institucional e, frequentemente, sem sequer revelar seus diagnósticos por medo de preconceito, descomissionamento ou retaliações”, afirmou. Durante sua intervenção, Charles destacou que a invisibilidade da deficiência frequentemente dificulta o reconhecimento dos direitos das pessoas autistas. “Estamos falando de condições para que os autistas possam desenvolver seu potencial profissional em igualdade de oportunidades. O autismo é uma deficiência que não vemos, mas quem convive com ela sofre diariamente as consequências da falta de compreensão e do preconceito”, ressaltou. Ele também defendeu o reconhecimento das pessoas autistas como pessoas com deficiência, a implementação de adaptações razoáveis no ambiente de trabalho, o combate ao capacitismo e ao assédio moral, a prevenção do adoecimento mental e a capacitação de gestores para promover uma cultura efetivamente inclusiva. Segundo Charles, a pauta da neurodiversidade precisa integrar de forma permanente a agenda de negociações dos trabalhadores com a Caixa. “A Caixa, por sua função social, deve ser referência em inclusão, promovendo acessibilidade, respeito às diferenças e igualdade de oportunidades para todos os trabalhadores. Nada sobre nós sem nós”, concluiu. >>>>> Leia a íntegra da declaração de Charles, com reivindicações das pessoas com TEA Para Rogério Campanate, representante da Federa-RJ na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, o debate demonstrou a importância de ampliar o olhar do movimento sindical para temas que impactam diretamente a saúde, a dignidade e a permanência dos trabalhadores no emprego. “A fala do Charles trouxe para o centro do debate uma realidade que muitas vezes permanece invisível. O movimento sindical tem o compromisso de defender todos os trabalhadores e trabalhadoras, especialmente aqueles que enfrentam barreiras adicionais para exercer plenamente seus direitos. Inclusão não pode ser apenas discurso institucional; precisa se transformar em políticas concretas, respeito e acolhimento dentro da Caixa”, afirmou. A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará e representante da Fetec-CUT/CN na CEE/Caixa, Tatiana Oliveira destacou a relevância da participação do Coletivo Caixa Autista no congresso e o fortalecimento da organização dos trabalhadores neurodivergentes. “Foi muito importante garantir esse espaço no Conecef. O Charles veio como delegado eleito pelo Pará e representa uma pauta que ganha cada vez mais força dentro da categoria. O movimento sindical precisa ouvir, acolher e incorporar essas demandas, para que a inclusão seja uma prática efetiva e não apenas uma intenção”, destacou. Memória e homenagem aos companheiros de luta Após o debate sobre neurodiversidade, o Conecef realizou um dos momentos mais emocionantes de sua programação ao homenagear companheiros que deixaram um legado de luta e compromisso com a classe trabalhadora. Foram lembrados Octacílio Ramalho, histórico militante da oposição bancária no Rio de Janeiro; Samuel Pereira, empregado da Caixa da área-meio de Pernambuco; e Daniel Machado Gaio, dirigente sindical e referência nacional na defesa dos trabalhadores. Bancário da Caixa, sociólogo, mestre em Políticas Públicas da Educação e ex-dirigente da Contraf-CUT e da CUT Nacional, Daniel Gaio construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos sociais, pela luta ambiental e pela valorização da organização coletiva dos trabalhadores. Durante a homenagem, foi exibido um vídeo que resgatou sua trajetória e destacou sua capacidade de construir pontes, dialogar e inspirar pessoas por onde passou. “Daniel acreditava na força coletiva. Sabia dialogar, escutar e construir pontes. Com alegria, firmeza e esperança, ajudou a semear caminhos para uma sociedade mais justa, solidária e sustentável”, destacou a narração exibida no congresso. Tatiana Oliveira relembrou a amizade construída ao longo de mais de duas décadas de militância. “Esse foi um dos momentos mais emocionantes do 41º Conecef para mim. Primeiro pela participação do Charles Lima e pela importância da pauta que ele representa. Depois, pela homenagem ao Daniel Gaio, meu amigo pessoal há mais de 20 anos. Foi uma perda muito dolorosa. Produzimos o vídeo e fiz questão de narrá-lo, emprestando minha voz para registrar a honra que foi conhecer uma pessoa tão generosa, solidária e apaixonada pela vida e pela luta coletiva”, afirmou. Entre aplausos, emoção e palavras de reconhecimento, o Conecef reafirmou que a construção de uma Caixa mais inclusiva e mais humana passa tanto pelo respeito à diversidade quanto pela preservação da memória daqueles que dedicaram suas vidas à defesa da categoria. Daniel Gaio, Octacílio Ramalho e Samuel Pereira: presentes, hoje e sempre. Veja o vídeo em homenagem a Daniel Gaio Fonte: Contraf-CUT
- CNFBB encerra programação de quinta-feira com apresentação das estratégias da Cassi para expansão e sustentabilidade
Exposições de Luciana Bagno, Alberto Alves Junior e Renata Cabral destacam ampliação da rede, novo modelo de gestão em saúde e perspectivas para os associados A programação desta quinta-feira (18) do 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) foi encerrada com uma mesa sobre os desafios e perspectivas da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). As apresentações de Luciana Bagno, diretora de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento da Cassi; Alberto Alves Junior, diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da entidade; e Renata Cabral, advogada sócia da LBS Advogadas e Advogados e assessora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), abordaram as estratégias do Plano de Gestão 2024-2028, voltadas à sustentabilidade, à ampliação da rede credenciada e ao fortalecimento da assistência aos associados. Luciana Bagno apresentou as propostas construídas a partir das demandas dos participantes e incorporadas ao planejamento da nova gestão. Segundo ela, todas as iniciativas têm como eixo central o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde. “Todas as nossas ações buscam fortalecer e expandir a Atenção Primária à Saúde, e isso vai muito além da ampliação das estruturas físicas. Não para por aí. Vai muito além. Queremos que os associados tenham uma experiência cada vez melhor. A expansão da rede e a qualificação do atendimento caminham juntas para garantir mais acesso, mais resolutividade e mais cuidado em todas as regiões do país”, afirmou. A diretora ressaltou que a proximidade com os usuários é um dos pilares da gestão. “Essas ações que estamos trazendo não são apenas ideias que nascem da diretoria. São propostas que vêm da base, dos conselhos de usuários, e é nosso compromisso manter essa proximidade com os associados e os funcionários. É com base no que vocês trazem para nós que vamos conseguir melhorar a nossa Cassi”, disse. Saúde baseada em valor e eficiência na gestão Alberto Alves Junior detalhou as nove estratégias do Plano de Gestão 2024-2028, que tem como objetivo alcançar a chamada "Sustentabilidade com Satisfação", conciliando equilíbrio econômico-financeiro e melhoria da experiência dos participantes. Entre os resultados apresentados, destacou-se a expansão da rede credenciada entre 2024 e 2025. O número de prestadores passou de 844 para 1.757, um crescimento de 108,18%. No interior do país, a ampliação foi ainda mais expressiva, alcançando 123,55%. Os índices de satisfação acompanharam esse movimento: a qualidade dos profissionais recebeu nota média de 4,80, em uma escala de até 5, enquanto a avaliação geral da rede chegou a 4,76. A meta é elevar a satisfação global dos participantes de 69% para 75%. O diretor também apresentou a migração para um modelo de Governança de Saúde Baseada em Valor (VBHC), que prioriza os resultados para os pacientes e a utilização mais eficiente dos recursos. “O foco é oferecer um cuidado cada vez mais personalizado, com eficiência e sustentabilidade, atuando também na prevenção e na redução de desperdícios”, explicou. Outro avanço destacado foi o novo processo de regulação. Dados de abril de 2026 mostram que 96% dos pedidos de autorização são analisados em até três dias, além da redução significativa do estoque de solicitações pendentes. A entidade também promoveu ajustes em seu portfólio de produtos para garantir maior equilíbrio econômico-financeiro. Alguns planos comerciais, como o PCF e o Vida, foram descontinuados, enquanto o plano Essencial tornou-se referência para o novo modelo implantado desde maio de 2025. Para Alberto, as mudanças em curso preparam a Cassi para os desafios futuros da saúde suplementar. “Estamos construindo uma Cassi mais eficiente, mais moderna e mais sustentável. O uso inteligente dos dados e a gestão baseada em valor são instrumentos essenciais para garantir a perenidade do nosso modelo e a melhor utilização dos recursos dos associados”, afirmou. Ele também destacou a importância das alianças estratégicas e da criação de uma Unidade de Inteligência. “Precisamos compartilhar conhecimento e buscar soluções em conjunto com outras autogestões. O futuro exige inovação, capacidade analítica e cooperação para enfrentarmos os desafios cada vez mais complexos da assistência à saúde”, acrescentou. Segurança jurídica e defesa dos associados Encerrando a mesa, Renata Cabral abordou os aspectos jurídicos relacionados à Cassi e chamou a atenção para a necessidade de garantir segurança aos associados em um cenário de constantes mudanças no setor de saúde suplementar. A advogada também fez um alerta sobre o avanço dos transtornos mentais e a necessidade de encarar a saúde do trabalhador como um direito fundamental. Segundo ela, a própria definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. No Brasil, lembrou, a Constituição Federal de 1988 assegura a saúde do trabalhador como um direito fundamental, previsto nos artigos 7º e 196. Renata apresentou dados da OMS que mostram que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo. Ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes, com maior incidência entre as mulheres. A advogada destacou ainda que, nos países de baixa renda, menos de 10% das pessoas que necessitam de atendimento conseguem acesso aos serviços de saúde mental, enquanto nos países de alta renda esse índice supera 50%. Ao tratar da realidade brasileira, ela ressaltou que, em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária decorrentes de transtornos mentais e comportamentais. As mulheres responderam por 63,46% dos afastamentos, situação que, segundo a advogada, está relacionada à divisão sexual do trabalho, à tripla jornada e à desigualdade salarial. O CID F-41, referente a outros transtornos ansiosos, foi a principal causa dos afastamentos. “É fundamental que qualquer debate sobre o futuro da Cassi tenha como prioridade a preservação dos direitos dos associados e a sustentabilidade do sistema, garantindo segurança jurídica e qualidade da assistência”, afirmou. Renata também destacou que a defesa da Caixa de Assistência depende da participação ativa dos trabalhadores e da construção coletiva de soluções. “Estamos falando de uma conquista histórica dos funcionários do Banco do Brasil. É necessário que os associados acompanhem os debates e participem das decisões, porque a defesa da Cassi é, antes de tudo, a defesa de um patrimônio construído por gerações de trabalhadores”, disse. Segundo ela, os desafios jurídicos e regulatórios da saúde suplementar exigem atenção permanente e atuação responsável. “Os desafios jurídicos e regulatórios são constantes. Por isso, é fundamental atuar com responsabilidade e planejamento, garantindo que as mudanças necessárias sejam implementadas sem perder de vista os princípios da solidariedade e da proteção aos associados”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
- 36º CNFBB: Manutenção da Previ forte passa pela constante comunicação com os associados e associadas
Diretores eleitos destacam foco no “corpo a corpo” e no diálogo constante para fortalecer a cultura associativista e que é um dos pilares da solidez da entidade As atividades desta quinta-feira (18), segundo dia do 36º Congresso Nacional dos Funcionários e das Funcionárias do Banco do Brasil (CNFBB), foram marcadas por apresentações dos diretores eleitos da Previ Lissane Holanda (Planejamento), Alencar Ferreira (Administração) e Wagner Nascimento (Seguridade), que destacaram a importância da escuta ativa e da transparência como pilares para o fortalecimento da entidade. Com o foco na proteção e no cuidado em todas as fases da vida, as palestras reforçaram o compromisso com o associativismo e a inovação tecnológica no relacionamento com o público. A recém empossada diretoria de Planejamento da caixa de previdência dos funcionários e das funcionárias do Banco do Brasil, Lissane Holanda, destacou que a Previ é pioneira na política de relacionamento, no setor de fundos de pensão fechados do país. "Essa antecipação de criar uma estrutura de comunicação mais avançada, que inclui a escuta ativa, atendimento humanizado, experiência do cliente e transparência dos resultados traduz o compromisso de colocar o associado e seus familiares no centro das decisões", reforçou. No entanto, Lissane destacou que é preciso evoluir as ações de comunicação para melhorar o alcance sobre os associados e associadas do Previ Futuro, composto em sua maioria por pessoas que estão em fase de acumulação. "Essa nossa missão, de orientar os colegas na gestão de seus patrimônios, é um compromisso constante e precisa ser reforçada de forma a contemplar nossos diferentes públicos, com especial atenção para os do Previ Futuro, melhorar neles a cultura previdenciária e incutir o conceito do associativismo e do cuidado que fez da Previ o que ela é hoje: um dos maiores fundos de previdência do mundo, o maior da América Latina e que hoje tem zero possibilidade de equacionamento", registrou Lissane. Alencar Ferreira, também recém empossado diretor eleito de Administração, complementou a fala de Lissane, reforçando a necessidade de aprimorar a estratégia de comunicação, com destaque para o segmento dos aposentados. "Já estamos criando um projeto direcionado para melhorar a nossa comunicação com os aposentados, onde precisamos aperfeiçoar a nossa interação e lembrar que é graças ao nosso modelo - que defende o associativismo, paridade de representação na gestão da Previ e que 100% dos funcionários e técnicos sejam oriundos do banco - que a Previ é o fundo de pensão robusto que é hoje", pontuou. Alencar lembrou ainda que a atuação forte do movimento sindical bancário foi também responsável pelo histórico da Previ de instituição segura e com uma gestão comprometida com os interesses das associadas e dos associados. "Além de afastar riscos de interferências externas, o movimento sindical contribuiu para que várias pautas de interesse dos associados fossem incorporadas pela Previ, como a revisão da fórmula PIP, uma das conquistas mais recentes e construída ao longo de anos de debate nas mesas de negociação. Agora, nós vamos avançar para melhorar ainda mais a revisão da PIP, porque queremos trazer o PDG e a PLR para a contribuição 2b", completou. Resultados sólidos e inovação no atendimento Por fim, Wagner Nascimento, diretor eleito de Seguridade, destacou que a Previ alcançou a marca histórica de R$ 300 bilhões em ativos totais, considerando todos os planos (Plano 1, Futuro, Capec, Família, PGA). Ele enfatizou que a missão institucional é oferecer segurança financeira contínua, utilizando ferramentas de transparência como o Painel de Desempenho e a Carta do Gestor. Um dos pontos altos da fala de Wagner foi o anúncio de novas facilidades tecnológicas, como a evolução do chatbot Previx, que agora oferece assessoria escrita diretamente pelo WhatsApp. O diretor de Seguridade eleito da Previ destacou ainda que a Previ conta atualmente com 175 associadas e associados com mais de 100 anos. "Esse número tende a subir ainda mais em poucos anos, porque atualmente temos cerca de 4 mil associados entre 90 e 99 anos nos planos da Previ. Além disso, mais de metade dos nossos associados do Plano 1 tem mais de 70 anos", completou. Mas, apesar desses dados que comprovam a solidez da entidade, Wagner apontou que ainda existem funcionários do BB que não conhecem os benefícios de ser associado do plano de previdência. "No corpo a corpo, que realizamos nas bases, temos mostrado dados de que o Previ Futuro somado ao INSS resulta em benefício que é maior do que 100% da reposição salarial. Entre os aposentados atuais da Previ, com pelo menos 20 anos de contribuição, o resultado é 105% de reposição média", destacou, concluindo sua apresentação destacando que o movimento sindical tem também o importante papel de auxiliar a Previ na ampliação da cultura previdenciária entre os colegas do banco. Para o coordenador da mesa e representante da Fetrafi Nordeste da CEBB, Ricardo Dantas, a apresentação dos diretores eleitos da Previ reforçou que o futuro da Previ depende de diálogo constante e humanizado. “Somente assim, vamos garantir que o protagonismo do associado e da associada seja mantido, para continuar evoluindo nos desafios de gerir uma entidade centenária e com um público que vive cada vez mais e melhor”, pontuou. Fonte: Contraf-CUT
- Funcionários do Santander realizam encontro nacional para preparar renovação do ACT e definir estratégias da Campanha 2026
Representantes de todo o país debatem conjuntura, resultados do banco e propostas que serão entregues na segunda-feira para garantir a renovação e o avanço dos direitos da categoria Representantes dos trabalhadores do Santander de todo o país participam nesta sexta-feira (19), em São Paulo, do Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander. A atividade, realizada no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, integra a preparação da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e da Campanha Nacional 2026, além de ser uma etapa importante na construção da minuta de reivindicações que será entregue à Fenaban na próxima segunda-feira (22). O credenciamento das delegações começou na tarde desta quinta-feira (18) e prossegue na manhã de sexta-feira. A abertura oficial do encontro está marcada para as 9h, com a saudação das correntes sindicais e entidades participantes. Às 10h, a vereadora paulistana Luma Zarattini (PT) participa da primeira mesa do dia, que abordará a conjuntura política, econômica e social e seus impactos para a categoria bancária. Na sequência, às 11h, será apresentada a análise técnica do balanço do Santander, elaborada pelo Dieese, com destaque para os resultados financeiros do banco, a produtividade, a rentabilidade e as condições de trabalho dos bancários. Após o almoço, os participantes se dedicarão ao debate e à consolidação das propostas da minuta específica de reivindicações dos trabalhadores do Santander. Os encaminhamentos finais e a definição das estratégias para a Campanha Nacional dos Bancários 2026 ocorrerão às 14h30, seguidos pelos informes e encerramento das atividades, previstos para as 16h. Coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima destacou que o encontro é fundamental para fortalecer a pauta dos trabalhadores e preparar a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. “Os encontros nacionais são fundamentais porque é aqui que construímos, de forma democrática, as propostas que serão levadas para a mesa de negociação. É um espaço de debate e unidade que fortalece a nossa capacidade de lutar pelos direitos da categoria”, afirmou. Segundo a dirigente, a renovação do ACT é uma prioridade dos bancários, mas a categoria também quer avançar em novas conquistas. “É importante ressaltar a importância desses debates para a renovação do nosso Acordo Coletivo de Trabalho. Queremos garantir os direitos já conquistados, mas também avançar nas cláusulas que atendam às necessidades dos trabalhadores diante das mudanças que estão ocorrendo no setor bancário”, destacou. Ana Marta lembrou que a minuta construída nos encontros será entregue à Fenaban já na próxima segunda-feira, marcando o início das negociações da Campanha Nacional. “Vamos entregar uma pauta construída coletivamente, que representa as demandas dos trabalhadores. Nossa expectativa é renovar o acordo e conquistar avanços que tragam mais proteção, melhores condições de trabalho e valorização para os bancários”, concluiu. Programação 18 de junho 16h às 20h – Credenciamento das delegações – Sala Araucária 19 de junho 8h às 11h – Credenciamento das delegações – Sala Araucária 9h – Abertura e saudação das correntes e entidades participantes 10h – Mesa 1: Análise de Conjuntura – Debate sobre cenário político, econômico e social e seus impactos para a categoria bancária, com participação da vereadora Luma Zarattini 11h – Mesa 2: Análise do Balanço do Santander – Apresentação técnica do Dieese e avaliação dos resultados do banco, produtividade, rentabilidade e condições de trabalho 12h30 – Almoço 13h30 – Mesa 3: Debate das propostas da minuta de reivindicações – apresentação dos eixos, debate e consolidação das propostas 14h30 – Encaminhamentos finais, aprovação das propostas para a Conferência Nacional e definição das estratégias da Campanha Nacional 16h – Informes e encerramento O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander integra o calendário preparatório da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e contribuirá para a construção das reivindicações que orientarão as negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho e a conquista de novos direitos para a categoria. Fonte: Contraf-CUT
- Funcionários do Banco Mercantil realizam encontro nacional para definir estratégias da Campanha 2026
Evento debaterá os resultados do banco, a minuta de reivindicações e a organização dos trabalhadores para fortalecer a mobilização da categoria Os representantes dos trabalhadores do Banco Mercantil do Brasil realizam nesta sexta-feira (19) o Encontro Nacional dos Funcionários do BMB, atividade que integra o calendário preparatório da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e da Campanha Nacional 2026. A programação terá início às 9h30, com a abertura dos trabalhos. Na sequência, os participantes acompanharão uma análise do balanço do primeiro trimestre do Banco Mercantil do Brasil, que servirá de base para os debates sobre as reivindicações específicas dos empregados da instituição. Ao longo do dia, os dirigentes também discutirão a minuta de reivindicações, as propostas que serão levadas para a Conferência Nacional e as estratégias de mobilização da categoria, além da organização da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do BMB. A coordenador do encontro, Marco Aurélio Alves destacou a importância dos espaços de debate para a construção da campanha salarial e para o fortalecimento da unidade dos trabalhadores. “Construir a Campanha Nacional dos Bancários 2026 de forma democrática e combativa exige debate organizado. Por isso, os encontros dos bancos privados são fundamentais para garantir as discussões e manter o foco nas estratégias necessárias para defender os direitos da categoria”, afirmou. Segundo Marco Aurélio, o momento exige organização e participação dos trabalhadores diante dos desafios colocados pelo atual cenário do sistema financeiro. “Temos a responsabilidade de construir uma pauta que represente as necessidades dos funcionários do Mercantil e, ao mesmo tempo, fortaleça as reivindicações comuns da categoria bancária. A unidade sempre foi uma das nossas principais ferramentas de luta”, ressaltou. O dirigente destacou ainda que o encontro será um espaço importante para preparar a mobilização em torno da Campanha Nacional. “Queremos manter os direitos já conquistados e avançar em novas conquistas para os bancários. Isso só é possível com participação, organização e estratégias construídas coletivamente”, concluiu. Programação 19 de junho 9h30 às 11h – Abertura 11h às 12h – Apresentação da análise do balanço do primeiro trimestre do Banco Mercantil do Brasil 12h às 13h – Discussão da minuta de reivindicações 13h às 14h30 – Intervalo para almoço 14h30 – Apresentação da minuta de reivindicações 15h30 – Discussão das estratégias da Campanha Nacional e organização da COE BMB 16h30 – Encerramento O Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Mercantil do Brasil faz parte da etapa preparatória da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e contribuirá para a definição das prioridades e reivindicações que serão levadas à Conferência Nacional da categoria. Fonte: Contraf-CUT
- Funcionários do Itaú realizam encontro nacional nesta sexta-feira para debater Campanha 2026 e impactos da reestruturação do banco
Evento reunirá representantes de todo o país para discutir conjuntura política, inteligência artificial, negociações com o Itaú e propostas para a Campanha Nacional dos Bancários Dirigentes sindicais e representantes dos trabalhadores de diversas regiões do país participam nesta sexta-feira (19) do Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú-Unibanco. A atividade integra a preparação da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e da Campanha Nacional 2026, e terá como foco a conjuntura política, os impactos da reestruturação do banco e a construção das reivindicações específicas dos funcionários. O credenciamento das delegações teve início na tarde desta quinta-feira (18) e prossegue na manhã de sexta. A abertura do encontro será realizada às 9h pelos membros da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú-Unibanco. Em seguida, a presidenta do Instituto Lula e ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, fará uma análise da conjuntura nacional, seguida de debate com os participantes. Na sequência, a economista do Dieese Cátia Uehara e a assessora jurídica do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Cynthia Lemos Valente, abordarão a atual situação do Itaú-Unibanco, os impactos da reestruturação promovida pelo banco e os reflexos da inteligência artificial sobre o trabalho bancário. A programação prevê ainda informes da COE sobre o cenário das negociações com os representantes do banco e a apresentação das propostas aprovadas nos encontros estaduais e regionais, que servirão de base para a construção da pauta nacional da categoria. A coordenadora da COE Itaú-Unibanco, Valeska Pincovai ressaltou que o encontro é um momento importante para unificar as reivindicações dos trabalhadores diante das mudanças em curso no setor financeiro. “Estamos vivendo um período de profundas transformações no sistema financeiro e no próprio Itaú. É fundamental que os trabalhadores estejam organizados e preparados para enfrentar os desafios impostos pela reestruturação e pelo avanço das novas tecnologias”, afirmou. Segundo ela, o encontro também é uma oportunidade para fortalecer a unidade da categoria em torno da Campanha Nacional dos Bancários. “Queremos construir uma pauta que contemple as demandas específicas dos funcionários do Itaú, mas sem perder de vista os temas comuns que unem toda a categoria. A mobilização e a participação dos trabalhadores serão decisivas para avançarmos nas negociações”, destacou. Valeska enfatizou ainda que o debate sobre inteligência artificial e novas formas de organização do trabalho precisa estar acompanhado da defesa do emprego e da qualidade de vida dos bancários. “A tecnologia deve estar a serviço das pessoas, e não ser utilizada para ampliar a sobrecarga, reduzir postos de trabalho ou precarizar as condições de trabalho. Precisamos discutir o futuro do trabalho bancário com responsabilidade e com a participação dos trabalhadores”, concluiu. Programação 18 de junho 16h às 20h – Credenciamento das delegações inscritas e convidados – Sala Bambu 19 de junho 8h às 11h – Credenciamento das delegações inscritas e convidados – Sala Bambu 9h – Abertura com membros da Comissão de Organização dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco 9h30 – Análise de Conjuntura Nacional, com Ivone Silva, presidenta do Instituto Lula e ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, seguida de intervenções do plenário 10h15 – Itaú-Unibanco: Situação Atual e Tendências – Reestruturação do banco e impactos da inteligência artificial e da tecnologia no trabalho bancário, com Cátia Uehara, economista do Dieese, e Cynthia Lemos Valente, assessora jurídica do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região 11h15 – Cenário das negociações com os representantes do banco e informes da COE Itaú-Unibanco 12h30 – Apresentação das propostas dos encontros estaduais e regionais, com debate e intervenções do plenário 13h – Encerramento e almoço O Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú-Unibanco integra o calendário preparatório da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e contribuirá para a construção das propostas que serão levadas à Conferência Nacional da categoria. Fonte: Contraf-CUT
- Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco será realizado nesta sexta-feira (19) em São Paulo
Evento reunirá dirigentes de todo o país para debater conjuntura política, Campanha Nacional 2026 e os desafios específicos dos trabalhadores do Bradesco Dirigentes sindicais e representantes dos trabalhadores de todo o país participam nesta sexta-feira (19), em São Paulo, do Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco. Realizado no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o encontro será um espaço de análise da conjuntura, debate sobre a Campanha Nacional dos Bancários 2026/2028 e construção das reivindicações específicas dos empregados do banco. A programação terá início às 8h, com o credenciamento dos participantes. Às 9h, a abertura será conduzida pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, seguida da saudação dos bancários e representantes do Comando Nacional dos Bancários. A primeira mesa do dia, às 9h30, contará com a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, que fará uma análise sobre a importância das eleições de 2026 para a classe trabalhadora. Na sequência, às 10h30, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional, Neiva Ribeiro, abordará os desafios da Campanha Nacional dos Bancários diante do atual cenário econômico e político. Às 11h30, o economista do Dieese Gustavo Cavarzan apresentará um painel sobre os números do Bradesco, trazendo elementos para subsidiar os debates da categoria. Após o almoço, os participantes se dedicarão à revisão da minuta específica de reivindicações dos funcionários do banco, antes dos encaminhamentos e do encerramento das atividades. A coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira destacou a importância do encontro para a construção da pauta nacional e para o fortalecimento da unidade dos trabalhadores. “Esperamos, com esse dia intenso, dar a nossa contribuição para a Conferência Nacional e para a Campanha Nacional dos Bancários. Todos temos nossas particularidades, mas também temos muitos problemas em comum. Trabalhando de maneira unificada, temos mais chances de reverter os problemas comuns a todos de maneira mais efetiva”, afirmou. Segundo Erica, além das demandas específicas dos funcionários do Bradesco, o encontro será uma oportunidade para fortalecer a mobilização em torno da Campanha Nacional. “É fundamental que os trabalhadores do Bradesco estejam organizados e preparados para os desafios que teremos pela frente. A construção coletiva das reivindicações e a unidade da categoria são elementos essenciais para avançarmos na defesa dos direitos e na conquista de novas melhorias”, ressaltou. Programação 19 de junho 8h – Credenciamento 9h – Abertura Coordenação da COE Bradesco Saudação dos representantes das federações 9h30 – Mesa de análise de conjuntura A importância das eleições de 2026 para a classe trabalhadora Expositora: Juvandia Moreira 10h30 – Campanha Nacional dos Bancários 2026/2028 Os desafios da Campanha Nacional na atual conjuntura Expositora: Neiva Ribeiro 11h30 – Painel: Análise dos números do Banco Bradesco Expositor: Gustavo Cavarzan 12h30 às 14h – Almoço 14h – Revisão da Minuta Específica do Bradesco 16h – Encaminhamentos e encerramento O Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco integra o calendário preparatório da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e da Campanha Nacional 2026, que definirá as prioridades da categoria para os próximos dois anos. Fonte: Contraf-CUT
- Categoria bancária precisa conquistar vitória na campanha e confirmá-la em outubro
Abertura solene dos congressos de bancos públicos ressalta importância da reeleição do presidente Lula e da melhoria na correlação de forças no Congresso Nacional para garantir direitos dos trabalhadores A combinação entre uma Campanha Nacional vitoriosa e a continuidade de um projeto político comprometido com a democracia, os bancos públicos e os direitos da classe trabalhadora marcou a abertura solene dos congressos nacionais dos empregados do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, realizada na noite desta quarta-feira (17), na Casa de Portugal, em São Paulo. Diante de delegados e delegadas de todo o país, dirigentes sindicais e representantes de entidades parceiras, as intervenções destacaram que os desafios da categoria em 2026 extrapolam a mesa de negociação e passam também pela disputa eleitoral de outubro. Ao abrir os debates, a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Brasil, Juvandia Moreira, ressaltou que a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos específicos dos bancos públicos é fundamental, mas alertou que as conquistas da categoria dependem também da manutenção de um ambiente político favorável aos trabalhadores. “Não adiantará nada sairmos da campanha salarial com os melhores acordos possíveis para os ACTs e para a CCT se perdermos as eleições presidenciais e legislativas neste ano. O que está em disputa são dois projetos antagônicos. De um lado, o projeto do Estado mínimo para o povo e máximo para uma pequena elite, cujas consequências nós já conhecemos. Do outro, um projeto que defende a democracia, a soberania nacional e garante condições para que os trabalhadores façam suas lutas e conquistem aumento real de salários”, afirmou. Para Juvandia, a disputa política não se limita à Presidência da República. Segundo ela, será decisivo ampliar a representação de parlamentares comprometidos com os interesses da população e a defesa das empresas públicas. “Além da renovação dos acordos coletivos e da Convenção Coletiva, temos a grande tarefa de eleger o presidente Lula e deputados e senadores comprometidos com o povo. Só assim vamos impedir que a população volte para a fila do osso. Essa é a mensagem que precisamos levar para toda a categoria nas bases”, concluiu. Os congressos dos bancos públicos antecedem a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e irão definir as prioridades da Campanha Nacional 2026. Eleições de 2026 e o projeto de país em disputa Encerrando a abertura solene, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou que a derrota de Jair Bolsonaro em 2022 não significou o desaparecimento do fascismo e avaliou que as eleições de 2026 serão marcadas pela disputa entre projetos antagônicos de país. Segundo ele, manifestações de intolerância, racismo, misoginia e violência contra as minorias demonstram que o extremismo segue presente na sociedade brasileira. Ao analisar o cenário internacional, Edinho apontou o crescimento da extrema direita em diversos países e observou que o enfrentamento entre democracia e autoritarismo permanece como um desafio global. Citando o pensador italiano Antonio Gramsci, o dirigente petista destacou que a intolerância ao diferente é uma das marcas do fascismo e associou esse comportamento a políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como a perseguição aos imigrantes e o enfraquecimento de políticas voltadas à diversidade. Na avaliação de Edinho, o Brasil ocupa posição estratégica nesse cenário, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerce um papel relevante na defesa da democracia. Na parte final de sua intervenção, o presidente do PT contrapôs os projetos que, segundo ele, estarão em disputa nas eleições de outubro. “De um lado, está um modelo baseado nas privatizações, no sucateamento dos serviços públicos, no negacionismo e no enfraquecimento da ciência e das universidades. Do outro, está um projeto que defende a soberania nacional, a redução das desigualdades, a valorização da educação e o desenvolvimento tecnológico. Queremos um Brasil que transforme suas riquezas em desenvolvimento, modernização da indústria e geração de empregos de qualidade para as próximas gerações”, afirmou. Defesa da democracia e dos bancos públicos Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro deu as boas-vindas aos participantes e lembrou a importância dos congressos neste ano de Campanha Nacional. “A categoria tem grandes expectativas por avanços na remuneração, melhores condições de trabalho e pelo combate ao assédio moral e às metas abusivas”, disse. “Cabe a nós fazer os debates necessários para defender os direitos da categoria, os bancos públicos e a democracia. Defender a democracia é defender a soberania nacional, a negociação coletiva e avançar nas pautas importantes para os trabalhadores”, acrescentou. Representando a Contraf-CUT, o secretário-geral Gustavo Machado Tabatinga Junior conduziu a abertura conjunta dos congressos e destacou o papel dos bancos públicos para o desenvolvimento nacional. “Mais do que reunir instituições estratégicas para o Brasil, este encontro reúne as pessoas que fazem tudo isso acontecer todos os dias. Desejo a todas e todos um excelente trabalho, muita participação e grandes avanços para nossa categoria”, afirmou. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sérgio Takemoto, defendeu uma campanha salarial forte e ressaltou a importância das eleições deste ano. “Precisamos fazer o melhor acordo possível e fortalecer um projeto de país comprometido com as empresas públicas. Também é preciso eleger deputados e senadores que estejam ao lado dos trabalhadores”, observou. Representando a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a coordenadora-geral em exercício Cibele Vieira, destacou a necessidade de fortalecer um projeto voltado à valorização dos trabalhadores e das empresas estatais. “Temos que voltar a sonhar e acreditar que fortalecer os direitos dos trabalhadores e as empresas públicas é fortalecer o Brasil”, disse. Campanha nacional e unidade da categoria Representando a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco destacou os desafios da campanha deste ano, especialmente em relação ao Saúde Caixa. “Precisamos garantir os direitos conquistados e avançar em novas reivindicações. Uma das prioridades é o fim do teto de custeio de 6,5% do Saúde Caixa, e isso exige unidade da categoria”, afirmou. Pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes ressaltou que a categoria chega à campanha em um momento decisivo e agradeceu o apoio dos trabalhadores nas eleições da Cassi, da Previ e do Economus. “Estamos nos preparando para uma nova batalha e é fundamental saber que estamos juntos. Essa confiança é o que nos dá a certeza de que sairemos vitoriosos”, declarou. Saúde mental e condições de trabalho O coordenador da Comissão de Negociação dos Funcionários do Banco do Nordeste (BNB), Robson Araújo, chamou atenção para os debates realizados durante o congresso do banco sobre a aplicação da NR-1 e os riscos psicossociais. Segundo ele, as entidades sindicais também precisam construir diagnósticos próprios sobre o adoecimento da categoria. “Esse levantamento pode se tornar uma ferramenta importante para enfrentarmos os problemas de saúde mental que atingem os bancários”, afirmou. Coordenador da Comissão de Negociação dos Empregados do Banco da Amazônia (Basa), Cristiano Moreno Valente dos Santos reforçou a importância da unidade para enfrentar a precarização das relações de trabalho. “Os bancos públicos continuam sendo fundamentais para a sociedade, mas nós, trabalhadores, temos sido tratados como descartáveis. Somente a unidade será capaz de resistir à precarização e defender os empregos”, observou. Eleições e mobilização dos trabalhadores Para José Ferreira Pinto, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da corrente Articulação Bancária, as eleições deste ano terão impacto direto sobre os direitos da categoria. “Está em jogo impedir retrocessos e defender os bancos públicos. O sucesso da nossa campanha nacional também será importante para fortalecer a luta da categoria”, disse. Representando a Intersindical, Rita Lima defendeu o fim da escala 6x1 e a necessidade de enfrentar a lógica do rentismo. “Precisamos ter estratégia para derrotar os interesses dos banqueiros e conquistar os direitos que a categoria necessita”, afirmou. Representando a CTB e a FEEB Bahia e Sergipe na CEE Caixa, Erico Cesar Gomes destacou a importância dos congressos como espaços de construção coletiva. “Defender os empregados é defender o papel social dos bancos públicos e eleger representantes comprometidos com os interesses da população e dos trabalhadores”, avaliou. Pela Fetrafi-RS na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Priscila Rodrigues Aguirres ressaltou a importância de ampliar o diálogo com os trabalhadores nos locais de trabalho. “Precisamos levar informações às bases e mostrar que ainda há muito a avançar em direitos e condições de trabalho”, afirmou. Representando a FEEB São Paulo e Mato Grosso do Sul na CEE Caixa, Tesifon Quevedo Neto apontou a defesa do Saúde Caixa e a resistência às reestruturações como prioridades da categoria. “Precisamos preservar a saúde financeira do plano sem comprometer o orçamento das famílias, e isso passa pelo fim do teto estatutário de 6,5%”, observou. Encerrando as intervenções, o dirigente do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense e representante da corrente Fórum, Fernando Correia de Sá, destacou que a pluralidade de ideias fortalece o movimento sindical. “Independentemente das correntes políticas, todos buscamos a unidade para defender os direitos dos bancários ativos e aposentados. Só a luta nos garante”, concluiu. A abertura conjunta dos congressos marcou o início de uma semana de debates que reunirá representantes dos empregados do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia para definir as prioridades da Campanha Nacional 2026 e preparar a participação da categoria na 28ª Conferência Nacional dos Bancários. Fonte: Contraf-CUT
- 41º Conecef reflete sobre lições do sistema financeiro chinês para o desenvolvimento brasileiro
Especialista destaca que o crédito deve estar a serviço da economia real e provoca reflexão sobre o papel dos bancos públicos brasileiros no financiamento do desenvolvimento O que você vai ler neste texto Especialista Marcello Rodrigues de Azevedo abriu a primeira mesa de debates do 41º Conecef, nesta quarta-feira (17), em São Paulo. Apresentação abordou a estrutura do sistema financeiro chinês e o papel estratégico dos bancos públicos no desenvolvimento econômico. Debate destacou a diferença entre bancos voltados para políticas públicas e instituições com foco predominantemente comercial. Participantes refletiram sobre o papel dos bancos públicos brasileiros na indução do crescimento econômico e na redução das desigualdades regionais. Tema ganhou relevância diante dos desafios enfrentados por bancos públicos brasileiros, como a Caixa Econômica Federal. Especialista defendeu que o sistema financeiro deve servir à economia real e estar comprometido com um projeto nacional de desenvolvimento. Leia a íntegra da matéria Empregados e empregadas da Caixa de todo o país iniciaram, na tarde desta quarta-feira (17), os debates do 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) com uma reflexão sobre o papel dos bancos públicos no desenvolvimento econômico e social. A primeira mesa do evento contou com a participação do professor e pesquisador Marcello Rodrigues de Azevedo, doutor em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e autor de estudos sobre o sistema financeiro chinês, e do deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR). Politização da população e bancos públicos Antes da exposição do professor e pesquisador Marcello Rodrigues de Azevedo, o deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR) fez uma análise sobre os desafios da organização da classe trabalhadora diante das transformações no mundo do trabalho e do avanço da precarização. Ao dirigir-se aos delegados e delegadas presentes, Veneri ressaltou a importância da conscientização política dos trabalhadores e alertou para os efeitos da chamada economia de plataformas. “Nosso papel é politizar os trabalhadores. Não é possível que uma pessoa trabalhe 20 horas por dia para aplicativos e ainda acredite que ficará rica. Precisamos debater quem se beneficia desse modelo e quais são as consequências para a classe trabalhadora”, afirmou. O parlamentar também destacou que a defesa dos bancos públicos deve estar associada à defesa dos empregos e do papel social dessas instituições. “Além de mantermos a Caixa e o Banco do Brasil públicos, precisamos defender os empregos e fortalecer o papel que essas instituições cumprem para o desenvolvimento do país”, disse. Em sua intervenção, Veneri ainda chamou atenção para a necessidade de ampliar a mobilização social como instrumento de conquista de direitos. “O parlamento, por si só, não representa integralmente os interesses dos trabalhadores. As grandes conquistas da classe trabalhadora sempre ocorreram quando houve organização e pressão social. É a mobilização popular que cria as condições para avançar”, observou. O deputado avaliou ainda que as mudanças demográficas, o envelhecimento da população e o distanciamento crescente das pessoas em relação aos processos eleitorais impõem novos desafios para os movimentos sociais e sindicais. “As eleições já não encantam como antes. Ao mesmo tempo, estamos diante de mudanças profundas na composição da sociedade. Isso exige novas formas de organização e diálogo com a população”, afirmou. Para Veneri, a luta por melhores condições de trabalho também precisa ir além das reivindicações econômicas imediatas. “Muitas vezes as pessoas lutam para ampliar a Participação nos Lucros e Resultados, o que é legítimo, mas deixam de lutar pelo aumento real dos salários, que tem impacto permanente na valorização do trabalho. Precisamos retomar esse debate”, concluiu. O sistema financeiro chinês Na sequência, a primeira mesa do evento contou com a participação do professor e pesquisador Marcello Rodrigues de Azevedo, doutor em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e autor de estudos sobre o sistema financeiro chinês. Em sua exposição, o especialista apresentou a evolução da estrutura financeira da China e destacou como os bancos públicos foram utilizados como instrumentos estratégicos para impulsionar o desenvolvimento econômico do país. Ao longo da apresentação, Marcello mostrou que a expansão econômica chinesa foi acompanhada pela construção de um robusto sistema financeiro público, composto por bancos de políticas públicas, bancos públicos comerciais e milhares de instituições regionais de desenvolvimento. Segundo os dados apresentados, atualmente a China possui três bancos políticos, seis bancos nacionais de políticas públicas e cerca de 1.650 bancos de desenvolvimento distribuídos em diferentes níveis territoriais. O pesquisador destacou ainda que quatro dos cinco maiores bancos do mundo em ativos são chineses, resultado de uma estratégia de longo prazo voltada para o financiamento da infraestrutura, da industrialização, da inovação tecnológica e da ampliação do mercado interno. Crédito como ferramenta de desenvolvimento Ao responder aos questionamentos da equipe de imprensa da Contraf-CUT, Marcello ressaltou que a principal característica do modelo chinês é a subordinação do sistema financeiro aos objetivos estratégicos do desenvolvimento nacional. “O sistema financeiro não pode existir apenas para atender aos interesses do próprio mercado financeiro. Na experiência chinesa, os bancos foram organizados para financiar infraestrutura, inovação tecnológica, agricultura, industrialização e desenvolvimento regional. O crédito é tratado como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento do país”, afirmou. Segundo ele, a experiência chinesa demonstra que os bancos públicos podem atuar como instrumentos de política econômica quando possuem diretrizes claras e compromisso com a economia real. Em vez de orientar suas operações exclusivamente pela lógica da rentabilidade de curto prazo, essas instituições financiam infraestrutura, desenvolvimento regional, inovação tecnológica, agricultura e projetos considerados estratégicos para o país. Ao relacionar a experiência chinesa com a realidade brasileira, Marcello defendeu que o debate não deve se restringir à propriedade das instituições financeiras. “A grande questão não é simplesmente se o banco é público ou privado. A pergunta central é: a serviço de quem esse banco atua? A serviço da especulação financeira ou do desenvolvimento nacional? Essa é a reflexão que precisamos fazer no Brasil”, observou. O pesquisador acrescentou que a discussão não passa necessariamente por mudanças abruptas, mas pela construção de um projeto nacional capaz de orientar a atuação das instituições financeiras públicas brasileiras. Bancos políticos e bancos públicos comerciais Outro ponto abordado durante o debate foi a diferença entre os chamados "bancos políticos" e os bancos públicos comerciais existentes na China. Marcello explicou que os bancos políticos (conhecidos internacionalmente como policy banks) têm como missão principal executar políticas públicas definidas pelo Estado. Entre eles estão o Banco de Desenvolvimento da China, o Banco de Desenvolvimento Agrícola e o Banco de Exportação e Importação da China, responsáveis por financiar infraestrutura, agricultura, inovação tecnológica e comércio exterior. “Na China existem bancos cuja missão não é maximizar lucro, mas cumprir objetivos estratégicos definidos pelo Estado. Eles financiam infraestrutura, agricultura, tecnologia e comércio exterior. São instrumentos de política econômica e não apenas instituições financeiras tradicionais”, explicou. Já os bancos públicos comerciais atuam em atividades tradicionais do sistema bancário, como crédito, investimentos, poupança e serviços financeiros, mas continuam subordinados às estratégias nacionais de desenvolvimento. Entre eles estão o ICBC, o Banco Agrícola da China, o Banco da Construção da China e o Banco da China. Marcello ressaltou que a existência de bancos privados não é incompatível com a presença de um forte sistema público. “O diferencial não está apenas na propriedade das instituições, mas na capacidade de coordenação do sistema financeiro em torno dos interesses nacionais e da economia real”, destacou. Combate à concentração do crédito A pulverização do crédito também foi tema do debate. Marcello apresentou o exemplo dos chamados "bancos de cantão e vilas", instituições criadas para atender regiões menores e ampliar o acesso ao crédito em áreas rurais e cidades de pequeno porte. Essas estruturas permitiram que o financiamento chegasse a setores que normalmente não seriam priorizados por instituições orientadas exclusivamente pelo retorno financeiro. “O desenvolvimento não acontece apenas nas grandes cidades. A China criou instituições capazes de levar crédito para regiões menores, áreas rurais e pequenos empreendedores. Essa capilaridade foi fundamental para reduzir desigualdades e integrar economicamente o país”, afirmou. Na avaliação do pesquisador, experiências dessa natureza ajudam a reduzir desigualdades regionais e fortalecer economias locais, ampliando o alcance das políticas públicas de desenvolvimento. Sistema financeiro e emprego bancário Questionado sobre os impactos da transformação digital e da expansão das fintechs sobre o emprego bancário, Marcello observou que a realidade chinesa difere significativamente da observada em diversos países ocidentais. Segundo os dados apresentados no congresso, o sistema financeiro chinês mantém uma ampla rede de instituições e emprega cerca de 1,9 milhão de trabalhadores bancários, resultado de uma estratégia que combina digitalização, expansão dos serviços financeiros e presença física em diferentes regiões do país. “A tecnologia pode servir para ampliar o acesso aos serviços financeiros e aumentar a eficiência do sistema. O problema não é a tecnologia em si, mas o modelo adotado. A experiência chinesa mostra que é possível combinar digitalização, expansão dos serviços e manutenção de uma ampla estrutura de atendimento”, avaliou. Fundo Huijin e controle público Outro tema que merece ser ressaltado é o Fundo Huijin, apontado por Marcello como uma das peças centrais da arquitetura financeira chinesa. O fundo estatal detém participações majoritárias nos grandes bancos chineses e utiliza recursos oriundos das reservas internacionais para capitalizar instituições financeiras e preservar o controle público sobre o sistema. Segundo o especialista, isso permitiu que a abertura de capital de diversos bancos não significasse sua privatização efetiva. “O Fundo Huijin é uma das peças centrais do sistema financeiro chinês. Ele permite que os grandes bancos tenham acesso ao mercado de capitais sem que o Estado perca o controle estratégico dessas instituições”, explicou. PIX, soberania financeira e sistemas de pagamentos Durante o debate, também foi discutida a crescente importância dos sistemas nacionais de pagamentos. Marcello lembrou que a China desenvolveu o CIPS, plataforma própria para liquidação de pagamentos internacionais, reduzindo a dependência de estruturas financeiras controladas pelos Estados Unidos e pela Europa. O sistema opera em diversas moedas e integra a estratégia chinesa de ampliação da soberania financeira e internacionalização econômica. “A discussão sobre sistemas de pagamento não é apenas tecnológica. Ela envolve soberania. Quando um país desenvolve suas próprias plataformas de pagamentos e liquidação financeira, ele reduz sua dependência de estruturas controladas por outras potências”, afirmou. Reflexão para o Brasil Ao final da exposição, Marcello incitou que os participantes reflitam sobre uma série de questões sobre a realidade brasileira: se a atual estrutura de financiamento atende às necessidades do desenvolvimento nacional, qual é o efetivo papel dos bancos públicos brasileiros e até que ponto todo o sistema financeiro (público e privado) está comprometido com um projeto de desenvolvimento econômico e social para o país. “A experiência chinesa não deve ser copiada mecanicamente. Cada país tem sua realidade. Mas ela demonstra que é possível construir um sistema financeiro comprometido com objetivos de desenvolvimento nacional. Essa talvez seja a principal reflexão que precisamos fazer no Brasil neste momento”, concluiu. Para os delegados e delegadas presentes ao 41º Conecef, o debate trouxe elementos importantes para pensar o futuro da Caixa Econômica Federal e dos bancos públicos em um cenário marcado por profundas transformações tecnológicas, econômicas e geopolíticas. O 41º Conecef segue até quinta-feira (18), debatendo temas estratégicos para os empregados da Caixa e para o fortalecimento do papel social do banco público no desenvolvimento do Brasil. >>>>> Baixe o arquivo da apresentação >>>>> Veja a programação completa do 41º Conecef Fonte: Contraf-CUT
- 41º Conecef é aberto com manifesto de tolerância zero à violência e ao assédio
Documento reforça compromisso da Contraf-CUT, federações e sindicatos com ambientes seguros, respeitosos e livres de qualquer forma de violência ou assédio Leia neste texto 41º Conecef foi aberto com a leitura do Manifesto de Tolerância Zero para Casos de Violência e Assédio; Documento reafirma o compromisso das entidades sindicais com o respeito, a dignidade e a justiça; Manifesto destaca que não serão toleradas práticas de violência ou assédio em atividades, reuniões e eventos sindicais; Contraf-CUT reforça procedimentos de acolhimento, apuração e proteção às vítimas. Leia a íntegra da matéria A abertura do 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizada nesta quarta-feira (17), em São Paulo, foi marcada pela leitura do Manifesto de Tolerância Zero para Casos de Violência e Assédio, reafirmando o compromisso da Contraf-CUT, das federações e dos sindicatos com a construção de ambientes seguros, acolhedores e respeitosos para todas as pessoas. O documento destaca que todas as pessoas têm o direito de ser tratadas com dignidade, respeito e justiça, além de viver uma vida livre de violência e assédio, independentemente de idade, gênero, sexo, orientação e identidade sexual, deficiência, religião ou origem étnica. A manifestação também ressalta que o enfrentamento dessas práticas deve começar dentro das próprias organizações e espaços de representação dos trabalhadores. Durante a leitura, foi reforçado que a violência e o assédio compreendem um conjunto de comportamentos, práticas ou ameaças inaceitáveis, capazes de causar danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos, incluindo situações motivadas por questões de gênero. O manifesto também deixa claro que todas as atividades, eventos e reuniões promovidos pela Contraf-CUT, federações e sindicatos são espaços onde não haverá tolerância para qualquer forma de violência ou assédio. Em caso de denúncias ou ocorrências, as entidades assumem o compromisso de apurar os fatos com responsabilidade, sigilo e respeito ao devido processo, buscando garantir proteção e justiça às pessoas envolvidas. A iniciativa integra os esforços permanentes do movimento sindical bancário para fortalecer uma cultura de respeito, igualdade e proteção dos direitos humanos, garantindo que os espaços de debate e construção coletiva sejam livres de qualquer forma de discriminação, intimidação ou violência. O 41º Conecef reúne representantes dos empregados da Caixa de todo o país para debater os principais desafios da categoria e definir estratégias de atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores, do fortalecimento da Caixa como banco público e da ampliação de conquistas para os empregados. Fonte: Contraf-CUT













