top of page

221 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Saúde Caixa: Banco insiste em proposta que gera perda de remuneração aos empregados

    Negociações avançaram na Promoção por Mérito; banco também suspendeu processo de migração de caixas e tesoureiros para negociar com o movimento sindical, mas proposta para o plano de saúde foi recusada e ainda precisa avançar A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa recusou, na mesa de negociação realizada nesta sexta-feira (14), a nova proposta apresentada pelo banco para o custeio do Saúde Caixa. Para a representação das empregadas e dos empregados, o modelo continua transferindo para os usuários a responsabilidade pelo aumento dos custos, rompe com princípios de solidariedade e com o pacto intergeracional e pode provocar uma debandada de beneficiários, comprometendo ainda mais a sustentabilidade do plano. A rodada, que faz parte das negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026, também registrou avanços importantes em outros dois temas. Na Promoção por Mérito, a Caixa retirou o Alcance.Caixa dos critérios, acolheu reivindicações apresentadas pela CEE e garantiu o pagamento dos deltas em janeiro de 2027 e de 2028. O banco também acatou a cobrança da representação sindical e suspendeu o processo de seleção para migração de função de caixas e tesoureiros enquanto o tema é debatido na mesa de negociação. Saúde Caixa: custo não pode ser jogado para os usuários A proposta apresentada pela Caixa prevê mensalidades por beneficiário definidas de acordo com a faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e limite de comprometimento de até 12% da remuneração-base do titular. Todos os integrantes do grupo familiar, inclusive dependentes indiretos, entram no cálculo por faixa etária. A apresentação do banco prevê o novo formato de custeio a partir de 1º de setembro. Atualmente, o teto familiar é de 7% da remuneração-base. A proposta, portanto, amplia significativamente o limite que pode comprometer a renda mensal das famílias para o pagamento do plano. O ACT vigente estabelece contribuição de 3,5% da remuneração-base do titular, além das mensalidades dos dependentes, dentro das regras previstas no acordo. Confira a tabela com a proposta da Caixa Para a CEE, o problema central continua sem resposta: a Caixa precisa ampliar sua própria participação no custeio do plano. O movimento sindical reivindica a retomada efetiva da proporção histórica de 70% dos custos para a Caixa e 30% para os usuários. Essa reivindicação está expressamente prevista na minuta da Campanha Nacional de 2026. A própria minuta reivindica que solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional sejam fundamentos permanentes do Saúde Caixa. “Ao estabelecer uma cobrança crescente conforme a idade e fazer o equilíbrio do plano depender de um aumento substancial das contribuições dos beneficiários, a proposta apresentada pelo banco segue no sentido oposto”, observa a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. O alerta é ainda maior porque o Saúde Caixa já vem perdendo beneficiários. Em negociação anterior, a Caixa informou que, entre 2023 e fevereiro de 2026, foram registradas 20.056 adesões e 35.446 cancelamentos, um saldo negativo de 15.390 vidas. Para a CEE, aumentar fortemente o peso das mensalidades pode ampliar as saídas e enfraquecer justamente a lógica mutualista que depende de uma carteira ampla e diversificada.Leia também:>>>>> Saúde Caixa: Banco apresenta proposta que chega a dobrar mensalidade Proposta causa perda de remuneração Outro ponto destacado pela CEE é que o aumento do custo do Saúde Caixa representa, na prática, perda de remuneração para as empregadas e empregados. Na mesa, a representação sindical alertou que elevar o limite familiar dos atuais 7% para até 12% pode consumir o reajuste salarial que venha a ser conquistado na Campanha Nacional. “Mesmo na hipótese de conquista da reivindicação apresentada pela categoria de reposição integral da inflação acrescida de 5% de aumento real, parte expressiva dos empregados poderia ter o ganho absorvido pela elevação da despesa com o plano de saúde”, ressaltou a coordenadora da CEE/Caixa. Na proposta anterior, recusada em 5 de agosto, a própria CEE já havia alertado que aumentar fortemente a contribuição dos beneficiários sem ampliar a parcela paga pelo banco poderia obrigar trabalhadores, aposentados e pensionistas a retirar dependentes ou abandonar o Saúde Caixa. Dados apresentados naquela negociação mostraram que, em 2025, os usuários já responderam por aproximadamente 46% do financiamento regular do plano, enquanto a Caixa ficou com cerca de 54%, proporção bastante distante do modelo histórico 70/30. Para a representação sindical, não há sustentabilidade real quando o equilíbrio é obtido por meio da redução da renda dos empregados ou da saída de beneficiários. A solução precisa passar pelo aumento da participação financeira da Caixa. Avanço na Promoção por Mérito Se o Saúde Caixa ainda exige uma mudança substancial de posição do banco, a negociação registrou avanço na Promoção por Mérito. Depois de a CEE rejeitar, em 31 de julho, uma proposta que estabelecia exigências consideradas excessivas, a Caixa apresentou um novo desenho e retirou o Alcance.Caixa como critério para obtenção dos deltas. A retirada atende uma cobrança importante da representação dos empregados, que vinha alertando para o risco de vincular uma progressão permanente na carreira a indicadores de desempenho que não dependem exclusivamente do trabalhador. O banco também garantiu que os deltas referentes ao ano-base 2026 sejam pagos em janeiro de 2027 e os relativos ao ano-base 2027, em janeiro de 2028. A inclusão do pagamento em janeiro é uma reivindicação histórica da CEE e está expressamente prevista na minuta entregue à Caixa, que determina que a apuração seja concluída em tempo hábil para o crédito no primeiro mês do ano seguinte. A proposta ajustada ficou assim: Também houve avanço nos critérios de desempate. A ordem passa a considerar, primeiro, a realização de curso relacionado aos temas definidos (sustentabilidade/cidadania ou inteligência artificial/tecnologia); depois, o maior tempo de Caixa; e, por último, a quantidade de ações realizadas. Os temas específicos dos cursos serão definidos em Grupo de Trabalho (GT). Todas as ações que contam para a Promoção por Mérito precisam ser realizadas dentro do respectivo ano de apuração. A Promoção por Mérito é uma conquista da organização das empregadas e empregados e da negociação coletiva. Os deltas geram progressão na estrutura salarial e passam a compor permanentemente a remuneração. Por isso, a CEE vem defendendo critérios objetivos, acessíveis e conhecidos previamente, além do pagamento obrigatoriamente em janeiro. Caixa suspende migração de caixas e tesoureiros Outro bom resultado da negociação foi a suspensão, apedido da CEE/Caixa, do processo de seleção iniciado pela Caixa para a migração de caixas e tesoureiros para outras funções. A CEE havia questionado a medida porque trabalhadores foram chamados a manifestar interesse em uma mudança funcional sem que o processo tivesse sido previamente apresentado e debatido com a representação sindical. Na negociação desta sexta-feira, a Caixa reconheceu o problema, pediu desculpas pela forma como o procedimento foi iniciado e informou que o processo ficará suspenso enquanto o tema estiver em negociação. Na próxima reunião, a Caixa se comprometeu a levar à mesa os responsáveis pelo atual processo de migração para apresentar as informações cobradas pela CEE e explicar detalhadamente o projeto. O banco também reconheceu a necessidade de discutir a elaboração de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). O atual PFG é de 2010 e, para a CEE, já não contempla diversas tarefas, funções e transformações ocorridas na organização do trabalho. A construção de um novo plano deverá ser tratada na mesa permanente de negociação. A reivindicação dos empregados vai além de solucionar pontualmente a situação de caixas e tesoureiros. A CEE defende um PFG construído com a representação sindical, já que o atual PFG não responde mais à realidade da Caixa. “A empresa mudou, o trabalho mudou, as exigências aumentaram, mas os instrumentos de carreira ficaram para trás. A Caixa precisa construir, com a representação dos empregados, novos planos que valorizem a trajetória profissional, deem previsibilidade e acabem com os remendos que geram insegurança, sobrecarga e adoecimento”, ressaltou Luiza. A CEE também observou que o novo PFG precisa definir claramente atribuições e responsabilidades para todas as funções e também acabe com a utilização de designações por minuto, regularize quem exerce permanentemente essas atividades, assegure o direito de permanência nas funções e permita migração voluntária para funções de remuneração igual ou superior. Essa discussão está relacionada à reivindicação mais ampla por um novo PFG, um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e processos seletivos internos com critérios objetivos, transparentes e democráticos. A CEE já havia cobrado que qualquer estudo sobre PFG, PCS e PSI seja compartilhado e negociado antes de sua implementação. Leia também: >>>>> CEE/Caixa cobra novo PFG, novo PCS e critérios transparentes para o PSI CEE cobra respostas para toda a pauta Apesar dos avanços obtidos nesta sexta-feira na Promoção por Mérito e na suspensão do processo de migração, a CEE voltou a cobrar da Caixa respostas para todas as reivindicações apresentadas ao longo das negociações específicas. Entre os principais pontos estão uma solução sustentável para o Saúde Caixa com maior participação financeira do banco; novo PFG e novo PCS; regras transparentes para os PSIs; valorização das funções e proteção da remuneração; negociação dos programas de remuneração variável; melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e ao adoecimento; regras negociadas para o teletrabalho; ampliação do quadro de pessoal; e garantias para que mudanças tecnológicas ou organizacionais não sejam implantadas unilateralmente. Campanha Nacional entra em momento decisivo As negociações específicas com a Caixa fazem parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026 e ocorrem simultaneamente à mesa geral entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na última rodada da mesa única com a Fenaban, realizada na quinta-feira (13), os bancos frustraram a categoria ao não apresentarem o índice de reajuste salarial nem a proposta global cobrada pelo Comando Nacional. Em vez disso, a Fenaban propôs congelar o piso de ingresso dos novos bancários e aplicar reajustes diferenciados para três faixas salariais, sem informar sequer os parâmetros das faixas ou os percentuais de reajuste. Diante da falta de avanços, o Comando Nacional definiu a realização de assembleias em todo o país na segunda-feira, 17 de agosto, para que bancárias e bancários deliberem sobre o modelo de reajuste proposto pela Fenaban, que divide a categoria por faixas salariais e congela o piso de ingresso, e sobre a realização de paralisação de 24 horas no dia 20 de agosto. A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada está marcada para terça-feira (18). A orientação é para que empregadas e empregados da Caixa acompanhem as informações divulgadas pela Contraf-CUT e pelos sindicatos de suas respectivas bases, participem das assembleias e das mobilizações e fortaleçam a pressão por avanços tanto na mesa específica da Caixa quanto na negociação nacional com a Fenaban. Leia também: >>>>> Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial Outra possibilidade é se inscrever nos grupos de WhatsApp da Contraf-CUT. Receba notícias das negociações com a Caixa https://chat.whatsapp.com/Fosc4juP7wbGchVPmqgsLz Receba notícias gerais da campanha https://chat.whatsapp.com/FjXsBIuHe9x68Xrvnnd5X9 Fonte: Contraf-CUT

  • Banco do Brasil não apresenta proposta econômica nem devolutivas e frustra funcionários

    Em nova rodada de negociação, BB não responde às reivindicações; nova reunião será realizada na quarta-feira (19) A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) voltou a se reunir com a direção do banco na manhã desta sexta-feira (14), dando continuidade às negociações específicas da Campanha Nacional 2026. Porém, a reunião terminou sem proposta econômica e sem devolutivas para as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, gerando frustração entre os funcionários. O Banco do Brasil informou que não apresentará, neste momento, proposta de índices econômicos nas negociações específicas. Também não houve, nesta rodada, retorno para as demais reivindicações apresentadas pela CEBB. O banco se comprometeu a apresentar as respostas na próxima reunião, marcada para quarta-feira (19). Para a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, a falta de respostas é motivo de insatisfação e não corresponde à expectativa dos funcionários. “A gente sabe que já teve tempo suficiente para o banco preparar as respostas às nossas reivindicações. Nós conversamos com a base, com os funcionários, e percebemos que estão ansiosos por isso. É muito ruim não termos recebido nada hoje.” Durante a reunião, o banco apresentou brevemente o Revisa Metas, programa que pretende promover melhorias no sistema de metas, com possibilidade de ajustes nas metas distribuídas às unidades por meio de um fluxo mais rápido e maior transparência para os funcionários. A proposta, porém, não representa uma resposta às reivindicações apresentadas pela CEBB nesta campanha. O secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do Banco do Brasil, Gustavo Tabatinga Jr., destacou a necessidade de o banco avançar nas negociações e apresentar respostas concretas aos trabalhadores. “Os funcionários estão mobilizados e aguardam respostas para as reivindicações que foram construídas a partir das demandas da base. Não basta apenas apresentar iniciativas pontuais. É fundamental que o banco traga devolutivas concretas e avance nas negociações.” A CEBB espera que a próxima reunião, na quarta-feira (19), marque uma mudança de postura do banco e apresente respostas efetivas às demandas dos funcionários. Assembleia na segunda-feira (17) O Comando Nacional dos Bancários convocou assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto. Fonte: Contraf-CUT

  • Seeb Concórdia e Região

    Edital de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária

  • Bancos frustram bancários e não trazem índice de reajuste salarial

    Diante da enrolação da Fenaban, Comando Nacional convoca assembleias em todo país dia 17 de agosto, para deliberação da categoria sobre a proposta dos banqueiros e paralisação dia 20 Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta quinta-feira (13), na capital paulista, frustrando toda a categoria. A proposta dos banqueiros foi de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas. A negociação, iniciada por volta das 10h da manhã, terminou às 18h. Durante os debates, a Fenaban chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior, isso porque, segundo a federação, são localidades do país com custos de alimentação menores. Somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento. “Eles não querem aumentar o custo, querem simplesmente usar o mesmo valor pago hoje com os vales, tirando de alguns trabalhadores para pagar para outros, como se alguns pudessem comer melhor que outros”, criticou a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo durante a negociação de hoje, recuou. “O setor bancário lucro R$ 174 bilhões ano passado. Não tem sentido apresentar uma proposta rebaixada. Por que não tirar dos altos executivos, então, para pagar o reajuste que a categoria bancária exige e tem de direito?”, rebateu Juvandia, lembrando que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. “Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. É uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda”, completou. A dirigente destacou ainda que o lucro por empregado nos bancos é de 438 mil e nas cooperativas é 173 mil, uma diferença de 153% em favor dos bancos. Em outras palavras, os bancários são muito mais produtivos e lucrativos. “Eles ficam alegando uma concorrência que não existe, para um setor altamente concentrado”, pontuou. “Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, concluiu. Assembleia na segunda-feira (17) Diante da enrolação dos banqueiros, o Comando Nacional dos Bancários convocará assembleias em todo país para a próxima segunda-feira, 17 de agosto, para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso, propostos pela Fenaban. A assembleia também irá deliberar sobre o dia nacional de mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira, 20 de agosto. “Vamos mobilizar toda a categoria. A divisão dos trabalhadores por faixa salarial representa um ataque a nossa unidade. Vamos intensificar a mobilização, com assembleias em todo o país, para que os trabalhadores possam discutir e deliberar sobre os próximos passos. Vamos levar às assembleias a proposta de uma paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira. É fundamental que toda a categoria participe, se mobilize, rejeite esta proposta de modelo de reajuste e mostre aos bancos que não vamos aceitar retrocessos”, enfatizou a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro. Próxima negociação A próxima negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para a próxima terça-feira, 18 de agosto. Quer ficar por dentro de todas as notícias da Campanha Nacional antes de todo mundo? Então, acesse este link, e participe da nossa comunidade para receber no número do seu WhatsApp as informações de tudo o que acontece nas negociações por aumento real e melhores condições de trabalho. Fonte: Contraf-CUT

  • Alesc aprova moção proposta pela Fetrafi-SC em Audiência Pública que cobrou medidas para garantir acesso aos serviços bancários em Santa Catarina

    A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou, nesta terça-feira (11), moção dirigida ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e ao coordenador da Bancada Catarinense no Congresso, deputado Ismael dos Santos, para que sejam adotadas medidas destinadas a garantir a qualidade e a acessibilidade dos serviços bancários prestados por instituições financeiras. A moção é resultado dos debates realizados durante a audiência pública “Os impactos econômicos e sociais do fechamento de agências bancárias em Santa Catarina”, promovida pela Comissão de Direitos do Consumidor da Alesc, no último dia 5, por iniciativa do deputado Padre Pedro Baldissera (PT). Durante a audiência, a Fetrafi-SC apresentou dados que demonstram o avanço da redução da presença física dos bancos no estado. Nos últimos dez anos, Santa Catarina perdeu cerca de 40% das agências bancárias e 30% dos postos de trabalho. Atualmente, 44% dos municípios catarinenses não possuem presença de um banco, situação que afeta mais de 600 mil pessoas. O documento aprovado destaca que o atendimento presencial é um importante instrumento de inclusão financeira e efetivação de direitos, especialmente para idosos, pessoas com deficiência, agricultores, microempreendedores e cidadãos com dificuldades de acesso aos meios digitais. A moção também alerta que o fechamento de agências e a concentração dos serviços em canais exclusivamente digitais dificultam o acesso da população aos serviços financeiros, sobretudo em municípios de pequeno porte. Outro ponto destacado é que as instituições financeiras contratadas pelo poder público devem prestar seus serviços de forma adequada, contínua e acessível, considerando o interesse público envolvido. A moção ainda ressalta que a modernização do sistema financeiro precisa ser compatibilizada com a garantia de atendimento adequado à população. A aprovação da moção representa mais um passo importante na mobilização em defesa da manutenção da presença bancária nos municípios catarinenses e da garantia de serviços financeiros acessíveis, contínuos e de qualidade para toda a população. Você pode conferir na íntegra o texto da moção clicando aqui Foto Rodrigo Corrêa/Agência Alesc

  • Banco do Brasil: trabalhadores esperam respostas na negociação desta sexta-feira

    CEBB volta a se reunir com o banco nesta sexta-feira (14) e cobra avanços nas principais reivindicações da categoria A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) volta a se reunir com a direção do banco nesta sexta-feira (14), dando continuidade às negociações específicas da Campanha Nacional 2026. Os trabalhadores esperam que o BB apresente respostas concretas às reivindicações apresentadas na rodada do último dia 5 de agosto. Na reunião anterior, a CEBB cobrou avanços em temas como aumento do piso salarial, melhorias no PCS/PCR, Cassi, metas, isonomia para funcionários egressos, manutenção dos caixas e agências para atendimento à população e contratação de novos funcionários por concurso público para resolver a sobrecarga de trabalho. O banco até o momento não apresentou devolutivas às reivindicações dos funcionários. "A data-base se aproxima e esperamos que o banco traga, finalmente, propostas concretas às nossas reivindicações. Os funcionários do Banco do Brasil estão esperando respostas que valorizem a categoria e reconheçam a importância do trabalho que realizam todos os dias”, afirma a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. A expectativa dos representantes dos trabalhadores é que a nova rodada permita avançar nas negociações e construir soluções para as demandas apresentadas pela categoria. Fonte: Contraf-CUT

  • A proposta apresentada pela Fenaban nesta quinta-feira (13) gerou indignação entre os representantes dos trabalhadores.

    O Comando Nacional dos Bancários rejeitou, em mesa, a proposta que desrespeita a lógica da Convenção Coletiva ao propor reajustes diferenciados para piso, VA, VR e demais benefícios, conforme a rentabilidade do banco ou a região de atuação. Entre as propostas, a Fenaban defendeu valores de VA e VR vinculados ao custo da cesta básica em cada Estado e diferenças salariais para caixas, tomando como referência os valores praticados por concorrentes. O Comando contestou esse argumento e defendeu que eventuais comparações sejam feitas dentro do próprio setor bancário, inclusive diante da enorme distância entre a remuneração dos executivos e o piso da categoria, que em alguns casos supera 100 vezes. A negociação continua nesta tarde. O Comando seguirá pressionando por uma proposta que valorize o trabalho e reconheça a importância dos bancários e bancárias. É hora de ampliar a mobilização! A postura dos bancos mostra que não haverá avanços sem pressão e organização. É fundamental fortalecer as atividades nos locais de trabalho e a participação da categoria. Nenhum direito sem luta. Nenhum avanço sem mobilização. A força da categoria está na unidade!

  • Santander nega avanços em reivindicações econômicas e avalia demandas sindicais em quarta rodada de negociação

    COE apresentou propostas para auxílio mobilidade, certificações, qualificação e fortalecimento da atuação sindical; banco negou parte das reivindicações e ficou de avaliar alternativas para acesso dos dirigentes aos canais internos A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco na tarde desta quarta-feira (12), para a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A reunião teve como foco as cláusulas econômicas e sindicais do acordo coletivo. Entre as reivindicações econômicas, a representação dos trabalhadores defendeu a criação de um auxílio mobilidade/combustível, por meio de cartão para custear despesas com transporte, combustível e estacionamento. A proposta foi negada pelo banco durante a negociação. A COE também reivindicou o custeio integral, pelo Santander, das certificações e atualizações da Anbima, além de apoio financeiro para cursos de atualização, extensão, congressos e seminários e a criação de uma bolsa de férias. Sobre as certificações, o banco afirmou que já realiza o pagamento aos bancários de cargos elegíveis que obtêm aprovação nas provas. Em relação às possíveis mudanças nas regras da Anbima, o Santander informou que avaliará eventuais alterações após a oficialização das novas normas. As demais reivindicações de qualificação foram negadas. “Estamos apresentando propostas que respondem a necessidades concretas dos trabalhadores, seja para garantir melhores condições de mobilidade, seja para apoiar a qualificação profissional. O banco precisa reconhecer que investir nos funcionários também significa valorizar quem sustenta os resultados da instituição”, afirma Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander. Representação sindical No bloco sindical, os trabalhadores reivindicaram que dirigentes sindicais liberados tenham acesso aos canais internos do banco, além do fornecimento periódico de informações funcionais e da negociação prévia em processos de reorganização ou reestruturação que possam afetar coletivamente os empregados. O Santander ficou de avaliar a possibilidade técnica de permitir que os dirigentes sindicais acessem os aplicativos internos ou de ampliar os limites de acesso no portal de Pessoas, ao qual eles já têm acesso. Também foram debatidas a manutenção e o aprimoramento das regras para acesso das entidades sindicais aos locais de trabalho e aos empregados, inclusive aqueles que atuam em teletrabalho. A COE defendeu ainda mecanismos de incentivo à sindicalização e o fortalecimento do Comitê de Relações Trabalhistas como espaço permanente de diálogo entre o banco e as entidades sindicais. Para Rita Berlofa, a negociação precisa garantir instrumentos efetivos para que a representação dos trabalhadores acompanhe as transformações pelas quais passa o banco. “Não basta manter um canal formal de diálogo. É preciso garantir condições para que a representação sindical possa exercer seu papel, acompanhar as mudanças no banco e estar próxima dos trabalhadores, inclusive daqueles que estão em teletrabalho. O fortalecimento do diálogo e da negociação é fundamental para prevenir conflitos e construir soluções coletivas”, destaca Rita Berlofa. A próxima rodada de negociação entre a COE e o Santander será realizada no dia 19 de agosto, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, com o Programa Próprio de Remuneração Santander (PPRS) como tema principal.

  • CEE/Caixa orienta empregados a não responderem consulta sobre migração de função antes da negociação

    Caixas e tesoureiros receberam “levantamento” com prazo para manifestação até quinta-feira (13); representação dos empregados cobrará explicações do banco na mesa de negociação de sexta-feira (14) A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa orienta as empregadas e os empregados que receberam consultas sobre interesse em migrar de função para atuação como assistente nas plataformas digitais do banco a não preencher formulários, assinar documentos ou manifestar qualquer tipo de interesse antes da mesa de negociação com a Caixa, nesta sexta-feira (14). Mesmo que as mensagens encaminhadas estabeleçam prazo para manifestação até quinta-feira (13), véspera da negociação, a orientação é aguardar. A CEE/Caixa considera que uma decisão dessa importância não pode ser tomada às pressas, sem que o banco esclareça à representação dos trabalhadores quais são os objetivos do levantamento, as regras do processo e suas possíveis consequências para carreira, função e remuneração. No fechamento desta matéria, depois de ser questionado pela coordenação da CEE/Caixa, o banco ampliou o prazo para adesão até o dia 20 de agosto. “Nossa orientação, neste momento, é para que os colegas não manifestem interesse e aguardem a negociação de sexta-feira. A Caixa está pedindo que trabalhadores tomem uma decisão que pode ter consequências para sua vida funcional sem que tenha apresentado à representação dos empregados informações suficientes para avaliarmos o processo e orientarmos a categoria com segurança”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. “Por isso, mais do que a prorrogação do prazo, queremos que todo esse processo seja suspenso até que todas as informações solicitadas nos sejam passadas e a gente possa construir uma forma que não seja prejudicial para as empregadas e empregados”, completou. Informações que chegaram às entidades sindicais mostram que caixas e tesoureiros estão sendo consultados sobre o interesse em participar de processos seletivos para atuação em plataformas de atendimento digital. Os materiais fazem referência à migração para função de Assistente de Varejo para os empregados eventualmente selecionados. PFG e PCS estão na mesa, mas Caixa não responde A forma como a consulta foi realizada causa ainda mais preocupação porque ocorre justamente quando o Plano de Funções Gratificadas (PFG), o Plano de Cargos e Salários (PCS) e a situação de caixas e tesoureiros fazem parte das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Nas últimas rodadas, a CEE/Caixa cobrou do banco um novo PFG, um novo PCS, critérios objetivos e transparentes para os Processos Seletivos Internos e respostas para as reivindicações relacionadas à carreira. Apesar das cobranças, a Caixa não apresentou uma devolutiva efetiva sobre esses temas. “Esse é um dos pontos mais graves. Nós colocamos PFG, PCS, PSI e a situação de caixas e tesoureiros na mesa, cobramos respostas e a Caixa não responde. Ao mesmo tempo, fora da mesa, cria um processo e estabelece prazo para que os empregados façam uma escolha. Isso desvaloriza a negociação coletiva e impede que a representação sindical cumpra seu papel de esclarecer e orientar os trabalhadores”, disse a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste na CEE, Cândida Fernandes (Chay). A minuta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 reivindica expressamente que a transição das funções de caixa e tesoureiro seja debatida com as entidades sindicais, com garantia de manutenção da remuneração, da gratificação de função e das demais parcelas vinculadas às funções. Também estabelece que os empregados que desejarem permanecer como caixas ou tesoureiros tenham essa possibilidade assegurada e que eventual migração seja facultativa para funções de mesmo nível salarial ou superior. A pauta reivindica ainda um grupo de trabalho para discutir a revisão dos atuais PFG e PCS, com ampla participação das entidades sindicais e dos empregados e com critérios que garantam valorização profissional, transparência, previsibilidade e reais perspectivas de encarreiramento. Decisão exige informação e garantias Para a CEE/Caixa, não se trata de ser contra novas oportunidades profissionais para o quadro de pessoal. O problema é exigir uma manifestação dos trabalhadores sem diálogo prévio com sua representação e sem deixar claras todas as consequências de uma eventual mudança. Entre as questões que precisam ser esclarecidas estão as garantias de permanência na nova função, os impactos sobre remuneração e carreira, as condições para eventual retorno, as atribuições, metas e condições de trabalho, além dos objetivos do próprio levantamento realizado pelo banco. “Ninguém pode ser levado a decidir apenas com base na expectativa de uma nova função. É preciso saber quais são as garantias, qual será a remuneração, quais serão as condições de trabalho, o que acontece depois e qual é o projeto da Caixa para caixas e tesoureiros. Sem essas respostas, não existem elementos suficientes para uma decisão consciente”, ressaltou a representante da Fetrafi-NE. Desrespeito recorrente à negociação A CEE observa que a adoção de medidas sem discussão prévia com a representação dos trabalhadores tem sido recorrente. Durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026, a entidade já cobrou negociação sobre mudanças relacionadas ao Super Caixa, remuneração variável, Promoção por Mérito, carreira e outros temas que afetam diretamente a vida funcional e a renda dos empregados. Para Luiza Hansen, a postura contradiz o discurso do banco de valorização da mesa. “Não é possível dizer que se valoriza a negociação coletiva e, ao mesmo tempo, colocar mudanças em andamento enquanto os mesmos assuntos estão sendo debatidos na mesa. A mesa precisa servir para negociar de verdade, com informação, transparência e respeito à representação dos empregados. Não pode ser apenas um espaço em que apresentamos reivindicações enquanto decisões são tomadas unilateralmente fora dela”, afirmou. A representação dos empregados considera que a prática desrespeita tanto a mesa permanente quanto a negociação em curso na Campanha Nacional dos Bancários 2026, que trata da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos das empregadas e dos empregados da Caixa. A CEE/Caixa vai cobrar explicações do banco na reunião desta sexta-feira (14). Até que essas informações sejam apresentadas e avaliadas, a orientação é que caixas e tesoureiros não manifestem interesse na migração proposta. Acompanhe o site e as redes sociais da Contraf-CUT e dos sindicatos para receber as informações sobre a negociação e as orientações da representação das empregadas e dos empregados da Caixa. Fonte: Contraf-CUT

  • Sintrafi participa do ato de campanha que promoveu abraço ao Banrisul e reafirmou a importância do banco permanecer público

    Um grande abraço para declarar: o Banrisul é coisa nossa! Foi isso o que ocorreu nesta terça-feira (11), ao meio-dia, ao redor da Agência Central e do prédio da Direção Geral do Banrisul, no Centro de Porto Alegre. Mais de mil pessoas estiveram na Praça da Alfândega e deram as mãos em um ato organizado pelo SindBancários Porto Alegre e Região, em parceria com a Fetrafi-RS, para reafirmar a importância do Banrisul para o estado. O Sintrafi Floripa também marcou presença através do seu presidente, Cleberson Pacheco Eichholz, funcionário do Banrisul. No mesmo dia, na capital catarinense, colegas do banco gaúcho também se manifestaram em solidariedade, vestindo a camiseta da campanha “Banrisul é coisa nossa” na agência do Banrisul em Florianópolis. Veja imagens: Para Cleberson Pacheco Eichholz, a mobilização demonstra que a defesa do Banrisul ultrapassa os limites da categoria bancária e representa uma luta em defesa do desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. "O Banrisul é um patrimônio dos gaúchos e das gaúchas e tem um papel estratégico para o desenvolvimento do estado. Defender o Banrisul público é defender um banco que está presente onde muitas vezes os demais não estão, que conhece a realidade dos municípios e que tem compromisso com a população. Por isso, essa mobilização precisa ganhar cada vez mais força. A defesa do Banrisul é uma luta de todos nós e não pode ficar restrita aos trabalhadores do banco”, afirmou Cleberson. O ato faz parte da campanha salarial dos bancários, mas também se relaciona com a campanha de mídia “Banrisul é coisa nossa”, que visa o fortalecimento e a valorização do banco dos gaúchos e das gaúchas. Vestidos com as camisetas da campanha, bancários, clientes do banco e sociedade em geral abraçaram o Banrisul para passar um recado claro: mais do que lutar por melhores salários e condições de trabalho, neste ano de eleições, a batalha é pela manutenção do banco público. “Estamos aqui hoje para reforçar a luta em defesa do Rio Grande do Sul. E a defesa do estado passa pela defesa do Banrisul público. O Banco do Estado do Rio Grande do Sul é, talvez, a empresa mais importante do estado. Alcança onde nenhum outro banco alcança, chega nas cidades onde os outros bancos não querem, atende a população que os outros bancos repelem”, afirmou o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner. O diretor da Fetrafi-RS e membro da Comissão de Organização dos Empregados do Banrisul, Fábio Soares Alves, lembrou que o banco é patrimônio histórico da população gaúcha. Quase centenário, o Banrisul fará 98 anos de existência em setembro. “Cada um de nós tem a responsabilidade de passar essa mensagem: de defesa da nossa empresa, uma empresa pública pela qual temos carinho.” Também diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, que é membro do Comando Nacional dos Bancários, destacou a importância da mobilização dos bancários não só em relação às pautas do Banrisul, mas de toda a categoria, que busca a renovação da sua Convenção Coletiva de Trabalho até o final de agosto. “A nossa campanha nacional chega em um momento decisivo, porque depois de muito debate, chegou o momento dos bancos apresentarem as suas propostas, de responderem a nossa pauta de reivindicações. Precisamos manter os nossos direitos, mas queremos ir muito além, queremos aumento real, a valorização dos pisos, nós queremos que as nossas reivindicações sobre os temas da saúde sejam colocadas como prioridade”, afirmou. Depois do grande abraço que envolveu a quadra inteira dos prédios mais importantes do Banrisul, os participantes do ato puderam comer o tradicional salchipão, sempre presente nas manifestações dos bancários. A negociação pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho dos Banrisulenses segue nesta quarta-feira, com mesas sobre saúde e cláusulas econômicas. Veja imagens de Porto Alegre: Fonte: SindBancários de Porto Alegre e Região, com edição de Sintrafi Floripa

  • Banco Mercantil registra lucro recorde de R$ 548,4 milhões no semestre, mas fecha postos de trabalho

    Resultado representa crescimento de 13,5% em 12 meses e mantém sequência de 15 recordes trimestrais; COE cobra que desempenho do banco seja acompanhado de valorização dos trabalhadores O Banco Mercantil do Brasil (BMB) registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 548,4 milhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas no segundo trimestre, o resultado chegou a R$ 275,3 milhões, o maior lucro trimestral da história do banco e o 15º recorde consecutivo. O desempenho financeiro também foi acompanhado pelo crescimento dos ativos, que chegaram a R$ 38,9 bilhões, alta de 30,7% em 12 meses. O patrimônio líquido ultrapassou R$ 3,1 bilhões, crescimento de 48,8% no mesmo período. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu elevada, em 41,4%, apesar de uma redução de 4,6 pontos percentuais em 12 meses. Para o coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Banco Mercantil do Brasil, Vanderci Antônio da Silva, os números demonstram a força do banco, mas também reforçam a necessidade de que os trabalhadores sejam reconhecidos pelos resultados alcançados. “O Mercantil vem apresentando resultados recordes consecutivos, com crescimento expressivo dos ativos, da carteira de crédito e das receitas. Esse desempenho não acontece sozinho. Existe o trabalho diário de milhares de funcionários por trás desses números. É fundamental que o banco reconheça essa contribuição, com valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito aos direitos dos trabalhadores.” Crédito cresce, mas provisões disparam A carteira de crédito do banco chegou a aproximadamente R$ 25 bilhões, representando 64,2% dos ativos. O crescimento foi de 29,6% em 12 meses, com destaque para o crédito consignado, que avançou 47%, e para o crédito pessoal, com alta de 17%. No consignado, 78% das operações foram originadas por canais digitais. A inadimplência para operações com atraso superior a 90 dias ficou em 3,1%, aumento de 0,8 ponto percentual em 12 meses. Um dos pontos que chama atenção nas demonstrações financeiras é o forte crescimento das despesas com provisões para perdas esperadas de ativos financeiros. O valor chegou a R$ 782,9 milhões no final de junho, alta de 227,4% em 12 meses. Para a representação dos trabalhadores, o aumento das provisões merece acompanhamento, especialmente diante do crescimento bem mais moderado da inadimplência. “É importante acompanhar de perto esse movimento. O banco apresenta crescimento expressivo e resultados recordes, mas também registra uma elevação muito forte nas provisões. Precisamos entender os impactos dessa estratégia e garantir transparência nas decisões que possam afetar os trabalhadores, principalmente em relação a reestruturações, metas e condições de trabalho”, destaca Vanderci. Receitas de serviços superam despesas com pessoal Outro dado que evidencia a capacidade de geração de receitas do banco é o desempenho das receitas de prestação de serviços, que alcançaram R$ 735 milhões no semestre, crescimento de 79,5% em 12 meses. As despesas de pessoal, incluindo a PLR, somaram R$ 460,3 milhões, alta de 17,8% na comparação anual. Com isso, as receitas de prestação de serviços foram suficientes para cobrir 159,7% das despesas de pessoal no período. “Os próprios números mostram que os trabalhadores têm participação fundamental na geração de receitas do banco. A receita de serviços cresceu muito acima das despesas de pessoal. Por isso, é justo que esse crescimento também se traduza em valorização, reconhecimento e investimentos nas pessoas que fazem o banco funcionar todos os dias”, afirma o coordenador da COE. Banco cresce, mas fecha postos no trimestre O Mercantil encerrou o primeiro semestre com 3.931 funcionários e estagiários. Em 12 meses, foram criados 331 postos de trabalho. No entanto, somente no segundo trimestre, houve o fechamento de 30 postos. No mesmo período, o banco ampliou sua estrutura de atendimento. Foram abertas 31 novas unidades em 12 meses, chegando a 352 pontos de atendimento ao final de junho. A base de clientes também apresentou forte expansão, passando a 9,06 milhões, crescimento de 1,05 milhão de clientes em um ano. Para Vanderci, os dados reforçam a necessidade de discutir a relação entre a expansão dos negócios e a estrutura de pessoal. “O banco ampliou a base de clientes, abriu pontos de atendimento e aumentou significativamente seus ativos e sua carteira de crédito. Ao mesmo tempo, fechou postos de trabalho no último trimestre. É preciso que a expansão dos negócios seja acompanhada de uma política de emprego que garanta trabalhadores em número suficiente para atender à demanda, evitando sobrecarga, adoecimento e precarização das condições de trabalho.” O coordenador da COE ressalta ainda que a sequência de resultados recordes precisa ser acompanhada de diálogo permanente com os trabalhadores. “O Mercantil tem demonstrado que é capaz de crescer e gerar resultados expressivos. O que cobramos é que esse crescimento seja sustentável também para quem trabalha no banco. Resultado recorde precisa significar também emprego, valorização e melhores condições de trabalho. Os trabalhadores não podem ficar apenas com a cobrança por metas enquanto os resultados positivos ficam restritos aos balanços.” Fonte: Contraf-CUT

  • O direito a respostas dos funcionários do Banco do Brasil

    O direito de resposta é um mecanismo jurídico consagrado pela Constituição Federal de 1988, destinado a equilibrar a liberdade de expressão com a proteção da honra, da intimidade, da vida privada e da imagem, assegurando a quem se sentir ofendido por uma publicação a possibilidade de se manifestar nos mesmos meios de comunicação e em condições equivalentes. Em 22 de julho de 2026, quase dois meses após a publicação do informativo Espelho DF, intitulado “Conselhos ignorados, erros repetidos”, o Banco do Brasil encaminhou notificação extrajudicial ao Sindicato dos Bancários de Brasília exigindo a divulgação integral de um texto elaborado pela própria instituição, acusando a entidade sindical de promover uma campanha de desqualificação pessoal contra a presidenta do Banco do Brasil. Embora não reconhecendo a existência do direito de resposta nos termos pretendidos e a procedência das acusações formuladas, o Sindicato decidiu, voluntariamente, divulgar a manifestação encaminhada pelo Banco do Brasil. Louvemos, portanto, a Constituição que assegura a liberdade de expressão e permite que divergências, críticas e diferentes visões de mundo possam se confrontar democraticamente no campo das ideias. Até aí, tudo certo — como dois e dois são cinco, diria Caetano Veloso. O problema começa quando a crítica à gestão é interpretada como um ataque pessoal e, com isso, deixa-se de discutir aquilo que efetivamente está em debate. Em sua manifestação, a presidenta do Banco do Brasil afirma que, com o tempo e a experiência, aprendeu que liderar é, muitas vezes, “suportar”, reconhecendo, no entanto, como legítimas as preocupações dos trabalhadores com as condições de trabalho, o futuro das agências, a tecnologia e as carreiras, afirmando que essas questões merecem ser tratadas com respeito. Cara presidenta, é justamente aí que reside o ponto central da crítica sindical. O que a publicação denuncia é o quanto tem sido insuportável para muitos colegas a sucessão de reestruturações promovidas pelas diferentes administrações do Banco do Brasil, os descomissionamentos considerados injustos pelos trabalhadores, o estabelecimento e a cobrança abusiva de metas, a intensificação do trabalho e o aumento da carga horária em muitas unidades. Não se trata, portanto, de uma questão pessoal, mas de uma crítica ao modelo de gestão e às consequências concretas que ele produz. Entre essas consequências está o crescimento do adoecimento mental dos trabalhadores, fenômeno que não pode ser ignorado quando se discute as relações de trabalho no Banco do Brasil. Na manifestação encaminhada pela instituição e publicada pelo Sindicato, a Presidenta também destaca que “precisamos ser um banco cada vez mais digital sem abandonar quem ainda precisa do atendimento presencial”. A afirmação, em princípio, dialoga com uma preocupação igualmente presente na crítica sindical: a digitalização não pode significar abandono do atendimento presencial nem redução indiscriminada da estrutura necessária para atender a população. É justamente essa contradição que precisa ser enfrentada. Enquanto o Banco afirma que pretende ampliar a digitalização sem abandonar aqueles que dependem do atendimento presencial, a realidade percebida pelos trabalhadores é marcada pela redução progressiva da estrutura física e do número de empregados nas unidades. Desde 2015, segundo dados do Banco Central, o Banco do Brasil fechou cerca de 1.557 agências físicas em todo o país, como parte de um processo gradual de reestruturação e digitalização dos serviços financeiros. Ao mesmo tempo, a base de clientes continua crescendo. Em março de 2026, o Banco do Brasil alcançou aproximadamente 83 milhões de clientes, cerca de 1 milhão a mais do que no período anterior. Ainda assim, a estrutura de pessoal segue sendo reduzida. Ao final do primeiro trimestre de 2026, o Banco contava com 84.619 funcionários, registrando 1.498 postos de trabalho a menos em 12 meses e uma redução de 587 empregos somente neste ano. A equação, portanto, merece ser discutida: mais clientes, menos trabalhadores, maior intensidade do trabalho e maior pressão por resultados. Não é uma questão de opinião deste ou daquele dirigente sindical. É uma realidade que precisa ser analisada. Levantamento publicado pela Contraf-CUT revelou que a categoria bancária está entre aquelas que apresentam elevado número de afastamentos relacionados a doenças mentais decorrentes do ambiente de trabalho. Dados da Previdência Social, compilados pela plataforma SmartLab, mostram que gerentes de banco ocupam o segundo lugar e, escriturários de banco, o terceiro no ranking de profissionais com mais pedidos de afastamento por transtornos mentais reconhecidos como doença ocupacional (B91), entre 2012 e 2024. Diante desses dados, a crítica às condições de trabalho e ao modelo de gestão não pode ser reduzida a uma questão de opinião, ou, menos ainda, interpretada como uma tentativa de desqualificação pessoal de quem ocupa a presidência do Banco. Uma organização democrática precisa ser capaz de distinguir pessoas de processos, responsabilidades institucionais de características individuais e críticas às decisões administrativas de eventuais ataques à honra pessoal. É justamente nesse ponto que a reflexão de José Saramago, em Ensaio sobre a Cegueira, pode nos ajudar. A chamada “cegueira branca” funciona como uma poderosa alegoria da incapacidade de perceber a realidade para além das aparências. Os personagens da obra, diante do colapso que se instala, passam progressivamente a naturalizar situações que deveriam provocar indignação, reflexão e reação. Nas organizações, algo semelhante pode ocorrer quando determinadas práticas passam a ser consideradas normais simplesmente porque se repetem ao longo do tempo, ou porque se entende, geram maior resultado. Naturalizam-se as reestruturações. Naturalizam-se as metas excessivas. Naturalizam-se os descomissionamentos. Naturaliza-se a sobrecarga de trabalho. Naturaliza-se o adoecimento. E, quando essas práticas passam a fazer parte da rotina, corre-se o risco de deixar de enxergar seus efeitos sobre as pessoas. Essa “cegueira” pode ser alimentada pelo medo de promover mudanças reais, pela acomodação institucional ou pela defesa de interesses que, embora possam ser legítimos, não podem servir como escudo contra a crítica. O problema se agrava quando argumentos fundamentados em fatos e evidências são substituídos por interpretações sobre as supostas intenções daqueles que criticam. Nesse momento, o debate deixa de se concentrar nos problemas concretos e passa a discutir quem fez a crítica e por que a fez. Em vez de perguntar “a crítica procede?”, passa-se a perguntar “por que estão criticando?”. Em vez de analisar os fatos, procuram-se intenções. Em vez de enfrentar os problemas, questiona-se quem os denuncia. Para evitar essa distorção, é necessário que as partes sejam capazes de distinguir pessoas de processos e analisar as críticas a partir de fatos, evidências e consequências concretas. A principal lição de Saramago talvez esteja justamente aí: o maior risco não é apenas deixar de ver, mas deixar de perceber criticamente aquilo que está diante dos nossos olhos e que, pela força do hábito, passou a ser aceito como natural. Ao evidenciar a preocupação dos funcionários com o futuro do Banco do Brasil, de suas agências, de seus empregos e de suas carreiras, o Sindicato não está fazendo um julgamento sobre a pessoa da presidenta do Banco, mas sobre a gestão do maior banco público do país. Está fazendo aquilo que se espera de uma entidade de representação dos trabalhadores: questionar decisões, apontar contradições, apresentar evidências e cobrar respostas. Por isso, é importante, nesse momento, inverter a lógica do debate.Se a Presidenta afirma que liderar é, muitas vezes, “suportar”, os funcionários também esperam que liderar signifique suportar a crítica, ouvir o contraditório e transformar a escuta em ação. Porque ouvir não pode ser apenas um exercício de comunicação. Ouvir precisa significar estar disposto a responder. E, sobretudo, estar disposto a mudar quando as evidências demonstrarem que é necessário mudar. Essa é, afinal, a pergunta que fazemos para a atual gestão do Banco do Brasil: a disposição de ouvir os trabalhadores produzirá respostas e mudanças concretas capazes de melhorar suas condições de trabalho e preservar o futuro do Banco público, ou a escuta será apenas um instrumento para legitimar decisões que já foram tomadas? Os funcionários do Banco do Brasil reivindicam, Presidenta, o direito de serem ouvidos, de questionar decisões que impactam suas vidas e de seus familiares, de discordar e, principalmente, de receber respostas as suas legítimas preocupações. Artigo escrito pelo Coordenador da Secretaria Geral da Fetrafi-SC, Marco Silvano. Imagem: Adaptação da capa do livro de José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira”

Inovação para avançar
na luta pelos direitos 
dos trabalhadores

bottom of page