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Empregados aprovaram novo ACT da Caixa

“Se levarmos em consideração a inflação alta e os constantes ataques do governo, podemos considerar este acordo bastante satisfatório para a categoria bancária”, avaliou o representante da Fetrafi-SC na CEE Caixa, Edson Heemann

O novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Caixa foi aprovado nesta quinta-feira (1º) por 62,76% dos votantes das assembleias realizadas em todo país pela plataforma de votação eletrônica disponibilizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Com a aprovação, a próxima fase é a assinatura do acordo, prevista para esta sexta-feira (2).


O novo ACT dos empregados prevê a manutenção de todos os direitos e traz avanços importantes, como o acordo de teletrabalho e a criação do Grupo de Trabalho de condições de trabalho (leia mais sobre o ACT da Caixa).


“Durante as negociações, sofremos muitas tentativas de ataques aos nossos direitos historicamente conquistados, mas conseguimos superar os desafios e fechamos um acordo sem nenhuma perda de direitos”, disse o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Clotário Cardoso, que lembrou ainda que a Caixa irá seguir a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sobre combate ao assédio moral e sexual. “Esse tema foi muito importante em toda a nossa campanha. Conquistamos avanços para toda a categoria bancária, o que nos enche de orgulho”, finalizou.


Para o representante da Fetrafi-SC na CEE Caixa, Edson Heemann, que participou das mesas de negociação, “enfrentamos um momento em que a legislação trabalhista não nos favorece. Se levarmos em consideração a inflação alta e os constantes ataques do governo, inclusive, dos banqueiros, de tentar retirar nossos direitos como nos impor o trabalho aos sábados, podemos considerar este acordo bastante satisfatório para a categoria bancária, principalmente se levarmos em conta que conseguimos, com muita luta e resistência, preservar os direitos dos bancários duramente conquistados ao longo dos anos.”


Fonte: Contraf-CUT, com edição da Fetrafi-SC