Bancos apresentam proposta muito distante das reivindicações dos bancários
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Na tarde desta terça-feira (25), os bancos retornaram à mesa de negociações e elevaram de 2,06% para 2,57% a proposta de reajuste apresentada aos bancários. Apesar do avanço, o índice continua muito distante das reivindicações da categoria e da realidade econômica do setor bancário.
Além de insuficiente, a proposta limita o reajuste a salários, VA, VR e auxílios para PCD, creche-babá e teletrabalho, sem avançar em pontos fundamentais da pauta dos trabalhadores, como a valorização da PLR.
A alegação de dificuldades por parte dos bancos também contrasta com os números do setor. Em 2025, o patrimônio líquido do sistema bancário alcançou R$ 1,2 trilhão, enquanto os bancos seguem reduzindo postos de trabalho e pressionando os trabalhadores por mais produtividade.
Ao mesmo tempo, a remuneração dos altos executivos cresce em ritmo muito superior à dos trabalhadores. A remuneração média anual dos altos executivos dos três maiores bancos privados chegará a R$ 12,5 milhões em 2026, valor cerca de **120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR.
A redução do emprego também revela a contradição. Nos últimos anos, o setor bancário eliminou dezenas de milhares de postos de trabalho, mesmo mantendo elevados níveis de lucratividade. Somente entre 2015 e 2025, foram fechados cerca de 88 mil postos de trabalho no setor.
E os resultados não seriam possíveis sem o trabalho dos bancários e bancárias. Em 2025, foram realizadas 7,2 bilhões de transações em agências bancárias físicas, uma média de aproximadamente 28,6 milhões de transações por dia útil, mostrando que, apesar da digitalização, o trabalho bancário presencial continua fundamental.
Segundo dados apresentados pelo Dieese, o lucro dos bancos por empregado chegou a cerca de R$ 438 mil, evidenciando a elevada produtividade e a capacidade de geração de riqueza dos trabalhadores.
Os números, portanto, deixam claro o contraste: enquanto os bancos acumulam patrimônio, lucros e remunerações milionárias para seus executivos, os trabalhadores continuam enfrentando pressão por metas, redução do emprego e uma proposta de reajuste muito abaixo das possibilidades do setor.
O Comando Nacional dos Bancários reiterou à Fenaban que a proposta apresentada está muito distante das reivindicações da categoria e da realidade econômica dos bancos.
Uma nova rodada de negociação acontece nesta quarta-feira (26), às 11h. A expectativa é que os bancos apresentem uma proposta capaz de reconhecer efetivamente o trabalho e a contribuição dos bancários e bancárias para os resultados do setor.
Fonte: Contraf-CUT





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