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Bolsonaro ataca trabalhadores do Banco do Brasil com medidas de reestruturação


No conjunto de ações, há redução de remuneração, mudanças no plano de carreiras e salários e diminuição da PLR



A direção do Banco do Brasil anunciou no início desta semana um processo de reestruturação do banco, sem qualquer negociação com as representações dos funcionários. A medida altamente arbitrária, característica do governo Bolsonaro, tem como objetivo maior precarizar a estrutura de pessoal da organização e atender os interesses de banqueiros do setor privado.


Arte: Thiago Akioka / SPBancários


No conjunto dos ataques promovidos, as mudanças atingem as remunerações mensais, por exemplo, com a redução dos valores de referência (VR) das gratificações pagas aos funcionários. Isso servirá para compensar o bônus de até quatro salários por ano para quem cumprir metas. Ou seja, retira salário dos trabalhadores para possibilitar um sistema de alcance de metas.


Tais mudanças no plano de carreiras e salários poderá, inclusive, levar à redução da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) paga aos funcionários. Atualmente, a PLR é paga com base no valor de referência (VR) da gratificação de função. Com a redução do VR, a PLR também será reduzida.


Na avaliação do secretário geral da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC), Jacir Zimmer, as mudanças que estão sendo impostas pela equipe econômica do governo Bolsonaro têm um fundo muito mais grave. São medidas que, aos poucos, vão destruindo o Banco do Brasil, um patrimônio dos brasileiros, diz ele.


“O governo Bolsonaro é governo entreguista, que veio para destruir o que é público, precarizar, privatizar e entregar nas mãos do capital estrangeiro. Este é o verdadeiro projeto de Bolsonaro e Guedes. Portanto, só com uma forte mobilização dos trabalhadores do banco, será possível barrar mais esse ataque. As entidades sindicais estão diuturnamente na luta, porém, a participação dos trabalhadores é fator fundamental para que tenhamos força de negociação”, avalia Jacir.


A direção da Fetrafi-SC está analisando as medidas anunciadas pela direção do Banco do Brasil, cuja equipe foi nomeada pelo presidente Jair Bolsonaro e está cumprindo o papel de destruir a estrutura do BB.

A orientação aos sindicatos filiados é para a realização de assembleias nas suas regiões, a fim de preparar as atividades previstas para o dia 12 de fevereiro.


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