Buscar

Saiba como está o processo de volta ao trabalho presencial por bancos



Como os bancos estão se organizando para que seus funcionários voltem ao trabalho presencial, a Fetrafi-SC fez um levantamento de como está a situação do retorno em cada banco. Confira:

Caixa Econômica Federal

A CEE comunicou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) que o prazo para a continuidade da modalidade de teletrabalho nas unidades do banco foi prorrogado até o final de 2021.


Até agora, o que ocorria é que a Caixa estava "aceitando" o requerimento dos empregados que "desejassem" voltar através de uma solicitação dirigida à empresa e com indicação médica obtida pelo empregado permitindo o retorno. Posteriormente, o pedido era avaliado pelos órgãos de Recursos Humanos que definiriam pela aceitação. “Por razões óbvias, o banco raramente recusava”, disse o membro da CEE da Caixa representando a Fetrafi/SC, Edson Heemann.


O prazo de vencimento dos trabalhos em home office da Caixa venceria nesta quinta-feira, dia 30.


Banco do Brasil


O Banco do Brasil emitiu comunicado no dia 15 de setembro informando que seus funcionários voltem ao trabalho presencial a partir de 20 de setembro. O BB tem em torno de 30 mil funcionários em teletrabalho. Destes, 13.000 são autodeclarados do grupo de risco e, portanto, não estão sujeitos ao retorno ao trabalho presencial, conforme estabelece o ACT Covid.

O grupo de risco somente retorna voluntariamente após avaliação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). O que se sabe é que poucos funcionários nesta situação estão conseguindo liberação para retornarem ao trabalho presencial. Os demais funcionários que não são do grupo de risco estão sendo convidados a voltar ao trabalho presencial.

Banrisul


O Banrisul, no início da pandemia, deu exemplo de construção coletiva atendendo às reivindicações dos representantes da categoria e adotando medidas restritivas e protocolos de segurança que ajudaram a preservar a vida e a saúde dos Banrisulenses. No entanto, agora, com a insistência no retorno dos colegas do grupo de risco, mostra que está dando uma guinada na direção oposta.


“Trata-se de um retrocesso, considerando que pouco mais de 40% da população recebeu as duas doses da vacina. Após a reunião realizada nesta terça-feira, 28, a impressão é de que a vida deixou de valer mais do que o resultado do banco. O Banrisul deveria continuar dando o exemplo, mas perde a chance na medida em que ignora recomendações e convoca grupos de risco para trabalho presencial”, criticou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Florianópolis e Região (Sintrafi) e representante do Comando dos Banrisulenses, Cleberson Pacheco Eichholz.


Os representantes do Comando dos Banrisulenses deixaram claro, na mesa de negociação, que não concordam com a posição da diretoria porque é inadmissível permitir que se ponha em risco grave a vida destes trabalhadores em situação mais vulnerável, sob a alegação de prejuízos de ordem meramente econômicos.


O retorno ao trabalho presencial está previsto para o dia 4 de outubro, mas ainda não está claro quem segue em home office. Uma nova reunião está agendada para esta quinta-feira, 30, às 15h.


Itaú


O Banco Itaú vem solicitando aos trabalhadores em home office o retorno ao trabalho. Em meados de setembro, o banco anunciou que aqueles que têm comorbidades teriam um retorno voluntário a partir de 20 de setembro e, em definitivo, dia 4 de outubro. Ou seja, os trabalhadores com comorbidades e que tomaram as duas doses da vacina devem se apresentar ao trabalho até o dia 4 de outubro. Aqueles que tomaram a segunda dose dentro deste período devem permanecer afastados mais 15 dias.


O banco não está disponibilizando exames de retorno para estes funcionários, medida que seria a correta a ser feita. Além disso, o banco informou à Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú que os trabalhadores que têm comorbidades e apresentarem atestados acima de 15 dias serão encaminhados à previdência social.


Bradesco


O Bradesco adotou o sistema de rodízio semanal no início da pandemia, com 50% de seus funcionários na agência e, os outros 50%, em home office. No entanto, a Comissão de Organização dos Empregados esteve reunida com o banco no dia 22 de setembro de forma virtual e foi informada de que o sistema mudará a partir do dia 04 de outubro, data em que o sistema de rodízio deixa de existir. Apenas os trabalhadores e trabalhadoras que possuem comorbidades e as gestantes continuarão em home office.


Na questão dos protocolos nos locais de trabalho, deverá haver o uso constante de máscaras e álcool, além do distanciamento social. Em caso de contaminação, a sanitização será intensificada, conforme informou o banco.


Santander


Até o momento, não houve convocação, por parte do banco, para o retorno ao trabalho presencial dos funcionários do grupo de risco que estão em regime de teletrabalho.


Fetrafi-SC avalia que o momento exige cautela


A Fetrafi-SC avalia que o momento de retorno presencial do grupo de risco ao trabalho não é seguro e deve ser negociado porque a pandemia ainda não está controlada. Além disso, a vacinação está longe de atingir os 70% da população vacinada com as doses completas, índice seguro segundo especialistas.

A Federação também lembra que os bancos se comprometeram que uma eventual volta seria negociada com o movimento sindical e somente seria feita no momento em que as condições fossem adequadas.

Para o coordenador de Saúde e Condições de Trabalho da Fetrafi-SC, Orlando Flávio, “o Brasil ainda apresenta um alto número de óbitos e segue com a imunização lenta e desigual, além de novas variantes surgindo, não sendo recomendado o retorno do grupo de risco.”

A direção da Fetrafi-SC continuará acompanhando a situação e buscando sempre a adoção de medidas de segurança e proteção dos bancários e a aplicação dos protocolos negociados e estabelecidos contra a Covid-19.