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Reunião da direção da Fetrafi define novas ações de luta da categoria bancária em Santa Catarina

A direção da Fetrafi-SC esteve reunida nesta quinta-feira, dia 21, na sede do Sintrafi, em Florianópolis. Em pauta questões como a atualização das informações acerca das negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2022 e a organização do ato que será realizado nesta sexta-feira, dia 22, na capital do Estado.

A primeira parte do encontro teve a presença do economista do Dieese, Maurício Mulinari, que apresentou aspectos do período eleitoral que se aproxima e quais serão os impactos das eleições na vida dos brasileiros, em particular para os trabalhadores do ramo financeiro. Para o economista, está em jogo uma grande disputa de narrativas, muitas vezes construídas a partir de fake news disseminadas por meio de diferentes redes sociais.


Na avaliação de Mulinari, é imprescindível ampliar o diálogo com a categoria bancária, alertando sobre os riscos que o cenário político aponta para os trabalhadores brasileiros de todos os setores.


Campanha Nacional 2022


Nesta sexta-feira, dia 22, a partir das 9h, bancários de todo o Estado irão realizar um ato em frente à catedral metropolitana, em Florianópolis. O objetivo é estabelecer um diálogo com a sociedade, na medida em que todos são afetados pelas decisões do governo e sua política econômica, e, principalmente, àquelas que dizem respeito às taxas de juros praticadas pelos bancos e à concessão de crédito.


Uma das pautas recorrentes da categoria bancária é a reivindicação por contratação de mais funcionários, o que resulta na ampliação e melhoria do atendimento aos clientes. Além disso, na atual conjuntura de crise e carestia enfrentada pelo povo brasileiro, é ainda mais urgente que os bancos cumpram seu papel social, financiando a geração de empregos e uma justa distribuição de renda.


Para o Coordenador da Fetrafi-SC, Marco Silvano, é nos momentos de crise que a sociedade percebe quem está comprometido com uma vida melhor para todos. “Não é possível que os bancos continuem a bater recordes de lucro, enquanto a população empobrece, pequenos e médios empresários fecham suas portas e milhares de brasileiros são jogados à margem, ampliando o desalento e a desesperança”, diz ele.