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Plenária estadual discute acordo de teletrabalho do banco Itaú-Unibanco

Na terça-feira, 8, a Fetrafi-SC organizou uma plenária virtual para debater as propostas apresentadas pelo banco Itaú-Unibanco sobre o ACT de Teletrabalho. Os bancários tiveram a oportunidade de conhecer a proposta de regulamentação do teletrabalho e esclarecer suas dúvidas nos pontos mais polêmicos.


Considerando a legislação vigente e a falta de garantias aos trabalhadores em regime de teletrabalho, há um reconhecimento de que a proposta satisfaz os interesses da categoria. No entanto, condicionar a aprovação do acordo a quitação semestral do ponto eletrônico poderá trazer prejuízos não só aqueles que estiverem em teletrabalho, mas a todos os funcionários da empresa.

O presidente do Sintrafi Floripa, Cleberson Pacheco Eichholz, destaca que "a proposta do Itaú sobre teletrabalho não contempla, na íntegra, nossa preocupação em relação à responsabilidade do empregador com a saúde do trabalhador, além da garantia da privacidade, segurança e bloqueios contra a extrapolação de jornada. No entanto, é muito superior ao que prevê a legislação aprovada pelo governo federal, que sequer garante o fornecimento de equipamentos e ajuda de custo aos trabalhadores".


Desta forma a avaliação dos dirigentes e funcionários do banco destaca que o grande problema está na proposta para a quitação integral das horas extras, pois a anotação da jornada dos funcionários nem sempre reflete a real jornada e as horas extras realizadas. A imposição de quitação integral beneficia o banco e dificulta futuras discussões ou questionamentos do bancário sobre horas extras não registradas.

Os sindicatos recebem denúncias sobre práticas que visam burlar o registro de ponto a todo momento. Várias discussões sobre o assunto tramitam na Justiça do Trabalho, o que faz com que os dirigentes dos sindicatos filiados à Fetrafi-SC defendam uma posição de total contrariedade à assinatura desse acordo para que os direitos dos trabalhadores não sejam prejudicados.

Com a quitação integral, a proposta exime o banco da sua responsabilidade em relação à jornada e ao devido pagamento das horas extras realizadas pelos funcionários. E é claro que os trabalhadores têm medo de recusar a quitação enquanto o contrato de trabalho está em vigor, já que essa recusa pode gerar perseguição interna.


Como o Itaú propôs que todos os acordos sejam assinados conjuntamente, diante dos motivos apresentados, é inviável aceitar a proposta. Cumprindo seu papel de defender as bancárias e os bancários do estado, a Federação irá buscar retomar o diálogo com o banco para encontrar uma solução para o impasse.


Considerando essas questões, a garantia do Banco em continuar negociando com os sindicatos permite, com a experiência real, conquistarmos avanços no futuro.


Ao final das discussões a Fetrafi-SC assumiu o compromisso de buscar negociar em conjunto com os vários outros sindicatos pelo País que também não orientaram a aprovação, em virtude da polêmica quitação do ponto eletrônico.


Com informações Sintrafi – Bancários e Financiários de Florianópolis e Região

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