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Lei que libera empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil é sancionada por Bolsonaro

“Governo federal se aproveita do empobrecimento da população para beneficiar os bancos”, afirma o dirigente Marco Silvano

O presidente Bolsonaro sancionou uma lei que permite a contratação de empréstimo consignado por beneficiários de programas de transferência de renda, como o Auxílio Brasil e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida está sendo bastante criticada por especialistas porque pode incentivar um maior endividamento justamente da população mais carente do país, que já está vivendo em situação de miséria.


Caso os beneficiários desses auxílios adquiram o empréstimo das instituições financeiras, terão que pagar quase 80% de juros ao ano, ou seja, mais do que o triplo do que pagam hoje os aposentados, cuja média fica entre 16% e 28%, dependendo da financeira. É um verdadeiro descaso com o povo mais necessitado desse país.


Tal atitude do governo comprova que não há preocupação alguma em auxiliar verdadeiramente a população, mas agradar ainda mais o mercado financeiro. Para o secretário geral da Fetrafi-SC, Marco Silvano, a medida é apenas mais uma das maldades que este governo comete com o povo brasileiro. “Mais uma vez, o governo federal se aproveita do empobrecimento da população, resultado da péssima política econômica, para beneficiar os bancos. Além do valor do auxílio não atender as necessidades dos mais pobres, os absurdos juros que serão cobrados vão endividar ainda mais as famílias brasileiras".


Em uma análise feita pelo técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Junior, ele explica que “quem pegar R$ 1.000,00 de empréstimo ao longo de 12 meses vai pagar R$ 1.700,00 se a taxa de juros ficar em torno de 70% ao ano, e esses R$ 700,00 de juros irão para o sistema financeiro, demonstrando que esse governo não compreende para que serve um auxílio.”


A Fetrafi-SC alerta para que os cidadãos fiquem atentos na hora de decidir pelo empréstimo porque o que está por trás da medida de Bolsonaro não é, de fato, um auxílio, mas uma forma de prejudicar ainda mais a vida da população mais pobre desse país. E quem se beneficia com essa lei são apenas os grandes acumuladores de capital, que querem encher os seus bolsos sempre mais às custas do empobrecimento ainda maior da população.


Fetrafi-SC, com informações da CUT