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Fetrafi-SC promove debate sobre impactos da pandemia na saúde da categoria

Atualizado: 15 de fev.

“Precisamos criar o hábito de emitir CAT aos bancos para registrar o que vem acontecendo”, afirmou o Secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles



A Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC), através do Coletivo Estadual de Saúde do Trabalhador, realizou debate sobre os impactos da pandemia na saúde da categoria na manhã desta quarta-feira, 9. Para aprofundar o tema, o evento contou com a participação do Secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles.


Na pauta, estavam a Portaria n°14, os avanços do ano passado, as expectativas para este ano, a pesquisa sobre a Síndrome de Burnout e última reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).


A Portaria n°14 trata das medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do Coronavírus em ambientes de trabalho. O Secretário de Saúde da Fetrafi-SC, Orlando Flávio Linhares, explicou que antigamente o afastamento de quem contraísse o vírus da Covid-19 era de 14 dias. Com a portaria, este tempo foi reduzido. “Ao invés de beneficiar os trabalhadores, a portaria prejudicou ainda mais porque diminuiu o tempo de afastamento, aumentando os riscos de contaminação e dificultando a recuperação dos infectados.”


O Secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, trouxe reflexões sobre os avanços do ano passado e as expectativas para este ano. “Com a experiência que tivemos ao longo da pandemia do ano passado, percebemos que alguns gestores dos bancos parecem negacionistas, muito pressionados pela exigência de resultados com as metas abusivas. Diante disso, precisamos manter nossa atuação de cobrar cumprimento dos protocolos e portarias. E criar o hábito de registrar a situação, especialmente emitindo Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) ao sermos informados de casos de colegas que tenham contraído a Covid-19.”


Salles ainda foi além afirmando que “fiscalizar os protocolos de segurança sanitária das agências e fechar os locais de trabalho são importantes, já que, em muitas situações, os bancos não estão cumprindo os protocolos para evitar o contágio dos bancários. Portanto, que se responsabilizem com as consequências dos infectados, até porque sabemos que a Covid pode deixar sequelas, inclusive, algumas delas, desconhecidas pela Ciência até o momento.


O secretário geral da Fetrafi-SC, Marco Aurélio Silvano, destacou algumas percepções que teve durante a reunião do Comando Nacional e da Fenaban, ocorrida nesta terça-feira, 8. “Do ponto de vista da Federação dos Bancos, há uma evidente mudança de discurso em relação à Covid-19. Eles estão tentando transformar a Covid numa espécie de gripe crônica nos últimos tempos. Isso não é à toa, até porque quanto mais a gente se aproxima da renovação das convenções coletivas, percebemos de que lado eles estão. É clara a intenção dos bancos de naturalizar a pandemia. No entanto, sabemos que isso é um absurdo porque até as autoridades de saúde já comprovaram a particularidade dessa pandemia, com alto grau de transmissibilidade e letalidade, e assim deve ser tratada.”


Sobre a pesquisa relacionada à Síndrome de Burnout, Salles enfatizou a recente classificação feita pela Organização Mundial da Saúde de que se trata de uma doença decorrente do trabalho. Para estudar essa síndrome, a Contraf-CUT está apoiando a pesquisa da Universidade Católica de Petrópolis, que investigará a relação entre conflitos de valores pessoais e éticos e alterações de identidade na Síndrome de Burnout em bancários e bancárias.


A Fetrafi-SC pede a colaboração de todos os bancários e bancárias para que respondam o questionário. É rápido, de fácil preenchimento e não é necessário se identificar. Para participar da pesquisa, clique AQUI.