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Fetrafi-SC participa de mais um Dia Nacional de Luta dos funcionários do Bradesco

Protestos cobram fim das demissões e das cobranças abusivas, mais contratações, segurança e respeito aos funcionários e clientes.





A manhã desta quinta-feira, 16, foi de luta para a categoria bancária. Os sindicatos da base da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) participaram de mais um Dia Nacional de Luta contra as demissões e as metas abusivas do Bradesco, além de exigirem mais respeito aos funcionários.


Os protestos não aconteceram apenas em Santa Catarina, mas em todo o país. Os trabalhadores se mobilizaram porque o Bradesco fechou mais de mil agências nos últimos doze meses; desrespeita seus funcionários no ambiente de trabalho com pressão emocional e financeira por resultados; demitiu 8.547 trabalhadores no primeiro trimestre de 2021; não garante segurança aos seus funcionários, que trabalham com grande quantidade de dinheiro sem ao menos ter um vigilante e porta detectora de metais. Esses são apenas alguns motivos da manifestação da categoria, que não aguenta mais tanto desrespeito por parte do banco.


Em Santa Catarina, os sindicatos de Florianópolis e de Criciúma, juntamente com Araranguá, fizeram mobilizações com diversas atividades lúdicas explorando o bom-humor como forma de chamar atenção da sociedade para os problemas que os trabalhadores enfrentam diariamente no Bradesco. O ato de Criciúma e Araranguá aconteceu em Urussanga.


O diretor da Fetrafi-SC e do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (Sintrafi), Carlos W. de Souza (Gijo), que participou do ato na agência do Bradesco da Palhoça, contou que o Sintrafi já vem cobrando da direção do banco há mais de 5 anos uma agência maior para atender seus clientes e usuários. “Essa agência do Bradesco da Palhoça deveria ser ampliada, mas o banco nada faz. Além do pouco espaço, sempre faltam trabalhadores neste local, o que gera filas de espera de até duas horas para que os clientes sejam atendidos. Isso é inadmissível. Exigimos uma agência maior, assim como mais funcionários para atender seus clientes e usuários.”


Já o diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Criciúma e Região, e funcionário do Bradesco, Magno Branco Pacheco, lamenta a atitude do banco que, que mesmo gerando um lucro de R$ 19,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano, busca reduzir despesas justamente nas medidas de segurança bancária. “Estamos aqui hoje denunciando esta irresponsabilidade. Já acionamos o Procon e estamos analisando outras medidas a serem tomadas.”


A Fetrafi-SC seguirá atenta aos problemas relatados pela categoria e tomará medidas necessárias, junto aos sindicatos, para tentar resolvê-los. Além disso, diante de tantos relatos de desrespeito aos trabalhadores, a entidade orienta que os colegas busquem os seus sindicatos, caso tenham alguma denúncia a fazer.


Manifestações nas redes


Além das manifestações realizadas nas imediações das agências e unidades administrativas do banco, trabalhadores e suas entidades de representação sindical também se manifestaram nas redes sociais com a hashtag #QueVergonhaBradesco.


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