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Fetrafi-SC participa das manifestações contra a Reforma Administrativa

Dirigentes da Fetrafi-SC e dos sindicatos filiados à Federação participaram nesta quarta-feira, 18, da greve nacional dos servidores públicos municipais, estaduais e federais. A paralisação, que ocorreu em todo o país, foi contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da Reforma Administrativa, que vem sendo imposta pela agenda econômica do presidente Jair Bolsonaro sem diálogo com o funcionalismo.


Os manifestantes foram às ruas como forma de pressionar os parlamentares a votar contra a PEC 32, que ainda tramita na Câmara dos Deputados, mas pode ser votada até o final deste mês na comissão especial que discute o tema. Caso seja aprovada, o funcionalismo público será afetado diretamente, o que acabará gerando uma maior precarização dos serviços prestados à população, principalmente aos mais vulneráveis, que mais dependem dos serviços públicos.


O representante de Santa Catarina no Comando Nacional dos Bancários e dirigente do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, Marco Silvano, critica o governo federal ao dizer que “agora, eles pretendem impedir o acesso à saúde e à educação públicas, como se já não bastasse a irresponsabilidade que vem cometendo com a vida da população.”


Silvano alertou para o fato de que, se aprovada, a Reforma Administrativa irá agravar ainda mais a situação calamitosa em que vive o país. “A atitude do governo é tão criminosa quanto às negociatas para aquisição das vacinas, o desemprego e o desamparo pelo qual passa a maioria do povo brasileiro. É preciso reagir, indo às ruas para dar um basta a esse desgoverno”, desabafa.



A Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina reforça sua posição contrária à Reforma Administrativa e continuará acompanhando a tramitação da PEC 32. Além disso, manifesta seu total apoio à categoria dos servidores públicos por acreditar que, somente com a mobilização e luta dos trabalhadores, os ataques aos servidores e aos serviços públicos serão interrompidos.


Como se não bastassem as dificuldades pelas quais os brasileiros estão passando por conta da pandemia e os serviços públicos já serem precários, a proposta do governo federal ainda busca um Estado mínimo. A população não pode ficar ainda mais desassistida.


As entidades sindicais, os movimentos sociais e a sociedade não podem ficar inertes diante destes retrocessos.


É preciso reagir!