Buscar

Fetrafi-SC alerta para que todos mantenham os protocolos de segurança

A alta de casos de Covid em alguns países comprova que a pandemia não acabou. Veja o que determina o protocolo correto da Covid-19 para os bancos.

Alguns países da Europa e da Ásia estão com aumento de casos de contaminação da Covid-19. Este é mais um alerta de que a pandemia não acabou. Entre os motivos, estão o cansaço das pessoas em usar a máscara e manter o distanciamento social, mas também interesses por parte dos governantes em fazer com que a população acredite que o pior já passou por conta da crise econômica que atinge o mundo todo. O aumento nos casos pelo qual passam esses países é motivo de preocupação, sim, e comprova a necessidade de seguir com todos os protocolos de segurança.


Como no início da pandemia, os brasileiros tiveram a chance de se preparar antes e, agora, não é diferente. Temos ainda quase 30% da população sem o ciclo vacinal completo e não há descartar o surgimento de novas variantes. Portanto, para a Fetrafi-SC, é preciso seguir imunizando o máximo de pessoas possível e manter as medidas de segurança nos bancos.


Segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), baseadas no boletim do Observatório Covid-19, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o relaxamento de medidas protetivas contra a Covid-19, como o uso de máscaras em locais fechados de forma irrestrita, é prematuro. Os pesquisadores afirmam que as próximas semanas serão fundamentais para entender a dinâmica de transmissão da doença e que ainda não é possível avaliar o efeito das festas e viagens no período do carnaval. Por isso, eles sugerem que o uso de máscaras deve ser mantido por duas a dez semanas após a meta de cobertura vacinal ser atingida, entre 70% e 90%. Com o surgimento da variante Ômicron e sua maior capacidade de escape dos anticorpos, o boletim afirma que as máscaras ficaram ainda mais importantes.


Para a representação dos trabalhadores, que vem negociando com os bancos desde o início da pandemia medidas que reduzam os riscos e preservem a vida dos trabalhadores, é necessário manter o rigor nos cuidados com a saúde e seguir os protocolos recomendados. Essa também é a posição dos especialistas da Fiocruz, conforme o último Boletim divulgado pela instituição, que analisa o cenário após o carnaval, festas e aglomerações.


Conforme o secretário geral da Fetrafi-SC e diretor da Contraf-CUT, Marco Aurélio Silvano, “tudo segue como antes em relação aos protocolos de segurança nos bancos. Nada foi alterado. Nosso embasamento sempre foi fundamentado na ciência através de pesquisadores e especialistas. E a prova de que devemos seguir nos cuidando é o que está acontecendo em países europeus e asiáticos. O que os governantes estão tentando fazer é dar um ar de normalidade para transformar a pandemia em endemia numa tentativa irresponsável e precipitada que tem apenas o intuito de retomar a economia, colocando em risco a vida dos brasileiros. Não é hora de flexibilizar as medidas de segurança ainda”, alertou o dirigente.


Veja o que determina o protocolo correto da Covid-19, que ficou estabelecido entre a Fenaban e o movimento sindical:


- os bancos devem divulgar as orientações e protocolos com indicação das medidas para prevenção e controle da pandemia


- em caso de contágio ou suspeita de contaminação, o banco deve afastar essa pessoa imediatamente, inclusive os que tiveram contato com ela. O local deve ser fechado para sanitização, que deverá ser feita com produtos indicados e com pessoas treinadas para isso.


- pessoas com testes positivos para Covid-19 devem ficar 10 dias em casa a partir do primeiro sintoma, podendo sair depois deste período se totalmente assintomático.


- quem teve contato com pessoa contaminada deve ficar em casa, esperar 5 dias a partir do último contato, testar e, se negativo, continuar em casa até o 7º dia, podendo sair após este período, utilizando máscara. Caso teste positivo, deve seguir em casa por 10 dias, podendo sair após este período, desde que assintomático.