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Fetrafi-SC alerta para o aumento do número de casos da Covid-19

O Brasil volta a enfrentar um aumento não só no número de ocorrência da doença, como também na taxa de mortes

O governo federal sempre tratou a pandemia com descaso, para dizer o mínimo. Como consequência disso, a população continua sofrendo com o avanço das variantes e sub variantes da Covid-19. Nas últimas semanas, o Brasil voltou a enfrentar um aumento não só no número de ocorrência da doença, como também na taxa de mortes.


Diante disso, a Fetrafi-SC alerta para o atual cenário da Covid-19 e orienta que as medidas preventivas voltem a ser reforçadas. Para o diretor de saúde da Federação, Orlando Flávio Linhares, “é urgente que voltemos a usar máscara como forma de reforçar as medidas preventivas em locais fechados e de muita aglomeração. Quem estiver sentindo algum sintoma, deve fazer o teste e, caso o resultado seja positivo, recomenda isolamento de sete dias após o início dos sintomas ou data do teste.”


A Doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Margareth Dalcolmo, que também é pesquisadora sênior da Fiocruz e foi eleita presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia de 2022 a 2024, explica os motivos pelos quais as vacinas já tomadas não protegem para essa nova cepa da Covid. “O Norte do Brasil mostrou de maneira tristemente pedagógica que aquela conversa de imunidade de rebanho, como nós contestamos tantas vezes, estava errada porque não é doença que confere imunidade de rebanho. O que confere imunidade de rebanho é a vacina. Esse termo se aplica à vacina e não à doença.”


Além disso, Dalcomo afirma que haver novas variantes não surpreende. “O que nos preocupa e isso tem sido monitorado pela Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância Genômica de Covid-19 no mundo todo e, inclusive, no Brasil, é que podem surgir, sim, variantes e subvariantes como é a cepa BQ.1, que é essa que hoje já circula entre nós, que tem uma alta taxa de transmissão e que tem um escape vacinal.”


Dalcomo assegura que a cepa BQ.1 tem escape mesmo para quem tomou as quatro doses (duas doses e dois reforços) da vacina e alerta para a necessidade da população tomar a vacina correta. “Neste momento, precisaríamos estar sendo vacinados com as vacinas de segunda geração, as chamadas vacinas ambivalentes ou bivalentes, que são aquelas feitas com a proteína spike na cepa Ômicron. É esta que dá margem a todas essas variantes.”


No entanto, lamentavelmente, esta vacina está submetida a um pedido de aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde setembro. “Não sabemos porque isso não foi aprovado, assim como não sabemos quanto foi pedido para ser comprado. Acho que não foi pedido nada até agora, mas nós precisaríamos estar sendo vacinados com essa vacina: vacina de segunda geração ambivalente, que já está sendo aplicada nos países europeus, nos EUA. Esta vacina é a que nós merecíamos estar tomando agora.”


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