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Fetrafi-SC alerta para consequências da criação do “Cassi Essencial”

Trabalhador que aderir ao novo produto não contará com o patrocínio do banco e com as contribuições patronais




A Fetrafi-SC alerta para as consequências da implantação do “Cassi Essencial”, o novo plano de saúde criado pelos diretores da Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil: enfraquecimento da Cassi, redução do número de credenciados, falta de transparência e mais atenção aos interesses do banco do que aos interesses dos funcionários do BB.


De acordo com avaliação feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), que acompanha o tema, o Cassi Essencial” foi criado com a justificativa de atrair os participantes que cancelaram o Plano Cassi Família por almejarem um plano com valor mais acessível. No entanto, ao avaliar o novo produto, é notório que foi criado não apenas para atrair ex-funcionários e parentes por consanguinidade e afinidade dos funcionários do Banco do Brasil. Os funcionários do BB, aposentados e pensionistas e funcionários oriundos dos bancos incorporados também poderão aderir ao novo plano.


A Fetrafi-SC, assim como sindicatos e entidades que representam os funcionários do BB, denuncia que, por se tratar de um plano de mercado, o trabalhador que aderir ao Cassi Essencial não contará com o patrocínio do banco e com as contribuições patronais. Quanto mais funcionários migrarem para o novo produto, maior é o risco de queda do número de participantes nos planos Cassi Associados e Cassi Família, o que pode gerar em enfraquecimento da Cassi.


Para o dirigente da Fetrafi-SC e representante da federação na Comissão de Empresa do BB, Luiz Toniolo, o plano Cassi Essencial somente é interessante para quem está sem plano de saúde. “Não tem nenhum sentido que um funcionário, mesmo de banco incorporado, faça a adesão ao novo plano. No caso dos funcionários incorporados do antigo Besc, a tabela do plano SIM é menor que a do Essencial e não tem franquia”, concluiu Toniolo.


Ainda conforme a Contraf-CUT, a administração do BB e da Cassi estão tratando os funcionários egressos da Nossa Caixa com insensibilidade e desconsideração. Ao oferecer um plano de mercado como o Cassi Essencial, o princípio de solidariedade e isonomia que pautam todos os colegas do BB está sendo violado. Afinal de contas, o banco foi construído por todos os funcionários egressos durante anos, assim como seguirá sendo com os novos funcionários.




Com informações da Assessoria de Imprensa da Contraf-CUT