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Empregados da CAIXA defendem o Brasil, o patrimônio público, a vida e os direito dos brasileiros

Os empregados da Caixa Econômica Federal paralisaram as atividades na terça-feira (27) em protesto contra os ataques ao banco e aos direitos históricos dos trabalhadores. Mais do que isso, os empregados da Caixa fazem um alerta à população, que também sairá perdendo, e muito, nesse jogo.


Nesta quinta-feira (29) será aberto o capital da Caixa Seguridade, uma das subsidiárias do banco. Ou seja, poderá ser comprada por agentes do mercado financeiro, por investidores, deixando de ser totalmente pública. Nessa linha, também estão na mira os setores de cartões, loterias e o FGTS.


É desta forma que está sendo conduzido o processo de privatização da Caixa, capitaneado por Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes. A venda será “aos poucos”, “por partes”, mas, no final, pouco restará.


A Caixa, instituição financeira que em janeiro deste ano completou 160 anos de fundação, desempenha um papel social tão relevante para o País, que será uma verdadeira tragédia para o Brasil privatizar um banco público desta envergadura.


São centenas de serviços prestados, desde financiamentos habitacionais, pagamento de FGTS, benefícios sociais, seguro-desemprego, abono salarial, PIS, concessão de crédito comercial e rural, financiamento para estudantes do ensino superior (Fies), e por aí vai.


Contudo, este governo não demonstra estar preocupado com a população. Menos ainda com os empregados da Caixa. Para o ministro Paulo Guedes, os brasileiros estão querendo viver demais. "Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130”, disse Guedes em reunião do Conselho de Saúde Complementar na quarta-feira (28), reclamando que a expectativa de vida no Brasil vem aumentando a cada ano.


Bolsonaro e sua equipe querem a morte e não a vida. Além das próprias declarações dadas em diversas oportunidades, prova disso também são todas as barreiras colocadas para dificultar a vacinação dos brasileiros contra o coronavírus neste grave momento de pandemia.


Mas afinal, pelo que lutam os empregados da Caixa nesse momento?


Contra o processo de privatização

A privatização de empresas públicas sem aprovação do Congresso é inconstitucional. Além disso, como o governo sabe que a população é contra a privatização da Caixa, optou por vender o banco aos poucos. A Caixa está sendo dividida em subsidiárias e cada uma delas será vendida até não sobrar mais nada. O processo de privatização começou com a abertura de capital da Caixa Seguridade.


PLR Social

A direção da Caixa efetuou o pagamento a menor da PLR Social sem comunicar os empregados. O pagamento foi feito com base na divisão linear entre todos os empregados de 3% do lucro líquido, e não de 4%, como determina o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente.


Acordo de Home Office

O trabalho em home office para parte dos empregados da Caixa completou um ano. A importância de manter o grupo de risco afastado das atividades presenciais é incontestável e foi uma reivindicação das entidades representativas para proteger os trabalhadores. No entanto, muitos gestores não respeitam os horários do expediente estabelecido no acordo e extrapolam em horários e atividades dos empregados.


Vacina Já

Considerando que os bancários prestam um serviço essencial, a categoria pede a imunização o mais rapidamente possível. Os empregados pedem que a direção do banco negocie com o governo federal a inclusão dos trabalhadores da Caixa como prioridade no Plano Nacional de Imunização. Outro agravante é que até o momento sequer foi informado sobre o início da vacinação contra a H1N1.


Mais estrutura de atendimento

O estado de greve e a paralisação também foram deflagrados para cobrar melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por meio de mais contratações, proteção contra a Covid-19 e vacinação prioritária para os empregados do banco.



Os atos realizados na terça-feira tornaram-se uma corajosa ação dos empregados da Caixa, que ousaram lutar mesmo diante das ameaças veladas de retaliação por parte da direção do banco. Outros movimentos virão, dentro do processo de reconstrução política tão necessário ao País neste momento, sem perder de vista que a vida das pessoas deve estar em primeiro lugar.


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