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Dirigentes sindicais manifestam seu descontentamento diante de tantas demissões do Bradesco

A exemplo do que aconteceu no dia 20 de agosto, quando dirigentes da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) e do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Florianópolis e Região (Sintrafi) paralisaram a agência 348 do Bradesco no centro da capital catarinense, hoje foi mais um dia de protestos. As manifestações aconteceram em Criciúma, São José e Araranguá.


A principal causa que motivou os dirigentes sindicais a se mobilizarem na manhã desta quinta-feira, 9, é o alto índice de demissões que vem ocorrendo constantemente no Bradesco, além da luta pela valorização da categoria bancária. O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 12,834 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 68,3% em relação ao mesmo período de 2020, segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).




Em São José, a mobilização foi na agência do Bradesco da Av. Presidente Kennedy, 707, no bairro Kobrasol. O diretor da Fetrafi-SC e do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, Carlos W. de Souza (Gijo), que esteve no ato, explica que “estamos protestando contra as 35 demissões em Florianópolis neste ano, em plena pandemia. E não podemos nos calar diante das cobranças abusivas por cumprimento de metas. Seguiremos firmes na campanha de valorização dos funcionários do Bradesco. Que vergonha, Bradesco!"


Em Criciúma, dirigentes do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região protestaram em frente ao Bradesco reivindicando redução nas demissões e valorização dos trabalhadores. Durante a pandemia, no primeiro semestre de 2021, o Bradesco lucrou mais de R$ 12 bilhões. "Ainda assim, o banco impõe metas abusivas deixando funcionários doentes e demissões. Sem contar o atendimento aos usuários e clientes, mesmo pagando tarifas e juros abusivos, são diariamente desrespeitados. Neste sentido, estamos orientando a população para denunciar a demora no atendimento”, pontuou a presidente do Sindicato de Criciúma, Dirceia de Mello Locatelli.



Já o representante da Federação na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e diretor da Fetrafi-SC, Magno Branco Pacheco, que participou do protesto também em Criciúma, explica que, lá, a mobilização aconteceu em frente a maior agência do Bradesco, em atividade conjunta com o Sindicato de Araranguá. "Entregamos panfletos para clientes e usuários que aguardavam para serem atendidos na parte externa da agência, denunciando o banco pela precarização no atendimento, metas abusivas, falta de funcionários. Também conseguimos observar que clientes e usuários estão à nosso favor e concordam que os bancos abusam”, destacou.


Denuncie a demora no atendimento

Os canais para denunciar são do Banco Central através do número 145, Alô Bradesco no 0800 727 9933 e Procon, ligando para 151. Não deixe de fazer sua denúncia!

#QueVergonhaBradesco