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Dia do Trabalhador: comemorar as conquistas e refletir sobre a unidade da classe trabalhadora


O Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, é comemorado em vários países do mundo em 1° de maio, quando também é feriado no Brasil. Esta data comemorativa é dedicada às conquistas de todos os trabalhadores ao longo da história.


No Brasil, o Dia do Trabalho teve seu marco inicial em 1917, quando ocorreu em São Paulo uma greve geral de operários e comerciantes por conta das condições precárias de trabalho. Dentre o que eles reivindicavam, estava: o aumento de salário, a redução da jornada de trabalho, a proibição do trabalho infantil e a proibição do trabalho feminino à noite. Como resultado, as condições melhoraram e parte das reivindicações foram atendidas.

Com o trabalhador bancário ao longo da história não foi diferente. Também enfrentou dificuldades, muitos adoeceram e ainda adoecem. Sofrem fisicamente e principalmente psicologicamente, pois estão expostos cotidianamente à pressão por entrega de resultados em seu ambiente de trabalho.

Muitas foram as conquistas dos bancários, tais como: o salário mínimo de ingresso da categoria bancária, salário superior a grande maioria das categorias de trabalhadores do Brasil; a comissão de função que garante o mínimo de 55% de acréscimo da remuneração, quando a CLT prevê apenas 33%, sendo que nessa última negociação em 2020 os bancos haviam de imediato se negado à renovação desta cláusula, bem como tentaram mudar as regras da participação nos lucros e resultados, o que poderia representar um redução de 50% na forma de cálculo.

Dentre outras conquistas, citamos a complementação salarial por 24 meses para os afastados por motivo de doença/acidente. O trabalhador afastado por mais de 30 dias passa a receber 91% da média de suas contribuições junto ao INSS e o bancário tem direito à complementação, ou seja, recebe como se estivesse na ativa pelo período que estiver afastado.

A PLR que hoje temos em nossa Convenção Coletiva Nacional foi uma conquista do movimento sindical bancário em 1995, apesar de ser um direito constitucional desde 1988. Fomos a primeira categoria a ter esse direito conquistado. Muitas categorias ainda não possuem esse direito.

Uma falácia a respeito da retirada de direitos, que já caiu por terra, foi na Reforma Trabalhista, em 2017, quando muitos direitos foram ceifados da noite para o dia com a justificativa da geração de empregos, e os empregos não vieram.

Depois veio a Reforma da Previdência para acabar com os “privilégios”. Ledo engano, pois os grandes prejudicados foram os trabalhadores que recebem menos de dois salários mínimos por mês. Os abastados continuam com seus privilégios, torrando dinheiro público, cuja conta sempre recai nos ombros da massa de trabalhadores.

Não bastasse a árdua luta do dia a dia, de enfrentamento às dificuldades das relações de trabalho, agora nos deparamos com mais um problema a ser enfrentado: a pandemia. E foi através de nossa organização nacional, custeada pelos associados, que conseguimos muitos avanços na proteção dos bancários e bancárias.

Bem verdade que não conseguimos tudo o que buscamos, mas certamente muito mais do que se não tivéssemos uma categoria unida e mobilizada. A garantia dos rígidos protocolos de segurança nos locais de trabalho foram fatores predominantes para os baixos índices de contaminação e óbitos entre os bancários.

Portanto, a categoria precisa reconhecer os avanços ao longo do tempo, fruto do trabalho de muitos bancários que nos antecederam, e ter a consciência da necessidade de união e organização para se manter firme na caminhada de conquistas e resistência às tentativas de desmobilização, retrocessos e retirada de direitos dos trabalhadores.

Parabéns trabalhadores bancários e bancárias pela dedicação, conquistas, e por perseverar na luta e unidade da categoria na construção de um Brasil justo para todos.