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Conferência estadual aponta demandas dos trabalhadores do ramo financeiro

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi/SC), juntamente com os sindicatos filiados, realizou no último sábado (4), a 22ª Conferência estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina. O tema principal da programação foi o debate em torno da Campanha Nacional 2020 da categoria.


O evento foi realizado de forma on-line e contou com a presença do economista Paulo Nogueira Batista Jr, que já atuou como diretor executivo pelo Brasil e outros países no FMI entre 2007 e 2015. Também foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS, em Xangai, de 2015 a 2017. Além disso, é autor de livros na área de economia.


Paulo Nogueira fez uma avaliação das políticas implementadas pelo governo Bolsonaro e seus reflexos internacionais. Na avaliação do economista, as medidas econômicas que vêm sendo tomadas pelo ministro Paulo Guedes têm apresentado resultados pífios, o que tende a aprofundar a crise econômica e resultar numa recessão profunda. Outro ponto evidenciado por Nogueira, é a imagem internacional do Brasil. Para ele, o País está, atualmente, no ponto mais baixo de sua imagem.


O vídeo completo do painel apresentado pelo economista Paulo Nogueira Batista Jr. pode ser acessado aqui


Para o secretário geral da Fetrafi/SC, Jacir Zimmer, a categoria precisa estar preparada para enfrentar as negociações deste ano, considerando o modo como são conduzidas as políticas do governo Bolsonaro direcionadas ao setor. Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, defende a privatização da instituição. Roberto Campos Neto assumiu o posto de presidente do Banco Central depois de uma carreira de 18 anos no banco Santander. Para Paulo Guedes os servidores públicos são “parasitas” e “inimigos”. São apenas alguns exemplos que traduzem o pensamento do governo que é patrocinado por banqueiros e grandes empresários.


Diante deste cenário, ressalta Jacir, não há perspectiva automática de valorização dos trabalhadores do setor financeiro. “É fundamental que todos estejam engajados na campanha nacional. Particularmente neste ano será uma negociação complexa, difícil, mas que pode ser vitoriosa se tivermos a participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras do setor”, afirma o dirigente.


Pautas estratégicas


Durante os debates realizados ao longo da Conferência, foram apontadas as pautas políticas que deverão estar presentes no decorrer da Campanha Nacional 2020 dos bancários:

- Em defesa da democracia; dos direitos dos trabalhadores; das organizações e do movimento sindical; e dos Bancos Públicos.

- Denunciar permanentemente os prejuízos do governo Bolsonaro para os trabalhadores e para a maioria da sociedade;

- Revisão da autorização para privatização da água e saneamento;

- Combate ao fechamento de agências bancárias e contra as demissões no setor;

- Crédito com juros baixos aos pequenos e médios empreendedores e trabalhadores em geral a fim de impulsionar desenvolvimento econômico;

- Cobrar a responsabilidade social dos bancos;

- Abrir o debate com bancários sobre a importância de eleger parlamentares comprometidos com a pauta dos trabalhadores: democracia, soberania nacional e direitos.


Outros pontos também irão compor a minuta nacional da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como as pautas econômicas da categoria, a ultratividade, a defesa dos empregos, saúde e condições de trabalho e a regulamentação do teletrabalho.

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