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Comando se reúne com Fenaban e discute retorno presencial e protocolo único


No último dia 13, por videoconferência, o Comando Nacional dos Bancários voltou a se reunir com os representantes dos bancos. Na pauta, a intenção de alguns bancos de promoverem o retorno dos bancários e das bancárias em regime de teletrabalho ao atendimento presencial, sem sequer haver ainda a vacinação da categoria em vários estados.

Em nome da Coordenação do Comando, a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, transmitiu a preocupação dos trabalhadores com a precipitação na volta ao trabalho presencial diante das informações em relação ao crescimento da contaminação no país por novas variantes do vírus e ao atraso no processo de imunização em todo o Brasil.

Outra preocupação é com o aumento dos casos na população mais jovem (abaixo dos 40 anos), o que representa quase metade da categoria, além das denúncias de flexibilização dos protocolos de segurança em várias regiões. Nesse sentido, o representante de Santa Catarina no Comando, Marco Silvano, ressaltou o alerta das autoridades de saúde do estado para o crescimento das mortes por síndrome respiratória, conforme Boletim divulgado pela Fiocruz.

Também em relação às medidas de prevenção e proteção, o Comando voltou a cobrar dos bancos maior rigor no cumprimento dos protocolos de segurança e a importância da adoção de um protocolo único. Sobre este ponto, a representação dos bancos negou as iniciativas em promover o retorno imediato dos trabalhadores em teletrabalho e se comprometeu, mais uma vez, que medidas nesse sentido deverão ser precedidas de negociação prévia com as entidades sindicais.

Durante o debate, o Comando Nacional reiterou as críticas às alterações promovidas pelo governo federal na legislação trabalhista que retiram direitos dos trabalhadores. É o caso da MP 1045 em debate do Congresso, que põe em risco a jornada de trabalho dos bancários e o valor das horas extras.

De acordo com Marco Silvano, "é inaceitável que direitos consagrados, conquistados com muita luta dos trabalhadores, sejam atacados por um governo irresponsável que, ao invés de estar atuando para salvar vidas, tenta desmontar a legislação trabalhista e previdenciária".

Segundo a manifestação dos representantes dos bancos, temos uma Convenção Coletiva de Trabalho e Acordos negociados e assinados em plena vigência, que garantem os direitos dos bancários.

Ao final, a presidenta da Contraf-CUT, representando o Comando Nacional, manifestou a importância da defesa da democracia e dos direitos sociais frente ao recrudescimento das ameaças cotidianas às instituições e às conquistas da sociedade.