Comando Nacional e Fenaban debatem temas relacionados à saúde da categoria
- 21 de jul.
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Atualizado: 22 de jul.
Na tarde desta terça-feira, o Comando Nacional dos Bancários e os representantes da Fenaban realizaram a quarta rodada de negociações da Campanha Nacional 2026.

Na pauta estiveram as cláusulas da Minuta Nacional de Reivindicações relacionadas à saúde e à melhoria das condições de trabalho da categoria.
No início da reunião, em resposta à reivindicação dos bancários por redução das taxas de juros e isenção de tarifas em empréstimos e financiamentos, como medidas para enfrentar o endividamento na categoria, os bancos limitaram-se a manifestar a expectativa de concluir o acordo coletivo o quanto antes, assumindo apenas o compromisso de antecipar o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Os representantes dos trabalhadores reforçaram a cobrança para que os bancos apresentem uma proposta efetiva de enfrentamento ao endividamento, tema que já havia sido debatido na rodada anterior de negociações.
Na sequência, o Comando Nacional destacou, com base em estudos do Dieese, que a transformação digital e a expansão do teletrabalho têm levado diversos países a adotar dispositivos legais para enfrentar os riscos psicossociais decorrentes das novas formas de organização do trabalho.
Essas medidas têm como objetivo prevenir a intensificação do trabalho, o isolamento e a comunicação excessiva fora da jornada, além de estabelecer limites para o tempo de trabalho e garantir o direito à desconexão.
Dados do INSS referentes ao período de 2012 a 2024 mostram que os trabalhadores do setor bancário lideram o ranking de afastamentos por transtornos relacionados à saúde mental, respondendo por 25% do total registrado.
Na categoria bancária, em 2012, a maior parte dos afastamentos por acidente de trabalho estava relacionada a doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo.
Em 2024, no entanto, os transtornos mentais e comportamentais passaram a representar mais da metade dos afastamentos, evidenciando a necessidade de medidas voltadas à prevenção do adoecimento e à promoção da saúde no ambiente de trabalho.
Os representantes dos trabalhadores reafirmaram as propostas aprovadas na Conferência Nacional dos Bancários, defendendo o fim das metas individuais, dos rankings, das cobranças abusivas, da competição entre trabalhadores e de outros mecanismos de gestão que contribuem para o adoecimento da categoria.
Nesse contexto, o Comando Nacional também cobrou das instituições financeiras o cumprimento efetivo da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com a inclusão obrigatória dos riscos psicossociais nos Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o reconhecimento da pressão por resultados como fator de adoecimento, sem mascarar as causas organizacionais dos transtornos mentais e com a participação dos trabalhadores em todo o processo como preconiza a legislação.
Para o representante da Fetrafi-SC no Comando Nacional, Marco Silvano, "é inadmissível que alguns bancos, em vez de reconhecerem sua responsabilidade no adoecimento dos bancários, pretendam legitimar descontos referentes à antecipação salarial prevista na CCT antes mesmo da confirmação dos benefícios previdenciários, ou ainda tentem instituir perícias médicas privadas para validar os atestados apresentados pelos trabalhadores".
Outro tema levado pelo Comando Nacional à mesa de negociação foi a insatisfação dos bancários com os planos de saúde, especialmente em relação à falta de profissionais credenciados em diversas especialidades.
A melhoria da assistência à saúde também integra a pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2026.
Sem apresentar respostas concretas às reivindicações da categoria, o representante dos bancos chegou a ameaçar o fim da mesa única e a retirada de direitos conquistados pela categoria, o que reforça a necessidade de mobilização e luta de bancárias e bancários.
A próxima rodada de negociações ocorrerá no dia 30 de julho para tratar do tema Remuneração e a retomada do debate sobre saúde e condições de trabalho.
Fique atento.
Participe das reuniões no seu local de trabalho e das atividades de mobilização.
Busque mais informações nos sites e redes sociais dos Sindicatos e da FetrafiSC.





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