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Comando Nacional cobra dos bancos protocolo mínimo de segurança sanitária em agências de todo o País

Representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) comprometeram-se em apresentar em breve uma proposta ao Comando Nacional dos Bancários, prevendo um protocolo mínimo de segurança contra a Covid-19, a ser aplicado nas unidades bancárias de todo o País. O compromisso foi assumido em reunião, realizada nesta segunda-feira (12), para discutir medidas de proteção da categoria diante do crescimento do contágio de coronavírus.


O debate faz parte de um calendário permanente de negociações que tem sido mantido entre o Comando Nacional e os banqueiros. Neste período de pandemia, inúmeras reuniões já foram realizadas para tratar de condições de trabalho dos bancários e ações de proteção aos trabalhadores, clientes e usuários, cujo objetivo maior é preservar a vida de todos.


Entendendo que neste momento não é tarefa fácil enfrentar os desafios conjunturais que se impõem, manter espaços de defesa dos trabalhadores é ainda mais fundamental. Com este viés, o Comando Nacional dos Bancários tem atuado para levar a pauta da categoria e avançar de forma contínua e consistente junto ao sistema financeiro.


É preciso antes de tudo superar os desafios da pandemia. Com pessoas vivas e saudáveis, a economia consequentemente será retomada.


Pontos discutidos entre Comando Nacional e Fenaban


Higienização

Um dos pontos cobrados pelo Comando Nacional é a necessidade de pelo menos uma higienização semanal das unidades. Os representantes da Fenaban sinalizaram positivamente sobre este item, e concordaram que o procedimento possa ser acrescentado no protocolo mínimo a ser discutido.


Visitas

Embora os representantes da Fenaban garantam que os bancos orientam os gestores a não realizar visitas externas, dirigentes do Comando ressaltaram que o mais adequado não é apenas uma orientação, mas a proibição das visitas durante a pandemia.

Sequelas

Também foi cobrado que os bancos devem fazer um acompanhamento mais efetivo dos trabalhadores que superaram o adoecimento pela Covid, observando neste caso as possíveis sequelas. Isso porque os órgãos de saúde, principalmente aqueles ligados ao governo federal, não têm dado a devida importância para o tratamento das consequências da doença. O Ministério da Saúde menospreza a gravidade da Covid-19, contribuindo assim para o surgimento de novas e mais letais variantes do vírus.

CAT

Outro ponto colocado em pauta foi a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). O procedimento é fundamental para amparar o trabalhador infectado pelo coronavírus no que diz respeito à preservação e requisição dos seus direitos após a pandemia. A CAT traz minimamente uma garantia para eventuais consequências relacionadas ao trabalho e adoecimento por Covid-19. Ficou definido que o assunto, considerado uma prioridade pelo comando nacional, voltará a ser discutido.


Vacinação

O Comando Nacional também defende que o sistema financeiro atue para pressionar a compra de vacinas em quantidades maiores. Considerando que os bancários prestam um serviço essencial, a categoria poderá receber a imunização o mais rapidamente possível. Isso reafirma o compromisso com a saúde e a vida das pessoas.


Trabalho remoto

No início da pandemia, bancários de grupos de risco foram afastados de suas atividades presenciais, porém, não receberam tarefas remotas para serem executadas. É responsabilidade dos bancos definir tarefas para estes trabalhadores, que estão acumulando horas negativas. Não será aceito o desconto dessas horas nos salários ou mesmo numa eventual rescisão. Os representantes da Fenaban se comprometeram a discutir o tema.


Máscaras

Outra reivindicação apresentada pelo Comando Nacional foi o fornecimento de máscaras do tipo PFF2 N95 aos bancários. Conforme orientações de especialistas, esta é a máscara mais adequada para a prevenção do contágio das novas variantes do coronavírus presentes no Brasil. A Fenaban reconhece a demanda e a importância deste tipo de EPI, porém, ainda não apresentou uma solução para a questão.


Em breve as negociações deverão ser retomadas para discussão das possíveis soluções às reivindicações apresentadas.


Neste momento a pandemia impõe desafios e restrições à luta. Entretanto, a categoria deve se manter atenta e atuante, utilizando-se de outras ferramentas de mobilização. Esteja engajado nas redes, promova o debate e o diálogo com seus pares nas unidades, ou com aqueles que estão em home office, a partir das informações geradas pela entidade sindical que o representa. Acompanhe com atenção os assuntos que impactam diretamente no seu dia a dia e quais medidas estão sendo tomadas a respeito!