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Agência do Bradesco é fechada como forma de protesto contra demissões

Em menos de 3 meses, o banco demitiu 5 funcionários da agência



Na manhã desta quinta-feira, 16, dirigentes da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi-SC) e do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Florianópolis e Região (Sintrafi) fecharam a agência 347, localizada no Bairro Estreito, em Florianópolis. O motivo que levou os representantes dos bancários a se manifestarem foi as 5 demissões ocorridas na agência em menos de 3 meses.


Durante a manifestação, vários clientes e usuários do banco apoiaram os dirigentes que estavam mobilizados em frente à agência. Eles expressaram preocupação sobre como ficará a forma de atendimento diante de tantas demissões. Os dirigentes entendem a preocupação porque esta política absurda de redução de custos, fechamento de agências e postos de trabalho com demissão de funcionários em plena pandemia irá afetar o atendimento da população. É preciso mudar esta lógica nefasta de acúmulo de lucros e exploração da população e funcionários. Somente o Bradesco lucrou R$ 12,8 bilhões no primeiro semestre do ano.


O presidente do Sintrafi, Cleberson Pacheco Eichholz, que esteve no ato, destacou a contradição entre as campanhas publicitárias e as práticas dos bancos. “Quando ligamos a TV e assistimos anúncios e propagandas, vez ou outra nos deparamos com campanhas publicitárias de grandes bancos que atuam no Brasil. Além da exaustiva oferta de produtos e soluções financeiras, é comum divulgarem a preocupação do sistema financeiro em 'contribuir' para o bem estar social no país. No entanto, a realidade tem demonstrado o total desrespeito dos bancos para com os seus funcionários e clientes”, criticou.


Além disso, Eichholz enfatizou que "o Bradesco lucra bilhões, fecha centenas de agências e demite milhares de trabalhadores enquanto o país enfrenta uma grave crise sanitária. São milhões de desempregados e milhares de vidas perdidas. Enquanto isso, o Bradesco demonstra sua inaceitável irresponsabilidade social. Até quando a ganância dos banqueiros seguirá destruindo a esperança de um país melhor?”, desabafou o dirigente.


Os protestos não aconteceram apenas em Santa Catarina, mas em outros estados também, como, por exemplo, na Bahia, que teve uma grande mobilização dos trabalhadores contra as demissões.