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A insegurança do PIX, o cenário econômico e a tragédia do governo Bolsonaro

O PIX, novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas implantado pelo Banco Central, foi um dos temas da reunião do Comando Nacional dos Bancários, realizada na última quarta-feira (25). A nova ferramenta é motivo de grande preocupação, já que causará impactos significativos no sistema financeiro e no dia a dia dos trabalhadores(as) que atuam no setor. Outro ponto é a fragilidade da segurança do sistema.

Recentemente, o economista e ex-diretor do Banco Central (Bacen), Beny Parnes, ao participar de um debate organizado pela PUC-RJ, criticou duramente o novo sistema de pagamentos instantâneos. Na avaliação de Parnes, embora a ideia possa ser boa, a segurança do sistema é extremamente frágil, e o cadastro no sistema é simples demais para um País com o tamanho do Brasil.


Outro problema está na questão jurídica. Pelo modo como foi construído o PIX, os bancos estarão isentos de responsabilidade. Ou seja, caso o usuário cometa qualquer equívoco na hora de fazer um pagamento ou transferência, ou tenha seus dados roubados, não poderá mais reclamar com a instituição da qual é cliente. A responsabilidade passa a ser de quem usa o serviço.


Momento inadequado


Os membros do Comando também consideram que houve precipitação no momento e na forma como foi feita a implantação do PIX.


A economia do País atravessa um de seus piores momentos, reflexo da trágica gestão de Bolsonaro e seu ministro da Economia Paulo Guedes. Sem rumo e sem diretriz, o País afunda no descrédito que se propaga internacionalmente. Isso tem gerado consequências brutais para a sociedade, principalmente para a classe trabalhadora.


Para a categoria bancária não é diferente. Ainda que o sistema financeiro tenha sentido de forma mais leve os impactos da pandemia, considerando que os lucros continuam elevados, o que se presencia é um processo violento de demissões e fechamento de agências.


Venda do patrimônio dos brasileiros


Diante do desastroso cenário econômico e com as receitas em queda, a tendência do governo Bolsonaro no próximo período é insistir na venda de ativos. Um dos patrimônios do povo brasileiro na lista de possíveis privatizações é a Caixa Econômica Federal, que desempenha um papel social importantíssimo para o País. Mais uma vez a sociedade irá pagar a conta da ineficiência do governo Bolsonaro.


Por isso, é tão importante a defesa não somente da Caixa, mas de todas as empresas e serviços públicos. A sociedade precisa urgentemente se dar conta dos prejuízos que o governo Bolsonaro está causando à nação.


No próximo período, trabalhadores de todos os setores, em conjunto com sindicatos e entidades de classe, irão estabelecer um intensa agenda de lutas, fazendo um duro enfrentamento ao governo Bolsonaro e seus aliados no Congresso Nacional. A categoria bancária, em especial, precisa estar engajada neste movimento, resistindo contra a precarização do trabalho, a exploração, as demissões, e tudo aquilo que afeta negativamente sua qualidade de vida.

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