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Com Bolsonaro e Guedes, banqueiros têm na pandemia um oásis


Nem todos lamentam a pandemia que afeta o mundo nesse momento. Ao contrário. A crise econômica e social no Brasil, agravada com a propagação do Covid-19, tem sido um oásis para os banqueiros na seca do deserto onde os brasileiros foram abandonados pelo presidente Jair Bolsonaro e seu super-ministro Paulo Guedes.

Um exemplo recente é a Medida Provisória 905, que perdeu a validade ao deixar de ser votada no Senado na última segunda-feira (20). Antes disso, na Câmara, nem mesmo a pandemia foi capaz de impedir o lobby dos banqueiros, fazendo com que o texto fosse aprovado em plenário.


A MP 905, que criava a carteira verde e amarela, claramente havia sido encomendada pelo setor financeiro e grandes empresários para extinguir ainda mais direitos dos trabalhadores. No caso específico dos bancários, a Medida permitiria o trabalho desses profissionais aos sábados, domingos e feriados, a jornada de oito horas e alterações nas regras de negociação da PLR.


.: Veja aqui mais detalhes da MP 905 :.


Em 2019, somente os cinco maiores bancos tiveram, juntos, um lucro recorde de mais de R$ 100 bilhões. Lucro que teve como fonte o dinheiro da própria população brasileira, que se vê obrigada a recorrer à estas instituições em momentos de aperto financeiro. Apesar disso, o governo Bolsonaro, cúmplice e aliado dos banqueiros, injetou recentemente R$ 1,2 trilhão de recursos públicos para “socorrer” o setor por meio da redução do depósito compulsório.


Seria este, realmente, o setor que precisa de “socorro” do governo. E, se somos nós, brasileiros, que bancamos todo este lucro, o que recebemos de volta?


Muito pouco tem se visto de ações concretas dos bancos para colaborar na recuperação econômica do País. Num momento como este, seria coerente que as grandes corporações empresariais atuassem de modo a amenizar os inevitáveis efeitos negativos da pandemia na economia do país. Pelo contrário. Algumas instituições financeiras elevaram em até 70% a taxa de juros em operações habituais do varejo.


O que o setor financeiro precisa, e deve fazer, é reinvestir parte do seu lucro na sociedade para gerar desenvolvimento nas regiões, empregos, e não aproveitar-se desse momento de calamidade para lucrar com o sofrimento da população. É responsabilidade social dos bancos cumprir seu papel de utilidade pública e auxiliar na recuperação de pequenas e médias empresas afetadas pela crise sanitária.


São muitas as incertezas quanto ao futuro, mas o alinhamento entre Bolsonaro e banqueiros não reserva alegrias. Por isso, é fundamental que a categoria bancária esteja ciente do que representa o governo Bolsonaro/Guedes. Será preciso muita mobilização e união de todos para conter a ganância desenfreada dos banqueiros em aumentar os lucros a partir da exploração dos trabalhadores. Temos que mudar as regras do jogo para que a corda não arrebente sempre no mesmo lado, o lado do trabalhador.


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