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A crise não é somente do coronavírus, mas do bolsonarismo também


O discurso de “salvar a economia” não nos traz nenhuma novidade. Ele apenas se repete. Vejamos a abolição da escravatura, quando muitos tentaram justificar a escravização de milhões de seres humanos baseados na “eficiência econômica”. O discurso de parte dos empresários-governantes à época era de que, abolir a escravidão, seria ruim para a economia. Isso lhe soa como um absurdo? Pois deveria.


Então, sabemos que o discurso é velho. Novas são as circunstâncias.


Dando um salto temporal na história, banqueiros, grandes empresários e investidores, recorrem agora às autoridades governamentais pedindo retorno à normalidade, como se isso fosse possível em meio à uma pandemia mundial “apocalíptica”, como definiu a Organização das Nações Unidas, a ONU. E não faltam exemplos trágicos da irresponsabilidade em não priorizar a vida das pessoas nesse momento.


Para deixar claro


O Brasil já vinha de um período extremamente ruim na economia, e que inegavelmente tornou-se mais grave com a pandemia de coronavírus. Antes disso, porém, cabem alguns questionamentos. Onde estaria a retomada econômica prometida com o impeachment, hoje assumidamente fraudulento, da presidenta Dilma Roussef, em 2016?


Onde estaria, também, a geração extraordinária de empregos com a terceirização irrestrita, inclusive das atividades fins, e com a Reforma Trabalhista?


Quando foi que ocorreu, e que ninguém viu, a guinada econômica do País após a Reforma da Previdência?

Coloque-se nesse conjunto de maldades a Emenda Constitucional 95 do governo Temer, que contou com o apoio do então deputado Jair Bolsonaro, congelando os investimentos em setores vitais à sociedade brasileira por 20 anos. O Sistema Único de Saúde (SUS) é o caso expoente neste momento.


Logo logo teremos de enfrentar a Reforma Administrativa, que afetará diretamente os servidores e os serviços públicos, e a Reforma Tributária, que trará medidas de arrocho fiscal contra o povo.


A crise não é culpa dos brasileiros


Depois de todas essas investidas contra a classe trabalhadora, dizer que a economia será afetada em razão da quarentena adotada por precaução ao coronavírus, é ignorar o histórico desastroso de como vem sendo conduzida a política econômica no Brasil pós golpe de 2016, que pariu Bolsonaro, e agora é capitaneada por Paulo Guedes.


Não há dúvidas de que o País precisa, na hora certa e com responsabilidade, retomar suas atividades econômicas. Isso não deve pressupor abandonar a ideia de proteção à vida, à saúde e ao bem-estar da população.


Certo é que, a conta da crise econômica não poderá ser paga pelos trabalhadores e trabalhadoras tendo como justificativa a pandemia de coronavírus. Para isso, haverá um trabalho de luta incansável das Centrais Sindicais, federações, sindicatos e entidades da sociedade civil que representam os trabalhadores brasileiros. Estes, que nunca tiveram no trabalho um empecilho, mas a falta dele, a retirada de direitos, a miséria, as más condições de vida, tendo que conviver com a concentração de renda nas mãos de poucos.


Esta crise não foi gerada pelos trabalhadores. E vem muito antes das medidas de isolamento social. Portanto, o discurso de atribuir os trágicos resultados da economia do País ao coronavírus e às medidas de proteção da população não será aceito pelos trabalhadores. Tampouco pelo movimento sindical.


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