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Comando Nacional dos Bancários aguarda posicionamento da Fenaban


Uma nova reunião foi realizada nesta terça-feira (24), às 17h, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A expectativa era de que os bancos apresentassem respostas objetivas às reivindicações apontadas na segunda-feira (23). Entretanto, os bancos apenas informaram estar realizando reuniões com seus executivos, sinalizando a possibilidade de apresentarem respostas às demandas em breve.


Ao longo desta terça-feira, Santander e Itaú anunciaram a suspensão de demissões neste período (com exceção daquelas por justa causa). É aguardado o posicionamento dos demais bancos a respeito dessa mesma medida. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não se enquadram nessa questão, pois seus funcionários são concursados e possuem estabilidade.


O Banco Itaú anunciou a flexibilização do Programa Agir, a fim de evitar prejuízo aos empregados, além da antecipação do pagamento integral do 13° salário.


Os bancos também anunciaram o início de uma campanha nacional na grande mídia, orientando a população que evite ir às agências bancárias. Informaram também estar negociando a compra de máscaras e álcool gel para todas as unidades.


A expectativa é de que a Fenaban responda ainda nesta quarta feira (25) aos demais pontos apresentados pelo Comando Nacional dos Bancários, com destaque para a prorrogação da Convenção Coletiva Nacional e dos Acordos Coletivos 2018-2020, a suspensão das metas e das demissões por parte todos os bancos.


Por outro lado, ao longo do dia, foi possível identificar um menor comparecimento da população às agências, atendendo às orientações das autoridades sanitárias e compreendendo a gravidade da crise sanitária ocasionada pelo coronavirus.


Isso não descarta a necessidade de que os bancos se comprometam a criar as condições que garantam proteção à saúde dos empregados e dos clientes. Não é aceitável qualquer outra hipótese neste momento.


O setor financeiro vem apresentando lucros recordes no País. São bilhões e bilhões acumulados a cada ano. Neste momento tão difícil, cabe às instituições financeiras desempenhar minimamente seu papel social e adotar medidas urgentes para preservar a saúde dos trabalhadores que atuam nestas organizações. Não é cabível que os bancos, diante de uma situação que assola o Brasil, continuem a pensar no lucro, no ganho, na rentabilidade, em detrimento de vidas.


Mesmo com toda a complexidade da situação, as entidades sindicais que integram o Comando Nacional vêm desencadeando um conjunto de iniciativas e representações junto à diversas instâncias, como a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, buscando garantir as condições de saúde aos trabalhadores envolvidos.


Neste cenário, tem surtido efeito a pressão feita aos governadores e prefeitos para que adotem medidas protetivas, que preservem a vida das pessoas. As autoridades políticas precisam demonstrar total responsabilidade neste momento, e não agir na contramão de todo o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas autoridades sanitárias mundiais para combater esta pandemia.


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