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Lucro recorde de banqueiros e o desemprego no Brasil: um projeto de poder de Bolsonaro


Nos últimos dias, os maiores bancos do País têm divulgado os expressivos lucros obtidos no ano passado. Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que anunciam o resultado recorde, operam o fechamento de agências e a demissão de milhares de trabalhadores. Você já parou pra pensar o que isso significa?


Números surpreendentes


Em 2019, o banco Itaú Unibanco obteve lucro líquido de R$ 26,5 bilhões, representando um aumento de aproximadamente 10% em relação a 2018. O Bradesco, por sua vez, lucrou R$ 25,887 bilhões em 2019, com avanço de 20% sobre o ano anterior. Já o Santander anunciou um lucro de R$ 14,181 bilhões no ano passado, alta de 16,6% frente a 2018.


Os bancos públicos também obtiveram resultados extraordinários em 2019. O Banco do Brasil, por exemplo, registrou lucro líquido de aproximadamente R$ 18 bilhões no período, o que significa um aumento de 41,2% na comparação com 2018. Outro exemplo é o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Banrisul, que fechou 2019 com um lucro de R$ 1,34 bilhão. O que chama a atenção neste caso, é que o resultado é 28,2% maior do que o registrado em 2018.


Lucro x demissões


Contraditoriamente, ao mesmo tempo em as instituições bancárias anunciam lucros gigantescos, cada vez mais trabalhadores são demitidos. Itaú, Bradesco e Santander fecharam 430 agências no ano passado e demitiram cerca de 7 mil trabalhadores.


Isso significa que o setor que mais lucra atualmente no Brasil não dá, na mesma proporção, o devido retorno à sociedade, com geração de emprego e renda principalmente. Além de aumentar os números do desemprego, deixam de ofertar serviços bancários, prejudicando a população.


Para além disso, a redução na estrutura de atendimento e no número de pessoal não fez com que fossem reduzidas as exigências impostas aos trabalhadores. Pelo contrário. O endurecimento e ampliação das metas, as imposições e as cobranças cada vez maiores sobre resultados têm causado efeitos diretos na saúde dos trabalhadores do setor financeiro.


É preciso reagir e lutar contra esta política que beneficia ricos e banqueiros. É momento de organização e fortalecimento das entidades sindicais, para atuar de maneira coletiva e organizada na defesa dos trabalhadores. Caso contrário, a situação não será revertida, a precarização irá continuar e os prejuízos serão cada vez maiores. Os trabalhadores do ramo financeiro têm um compromisso urgente com esta missão.

Desemprego como projeto


Não à toa, Bolsonaro e Paulo Guedes não estão preocupados com os elevadíssimos índices de desemprego no Brasil. Na lógica capitalista da extrema-direita, quanto maior o número de desempregados, maior a possibilidade do indivíduo aceitar um emprego sem direitos, precarizado e com menor remuneração.


Ou seja, o desemprego atende diretamente os interesses do capital financeiro, leia-se banqueiros, para quem Bolsonaro está dedicando todos os esforços do seu governo.


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