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Reestruturação prejudica empregados e papel social da Caixa


Se concretizada, a nova fase da reestruturação anunciada pela Caixa irá extinguir funções, alterar a estrutura do banco e afetar sua função social. Para o diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Sebastião Araujo, esse tipo de medida pode indicar a preparação do banco público para a privatização.

O movimento sindical está acompanhando os detalhes do processo, mas ainda há lacunas não esclarecidas pela Caixa. Não há certeza de quais funções vão permanecer e a direção se limita a dizer que novas funções serão criadas. Porém, há controvérsias, já que a empresa pode contar como “novas funções” as que mudaram de nome.


Lembrando que o projeto ainda não foi votado nas instâncias deliberativas da empresa, por isso os bancários precisam estar unidos e mobilizados para cobrar da Caixa a manutenção dos seus direitos.


Em encontro com a representação dos empregados, em janeiro, a direção disse que nesse primeiro momento os impactos serão mínimos. No entanto, essa etapa da reestruturação planeja reduzir o número de superintendências (Sure) de oito para seis - sendo que as Sure passarão a ser chamadas de Superintendências Nacionais de Varejo (SUV) - e diminuir as superintendências regionais de 84 para 54.


A função de tesoureiro seria extinta, dando lugar para a criação do gerente operacional e acesso por PSI (Processo Seletivo Interno), acumulando função para o bancário sem aumento salarial. Outro risco da reestruturação é o descomissionamento em massa dos caixas.


Como não houve debate com os empregados, a insegurança é grande entre os bancários. Em formulário criado pelo Sindicato para os bancários opinarem a respeito da reestruturação, todos que responderam se posicionaram contra a medida. Eles a avaliaram como autoritária e criticaram a falta de diálogo e de clareza sobre o processo. Relataram, também, que a postura da Caixa tem gerado incerteza e preocupação com o futuro pessoal e profissional. “Essa falta de comunicação, dentre outros aspectos, faz repensar toda a carreira dedicada ao banco”, comentou um bancário.


“Quando foi anunciado, no ano passado, que as agências seriam de vários estilos e segmentos, isso gerou uma péssima impressão nos empregados. Agora, aos poucos, as mudanças vêm aparecendo e o pior é que ninguém sabe ao certo quais serão os impactos para empregados e clientes. Qual será o papel social da caixa do futuro, e o que nos reserva o futuro?”, questionou outro empregado da Caixa.


Com informações, assessoria Seeb Chapecó


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