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A quem interessa a privatização da Caixa Econômica Federal?


Além da Caixa Seguridade, loterias e cartões também já estão na mira das privatizações. Setores que geram recursos, por exemplo, para o Fies e diversos programas sociais


O governo Jair Bolsonaro trabalha para dar início ao processo de privatização da Caixa Econômica Federal. Embora o primeiro passo seja a venda do setor de seguros, a Caixa Seguridade, outras áreas do banco já estão na mira para serem privatizadas.


A estratégia de Bolsonaro e Guedes para facilitar o processo de privatização, é vender ativos de forma “fatiada”. Isso porque, em junho do ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a venda de empresas públicas necessita a autorização do Congresso. Porém, no caso das subsidiárias, essa exigência não se aplica. Valendo-se disso, tanto o ministro Paulo Guedes quanto o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já declararam que esta será a forma de negociação.


É o caso das loterias e dos cartões, que, se vendidos, trarão enormes prejuízo aos brasileiros. É por meio destes setores, por exemplo, que a Caixa financia o sonho da casa própria, do acesso à faculdade com o Fies, e do crédito mais barato para a população. É daí também que saem os recursos para o Minha Casa Minha Vida, o maior programa habitacional do Brasil.


Além disso, parte do dinheiro arrecadado com as loterias é aplicado no esporte, na cultura e na segurança nacional. Com a venda dessas áreas, o Brasil todo perde. Entretanto, a população de baixa renda é a que será mais prejudicada com o fim do acesso ao sistema financeiro, ao crédito, à poupança e a outros serviços.


Historicamente, os bancos públicos brasileiros servem como instrumentos de fomento, sendo fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico do nosso país. A Caixa é hoje uma das instituições mais importantes na área da gestão de políticas públicas.


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom



Um governo contra a população


A lógica do governo Bolsonaro, com o seu viés ideológico de extrema-direita, é dar as costas à população e atender unicamente o mercado/capital. Paulo Guedes, ministro da Economia, é aliado dos grandes banqueiros e atua para servir aos interesses dos ricos, de quem mais tem.


A situação é preocupante tanto para a sociedade quanto para os empregados do banco. O início da venda é um sinal de que a organização pode deixar de existir como a conhecemos, e será preciso mobilização de todos para impedir que isso aconteça.


Uma história construída ao lado dos brasileiros


Desde que foi criada, em 1861, a Caixa sempre esteve presente na vida dos brasileiros. Ela é, por exemplo, o agente responsável pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo Programa de Integração Social (PIS) e pelo Seguro-Desemprego. Além de operar recursos de diversos programas sociais.


A Caixa Econômica Federal, único banco 100% público do País, possui atualmente cerca de 55 mil pontos de atendimento, incluindo agências-barco e unidades-caminhão.


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