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Governo Bolsonaro inicia processo de privatização da Caixa e quem perde são os brasileiros


Banco é responsável, por exemplo, pelo Seguro-Desemprego, FGTS, Fies, e por programas sociais como o Minha Casa Minha Vida



O futuro da Caixa Econômica Federal está duramente ameaçado, e os brasileiros poderão perder um patrimônio que é de todos.


Sob o comando de Paulo Guedes, ministro da Economia, o governo Jair Bolsonaro deve fechar a contratação do banco de investimentos dos Estados Unidos Morgan Stanley para dar início ao processo de privatização da Caixa Econômica Federal (CEF). O primeiro setor a ser atingido é o de seguros, a Caixa Seguridade.


A privatização da Caixa Seguridade servirá de modelo para outras áreas que devem ser vendidas. A próxima é a operação de cartões, cuja venda está prevista para junho.


No dia 12 de janeiro, a Caixa Econômica Federal irá completar 159 anos. Sendo uma empresa 100% pública, o banco exerce um papel fundamental no desenvolvimento social do país, pois prioriza setores como habitação, saneamento básico, infraestrutura e prestação de serviços, contribuindo significativamente para melhorar a vida das pessoas, principalmente as de baixa renda.


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Desde que foi criada, em 1861, a Caixa sempre esteve presente na vida dos brasileiros. Ela é, por exemplo, o agente responsável pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo Programa de Integração Social (PIS) e pelo Seguro-Desemprego. Além disso, opera recursos de diversos programas sociais, como o Bolsa Família, Fies e Programa Minha Casa Minha Vida.


Diante deste quadro iminente de privatização da Caixa Econômica Federal, as entidades sindicais (sindicatos e federações) apontam para a necessidade de mobilização dos empregados e toda a população. Se privatizada, a CEF deixará de ser um patrimônio dos brasileiros, deixando também de ser um instrumento de desenvolvimento de políticas públicas de cunho social.


Por outro lado, os empregados estarão sob o comando do capital financeiro, cada vez mais voraz no ataque aos trabalhadores, com retirada de direitos e precarização das condições de trabalho, para justificar suas altas taxas de lucro. É fundamental o envolvimento de todos para barrar mais esta medida, que, aliada a tantas outras ações desastrosas, coloca em risco inclusive a soberania do País. Se concretizado o projeto de privatização, haverá um quadro de perdas irreversíveis, tanto para trabalhadores do banco quanto para a população.


Na avaliação do secretário geral da Fetrafi-SC, Jacir Zimmer, 2020 desponta como um ano desafiador, e será preciso muita energia e força para lutar. O governo Bolsonaro, diz ele, aponta para ataques cada vez mais acentuados contra os trabalhadores. “A economia não reage e a renda se concentra cada vez mais nas mãos de quem muito já tem. Isso fará aumentar a miséria, dificultando ainda mais a vida do povo. Temos um governo voltado para os ricos, para o capital, para o poder econômico”, afirma o dirigente.


Dia de Luta em Defesa da Caixa


No dia 13 de janeiro, diversas atividades estão sendo programadas para o Dia de Luta em Defesa da Caixa. Serão disponibilizados materiais alusivos à data, que devem ser solicitados com antecedência (procure o seu sindicato). Também será disponibilizada a reedição da cartilha dos direitos, revisada, e com conteúdos mais objetivos, destacando a importância do papel do banco.


O mote a ser difundido nas redes sociais será #ACaixaETodaSua


Durante o ano de 2019, a convocação e realização de audiências públicas nas Assembleias Legislativas e em centenas de Câmaras Municipais foi destaque na campanha em defesa dos bancos públicos. Dada a conjuntura prevista para este próximo período, a manutenção desta agenda assumirá caráter relevante e exigirá de cada um o envolvimento na retomada da articulação com os parlamentares de suas bases.


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