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Governo Bolsonaro ignora milhões de brasileiros que estão à margem do sistema financeiro


Ao não investir em políticas de inclusão financeira, equipe econômica do governo federal relega 45 milhões de pessoas que não utilizam serviços bancários, mas que movimentam R$ 820 bi por ano


Conforme dados da pesquisa realizada e divulgada recentemente pelo Instituto Locomotiva, o Brasil acumula atualmente um total de 45 milhões de brasileiros não incluídos no sistema bancário. Ainda assim, o governo Bolsonaro não prioriza a criação de políticas de inclusão financeira, o que poderia potencializar as estruturas de funcionamento dos bancos públicos. Cabe lembrar que essa parcela da população é responsável por movimentar R$ 820 bilhões por ano fora das instituições bancárias. O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, explica que a conclusão evidente do levantamento é que o Brasil sairia mais rápido da crise econômica se a inclusão desses brasileiros no sistema bancário fosse maior. “É muito ruim para a economia brasileira. Ficou definido na pesquisa que os bancos que operam no país ainda não falam com uma parcela significativa da população e que muitas dessas pessoas que não têm conta em banco são empreendedores, entre os quais ambulantes e trabalhadores autônomos, que precisariam estar mais inseridos na economia formal”.


Ignorando este cenário, a equipe econômica do governo trabalha apenas na lógica de incentivar as direções centrais dos bancos a atacar os direitos dos trabalhadores. Como justificativa, reduzir despesas devido à diminuição no quadro de clientes. No caso dos bancos públicos, essas instituições estão deixando, inclusive, de exercer seu papel social, de inclusão, para priorizar a iniciativa privada, mostrando mais uma face cruel do governo Bolsonaro.


Por outro lado, entre julho de 2018 e junho de 2019, os bancos lucraram R$ 109 bilhões. Esse é o maior lucro nominal (sem considerar a inflação) em 25 anos, desde o lançamento do Plano Real, em 1994.


Mesmo com o lucro registrado nos últimos anos, a política do atual governo favorece o setor financeiro. O fechamento desorientado de agências causa graves consequências não somente para os trabalhadores das instituições, mas para toda a sociedade, que, entre outras consequências, sofre com a dificuldade para acessar estes serviços.


A precarização também atinge diretamente quem já é cliente, em questões como atendimento e segurança nas agências. Isso deixa claro que o governo se mostra aliado dos banqueiros e vira as costas para a sociedade.


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