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É preciso sair da zona de conforto

O último 7 de setembro foi um dia histórico. Dia de uma tentativa de golpe planejado e previamente anunciado. Foi um teste para a nossa jovem democracia. Felizmente, a tentativa dos manifestantes de invadir o STF em Brasília foi fracassada.


A Fetrafi-SC esteve nas ruas defendendo a "Vida em primeiro lugar", lema da 27ª edição do Grito dos Excluídos. Além disso, os dirigentes lutavam também por saúde, comida, moradia, trabalho, renda, democracia e pelo #ForaBolsonaro.


A Federação defende um projeto político que seja de interesse da população mais vulnerável, que coloque os mais desassistidos como prioridade no orçamento da União e que haja incentivos para que todos tenham acesso à saúde, educação, moradia, alimentação e segurança. Enfim, um projeto que gere desenvolvimento social e econômico para que o país volte a crescer.


Apesar de o Brasil estar passando por uma grave crise sanitária, econômica, social, política e institucional que vem sendo gerada pelo governo federal, houve também algumas mobilizações em todo o país a favor de Bolsonaro. São apoiadores que seguem os discursos de quem defende a liberação de armas, nega a ciência na medida em que não combate a pandemia e não se compromete com o avanço da vacinação.


De um lado, defensores de um projeto que busca diminuir as desigualdades sociais no Brasil e que dê assistência à população mais vulnerável que sofre com toda essa crise. De outro, os apoiadores deste governo que promove atos gerando aglomerações com quase 100% dos participantes sem máscaras. Enfim, tudo que vai contra as orientações para prevenção da Covid-19.


Mas não para por aí. Além de tudo isso, Bolsonaro estimula seus apoiadores com suas ideias antidemocráticas, na medida em que ameaça não respeitar o Judiciário e dar um golpe na democracia, gerando tensão na população e aprofundando ainda mais a crise econômica pela qual o país está passando.


Ao invés de tentar solucionar os problemas reais do Brasil, que está com 19 milhões de brasileiros passando fome e cerca de 14 milhões de pessoas desempregadas, além de uma inflação em disparada que diminui o poder de compra da maioria da população e aumenta ainda mais a miséria de muitos brasileiros que não tem, sequer, gás para cozinhar, ele se ocupa, diariamente, com bravatas e ataques às instituições democráticas.


A política econômica praticada por Paulo Guedes e Bolsonaro prioriza a remuneração do grande capital em detrimento de uma vida melhor para a população, pois o aumento constante dos combustíveis e da energia elétrica, que afetam os demais preços e refletem no poder de compra da classe trabalhadora, é resultado dessas escolhas e acaba prejudicando os mais pobres.


É por toda esta situação que, hoje, inclusive, Bolsonaro é alvo de críticas de setores econômicos e produtivos. Não é à toa que sua popularidade vem caindo. Apenas cerca de 20% dos brasileiros ainda o apoiam, segundo as últimas pesquisas.


Por isso, a Fetrafi-SC orienta que a categoria reflita e se posicione considerando o interesse coletivo da população. Ficar na zona de conforto não vai mudar as coisas!